Castro de Santiago (Fornos de Algodres) (*)

O Castro de Santiago implantado a 612 metros de altitude desfruta de grande domínio visual sobre a paisagem envolvente, que se estende até ao sopé do Parque Natural da Serra da Estrela (****). Beneficiando de declives bastante acentuados, a Norte, Oeste e Este, apresentando assim boas condições de defesa natural, aproveita ainda a grande penedia granítica, a partir da qual edificou a sua cintura de muralhas, ficando assim o castro de Santiago devidamente protegido.
Para além das estruturas fortificadas foram identificadas estruturas de carácter habitacional com lareira central (cabanas) e outras de uso indeterminado (empedrados).

O castro de Santiago teve dois momentos de ocupação: no Período Calcolítico (3000 a 3800 a.C.) e mais tarde uma breve ocupação durante a Idade Média. O castro foi o primeiro povoado Calcolítico a ser identificado na Beira Alta.
O sítio foi estudado entre 1988 e 1995 por António Valera com a descoberta de um vasto espólio: recipientes cerâmicos (alguns dos quais decorados), pesos de teares, objectos em pedra lascada (pintas de seta, lâminas e foices) e em pedra polida (machados, enxós) e restos de mós manuais.
O sítio corresponderia essencialmente a um povoado fortificado habitacional de comunidades sedentárias e seria também um marco territorial.
Depois de visitar o circuito arqueológico de Fornos de Algodres (em que destaco a Anta do Cortiço, o Castro de Fraga da Pena (*) e a aldeia de Algodres(*)bem identificado e com painéis descritivos no locais, aconselho-o vivamente a visitar o museu arqueológico local na sede do concelho que contem vasto espólio resultante dos vários pontos escavados.
Apenas um reparo- o Castro de Santiago deveria ser rapidamente classificado como Imóvel de Interesse Público. 
Nota: texto adaptado do painel informativo local

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