Friday, October 31, 2014

JÁ VISITOU A ROTA DO CRIME DO PADRE AMARO EM LEIRIA? (*)

Rota do Crime do Padre Amaro em leiria, é uma ideia fantástica de um ótimo livro clássico da literatura portuguesa. O trabalho do município foi muito bom apenas espero que não retirem os painéis, de grande qualidade da pintora Sílvia Patrício a lembrar a Paula Rego. Tivemos o prazer de fazer dois passeios com dois grupos amigos de Alter do Chão e não mais os esqueceremos porque as memórias boas são também um dos pilares da esperança realista. Eis a nossa Amélia (Rita Miguel), a frente sempre diligente quando se trata de fazer ditosos os outros. É também para dizer que o Miguel, não é o nosso Padre Amaro (apesar de ter algumas semelhanças), mas é um ótimo cicerone. Este é um modo didático e divertido de ficarmos a conhecer o Centro Histórico de Leiria.
Nesse mesmo dia visitamos ainda castelo, o Museu do Mimo e a Igreja Românica de São Pedro em Leiria, o museu do vidro na Marinha grande e o sítio no premonitório da Nazaré.
Até fomos capa no Diário de Leiria de 8 de Agosto de 2014, bem fixe. Eis o artigo.
ROTA DO CRIME JÁ ATRAÍU 1300 PESSOAS ÀS RUAS DE LEIRIA QUE INSPIRARAM EÇA DE QUEIROZ.
“Desde junho de 2003 já participaram na Rota d’O Crime do Padre Amaro 1300 pessoas provenientes de todo o país. A iniciativa, da Câmara Municipal de Leiria, tem dado uma nova dinâmica às ruas e recebido a aceitação de todos os participantes, que se mostram entusiasmados com a iniciativa que recorda o amor proibido entre Amélia e o padre Amaro. Segundo fonte da Câmara Municipal de Leiria, “o facto de vir gente propositadamente realizar esta rota testemunha a capacidade de atração que estas iniciativas possuem, o que, defende, justifica a aposta da autarquia, consolidada, de resto, no programa “Eça 2014”. “Só este ano registámos uma média de quase três grupos por mês e até ao final do ano já existem nove pedidos de grupos de todo o país para realizarem o percurso. Tanto participam adultos, como crianças que acompanham os pais e jovens”, acrescentou. Foi o caso de 44 seniores de Alter do Chão, Alentejo, que vieram ontem a Leiria propositadamente para conhecerem o famoso romance histórico da autoria de Eça de Queiroz. A visita não poderia ter sido mais divertida. Que o diga Miguel Narciso, o guia do percurso, que ao contar que “havia uma moça, Amélia, que é da idade do Amaro”, foi interrompido por uma voz animada que acrescentou: “Uma carga de trabalhos, portanto!”. E era mesmo. O polémico livro português, proibido durante muitos anos, dá a conhecer Leiria em 1870, onde acontecem as peripécias de dois jovens apaixonados. A visita começou na Praça Rodrigues Lobo, outrora chamada Praça de S. Martinho, e local onde começou o boato de que Amélia e Amaro poderiam viver um romance proibido. “Lá estão eles, lá estão eles” afirmava um dos participantes, apontando para uma das treze telas ilustrativas da obra, espalhadas pela zona histórica da cidade. Passando pela rua doa Arcos da Misericórdia e pela Igreja da Misericórdia já se questionava: “Ainda não aconteceu nada? Um bocadinho de piri-piri?”. Não, ainda não. Seguiu-se a casa onde Eça de Queiroz viveu, onde Amélia e Amaro residiram também, em andares separados – “Está-se mesmo a ver o que vai acontecer a seguir”, ouviu-se – , passando pela sé, onde as personagens nunca apareciam juntos porque, segundo um participante, “dava muito nas vistas”. Finalmente a casa do sineiro, onde se escondem os encontros amorosos de ambos e onde se tem uma vista privilegiada sobre Leiria.
Visita feita, alguém refletiu: “Hoje ainda há muitos padres amaros, não acham?”. Os turistas de Alter do Chão aproveitaram o dia para visitar ainda o Museu da Imagem em Movimento ( MiMo) em Leiria, o Museu do Vidro na Marinha Grande e, por fim, a praia da Nazaré.
Telas há um ano nas ruas
Para quem ainda não assistiu ainda à Rota do Crime do Padre Amaro terá ainda oportunidade de o fazer. Durante a Rota, serão interpretadas as treze telas da artista plástica Sílvia Patricio, colocadas há um ano em algumas fachadas de edifícios do centro histórico.

Rota do Crime do Padre Amaro com Rita Miguel 300x159 JÁ VISITOU A ROTA DO CRIME DO PADRE AMARO EM LEIRIA? (*)

Rota do Crime do padre Amaro

Vozes
Tânia Palmeiro, 35 anos
Fomos nós que sugerimos a visita e recebemos uma recetividade positiva por parte dos participantes, tanto que aqui estão dois grupos, um de Alter do Chão e outro de Seda.
Eu e outro elemento da organização já tínhamos vindo com outros grupos das Juntas de Freguesia da Chancelaria e Cunheira.
Maria Ana Bóia, 80 anos
Já conhecia Leiria mas não vinha cá há 30 anos, portanto é bom voltar. A cidade está diferente, havia mais jardim, mas continua bonita. (…) Sobre excursão, quis vir também porque gosto de visitar a Nazaré. Recorda-me as excursões antigas de quatro dias.
João Passinhos, 75 anos
É a primeira vez que visito Leiria, só aqui tinha vindo de passagem.
Desde que são organizadas excursões em Alter do Chão, que participo em todas, já a semana passada fomos à Figueira da Foz.
À Nazaré já fui várias vezes.
in Diário de Leiria de 8 de Agosto de 2014
Por Bruna Santos

Castelo de Leiria (**)- a majestade medieval no centro de Portugal

Quem faz a viagem entre Coimbra e Leiria, pela estrada Nacional 1 ou IC2, visiona dois castelos com grande impacte paisagístico, o de Pombal e o de Leiria, mas cuidado automobilista não se distraia porque o trânsito é muito e não se de o caso de se despistar ou pelo menos ser autuado, como eu já fui, bem como quase todo o português que usualmente faz aquela rota. bem mas adiante passemos depressa ao texto sobre o Castelo de Leiria, antes que o leitor demande em busca de outros prazeres mais fugazes.

O Castelo de Leiria edificado em posição dominante a norte sobre o rio Lis, é o “ex-libris” da cidade, recebendo, anualmente, entre 50 e 70 mil visitantes. No castelo de Leiria destaca-se:

-Paço Real, de construção gótica e cuja “loggia” domina a cidade;

-a notável capela joanina da Pena, de uma só nave e capela-mor com abside poligonal;

-e a Torre de Menagem, prismática, rematada por merlões e encimada por terraço.

O Castelo de Leiria compreende outras atracões arquitetónicas, históricas e arqueológicas.

Aquando do início da sua edificação constituía um forte de penetração em região hostil. Por isso, o Castelo de Leiria surge como uma construção com significado associado a um ideal histórico e real, de um espaço praticamente inexpugnável que representa a soberania de Portugal e cuja reconstrução, no séc. XX, lhe devolveu a imponência que se acredita ter tido antes da sua ruína.

