Cidadelhe (Pinhel) (***)- O Calcanhar do Mundo é uma das mais belas aldeias de Portugal

Cidadelhe (Pinhel) (***)- O Calcanhar do Mundo é uma das mais belas aldeias de Portugal

Não sei quem me disse que Cidadelhe era uma aldeia única. Também ainda antes de a visitar li na “Viagem a Portugal”, de Saramago, que debita um extenso rol de elogios ao sítio.
Numa tarde invernosa de 2005 parto então em sua demanda. A estrada, que parte de Pinhel, é tortuosa depois de Azevo, passamos por um amplo descampado de fragões graníticos, sabemos nós de antemão que a existência de tal rocha obriga o rio Côa a fluir em desfiladeiro, o que é para nós prenuncio de panorama distinto.
E finalmente chego. Decepção. Mas então é isto o “calcanhar do mundo“? Uma aldeia banal, igual a todas as outras comezinhas!
Logo ali em conversa fiquei a saber que Cidadelhe se divide em dois, é o “Povo de Cima”, as Eiras, mais recente, e o “Povo de Baixo”, mais antigo.
A Ermida de São Sebastião
As Eiras têm de interessante a Ermida de São Sebastião, com alpendre, que protege uma pintura maneirista provincial representando o Calvário. Tem no seu interior um São Sebastião patusco, referido por Saramago, com seus enormes “abanos”, e que é uma composição menor de um santeiro de Castelo de Paiva (a senhora Rosário manda dizer ao senhor escritor que ficou desgostosa por este ter brincado com o santinho).
Está quase a chover, mas este viandante intrépido, vai ainda olhar de soslaio a “Aldeia de Baixo” e agora sim, aquieto a frustração de aqui ter vindo.
A Aldeia de Baixo
Diz o nosso Nobel, “a Aldeia é toda pedra. Pedra são as casas, pedra as ruas. Muitas destas moradas estão vazias, há paredes derruídas. Onde viveram pessoas, bravejam ervas.
O viajante maravilha-se diante de algumas padieiras insculpidas ou com baixos-relevos decorativos: uma ave pousada sobre uma cabeça de anjo alada, entre dois animais que podem ser leões, cães ou grifos sem asas, uma árvore cobrindo dois castelos, sobre uma composição esquemáticas de lises e festões”.


A humilde povoação cristalizou no tempo, por toda a banda, abundam artefactos rústicos e arqueológicos que já não existem nas aldeias portuguesas e que um citadino pouco versado em ruralismo não ousa entender e designar. Este conjunto ancestral está em estado de abandono e declínio, mas mesmo assim tem imensa beleza poética.
São as habitações rurais arcaicas, algumas redondas de apelo castrejo, os pombais colocados estrategicamente, as manjedouras (tantas como eu nunca vi), os arados, as charruas, as sepulturas antropomórficas transformadas em lagaretas (uma rara lageada) e que servem as galinhas, é a igreja com belos caixotões hagiológios do século XVII, são as inúmeras marcas de religiosidade… e é o “cidadão”.
A propósito deste voltemos a José Saramago. “O viajante medita no singular amor que liga um povo tão carecido de bens materiais a uma simples pedra, mal talhada, roída pelo tempo, uma tosca figura humana em que já mal distinguimos os braços, e confundem-se os pensamentos, vendo como é tão fácil entender tudo se nos deixarmos ir pelos caminhos essências, esta pedra, este homem, esta paisagem duríssima. «Que se sabe da história do Cidadão?», perguntou o viajante. «Pouco. Foi encontrado não se sabe quando, numas pedras de além» (faz um gesto para a invisível margem do rio Côa)”.
Eu também encontro o “além”; é um outeiro arredondado, num nível inferior ao “povo de baixo”. É o “Castelo dos Mouros”. Daqui a pouco escurece e chuvisca, tudo em meu redor está triste, não se vê vivalma. Ficou a promessa para mim mesmo de ir ao “além”.
Voltei a Cidadelhe quando a aldeia reverdescia na força da Primavera.
A Aldeia de Baixo, que é habitada é magnífica com esta luz, e conheço a dona Laura, referida no livro de Saramago, que passa a ser a minha cicerone.


