Termas de Carlão ou de Santa Maria Madalena (Murça) (*)
Fevereiro 28, 2012 por Castela
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Termas de Carlão
Depois de aqui termos colocado um artigo sobre as termas de São Lourenço, mal ficávamos se também não colocássemos aqui as caldas do Carlão por tão perto estarem daquelas.
Como o leitor já notou somos admiradores confessos do Aquilégio das Águas (ler aqui) de 1725, eis mais um trechos desta obra prima.
No “Aquilégio” as termas de Carlão são denominadas de Caldas de Favaios: “São de água sulfúrea, e tépida, em que os moradores tomam banhos, sem conselho médico, para qualquer achaques que padecem. Entendemos que esta água por tépida sulfúrea, será boa para curar estupores, e paralisias espúrios, sarnas, impigens, proidos, e mais achaques cutâneos; e para as intemperanças quentes das entranhas, e do útero, para convulsões, diarreias de causa quente, e para acidentes uterinos, que procedam de calor.”
Como o texto do site oficial das termas de Carlão está tão bem feitinho, esperemos que não se importem que o coloquemos aqui, com pequenas alterações, consideradas convenientes por nós, ou melhor fazer algumas cortadelas para não tornar o texto tão longo.
Informámos que a Época Termal decorre de 15 de Maio a 15 de Outubro. Antes de passarmos ao texto oficial das Caldas de Carlão, referimos ainda que adjacente ao balneário, existe uma pequena mas bonita praia fluvial e muito próximo, mas já no concelho de Alijó pode encontrar o famoso abrigo da Pala Pinta com pinturas rupestres Neolíticas na aldeia do Fanzilhal.
“As nascentes das Caldas de Carlão estão situadas na encosta norte do vale do rio Tinhela, na sua margem esquerda, a cerca de 1 km da sua confluência com o rio Tua. Estão situadas no concelho de Murça, distrito de Vila Real.
Os Romanos teriam feito o seu aproveitamento terapêutico se atendermos à análise de vestígios encontrados nas imediações como falam as moedas e pedaços de cerâmica característica encontrados no local, a tina quadrada aberta na rocha junto à nascente do rio, a estrada ou via romana que junto a eles passava de que restam ainda pedaços de calçada na subida para Carlão e a ponte que liga as duas margens do rio Tinhela aos dois concelhos, Murça e Alijó, a escassos quinhentos metros a jusante das Caldas de Carlão, modificada é certo por uma reconstrução em 1860, pois a grande enchente de 1739 destrui-a em grande parte.
A utilização da água termal na cura de doenças, associada ao seu aproveitamento em espaços de lazer, acompanha o Homem durante toda a sua história.
Pelas suas características físico-químicas a água é classificada como água mineralizada hipotermal, fluoretada, bicarbonetada, sulfuretada, sódica, alcalina, redutora, bacteriologicamente pura.
As termas de Carlão são indicadas para doenças de pele, reumáticas, músculo-esqueléticas e vias respiratórias. Situações como eczemas, psoríase, acne, dermatoses pruriginosas no domínio das doenças de pele; reumatismos articulares, vertebrais e degenerativos, reumatismos não articulares no domínio das doenças reumáticas e músculo-esqueléticas; sinusite, rinite, amigdalite, faringite, bronquite seca e asmática no domínio das doenças respiratórias, encontram nas Caldas de Carlão boas perspectivas de cura devido às características da água e às técnicas terapêuticas aqui desenvolvidas”.
Caldas de Carlão
5090-000 Murça
Telefone : (+351) 259 549 147 / 259 548 013
Email : mail @ caldasdecarlao.com
http://www.caldasdecarlao.com/