Castelo de Leiria 300x118 Castelo de Leiria (**)  a majestade medieval no centro de Portugal

Antecedentes do Castelo de Leiria

Não existem informações seguras acerca da primitiva ocupação humana do sítio do castelo, embora a região de Leiria seja rica em testemunhos arqueológicos pré-históricos e romanos. No castelo de Leiria existem várias pedras romanas com inscrições da cidade de Collippo.

É do conhecimento que à época da Reconquista Cristão da Península Ibérica, a região constituía, no século XII, um ponto nevrálgico da defesa da fronteira sul do Condado Portucalense. Viria a tornar-se um próspero centro económico medieval, graças ao comércio de cereais e produtos alimentares (trigo, azeite, vinho, frutas), de madeiras, de minérios (carvão, sal-gema, calcário) e de produtos artesanais (lanifícios e tecelagens, couros, olarias, ferragens).

O castelo medieval

Ao firmar o seu governo a partir de 1128, o moço D. Afonso Henriques (1112-1185), projectou ampliar os seus domínios, então limitados a norte pelo rio Minho a sudoeste pela serra da Estrela e a sul pelo rio Mondego. Para esse fim, a partir de 1130, invadiu por diversas vezes o território vizinho da Galiza a norte, ao mesmo tempo que se mantinha atento à fronteira sul, constantemente atacada pelos muçulmanos.

Para defesa desta região sul, estrategicamente fez erguer, de raiz, um novo castelo entre Coimbra e Santarém (1135), no alto de uma elevação rochosa, um domo magmático (dolerito com idade entre 201 e 205 milhões de anos), um pouco ao sul da confluência do rio Lis com o rio Lena. A povoação nasceu também com o castelo. Dois anos mais tarde o castelo foi assaltado pelo Califado Almóada, que se aproveitaram de uma investida das forças de D. Afonso Henriques à Galiza (1137). Após uma feroz resistência, Paio Guterres e seus homens foram forçados a abandonar as suas posições.

Depois de 2 vezes perdido e 2 vezes reconquistado, o castelo de Leiria pertenceria de forma permanente ao Condado Portucalense, ajudando na conquista de Santarém e Lisboa e, logo, na construção do país.

O monarca outorgou Carta de Foral à povoação, determinando a reconstrução e reforço da estrutura do castelo, no qual fez erguer uma Capela sob invocação de Nossa Senhora da Pena (entre 1144 e 1147).

Capela da pena leiria 300x212 Castelo de Leiria (**)  a majestade medieval no centro de Portugal

O seu sucessor, D. Sancho I (1185-1211), concedeu novo foral (1195), determinando erguer-lhe uma cerca amuralhada. O desenvolvimento da vila era tão expressivo à época, que a fez sede das Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III (1248-1279).

Outros monarcas dedicaram atenção a Leiria, destacando-se D. Dinis (1279-1325), que ali residiu por diversas ocasiões, vindo a doar, em Julho de 1300, à rainha Santa Isabel, a vila e o seu castelo, escolhidos para a criação de seu herdeiro, o príncipe D. Afonso (nesta altura os Paços localizavam-se no antigo seminário, hoje sede da polícia). É a D. Dinis que se atribui a adaptação do castelo à função de palácio, a reconstrução da capela de Nossa Senhora da Pena e o início da construção da poderosa Torre de Menagem (1324), poucos meses antes do seu falecimento. Esta torre foi concluída no reinado de seu sucessor, conforme inscrição epigráfica no seu exterior.

A vila desenvolveu-se de tal forma que foi lá que se deu as Cortes de 1254, convocadas por D. Afonso III, as primeiras cortes onde foram chamados representantes da nobreza, clero e povo. Desde então o local foi muita vez escolhido para a realização de Cortes, a base sobre a qual se construiria o que hoje é o Parlamento. Sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), quando aqui se reuniram as Cortes de 1372, a vila encontrava-se em expansão até às margens do rio Lis.

Sob D. João I (1385-1433), que aqui celebrou, em 1401, o casamento de seu filho D. Afonso (futuro conde de Barcelos e duque de Bragança), iniciaram-se os trabalhos de edificação dos chamados Paços da Rainha ou Paços Novos, nos quais se destacam os vãos góticos e o espaço de suas salas e câmaras. D. Manuel I (1495-1521) concedeu Foral Novo a Leiria (1510), alçada, em 1545, à condição de cidade por D. João III (1521-1557).

Da Restauração da independência aos nossos dias

Ao raiar a Restauração da Independência (1640), o Castelo de Leiria foi uma das primeiras fortificações a erguer o pendão de Portugal. Sem valor militar, entretanto, mergulharia progressivamente no abandono, vindo a se arruinar.

No contexto da Guerra Peninsular, no início do século XIX, as tropas francesas provocaram extensos danos à cidade e aos seus monumentos, nomeadamente a Sé e o castelo. O castelo, em ruínas, perdeu o seu valor militar e fora dotado ao abandono.

Já no final do século XIX, por iniciativa da Liga dos Amigos do Castelo o arquiteto Ernesto Korrodi elaborou um projeto de restauro das ruínas do castelo que foram classificadas como Monumento Nacional por Decreto publicado em 1910. Finalmente, em 1915, a Liga iniciou as obras de restauro, com fundos próprios e o auxílio do poder público. O seu trabalho de Korrodi desenvolveu-se até 1934, quando ele sai do projeto. As obras, porém, prosseguiram na década de 1930, com base nos seus desenhos. As campanhas de recuperação foram retomadas pela DGEMN em meados da década de 1950, prosseguindo nas duas décadas seguintes. Em 1955 a 69 a igreja da Pena é recuperada, e do projeto também faz parte a reconstrução dos Paços Novos. Novas campanhas se sucederam a partir de meados da década de 1980, prosseguindo pela década de 1990.

O castelo encontra-se aberto aos visitantes, tendo na torre, um espaço museológico, onde podem ser apreciados artefactos arqueológicos encontrados no local e armaria medieval.

laje epigrafica leiria 300x174 Castelo de Leiria (**)  a majestade medieval no centro de Portugal

Características do Castelo de Leiria

No castelo de Leiria encontram-se quatro grandes períodos construtivos:

-o Românico do século XII;

-o Gótico dionisino, da primeira metade do século XIV;

-o Gótico joanino, de inícios do século XV, e

-as correntes restauradoras de finais do século XIX e primeira metade do século XX.

As muralhas do castelo são rematadas por merlões quadrangulares, estando reforçadas no seu trecho mais vulnerável (onde o declive do terreno não é tão acentuado) por uma barbacã (pode aqui ver a planta do castelo e restante cerca), seguida por uma cerca avançada, a norte e a leste, reforçada por torreões de planta quadrangular. Pelo lado oeste, rasga-se a chamada Porta da Traição, em arco quebrado. O reduto interno, envolvido por cinta de muralhas, encontra-se disposto numa plataforma mais elevada a noroeste, e é dominado pela Torre de Menagem.

Nesta cerca se rasgam-se duas portas: a Porta do Sol, a sul, onde hoje está a torre sineira da Sé, e a Porta dos Castelinhos, a norte, flanqueada por duas torres.

