III Edição do Festival Gastronómico de Lagostim de Rio em Ferreira do Zêzere (entre 16 de Abril e 16 de Maio)
Abril 15, 2010 por Castela
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Arranca já na próxima sexta-feira, pelas 18h30, a III Edição do Festival Gastronómico de Lagostim de Rio, no cenário paradisíaco que envolve o Lago Azul, em Ferreira do Zêzere. E o lema é devera curioso e Machado de Assis não diria melhor: “Se não os podes vencer…come-os”.
Entre 16 de Abril e 16 de Maio, todas as sextas-feiras (só jantares), sábados e domingos, os restaurantes aderentes, deste Concelho, vão confeccionar pratos variados com Lagostim do Rio já que esta é, segundo os especialistas, a melhor altura do ano para os confeccionar.
Considerado uma “praga biológica” por biólogos e pescadores, este lagostim vermelho, é cobiçado por muitos no estrangeiro, sendo mesmo classificado como uma iguaria de requinte semelhante ao caviar, em países como a França, Alemanha, EUA e China, mas foi em Ferreira do Zêzere que passou a ter honras de cartaz na gastronomia portuguesa.
Apesar do conceito de Festival Gastronómico ser usado em diversos locais, o Festival de Lagostim de Rio de Ferreira do Zêzere, e único no país, surgiu da necessidade de solucionar preocupações ambientais, e da vontade de descobrir novos caminhos para o turismo no Concelho com a criação de um produto Turístico inovador.
«Com este evento, pretendemos incentivar a riqueza e a diversidade gastronómica através da criação de novos pratos baseados num recurso natural pouco valorizado e que existe em abundância no concelho. Espera-se que venha a ser uma solução rentável para o problema que a abundância deste crustáceo apresenta para o equilíbrio ecológico do rio Zêzere e seus afluentes», explica Jacinto Lopes, Presidente desta Autarquia.
Usando este petisco como pretexto para visitar a região, não faltarão seguramente outras razões para passar um fim-de-semana singular, como uma visita à aldeia-península de Dornes (*), às pequenas jóias de arte das igrejas de Areias e do Beco, às paisagens e aldeias pitorescas pintadas por Alfredo Keil, e ao encanto sempre renovado das margens do vasto lago de Castelo do Bode.