Castelo dos Mouros e o Poio do Gato
Agora chegou a vez de ir ao Castelo dos Mouros. Olho a colina do alto da aldeia sem tempo e sinto-me acometido dessa plenitude de quem olha o oceano da falésia. Antes de partir as senhoras pedem-me que não vá, os homens não podem estar no “Castelo” de noite. Mas ainda tenho mais umas duas horas de Sol, que estranho medo se apossou das minhas amigas?
A viagem dista até ao “além” cerca de 15 minutos, passo por um pombal gigantesco, deambulo por entre carvalhos, sobreiros, azinheiras, carrascos, tomilhos, oregãos, estevas, azedas… A natureza aqui é deslumbrante na sua biodiversidade mediterrânica.
As placas indicam-me o “Centro do Castelo”, a “ Forca dos Lusitanos” e o “Poio do Gato (**)”; é para aqui que me dirijo.
Eis o rio Côa abismal! Estou perante um profundo vale encaixado que atinge os 250 metros a pique. O “rio mágico”, bramidor e enfurecido, peleja contra as ciclópicas escarpas graníticas. Em Santa Comba o granito da lugar ao xisto e então o rio das “pedras mágicas” serena ao lidar com margens menos declivosas devido à maior brandura litológica. É um dos desfiladeiros mais impressivos que vi (e saibam os leitores que sou um geólogo com alguma experiência). Penso, contemplo e não esqueço. Um grifo-dourado voa à minha frente, contrasta com o tom cinza do granito, subitamente, dá duas voltas em círculo fechado e desaparece na curva do rio.
Volto para atrás e ignorando a “Forca dos Lusitanos”, embrenho-me no “Centro do Castelo”- a experiência é excepcional.
É um raro bosquete mediterrâneo; e ao baque dos meus passos, estou à espera de ver surgir  por detrás de um “barroco” algum druida celta com a sua foice mágica. É uma miríade de pormenores sensoriais neste túnel de vegetação. É também uma viagem solitária dentro de mim.
São pedras almofadadas, colunas romanas, lintéis, frisos, moinhos… e numa clareira tropeço e descubro a minha primeira gravura rupestre num granito fragmentado; um antropomorfo com o seu arco retesado e que poderá ser da Idade do Bronze ou do Ferro. Lembro aos leitores que nos encontramos no extremo sul do Parque Arqueológico do Vale do Côa (*****), classificado como Património Mundial da UNESCO em Dezembro de 1998 e estou próximo das importantes Gravuras e pinturas rupestres da Faia que estão instaladas no fundo do rio.


O “Castro” teve muralha, que ainda existe em alguns panos e foi habitada desde a idade do Bronze (entre XIII a X  a c.). Foi também povoado romanizado e fazia parte do território da civitas de Aravos (actual Marialva).
O “Castelo dos Mouros” é um local transcendente e mágico, de grande riqueza arqueológica, paisagística e natural. É a entrada meridional do mais belo museu ao ar livre da Humanidade
Sentimento semelhante, do tipo mistérico, é possível ter, por exemplo, em São Pedro de Vir-a-Corça (**) em Monsanto (***).
Cidadelhe também é Património Mundial da Humanidade
As Gravuras e pinturas Rupestres da Faia datam entre o Paleolítico e a idade do Ferro. Estas são caso único no contexto do vale do Côa, uma vez que, em alguns casos, coexistem motivos gravados com pinturas paleolíticas em suporte granítico. As pinturas estão normalmente resguardadas dos agentes erosivos em cavidades.
Cidadelhe é importante, porque foi aqui que se iniciou a descoberta do “Vale Sagrado”: As gravuras e pinturas da Faia foram identificadas pela primeira vez por Francisco Sande Lemos quando procedia ao estudo de impacte ambiental encomendado pela EDP, estudo que precederia as obras de construção da barragem para aproveitamento hidroeléctrico do rio Côa. Na sequência das recomendações desse estudo, foi constituído pelo IPPAR o Projecto Arqueológico do Côa, coordenado por Nelson Rebanda, que veio a identificar as primeiras gravuras paleolíticas da Canada do Inferno. Já fui a Cidadelhe várias vezes e nunca pude visitar as gravuras devido a sua inacessibilidade.