Ultrapassando-se a Porta do Sol ingressa-se em um largo onde se encontram algumas edificações, o antigo Paço Episcopal (hoje sede da PSP), Capela românica de São Pedro e o Museu do MIMO (os antigos Celeiros da Mitra). Subindo por uma rampa, acede-se à entrada do castelo, pela Porta da Albacara, em arco de volta redonda sob uma torre rematada por merlões chanfrados e rasgada por frestões, que funcionou como torre sineira da vizinha Igreja de Nossa Senhora da Pena.

As principais estruturas do castelo podem ser descritas sucintamente:

Porta da Albacara (recolha de gado, em árabe), em estilo românico, em cotovelo conforme o uso muçulmano. No embasamento das torres que a defendem, encontram-se algumas lápides com inscrições romanas, oriundas da antiga “civitas” de Colipo, que existiu a perto da Barreira.

Casa da Guarda, pequeno e pitoresco edifício feito em em 1915, com projeto de Korrodi. No seu alpendre figuram algumas colunas e mísulas tardo-góticas oriundas do claustro do antigo Convento de Santa Ana de Leiria, das monjas da Ordem de São Domingos e onde situa agora o Mercado de Santana.

Torre dos Sinos, porta de acesso ao primitivo recinto fortificado, de forma pentagonal e com arcadas românicas e aduelas contendo sinais cruciformes orbiculares ou templários. No século XIII foi adaptada como torre sineira da vizinha Igreja de Santa Maria da Pena, quando foram rasgadas novas janelas em estilo gótico. Foi também denominada, à época medieval, como Torre da Buçaqueira, o que pode indicar que nela se abrigariam os falcões usados pela realeza em suas caçadas.

Igreja de Santa Maria da Pena (*), um portal, uma nave e uma abside e ideia romântica da ruína edificam aqui uma joia pura da arquitetura gótica feita talvez ao mesmo tempo que o Mosteiro da Batalha, com ela partilha o mesmo tipo de calcário. Tem uma única nave retangular, acedida lateralmente por um portal ogival de cinco arquivoltas apoiadas em colunas lisas. A abside poligonal revela cobertura de abóbadas nervuradas. Os panos laterais da capela-mor são rasgados por belas frestas ogivais. Foi utilizada como capela palaciana pela Dinastia de Avis. No coro podemos mesmo ver uma pedra romana de Collipo, dedicada ao imperador Antonino Augusto Pio, e saindo pela sacristia manuelina temos acesso às ruínas.

Pode ainda ver um bonito arco manuelino, policêntrico, que terá sido retirado da ermida de Santo António do Carrascal e aqui posto nos anos 40 do século passado.

O mistério do Y

Nas pedras da Igreja de Nº Sra da Pena encontra-se repetidas vezes gravada a letra Y que representam o símbolo de Dom João I.

Ruínas da Colegiada dos cónegos e clérigos crúzios de Leiria. Local de interesse arqueológico, aqui existiam sala de audiências, celas e dormitórios, refeitório, cozinha, pátio, e cisterna que atendiam aos religiosos e serviam a Igreja da Pena.

Paços Novos, Paços do Castelo, ou Paços Reais, com planta quadrangular, nas dimensões de 33 m x 21 m. É constituído por torres laterais de 4 pisos e um corpo central de 3. No pavimento inferior, encontra-se um amplo salão com três robustos arcos góticos (Salão dos Arcos), enquanto no segundo piso dois salões menores serviam ao dia-a-dia do palácio (cozinha, adega, dormitório). No terceiro pavimento, os quartos régios situam-se nos extremos, divididos pelo Salão Nobre (Salão das Audiências) que abria para uma galeria ou loggia de arcaria gótica de onde se pode usufruir de uma bela paisagem sobre a cidade. Esta galeria é vista de muitos pontos da cidade e é talvez a principal imagem de marca deste castelo, desconfio que são poucos os portugueses que aqui não vieram. Dois corpos que o flanqueiam constituem um quarto piso, que tinha o seu interior repartido por, à época, luxuosas instalações sanitárias.

Pátio Interior, de interesse histórico e arquitetónico é testemunho das políticas de restauro do monumento no século XX, com destaque para as opções pela falsa ruína e pelo trabalho intencionalmente inacabado.

Celeiros Medievais, conjunto de três celeiros datáveis do século XIII, abobadados em alvenaria, que deveriam ser primitivamente rematados por construção em madeira e taipa, hoje desaparecida.

Porta da Traição e Falsas Ruínas, rasgada num pano da muralha a oeste quase que integralmente restaurado na década de 1930, assinala o sítio da porta original, onde se crê terem entrado os Muçulmanos numa das tomadas ao castelo. Observam-se também falsas ruínas características das opções de restauro do monumento entre a década de 1930 e a de 1950.

Torre de Menagem, como Dom Dinis e a Rainha Santa Isabel escolheram Leiria como uma das terras de permanência da família real, este monarca procedeu ao reforço do castelo, com construção da torre de menagem de planta prismática, elevando-se a 17 metros de altura (divide-se internamente em três pavimentos encimados por terraço e coroada por merlões quadrangulares. Mandada executar sobre os alicerces de uma torre anterior por D. Dinis, uma lápide epigráfica gótica, com os brasões reais inscritos, assinala tal facto no lado esquerdo junto à porta. Foi utilizada como prisão régia desde meados do século XIV, estando ativa, ainda, na segunda metade do século XVIII. No recinto, persistem vestígios arruinados de obras do século XV. Atualmente está patente um núcleo museológico no seu interior.

Ainda relacionado com a cerca da barbacã temos a Torre Sineira da Sé, local do romance ficcionado do “Crime do Padre Amaro” e as Portas do Norte, ou dos Castelinhos barbacã em cujo pórtico se inscreve um dos brasões mais antigos do concelho de Leiria (século XIV), no qual se observa, em torno de um castelo, dois pinheiros encimados por corvos, simbolizando a lenda da fundação de Leiria por D. Afonso Henriques.

Na cidade de Leiria, o Castelo é um farol indicador de muitos factos históricos, funcionando ao mesmo tempo como miradouro sobranceiro à cidade e permitindo conhecê-la praticamente de um só ponto.

O Castelo de Leiria é um monumento emblemático da história da cidade e do país e que está a espera da sua visita.

Referência adicionais:

A Wikipedia acerta muitas vezes, eis um caso em que esta descrição se baseia. Este texto tem correção e boa escrita e assim o nosso trabalho fica facilitado.

Existe uma relação entre a maior onda surfada do mundo na praia do norte e a Serra da Estrela?

Há alguns meses a Nazaré andou nas bocas do mundo porque o surfista americano Garret McNamara surfou a maior onda de sempre na praia do Norte (Nazaré) (**).
Agora o surfista havaiano entrou para o Guiness World Records com essa mesma onde de 30 metros- o equivalente a um prédio de 10 andares, surfada no dia 1 de Novembro de 2011.

