Aqueduto dos Pegões (Tomar) (***)-um dos mais notáveis de Portugal

Aqueduto dos Pegões (Tomar) (***)-um dos mais notáveis de Portugal

O Aqueduto dos Pegões Altos em Tomar é um dos mais notáveis de Portugal, a par dos aquedutos de:
Água de Prata – Évora
-Águas LivresLisboa
-Amoreira – Elvas
-São Sebastião ou do Jardim – Coimbra
O Aqueduto dos Pegões é uma notável obra de engenharia e arquitetura. Foi erigido por vontade de Filipe I de Portugal, II de Espanha, quando este tentava seduzir Portugal para a sua causa, para abastecer o Convento de Cristo, classificado como Património Mundial da Humanidade e percorre seis quilómetros desde Pegões até ao fabuloso claustro principal do mosteiro.
Desde a sua edificação, a casa conventual de Tomar tinha um elaborado sistema de abastecimento de água, formado por uma série de cisternas, abertas nos principais claustros que se enchiam com as águas das chuvas.

Aqueduto dos pegoes fotografia aerea
Durante a sua estadia em Portugal, depois de aclamado rei português nas cortes da Tomar, Filipe I decidiu ampliar o abastecimento de água do Convento de Cristo, verificando-se então a necessidade de construir um aqueduto, numa estrutura semelhante à dos que haviam sido edificados em Elvas e Évora, sendo o modelo repetido alguns anos depois no aqueduto de Vila do Conde, que abastecia o Convento de Santa Clara.

A construção do aqueduto dos Pegões teve início em 1593 pela traça e supervisão de Filipe Terzi, tendo sido concluído por Pedro Fernandes de Torres em 1614.

aqueduto dos pegoes no vale
Atingindo a cerca do convento, o aqueduto dos Pegões ia desembocar num tanque de rega, junto ao qual foi colocada uma inscrição latina que se reporta à execução da obra. Em 1616, a canalização do aqueduto foi prolongada para o edifício conventual, alcançando o lavatório dos dormitórios no ano seguinte, e chegando à fonte do claustro principal em 1619, data em que se concluiu a obra.
Em 1614 Filipe II veio a Portugal inaugurar a obra, como indica a inscrição gravada no aqueduto dos Pegões.
São três as mães de água do Aqueduto dos Pegões: Nascentes da Porta de Ferro, do Vale da Pipa e do Cano.

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Por boa parte do seu percurso ser subterrâneo (de toda a sua extensão apenas cerca de 1350 metros estão acima da superfície) e passar por terras particulares, a sua existência quase passa despercebida. Apenas temos noção da sua grandeza no vale de Pegões, quando somos esmagados pela sua imponência. Esta obra de engenharia é composta por um total de 180 arcos e constituída, em alguns troços, por duas filas sobrepostas. O esquema de construção é composto por fila única de robustos e alteados arcos circulares em áreas de pouca altura. Quando o terreno vencido pelo aqueduto apresenta um maior desnível, no vale dos Pegões, este é constituído por duas ordens de arcarias, com a inferior formada por poderosos e resistentes arcos ogivais, arcaria semelhante àquela que seria empregue na edificação do setecentista Aqueduto das Águas Livres, na área do Vale de Alcântara.

No Vale dos Pegões o aqueduto tem 58 arcos de volta inteira, na sua parte mais elevada, sobre 16 arcos ogivais apoiados em pilares. Tem uma altura máxima de 30 metros.
Na parte superior do aqueduto dos Pegões corre um parapeito, que protege o canal por onde é conduzido o precioso líquido.

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Ao contrário por exemplo do Aqueduto das Águas Livres em Lisboa, que faz o percurso aéreo numa zona urbana muito malparecida e ruidosa, é grande a beleza ambiental no vale dos Pegões.
O exemplo maior do seu desleixo encontra-se nas suas icónicas “casas de água” maneiristas. Estas casas abobadadas, que têm no centro, uma pia destinada à decantação e que tanto se parecem com templos sagrados, dedicados a água, sendo assim uma espécie de “ninfeus cristãos”, encontram-se degradados e merecem rapidamente que sejam restaurados, porque nos parece que é obra minuciosa, mas não onerosa. Estas casas têm servido de casa de banho pública, além de serem  continuadamente vandalizados por grosseiros que teimam em deixar as suas duráveis marcas nas paredes.

casa aquedtudo dos Pegoes
O mais cenográfico aqueduto português fez 400 anos, o ano passado, e não foi alvo de qualquer festejo, nem sequer lembrança por parte dos portugueses, o que nos desonra, alias o aqueduto dos Pegões, tem sido tem tratado com desconsideração e desinteresse, desde que perdeu a sua utilidade na função de transporte de água, mas sem dúvida que qualquer português digno deste nome o deveria visitar ou pelo menos ter tal intenção.
Está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

Referências Adicionais:http://portugalfotografiaaerea.blogspot.PT/

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