Burgo fortificado e panorama de Marvão (***)

Marvão é uma das mais imponentes e intactas vilas fortificadas portuguesas, alcantilada em escarpa quartzítica, a cota de 862m. O panorama que se avista do castelo de Marvão é vertiginoso, de tal modo se alonga a vista: a norte as serranias da Estrela e da Gardunha; a nordeste as terras espanholas; a noroeste, por entre a crista, Castelo de Vide (**), Nisa, a barragem de Póvoa (próximo fica o menir da Meada (*)); a sul, a continuação da Serra de São Mamede, descendo para a planície, e, lá ao longe, o ponto branco que é Estremoz (*).
A fundação de Marvão
Esta posição dominante e a proximidade da fronteira deram-lhe uma importância estratégica que não terá sido ignorada pelos romanos, que poderiam ter aqui uma atalaia ou mesmo um templo (mas disto não existe qualquer prova), que auxiliariam a cidade romana de Ammaia(*).
No séc. X, Marvão era conhecida por Monte de Amaia e por Amaia de Ibn Maruán. A lenda atribuiu a fundação a este Maruan muçulmano e senhor de Coimbra. Este é bem conhecido da história do al-Ândaluz porque foi o líder local da resitência à centralização iniciada pelos califas de Córdova na segunda metade di século IX e o seu clã familiar dirigiu várias revoltas contra o poder califal, refugiando-se alternadamente em Badajoz, Idanha-a-Velha (***) e Marvão.
Marvão em Portugal
Na verdade, para além do seu nome, mais nada se sabe sobre Marvão, a ponto de não se saber exactamente o ano em que foi conquistada por D. Afonso Henriques. Sabemos também que a vila foi doada por Dom Afonso III ao seu filho, Dom Afonso Sanches. Este nobre sustentou um conflito com o seu meu-irmão, D. Dinis, tendo o monarca recuperado a posse da vila em 1299.


É devido a Dom Dinis e às primeiras décadas do século XIV que se atribui o essencial da fortaleza gótica que ainda hoje existe.
O reduto organiza-se em duas plataformas, correspondente a superior ao castelo propriamente dito, com torre de menagem quadrangular e a segunda a uma área mais ampla, com acesso pelo lado da vila, mas com três complexos níveis de entrada protegidos por torres e adarves. O aglomerado urbano de Marvão encontra-se também circundado por cerca militar atribuída ao século XVI.
“O Castelo de Marvão foi uma fortificação estratégica de detenção, orientada para a fronteira, de que dista uns escassos 13 Km. Constituiu também um eficaz lugar de refúgio e um extraordinário ponto de observação e vigilância, já que dominava claramente a segunda via mais importante de penetração dos exércitos do país vizinho, a partir de Valência de Alcântara, numa vasta zona do Alto Alentejo que vai de Badajoz ao rio Tejo. A sua inserção estratégica é clara: faz parte da primeira linha de detenção, pós Tratado de Alcanizes, que vai, no actual Distrito de Portalegre, de Montalvão a Elvas”.1
Dom Pedro I foi obrigado a tomar medidas contra o despovoamento da vila, o que sugere ter-se o processo de declínio populacional. Um processo que continuo ao longos tempos, não obstante a importância estratégica da vila e a reforma abaluartada verificada no século XVII.

[nggallery id=11]
Graças a esta estagnação, Marvão é um cenário impregnado de genuidade histórica e assim pelo prodigioso panorama assente nesta fraga acastelada, pelo ar puro, pelo arcaísmo, integridade e autenticidade das suas arquitecturas urbanas, pela beleza e riqueza do seu património, é por um isso, e muito mais, é um local de excelência do turismo de Portugal.
5 Pontos a visitar em Marvão:
-O castelo e o panorama da Torre de Menagem.
-Os vãos de portas e janelas góticas.
-A cisterna do Castelo.
– O Museu Municipal.
– As varandas com as sacadas em ferro forjado na rua do Espírito Santo.
Onde Dormir: Hotel Boutique o Poejo
Onde comer: O Sever (tel:2459926409 e Varandas do Alentejo
Fonte (1)- Câmara Municipal de Marvão

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>