O surfista venceu também na categoria de “maior onda” nos Billabong XXL Global Big Wave Awards, uma espécie de óscares do surf.
Pouca gente sabe é que a formação de grandes ondas na Praia do Norte estão associadas ao brusco desnível causado pelo “canhão da Nazaré” fratura geológica que atravessa todo o Portugal desde Norte até se recolher no Oceano com cerca de 170 km de comprimento. A mesma é responsável pelo ubérrimo vale da Vilariça, o içamento da Cordilheira Central (na serra da Estrela molda o vale do Zêzere), Açor e Lousã e os maciços calcários de Condeixa-Sicó-Alvaiázere) prosseguindo para Pombal.
O desfiladeiro da Nazaré é uma espécie de imenso vale submarino que começa a definir-se a cerca de 500 metros da costa e atinge os cinco mil metros de profundidade e os 150 metros junto à costa e se estende ao longo de 200 km. Esta garganta submarina provoca grandes alterações ao nível do trânsito sedimentar litoral, uma vez que este vale é um autêntico sumidouro para os sedimentos provenientes de norte, da deriva litoral, o que justifica a inexistência de grandes extensões de areia nas praias a Sul da Nazaré.

cartaneotectonica 226x300 Existe uma relação entre a maior onda surfada do mundo na praia do norte e a Serra da Estrela? Em suma, o Canhão da Nazaré é um gigantesco acidente topográfico, de características únicas e desempenha um papel preponderante na circulação regional das massas de água. As suas características favorecem o transporte de massa (sedimentos) e energia entre as regiões da plataforma interna e o oceano profundo. Por esta razão, entre outro tipo de ocorrências, ocorrem as ondulações de grande amplitude e período que tão bem conhecemos…e que dão momentos tão espetaculares como a insigne onda e outras que lhe são anexas.

Paisagem e Ponte Filipina no rio Zêzere na zona da Barragem do Cabril (Pedrogão Grande e Sertã) (*)

Ponte Filipina

Desde sempre os vales encaixados apesar de um pouco repulsivos a ocupação humana, pelo abrupto declive do terreno, fascinaram as gentes.
Por exemplo neste local clamei hossanas a paisagem de Cidadelhe no vale do Côa (ler aqui).
Também o vale do Zêzere, na zona da barragem do Cabril é belo, embora infelizmente desnaturalizado pela construção desta infra-estrutura. O troço que nos referimos fica obviamente a jusante da barragem.
O Vale encaixado na zona da Ponte Filipina
Toda esta beleza se deve a incisão epigénica fluvial do rio Zêzere no Granito de Pedrogão instalado na região a cerca de 524-580 milhões de anos, que aqui forma um autêntico canhão.
Três grandes estruturas captam a nossa atenção: a barragem do Cabril (construída entre 1951 e 1954), que é uma das maiores barragens portuguesas e a mais (136 metros); também de alturas falamos porque aqui está segunda ponte mais alta de Portugal que permite a passagem da estrada do IC8 com 170 metros (já agora como curiosidade a ponte mais alta de Portugal ser a ponte 25 de Abril (*) em Lisboa com 190 metros).
Mas como não queremos enfadar os viajantes com tão altas altitudes, fiquemo-nos então pela Ponte Filipina, logo abaixo da ponte viaduto.
Para lá chegarmos o melhor caminho é o que parte de Pedrogão Pequeno (colocada inapropriadamente como localidade pertencente a Rede de Aldeias de Xisto) e que desce por uma calçada romana. Sabemos que o povo tem a cisma de chamar qualquer calçada coeva de romana e o mesmo sucede as pontes, mas aqui tem alguma razão.

ponte filipina pedrogão 300x200 Paisagem e Ponte Filipina no rio Zêzere na zona da Barragem do Cabril (Pedrogão Grande e Sertã) (*)A Ponte Filipina entre Pedrógão Grande e Pedrógão Pequeno
No século XVII, entre 1607 e 1610, por ruína da ponte antiga, houve necessidade de construir a ponte Filipina. O trânsito a pé ao a muar desde os romanos e ao longo de muitos séculos que se processava entre a Beira Baixa e a Beira Litoral tinha que se fazer obrigatoriamente por aqui, pois era a única que permitia a passagem de Verão e de Inverno. Nas épocas estivais a passagem do Zêzere era possível noutros locais. Aliás esta passagem no rio Zêzere, seria o único lugar com ponte de cantaria, desde o Fundão até à sua foz.
A ponte anterior (romana e/ou medieval) à que lá existe foi avistada há alguns anos atrás quando foi despejada a albufeira da Barragem da Bouçã (actualmente encontra-se a 7 m abaixo da superfície da água).
A antiguidade está bem patente em toda esta região pois existia, de ambos os lados do Zêzere, em frente um do outro, dois povoados do Bronze Final — Nossa Senhora da Confiança e Nossa Senhora dos Milagres. O primeiro teve ocupação provável também na I Idade do Ferro; o segundo teve ocupação ininterrupta até à época romana. O primeiro deve ter tido um pequeno templo romano no seu topo — inscrição aqui descoberta à Deusa Nábia) e aparecimento de uma base de coluna e um fuste em Pedrogão Pequeno povoação perto) (ler aqui).
A servir a ponte, acha-se uma calçada de pedra miúda de granito, construída provavelmente na altura da ponte filipina e que esteve ao serviço rodoviário até 1954, altura em que foi construída a Barragem do Cabril e por aí se passou a processar todo o trânsito. Actualmente, faz-se pelo IC 8, cuja ponte já referimos. Por entre a custosa a estrada filipina, alcandorada em tão árdua encosta, ainda hoje se notam alguns lajeados que poderão ser romanos.

ponte filipina 2 300x225 Paisagem e Ponte Filipina no rio Zêzere na zona da Barragem do Cabril (Pedrogão Grande e Sertã) (*)A nossa cenográfica ponte Filipina é constituída então por três arcos com 72 metros de comprimento. Originalmente estaria a cerca de 30 metros do leito do rio. O arco central, de maior vão, tem 22 metros de abertura. A ponte é construída, em alvenaria de granito, destacando-se no seu trabalho os talhamares. Foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 1982.
Da ponte parte um percurso pedestre, provavelmente muito bonito até ao Moinho das Freiras, sempre com o rio Zêzere a sua ilharga. Por falta de tempo não visitamos o moinho das freiras, que tem um túnel que terá sido construído em simultâneo com a Barragem do Cabril, para a passagem de máquinas e camiões. O Moinho das Freiras (engenho que já não existe) está equipado com mesinhas, cadeiras e churrasqueira comunitária e que deveria ser todo fixolas para um piquenique, bem não rabujemos, também não é despiciente nutrirmo-nos no Alto da Senhora da Confiança… local apropriado para evocarmos Nabia, deusa dos rios e da água na mitologia galaica e lusitana: o rio Neiva no Minho, o rio Nabão que passa por Tomar, já perto daqui, foram baptizados em sua homenagem. Também existe a referência de Nabia na Fonte do Ídolo em Braga (*)
Deusa Nabia, protegei os troços dos rios Tua e Mondego das suas destruidoras e usurárias barragens ditadas por tão ruim gente. “Aegroto dum anima est, spes est”. Obrigado!
Para aqueles que possam ler aqui alguma pretensiosa vaidade espiritual, nós não somos assim e como raiamos a despretensão fica a tradução desta latinidade. “Enquanto uma pessoa doente estiver consciente (ou enquanto reagir), ainda há esperança”.
1- Créditos fotográficos da segunda fotografia é de do blog Portugal Nature