Cidadelhe e o Pálio Veneziano
Cidadelhe tem um pálio famoso, bordado a ouro e seda, em veludo carmesim típico de Veneza, que é carinhosamente guardado numa casa particular, em absoluto segredo e apenas no Domingo de Páscoa, durante a Procissão do Santíssimo, pode sair à rua. É uma das relíquias da terra; talvez eu ainda não mereça a sua contemplação, mas o viajante não entristece, porque Cidadelhe tem muito para reparar, sentir e pensar.
Uma curiosa lenda refere que os homens não podem estar no Castelo dos Mouros depois de anoitecer, porque serão atraídos para infindáveis prazeres sensuais pelas mouras e desaparecerão para sempre. Eu confesso que nunca me aventurei pelos caminhos do castelo dos Mouros de noite porque depois de morto, nem vinha nem horto. Provavelmente na lenda está presente a reminiscência de um qualquer culto pagão.
Sempre que posso vou até a Cidadelhe, com companhia para ser cicerone, ou sozinho para me sentar no Poio do Gato, para olhar para aquela paisagem assombrosa e pensar nos pontos de referência que me moldaram e pensar nos biliões e biliões de acasos que permitem que eu esteja aqui, e pensar nos milhares de homens que habitaram esta remota aldeia do mundo, desde o Paleolítico até a actualidade, nas suas alegrias, dores, projectos, crimes, remorsos, aventuras, religiões, batalhas, e dialogar ainda com os suicidas que se sentam ao meu lado e que ao longo dos séculos aqui desapareceram, eles narram-me as suas angustias e eu tento decifra-lhes o quanto a vida é bela e que o Inferno somos em parte nós.
Cidadelhe tem das mais belas gravuras de Arte rupestre ao ar livre, declaradas Património Mundial da Humanidade; possui um castro riquíssimo em evocações arqueológicas e mágicas; contem um mirante colossal para as escarpas verticais do rio Côa; tem uma pequena aldeia rústica, histórica e literária, verdadeiramente rara e imortalizada por Saramago; e tudo isto rodeado por um belíssimo ambiente natural. Infelizmente são raros os portugueses que a conhecem. Cidadelhe e o seu ambiente envolvente, é a par de  Marialva (***), Monsanto (***), Linhares da Beira (***), Sortelha (***) e Monsarraz (***), uma das mais belas aldeias de Portugal. Cidadelhe é a Aldeia da nossa vida – tirando a natal, de quase todos os visitantes que a descobrem e eu como citadino original aceito esta dádiva.


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31 comentários Cidadelhe (Pinhel) (***)- O Calcanhar do Mundo é uma das mais belas aldeias de Portugal

  1. Pinto Ribeiro says:

    Texto muitíssimo bem elaborado e que se lê de um fôlego.
    Só conheci Cidadelhe por cortesia de uns amigos da freguesia viziha de Valbom, que me convidaram para lá passar um fim-de-semana.
    Só tenho pena de o texto não se referir aos imensos vestígios da existência de uma comunidade judaica, pois gostava de saber mais sobre este assunto…

  2. Josmanta says:

    Os meus parabéns… excelente texto, cativante e ao mesmo tempo realista… parece que estamos a ver o local sem estar lá.
    Eu pessoalmente conheço esta aldeia, sou Pinhelense, e desde já apelo à sua visita, não se arrependerão.
    Já percorri a pé toda a aldeia e a sua parte envolvente, assim como lá no fundo o Rio Côa, que em Setembro leva pouca água, dando a possibilidade de descobrir as esculturas naturais que são feitas pela água ao deslizar nas pedras do rio. Podem ainda ver algumas pinturas rupestres.
    Venham ver uma das maravilhas da Beira Alta sem dúvida.

  3. Walter José Batista says:

    Prezado Castela.
    Devo estar em Cidadelhe entre 02 e 03 de outubro próximos.
    Gostaria de saber se encontrarei o Pólo de Informação Turística aberto. Como terei pouquíssimo tempo para conhecer a terra de minha mãe (Rosa de Jesus Martins)que nasceu em Cidadelhe em Abril de 1912 e aí viveu por 15 anos, preciso saber como entrar em contacto com alguém do Pólo difusor de Cidadelhe para obter informações mais precisas
    Seu trabalho neste portal é maravilhoso, pude saber muito a respeito de Cidadelhe através dele.
    Obrigado
    Walter

  4. Castela says:

    Amigo Walter
    Obrigado pelas amáveis palavras que servem de incentivo a continuar com esta saga que é a de divulgar aqueles que eu considero como os Locais Notáveis de Portugal.
    Se puder irei eu mesmo de servir de guia. Porque gostava de voltar a Cidadelhe e recolher novas informações do pólo de informação turística. E também gostava de visitar as gravuras/pinturas rupestres da Faia. Vou tb. tentar saber o horário do pólo e depois informo-o.
    E boa viagem aos Locais Notáveis do nosso Portugal.

