Castelo de Algoso (Vimioso) (**)- Formidável ninho de águias no Nordeste Transmontano (2ªParte)

Voltemos então ao formidável castelo de Algoso que é dir-se-á o cenário de um romance de Walter Scott.
A Estrutura do Castelo de Algoso
O Castelo de Algoso é diminuto e orgânico (adaptado aos afloramentos rochosos) que resulta essencialmente de uma construção, nos séculos XIII e XIV.
Tem uma planta rectangular, e  a entrada a norte. A porta é, em arco pleno, defendido por um cubelo, que, abre para uma reduzida praça de armas que tem uma cisterna bem preservada.
A torre de menagem, de planta heptagonal, tem três pavimentos. Os dois primeiros destinavam-se a habitação do comendador e o último, à defesa. Existia também um torreão na muralha a sul que foi desmantelado que Duarte d’Armas ainda desenhou em 1509.
A torre de menagem encontra-se estrategicamente colocada na periferia do recinto, proporcionando a protecção do flanco mais vulnerável. A torre tem seteiras e outros pontos de tiro.
Relembro o leitor que é comovente o panorama que do castelo principalmente para o rio Angueira que aqui, corta a dureza da crista quartzítica e edifica um canhão fluvial onde planam aves de grande porte, quando aqui estive visionei um abutre do Egipto.
Lá em baixo a bela ponte de Algoso de três arcos em ambiente selvagem reclama a nossa visita, como bons caminheiros que somos.
Ponte de época medieval, reconstruída em 1727/1738, situada a 2Km da vila, no vale escarpado do rio Angueira. Servia de caminho de ligação entre as vilas medievais fortificadas de Penas Róias e Algoso, e do qual ainda se vislumbram antigos troços da calçada.
Ao lado do castelo encontra-se uma pequena igreja: é a Capela de Nossa Senhora da Assunção, a que muitos na região chamam da Senhora do Castelo, que, em tempos de grande seca, é invocada pela população para que mande a chuva tão necessária à sua sobrevivência.
Uma lenda no castelo de Algoso
“Há muitos e muitos anos, contavam os nossos avós, o castelo de Algoso era dos mouros e vivia lá um bruxo muito rico, que tinha andado a juntar muito ouro e muitas jóias.

Um dia, os cristãos resolveram tomar o castelo e expulsar os mouros. Então o bruxo, como era adivinho, soube deste ataque, e, horas antes, saiu do castelo com o tesouro para, sorrateiramente, ir enterrá-lo ao pé de uma fonte ali perto.
Quando estava nestes trabalhos, eis que lhe aparece uma rapariga, que ia buscar água à fonte com uma cantarinha de barro. Então o bruxo, com receio de que a moça denunciasse o seu segredo, tratou logo de a encantar com as suas artes mágicas. E disse:
— Em cobra ficarás encantada,
p’ra que andes sempre de boca calada!
Assim aconteceu. A moça lá ficou junto àquela fonte transformada em cobra. Depois os cristãos tomaram o castelo aos mouros, matando uns e expulsando outros, e do bruxo nunca mais se soube nada.
Diz o povo que, em noites de S. João, há quem tenha visto junto ao castelo uma jovem muito bela a dançar ao luar, achando-se, sobre as pedras da fonte, a pele de cobra que despe por momentos. E quando alguém se aproxima para tentar ir à fala com ela, logo a jovem desaparece e volta para a água da fonte, arrastando consigo a pele que a vai transformar de novo numa horrível cobra”.1
Um moderno Centro de Interpretação no castelo de Algoso
Este edifício surgiu da necessidade de criar um equipamento de características museológicas, assumindo-se como uma estrutura de apoio ao visitante. Inúmeros objectos representativos do período Calcolítico, das Idade de Bronze e do Ferro, de época romana e dos períodos medieval e modernos agora expostos no centro de acolhimento.
Informação ao visitante:
Horário (Castelo e respectivo Centro de Acolhimento)
De Terça à tarde a Domingo.
Horário de Inverno
9:00h – 12:30h
14:00h – 17:30h
Horário de Verão
10:00h – 12:30h
14:00h-18:30h
Contactos para a marcação de visitas de grupo/guiadas.
Telefone: 226197080/932528578
e-mail: geral@cultura.pt, algoso.castelo@gmail.com
Nota: O Castelo de Algoso é um dos marcos histórico-cultural, mais importantes do nordeste Transmontano e um lugar notável de visita obrigatória.
A Lenda foi retirada do magnífico site do Lendarium.

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