Poços de Neve (neveiros do Coentral) e paisagem em Santo António das Neves (Castanheira de Pêra) (**)

Os homens privilegiados sempre tiveram o poder de ter um ror de gente da gleba a servi-los, sempre assim foi e será, como é exemplo notável estes 3 neveiros (poços de neve) situados em Santo António das Neves na serra da Lousã. Se o leitor for paciente mais adiante entenderá o sentido de tão ditosa sentença.
Os Poços da Neve e o Ofício do neveiro
É sempre prazenteiro vaguear pelas cumeadas da serra da Lousã, com as estranhezas a surgirem, aqui e ali, embora ligeiramente infeliz porque os veados que por aqui são abundantes, fogem a 4 patas deste empedernido viajante de trazer por casa. Outro exemplo da estranheza são os singulares neveiros do Coentral.
Nada sabemos da idade dos neveiros e mesmo a sua tipologia arquitectonica pouco denúncia, apesar de serem mais antigos do que a contígua a capela de Santo António das Neves mandada construir pelo neveiro-mor (nem sei se tal profissão existia e cuja raridade já então teria que ser forçosamente inevitável).
A notícia mais antiga dos neveiros está plasmada num ofício de 1757 com alvará de D. José assinado pelo Marquês de Pombal.
Dos sete poços construídos somente restam três. Os nossos olhos procuram ingloriamente vestígios dos outros 4. 
Os poços em xisto que ainda existem são redondos no seu interior; todavia dois são octogonais no seu exterior e o outro é circular.
“Cada poço tem uma só porta, estreita, virada para nascente, como para evitar que, quando o Sol é mais forte, possa entrar pela estreita porta e derreter a neve ali guardada.
Utilizando escadas de mão, feitas em tosca madeira, os homens desciam ao fundo destes poços – que então tinham uma profundidade superior a uma dezena de metros – e à medida que neles iam sendo despejadas as cestas com neve iam calcando esta com pesados maços de madeira que empunhavam vigorosamente, à maneira dos calceteiros de hoje.
Empedernida, isolada entre os paredões alisados pelo estuque, coberta depois de palha e fetos, a neve conservava-se nesses amplos reservatórios, até ao Verão – sem que uma réstia de Sol lhe pudesse chegar.
Quando chegava o tempo quente, a neve era cortada e seguia em grandes blocos para Lisboa.  O transporte era feito, numa primeira etapa, em ronceiros carros de bois. Apenas três ou quatro desses grandes blocos podiam ser carregados nessas robustas carroças e eram cuidadosamente envolvidos em palha, em fetos, mesmo em serapilheiras ou, ainda, metidos em caixotes.

neveiros lousa 300x225 Poços de Neve (neveiros do Coentral) e paisagem em Santo António das Neves (Castanheira de Pêra) (**)

Neveiros

Mas, mesmo assim, diz o testemunho oral que muita neve se perdia pelo caminho percorrido através dos tortuosos carreiros da serra, quase penosamente.
Em Miranda do Corvo fazia-se a primeira muda dos animais e depois os carros partiam para Constância onde, da via terrestre, se passava para a via fluvial até ao Terreiro do Paço onde eram feitos saborosos gelados para o Rei e sua corte, tão saborosos que os Lisboetas os procuravam no Martinho da Arcada e outros cafés”. 1

Como estamos sornas e o texto dos meus amigos da Lousitanea-Liga de Amigos da Serra da Lousã, têm qualidade aqui vai a sua descrição.
“Na aldeia do Coentral viveram os neveiros e os trabalhadores desta actividade que eram coordenados pelo Neveiro-mor. Um desses homens foi Julião de Castro (que mandou construir a capela em honra de Santo António das Neves) e era ele que contratava na aldeia os trabalhadores – homens, mulheres e crianças. Os homens trabalhavam no interior dos neveiros, as mulheres e crianças andavam pela envolvente dos poços para recolher a neve. Quando nevava no Sto. António da Neve, os habitantes do Coentral, como não conseguiam vislumbrar a vertente dos neveiros, dependiam da ajuda dos habitantes dos Povorais (aldeia serrana de Góis localizada nos Penedos de Góis – defronte do Sto António da Neve) pois estes conseguiam ver a neve e acorriam à capela do Sto António da Neve para tocar o sino e assim avisar os Coentrenses”2.
Entretanto, para reforço da produção, as enxadas iam rasgando as Alagoas que eram, afinal, uns largos tabuleiros artificiais onde a água das chuvas ficava empoçada para depois vir a transformar-se em gelo.

Onde estão hoje estas Alagoas por entre lousas de xisto e urzes rasteiras?
Que estragos não terão sido impingidos a este singular conjunto quando, em 1971, foi ali construída uma pista de aviões para se acudir aos incêndios da floresta?
Retorcendo ao primeiro parágrafo entende-se que o pagamento ao povo que por aqui trabalhava em tão singular ofício de não deveria ser muito, e que os poderosos na remota capital lisboeta, se refastelavam com esta folgança gelada, vindo dos poços neveiros. Também na serra de Montejunto existiam semelhantes estruturas  para o mesmo fim.
O panorama magnífico dos neveiros da Serra da Lousã
Subindo mais um pouco deparamo-nos com a solitária pista do Coentral (1102 m), destinada a servir a aviação de combate a incêndios e de onde se desfruta de uma grandiosa imensidão em desnível de mais de 700 metros, para o “fosso do Mondego”; infelizmente o visitante está limitado, por vezes a ir uma vez e ter um ingrato céu brumoso com pouca nitidez desejável.
A descrição da paisagem dos neveiros quase não existe aqui, mas o leitor não fique desolado, porque será na descrição do Alto ou Altar do Trevim (***), o ponto culminante da serra da Lousã que terá a debuxo do que se avista, pois este é um dos grandes mirantes do centro de Portugal.
Créditos fotográficos-fotografia aérea é do óptimo blogue portugalfotografiaaerea.
1-Texto retirado do site da Câmara Municipal de Castanheira de Pêra
2- Texto retirado do site da Lousitanea- Liga de Amigos da Serra da Lousã.
Outra nota na internet- Eis mais um interessante texto sobre os curiosos neveiros do Coentral

Monte de São Brás ou São Bartolomeu (Nazaré)-Onde está o cofre?

Monte de São Bartolomeu:

Da próxima vez que for a bonita praia da Nazaré (*) tem que reparar um pouco antes de chegar a mesma num cabeço magmático que se ergue abruptamente do meio dos pinheirais e no alto do qual se alveja uma pequena capela e uma guarita de vigia. Mas informo-o desde já que a subida exige um bom fôlego.
Outrora conhecido por Monte Seano, o Monte de São Bartolomeu (ou de São Brás) é uma intrusão magmática cercada por areias dunares e pelo extenso pinhal de Leiria (*). Constituído predominantemente por gabro, representa uma ocorrência geomorfológica singular, de origem em magmatismo intrusivo que ocorreu no Cretácico superior (99,6 milhões e 65,5 milhões anos atrás, aproximadamente), materializada num inselberg de relevo abrupto, que atinge 156 metros de altitude, e aflora de maneira espectacular irrompendo por erosão diferencial, destacando-se cerca de 100m acima do plano das areias eólicas circundantes. A Noroeste ergue-se um outro monte gábrico também em bom destaque visual.