  5. Nuno Soares says:

    Excelente divulgação! Lá irei logo que possível.
    Um abraço,

  6. ANA AGUIAR says:

    OBRIGADO POR ESTA PEQUENA ALDEIA SER
    DIVULGADA QUE É TÃO IMPORTANTE.

  7. Helena Aleixo says:

    Obrigado, muito obrigado por dar a conhecer a minha terra.
    Excelente
    Helena Aleixo

    • Deena says:

      108Oi Paula,Muito bom o post.De vez em quando venho aqui para te visitar e vejo que continua fiel as suas próprias ideias. PaszGénr!braaiela MirandaModerna ou Tanto Faz

    • yi-see.com says:

      Can I simply say what a relief to find somebody who truly is aware of what theyre talking about on the internet. You positively know how to carry a problem to mild and make it important. More folks need to read this and perceive this facet of the story. I cant believe youre not more common because you positively have the gift.

    • Mince j'ai oublié le plus important,qui semble n'avoir choqué personne : POURQUOI SIM ??? Il n'a rien fait le pauvre … tandis que Rambo, lui, aurait pus s'extraire la balle tout seul même si elle était logée dans le cervelet après être entrée par le lobe frontal gauche . . .

  8. Voz do Goulinho says:

    Obrigado por nos dar a conhecer esta maravilha em breve irei ver ao vivo com este magnífico trabalho aguçou-me o apetite.
    Voz do Goulinho
    ALA Poemas
    António Assunção

  9. Olá Parabéns pela excelente postagem no blogagem Aldeia da minha vida!
    No dia eu li, gostei e quis comentar mas pensei que por ser um site e não um blog não havia como comentar.
    Hoje estou feliz por ter descoberto que essa possibilidade existe.
    Obrigada por sua visita no meu blog Café com Poesia, e por suas palavras gentis.
    Um prazer te conhecer e conhecer um pouco da sua bela aldeia!

  10. Gaby says:

    Muito obrigada pela visita e pelo simpático comentário.
    Excelente o post e excelente este espaço!
    É de louvar este teu “trabalho” que, sente-se, fazes com imenso gosto.
    Portugal merece ser divulgado, principalmente o Portugal “esquecido”!!!
    Obrigada!

  11. CIDADELHE – uma aldeia de contrastes muito bem caracterizados por um especialista, Geólogo, que também poderia ser um escritor pela facilidade revelada ao longo da narração descritiva. Parecia que me ia aparecendo uma fotografia diante dos meus olhos.
    Primeiro, surgiu um sentimento de tristeza pelo abandono e desertificação.
    Depois surgiu a esperança e o apreço pela riqueza com que a natureza dotou parte da aldeia. Se o autor não fosse persistente e investigador tinha abandonado o tesouro que o encantou, o cantar das lendárias mouras que o aprisionaram e soltaram com a condição de dizer a verdade e só a verdade aos visitantes do seu blogue para que eles vissem o tesouro escondido e fossem dar vida
    às aldeias abandonadas pelos seus filhos, parece, sem vontade de sentir as agruras do “mundo rural”. Parabéns ao mérito.

  12. natalia says:

    Eu também irei visitar brevemente, é mesmo um cantinho que vou delirar conhecer. Às vezes passamos tão perto, mas desconhecemos, assim levando já destinado, não me escapa.
    Parabéns, está excelente a participação, as fotos também são lindas.

  13. Teresa Diniz says:

    Comecei agora a ler os textos e, não sei porquê, comecei pelo seu. Excelente, dá muita vontade de descobrir esses recantos. Tenho uma casa relativamente perto e acho que Cidadelhe vai estar nos meus planos de férias.
    Se todos os textos forem tão cativantes como o seu, vai ser difícil votar!
    Teresa

  14. Belíssima a sua descrição de Cidadelhe e da região.
    Apetece ir já para lá e espantar-me perante essa fantástica paisagem do Poio do Gato.
    Parabéns.