Monte de São Bartolomeu 300x219 Monte de São Brás ou São Bartolomeu (Nazaré) Onde está o cofre? O monte de São Bartolomeu /S. Brás está, classificado desde 1979, como geomonumento, pela sua geologia de origem ígnea que aqui emerge de uma maneira espectacular, e pelo seu inegável valor natural e paisagístico, sem esquecer o interesse histórico pela ligação à lenda da imagem da Nossa Senhora da Nazaré.

Actualmente o monte de São Barolomeu é rodeado por areias dunares e o extenso pinhal de Leiria sendo considerado, por isso, uma “ilha” de flora mediterrânica endémica, que se destaca do pinhal bravo dominante na região. As duas encostas do monte são bem distintas e os 32ha que constituem a área classificada oferecem a inesperada diversidade de cerca de 150 tipos de plantas vasculares (dos quais 15 são endemismos ibéricos). A encosta Este, mais abrigada, permite o desenvolvimento de maior quantidade e diversidade de vegetação, que atinge dimensões superiores àquelas que se verificam na encosta Oeste, mais exposta a vento e a calor mais intensos. Entre as espécies vegetais predominantes encontram-se o carrasco, o medronheiro e o aderno. Na avifauna pode admirar-se o Peneireiro e a Águia de Asa Redonda. No cabeço, a 156 metros de altitude, acessível por escadas, a grandiosidade da paisagem é notável. Aqui se encontra a guarita do vigia florestal e ergue-se a capela de São Bartolomeu que fazia parte de um eremitério cujas dependências privadas e o pequeno adro público são, ainda hoje, perceptíveis.
O orago da capela está relacionado com um episódio da Lenda da Nazaré no qual se conta que, no ano de 711, quando o rei Rodrigo e frei Romano ali chegaram, fugidos dos muçulmanos vencedores da batalha de Guadalete, traziam consigo a sagrada imagem de Nossa Senhora da Nazaré e um pequeno cofre, em marfim, com relíquias de São Brá e de São Bartolomeu.
Todos os anos a 3 de Fevereiro, dia de São Brás, a população da Nazaré desloca-se massivamente até ao Monte para aí festejar o dia com comida, danças e folias. Esta grande romaria secular fez com que localmente o Monte seja designado de São Brás.
O Monte de São Bartolomeu era também designado por Monte Siano. Expresão associada ao monte de Sião ou Cidade de Sião como outra forma de nomear Jerusalém. A comunidade piscatória da Nazaré chama-lhe Monte Saião
As coordenadas geográficas deste geomonumento: 39º 35’ 34,32’’ N e 9º 03’ 06,23’’
Um ótimo texto sobre o Monte de São Bartolomeu

103 Locais Notáveis do turismo do distrito de Leiria

100 Locais Notáveis do turismo de Leiria (distrito)

Distrito de Leiria-Destaques

-Mosteiro de Alcobaça (Património Mundial da Humanidade)

-Mosteiro da Batalha ((Património Mundial da Humanidade)

-Santuário de Fátima (O maior santuário de peregrinação do País)

-O Sítio da Nazaré é um dos locais mais notáveis do litoral português

O distrito de Leiria é uma região com um passado rico e marcada por uma acentuada variedade. Não tem a grandeza austera dos planaltos transmontanos  nem das planícies ribatejanas e alentejanas. também não tem a imponência das altas e agrestes montanhas do Norte e centro, apesar de ter uma serra que é que constitui o Parque Natural da Serra de Aires e Candeeiros. Não se organiza em função de nenhuma cidade importante, mas é uma região muito ativa economicamente, semeada por números vilas e pequenas cidades. É um mundo de colinas e vales, geralmente amenos.

O distrito de Leiria detém no seu território dois patrimónios mundiais da Unesco (Mosteiros da Batalha e de Alcobaça). Tem uma costa marítima, muito bela e variada, ora em falésia, ora em vastos campos dunares, defendida por pinhais e que materializam a existência de algumas das melhores praias do País. A região de Leira organiza-se de Oeste para Este, de acordo com o seguinte quadro geomorfológico: ambiente litoral com falésias, praias e ambientes dunares com pinhais; relevo suave com rochas detríticas (areias, argilas e conglomerados) com vales largos e férteis com imensa vegetação com predomínio de eucaliptais, pinhais e pelo mosaico agrícola, com povoamento denso, marcado pela Estrada Nacional 1 e pelas duas auto-estradas, todas elas paralelas no sentido norte-sul, grandes serras calcárias e ainda abrangem rochas xistosas montanhosas do Maciço Hespérico Português.

Alcobaça (15)
-Mosteiro de Alcobaça (*****)
Neste mosteiro destaca-se:
–Os túmulos medievais do rei Dom Pedro e Inês de Castro (****)
–Igreja do Mosteiro de Alcobaça (***)
–Claustro de Dom Dinis (***)
—Lavabo e fonte manuelina no Claustro (*)
—Casa do capítulo (*)
–Portal da sacristia (*)
–Cozinha e refeitório do Mosteiro de Alcobaça (**)
–Capela do Desterro (*)
–Capela Relicário (*)
-Convento de Cós (*)
-Portal manuelino da igreja matriz da Vestiaria (*)
-Panorama do Monte Facho em São Martinho do Porto (**)
-Praia de São Martinho do Porto (*)
- Conjunto de praias do concelho de Alcobaça (Água de Madeiros, Pedra do Ouro, Polvoeira, Vale de Paredes, Vale Furado, Légua e Falca) (***) no turismo de Leiria.

Alvaiázere, Ancião e Pombal (7)
-Paisagem na serra calcária de Alvaiázere (*)
-Conjunto de Moinhos de vento giratórios. Esses núcleos situam-se em Outeiro e Melriça (Santiago da Guarda) e na Serra de Anjo da Guarda (Pousaflores). (*)
-Ruínas da villa Roma na e Torre Medieval de Castelo Melhor (Santiago da Guarda) (*)
-Castelo de Pombal (**)
-Praia “Dourada” do “Osso da Baleia” (**)
-Vale dos Poios (**)
-Miradouro, escarpas e Buracas da Senhora da Estrela (divide com o concelho de Soure do distrito de Coimbra) (**)

Mosteiro da Batalha 228x300 103 Locais Notáveis do turismo do distrito de Leiria

Mosteiro da Batalha um dos ícones do Turismo de Leiria

Batalha (17)
-Mosteiro da Batalha (Património Mundial da Humanidade) (*****)
Neste mosteiro destaca-se:
–Portal principal da Igreja ou da Glória (***)
–Igreja (*****)
–Capela do Fundador (Panteão Régio) (*****)
—Túmulo duplo de Dom João I e de Filipa de Lencastre (**)
-Vitrais da Capela-mor e da Casa do Capítulo (**)
–Claustro de Dom João I (*****)
—Casa do Capítulo (****)
–Claustro Afonsino (*)
–Capelas Imperfeitas (*****)
—Grande portal das capelas imperfeitas (*****)
—Balcão das Capelas Imperfeitas (*)
—Capela de Dom João II e de dona Leonor (*)
-Portal da Igreja da Exaltação da Cruz (matriz da Batalha) (*)
-Museu da Comunidade concelhia da Batalha (*)
-Grutas da Moeda (*)
-Aldeia da Pia do Urso (*)

Caldas da Rainha (6)
-Igreja matriz das Caldas da Rainha Nº Sª Pópulo (**)
-Museu de José Malhoa (*)
-Casa Museu São Rafael (Museu Rafael Bordalo Pinheiro) (*)
-Conjunto Termal e Parque da Rainha D. Leonor (*)
-Praia de Foz de Arelho (**)
-Lagoa de Óbidos (*)

Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrogão Grande (6)
-Poços da Neve e Paisagem da Capela de Santo António das Neves (**)
-Praia das Rocas em Castanheira de Pera (*)
-Praia Fluvial e Fragas Quartzíticas de S. Simão (*)
-Miradouro do Cabeço do Peão em Figueiró dos Vinhos (*)
-Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos (*)
-Paisagem no aro da Barragem do Cabril com realce para a Ponte Filipina (*)

Leiria (12)
-Castelo de Leiria (**)
-Igreja românica de São Pedro e museu da imagem em movimento (*)
-Rota do romance o Crime do Padre Amaro de Eça de Queiroz  (*)
-Praça Rodrigues Lobo (*)
-Santuário da Nossa Senhora da Encarnação (*)
-Núcleo Museológico do Moinho do Papel (*)
-Pinturas murais quatrocentistas na Igreja do Convento de São Francisco (*)
-Vale do Lapedo com o Centro de Interpretação Abrigo do Lagar Velho – Menino do Lapedo (*)
-Praia de Pedrogão (**)
-Termas de Montereal (*)
-Santuário do Senhor Jesus dos Milagres (*)-turismo de Leiria
-Lagoa da Ervideira (*)

Marinha Grande (5)
-Museu do Vidro no Palácio Stephens e restante Património industrial e museológico vidreiro (*)
-Praia de São Pedro Moel (**)
-Pinhal do Rei (Mata Nacional de Leiria) (**)
-Praia de Vieira de Leiria (*)
-Praia Velha e Praia das Pedras Negras (**)

Nazaré (7)
-Promontório do Sítio da Nazaré com o seu panorama (***)
-Igreja visigótica de São Gião (**)
-Praia da Nazaré (*)
-Serra da Pescaria e Praia do Salgado (**)
-Praia do Norte (*)
-Monte gábrico de São Bartolomeu/ São Brás/Monte Seano (*)
-Panorama de vários locais da povoação da Pederneira (*)

Peniche (9)
-Fortaleza de Peniche (**)
Arribas Costeiras Jurássicas da Península de Peniche (constituído pela Ponta Papoa, a Praia do Portinho de Areia Norte, a Ponta do Trovão e Praia do Abalo, do Cerro do Cão, Cabo Carvoeiro e a Gruta da Furninha) (***)
-Azulejaria da igreja da Misericórdia de Peniche e do Santuário da Nossa Senhora dos Remédios (*)
-Igreja de São Leonardo de Atouguia da Baleia (*)
-Arquipélago das Berlengas com o Forte São João Batista (***)
-Praia dos Supertubos (**)
-Praia do Baleal Norte e panorama desta ilha (**)
-Praia da Consolação (**)
-Praia de São Bernardino (*)

Porto de Mós (11)
-Castelo de Porto de Mós (**)
-Campo Militar de S. Jorge – Calvaria de Cima (*)
-Miradouro Jurássico – Alqueidão da Serra (**)
-Arco da Memória (*)
Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (***)
-Grutas de Mira de Aire (***)
-Grutas de Serra de Santo António (*)
-Grutas de Alvados (*)
-Poldje de Mira-Minde – Mira de Aire (**)
-Lagoas do Arrimal (*)
-Paisagem na Fórnea (Alcaria) (**)

Óbidos e Bombarral (8)
Vila muralhada de Óbidos (***)
-Castelo de Óbidos (**)
-Tumulo de João Noronha, o Moço na Igreja de Santa Maria de Óbidos (*)
-Santuário do Senhor Jesus da Pedra (*)
-Cidade Romana de Eburobrittium (*)
-Lagoa de Óbidos (*)
-Praia de El Rey (***)
-Buddha Eden-Jardim da Paz (**)

Link externo: Portal da Região do turismo de Leiria

6 Locais Notáveis dos Concelhos de Alvaiázere, Ansião e Figueiró dos Vinhos

Os concelhos de Ansião, Alvaiázere e Figueiró dos Vinhos, revelam ao longo da sua extensão, uma variedade de paisagens, com cambiantes assinaláveis ao longo dos 365 dias do ano e através das 24 horas do dia. Do verde das serras xistentas e quartzíticas à morfologia das serras calcárias.
A região é detentor de um património natural, patrimonial (aqui destaca-se a Vila romana e a Torre dos Condes de Castelo Melhor (*)) que se concilia com uma gastronomia tradicional de grande variedade.
Lembremos o leitor que esta região já tem alguns pergaminhos turísticos, pois Figueiró dos Vinhos foi designado por Malhoa como «Sintra do Norte», foi elevado a «Estância de Turismo», na década de 30 do século XX e declarado «Vila Florida da Europa» em 1998.

im001141santiagodaguard 300x225 6 Locais Notáveis dos Concelhos de Alvaiázere, Ansião e Figueiró dos Vinhos6 Locais Notáveis dos Conselhos de Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos
-Residência senhorial dos Castelo Melhor / Paço dos Vasconcelos/Villa Romana (Santiago da Guarda-Ansião) (**)
-Conjunto de Moinhos de Vento e respectivo panorama no concelho de Ansião
-Serra de Alvaiázere (*)
-Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos (*)
-Fragas de São Simão com a sua praia fluvial (*)
-Miradouro do Cabeço do Peão (*)
Outros locais com algum interesse turístico:
Monte da Ateanha
Ruínas da Torre da Ladeia (Alvorge
Retábulo da Capela-mor de Chão de Couce pintado por José Malhoa
Virgem com o menino de João de Ruão na igreja paroquial de Torre de Vale Todos
Olhos de água do rio Nabão em Ancião
Miradouro e moinhos de Vento no Outeiro (Alvorge)
Miradouro e moinhos na Melriça (Santiago da Guarda)
Praia Fluvial de Ana de Aviz

Residência senhorial dos Castelo Melhor/Torre de Santiago da Guarda (Ansião) (**)-Um tesouro romano escondido sob uma Torre medieval