  15. Excelente o seu texto sobre uma aldeia que não conheço, mas que fiquei com imensa vontade de conhecer.
    Gosto destes textos que dão a conhecer as terras de Portugal. No Sexta, tenho uma
    rubrica, “destinos de férias” onde vou colocando algumas terras que eu conheço.
    Depois de ver os textos da blogagem, há pelo menos três sítios onde quero ir. Cidadelhe, Chacim e Ouguela.
    Três sítios que me parecem maravilhosos e que nem imaginavam que existiam.
    Muitos parabéns pela sua postagem, que é excelente.
    Um abraço e obrigada pela visita

  16. Marta says:

    Castela, obrigada por esta viagem!
    Gostei imenso de ficar a conhecer esta aldeia que, em breve, gostaria de visitar.
    De facto, o júri da blogagem terá uma difícil missão!
    A iniciativa é excelente!
    Abraço e obrigada pelas palavras, lá no meu canto

  17. natália says:

    Excelente, narrativa que apreciei imenso.
    Mas como votar, eu e as minhas dúvidas de iniciante. Tentarei de novo, achei uma delícia para voltar a ler.
    Natalia

  18. EXPRESSODALINHA says:

    Excelente participação em que muito se aprende. Um blogue temático que desconhecia numa área que muito aprecio: as viagens e as terras perdidas deste país; sua história e tradições. Já linkei.

  19. Castela: Obrigada pela participação! Cidadelhe vai ser um dos destinos a conhecer para os próximos tempos e se for possível, consigo como guia!
    Abraço, Susana Falhas

  20. armando sousa says:

    Pinhelenses,
    Não conheço Cidadelhe, ainda que me considere um conhecedor de Portugal, “ao milímetro”. Pelo que acabo de ler, é imperdoável. Mas, como desde há bastante tempo preparo uma incursão por terras da Beira, em aldeias menos habitadas, parei aqui… analisei os comentários e decidi-me: “quero passar uns dias em Cidadelhe, a escrever, a conversar, a sentir o povo”. Mas sou um viajante com características sui-géneris: gostaria de instalar-me em casa de habitantes da aldeia (pagando os custos, como é evidente), e então deixo aqui exarado o meu apelo, em moldes de anúncio e “curriculum” pessoal:

    “Homem, nascido nos anos 40, natural do Porto e residindo em Lisboa há mais ou menos vinte anos, casado, pai de duas filhas licenciadas, de bem com o casamento e com a vida, gostaria de hospedar-se em casa de uma família de Cidadelhe por, mais ou menos quinze dias, para estudar o lugar e escrever sobre ele. Custas de hospedagem por sua conta.”

  21. Viva, Castela!
    Numa palavra: EXELENTE!
    Abraço
    Ruben

    • Liberty says:

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  22. Pedro Matias says:

    Eu, conheço Cidadelhe como a palma da minha mão.
    Cidadelhe é a aldeia dos meus avos e dos meus pais.
    Eu Pedro, conhecido pelo neto da minha avó Alzira e do meu avô Albano.
    Cidadelhe tem muito mais de espicial do que as gravuras e a paisagem lindissóma. Lá as pessoas são todas muito especiais.
    Eu que vivo em Lisboa à já 11 anos, tenho um filho com 7 anos e o que ele mais adora é ir para casa que era dos meus avós (que agora é dos meus pais), pois ele sentesse livre e saudavél como nunca.

    Eu como filho da terra agradeço os vossos comentários, quando visitarem a minha maravilhosa aldeia, não se esqueçam que para além de encontrarem uma linda paisagem, também vão encontrar a paz que a crise financeira dos ultimos tempos nos tem feito falta.

  23. Magnífica participação. É muito bom ver assim tão bem divulgado o património cultural português. Parabéns

  24. Dida Marques says:

    Maravilhosa descrição daquela que é considerada o “calcanhar do mundo”, aldeia linda pela sua história, visita obrigatória,
    Tb eu sou Pinhelense, o meu muito obrigado pela excelente divulgação que faz das do património cultural e humano que o nosso país tem.

  25. maria cruz says:

    terre mais bela d mundo. uma tera k deixa saudads a tds por ser tao shmpatica. uma das perciosidads d portugal

  26. Wanderley says:

    Parabéns sr. Castela por divulgar a aldeia onde nasceu o meu querido avô (Antonio Julio Marques). Moro no Brasil e pretendo conhecer-lá o mais breve possível.
    Abçs
    Wanderley

  27. Castela says:

    Muito bem Wanderlei e se tivermos tempo eu mesmo farei a visita guiada, reuna um bom grupo de viajantes

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