Os moradores da aldeia de Santiago da Guarda apelidaram-na, com ar soberbo, como “Castelo de Santiago”; É constituído por Torre, Paço e Capela. O paço quinhentista manuelino é um exemplo peculiar da arquitectura civil lusitana do século XVI. Muito vandalizado, foi restaurado recentemente, e nele se fez o achamento da maior beleza arqueológica do País no século XXI.
Arquitectura da Torre de Santiago da Guarda
Conspícuo pela geometria e pela congruência do desenho, o paço quinhentista manuelino, é um exemplo peculiar da arquitectura civil lusitana do século XVI. Do conjunto, evidencia-se a torre, quatrocentista, de espírito belicoso, elemento imperante pelo seu número de pisos em confronto com o corpo térreo de um piso que limita o pátio central. O volume da capela, adossado à ala nascente, é o terceiro elemento proeminente do conjunto.
A TORRE quadrangular é vigorosa, de silharia calcária e coroada de merlões. Tem frestas, janelas góticas e seteiras. O acesso ao interior faz-se por um portal a partir de uma escada em pedra. O interior teria três pisos. Actualmente é possível subir ao piso superior.
O PAÇO dos Vasconcelos, tem planta aproximadamente quadrangular, com quatro alas em torno de um pátio central, desenvolve-se num só piso; em perfeito equilíbrio arquitectónico com a torre a capela. As janelas manuelinas de dimensão assinalável têm todas desenho distinto. Também no interior do edifico, se encontra uma vieira esculpida, a lembrar os peregrinos, que neste Caminho de Santiago de Compostela que aqui se poderiam abrigar.
A CAPELA quinhentista, de planta quadrangular está apoiada por dois contrafortes; tem uma bonita cobertura em abóbada de nervuras, cujo arranque é sustentado por mísulas com decoração manuelina, gramática ornamental adoptada para as chaves da abóbada à excepção da central que ostenta a pedra de armas dos Câmaras. Este espaço serviu de palheiro durante algumas dezenas de anos, e honra seja feita aos animais que não o degradaram muito!
A História da Torre de Santiago da Guarda
A torre original terá sido mandada construir por Dom Afonso Henriques, após a sua derrota em Santarém; insere-se num importante conjunto defensivo, edificado de novo ou requalificado, onde se incluem, e aqui apenas refiro os que materializam locais actuais notáveis, os castelos de Arouce (Lousã) (*), Penela (**), Germanelo (*), Pombal (**), Leiria (**), Soure (*) e Montemor-o-Velho (***). No Concelho de Ansião, mandou edificar ainda as torres de Ladeia (em Alvorge, onde ainda existem ruínas que deveriam ser requalificadas e classificadas) e a Torre de Vale Todos (que deu nome a localidade e de que nada resta).

Torre de santiago da guarda1 226x300 Residência senhorial dos Castelo Melhor/Torre de Santiago da Guarda (Ansião) (**) Um tesouro romano escondido sob uma Torre medievalA torre poderá ter pertencido ao Infante Dom Pedro, mas após a sua morte na Batalha de Alfarrobeira, D. Afonso V doou esta propriedade a João de Vasconcelos e a todos os seus sucessores, com todas as suas rendas, direitos e pertenças, fidalgo da casa real e do conselho do rei. A recuperação do Paço decorre na primeira metade do século XVI, reconstruindo-se em estilo manuelino. Em 1621, João de Vasconcelos e Sousa recebe o título de 2º conde de Castelo Melhor. O conjunto permaneceu na posse desta família desde o século XVI até 1996.
Como o nome da localidade indica, aqui situava-se um troço do Caminho Português de Santiago, que percorre Santarém-Leiria-Coimbra. A residência poderá ter funcionado como albergaria.

santiago da guarda 245x300 Residência senhorial dos Castelo Melhor/Torre de Santiago da Guarda (Ansião) (**) Um tesouro romano escondido sob uma Torre medievalExiste uma fotografia tirada em 1955, do portal de acesso ao pátio, hoje desaparecido. Sobre a verga, estava gravada a data de 1544 com brasão.
A perda do estatuto de habitação senhorial degenera no arrendamento do espaço para habitações, comércios, estábulos e arrecadações. Em 1996 o município adquiriu o conjunto muito degradado.
A Descoberta prodigiosa de uma villa romana em Santiago da Guarda
A par de toda a intervenção arquitectónica, iniciou-se também em 2002 um trabalho de pesquisa arqueológica. Refira-se que aqui, já existiam indícios de presença romana, nomeadamente uma pedra com inscrição latina na fachada da Torre ou a existência de tegulae. Entre 2002 e 2005,a intervenção arqueológica viria a revelar, dentro das paredes da residência Senhorial, uma villa tardo-romana do século IV/V, onde foram postos a descoberto dezassete pavimentos mosaicos de extraordinária importância, que estão agora visíveis, protegidos por um chão de vidro.

santiagodaguard 237x300 Residência senhorial dos Castelo Melhor/Torre de Santiago da Guarda (Ansião) (**) Um tesouro romano escondido sob uma Torre medievalA villa romana insere-se eixo de romanização, que parte de Coimbra, com o criptopórtico no Museu Machado de Castro (***), com a mãe de água de Alcabideque (*), que servia a monumental cidade de Conimbriga (***) e a villa do Rabaçal (**).
Conimbríga, Rabaçal e Santiago da Guarda, possuem o conjunto de mosaicos romanos mais importantes de Portugal. Quanto à coexistência, num mesmo local, de uma residência senhorial do Séc. XVI e de uma villa Romana, é mesmo caso único na Península Ibérica.
A Villa, que teria sofrido várias remodelações, seria monumental e luxuosa, com átrio, peristilo, triclinium, amplas salas – a da recepção com zona de culto com uma pequena abside, que poderia servir para alojar qualquer objecto relacionado com o referido culto; um grande corredor com 4,89 metros de largura e 19,85 de comprimento e até teria um espaço para aquecimento do ar. A sua réplica encontra-se instalada no museu de Conímbriga.
Os soalhos musivos pertencem ao último dos três grandes períodos dos mosaicos na Península Ibérica, e a semelhança do Rabaçal, estão datados de finais do século IV ou inícios do V.
Tendo 4 cores preferenciais – vermelho (a cor do Império Romano), amarelo (a cor da fortuna), azul e branco; têm figuração geométrica, floral e simbólica em magníficas composições de densas figuras. Os pavimentos são de beleza indescritível, e um deles, o mais enigmático, é uma verdadeira obra prima- este poderá ser a mais bela obra de arte dos alvores do cristianismo da Península Ibérica; mas tudo isto é especulativo; que os especialistas em breve nos esclareçam sobre o seu verdadeiro significado; é desconcertante a sua beleza misteriosa. 
À guisa de conclusão, podemos dizer que o Complexo Monumental de Santiago da Guarda é único no panorama ibérico; e que é a mais palpitante descoberta do património nacional deste século no que concerne ao Império Romano até a data. Imperdível!

7 Locais Notáveis do Concelho da Nazaré

-Promontório do Sítio da Nazaré com o seu panorama (***)
-Igreja visigótica de São Gião (**)
-Praia da Nazaré (*)
-Serra da Pescaria e Praia do Salgado (**)
-Praia do Norte (*)
-Monte gábrico de São Bartolomeu/ São Brás/Monte Seano (*)
-Panorama de vários locais da povoação da Pederneira (*)

Nazare1 300x225 7 Locais Notáveis do Concelho da Nazaré
Outros locais com interesse turístico:
Pelourinho da Pederneira/tronco de conífera silificado /menir
Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso
Várzeas de Valado dos Frades
Duna da Aguieira

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