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	<title>&#34;Se podes olhar, vê, se podes ver repara&#34;. José Saramago</title>
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	<description>Portugal Notável sempre em viagem consigo Valor Universal (*****), Muito Notável (***), Notável (*)</description>
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		<title>Retábulo da Capela-mor da Igreja matriz de Escalhão (Figueira de Castelo Rodrigo) (*)-Sabia que…aqui um insólito Cristo observa o seu irmão gémeo a caminho do calvário?</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2020 23:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo tem três igrejas notáveis: a igreja do mosteiro de Santa Maria de Aguiar (**), a igreja de Escarigo, com a sua capela-mor (*) e a igreja matriz de Escalhão ou igreja da Nossa Senhora &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/igreja-matriz-de-escalhao-figueira-de-castelo-rodrigo/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O concelho de <strong>Figueira de Castelo Rodrigo</strong> tem três igrejas notáveis: a <strong>igreja do mosteiro de Santa Maria de Aguiar</strong> (**), <strong>a igreja de Escarigo</strong>, com a sua capela-mor (*) e a <strong>igreja matriz de Escalhão</strong> ou igreja da Nossa Senhora dos Anjos (*) que passaremos a descrever.<br />
Da igreja medieval já nada resta, em sua substituição construiu-se no século XVI e XVII esta monumental igreja maneirista, aproveitando algumas pedras do castelo já desaparecido.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi no reinado de D. Dinis que se edificou o castelo de Escalhão, que tal como todos os outros castelos raianos tinha como objectivo reforçar a defesa da de Portugal face a possíveis investidas castelhanas. Terá sido nesta época que se edificou a igreja matriz da vila, havendo já no ano de 1320 notícia da sua existência.<br />
No entanto, deste templo medieval pouco ou nada restará, uma vez que a sua estrutura foi totalmente reconstruída no século XVI. O templo quinhentista é composta pelo rectângulo da nave e pelo corpo quadrangular da capela-mor, ao qual se adossaram as dependências da igreja.<br />
A fachada e o templo exteriomenente são austeros. Esta igreja quinhentista de tipo fortaleza apresenta um portal clássico com simples elementos decorativos. Possui na capela-mor, abóbada artesoada e talha dourada barroca notáveis.<br />
No interior, a nave de cinco tramos é coberta por abóbada estucada e pintada. Nas paredes laterais foram dispostos retábulos de talha seiscentistas, estando do lado do Evangelho a Capela do Senhor dos Passos.<br />
<strong>Um episódio da Guerra da Restauração</strong><br />
No exterior a ornamentação é simples e de grande sobriedade, apresentando nas paredes, sinais dos danos provocados pela artilharia espanhola durante a guerra da restauração.<br />
Em 1642 o Duque de Alba reentra na Beira com um exército poderoso, destruindo várias aldeias.<br />
“Em 17 de Outubro desse ano entrou em Portugal um exército espanhol comandado pelo renegado português João Soares de Alarcão, com 4500 soldados e 400 cavaleiros. As povoações por onde passaram foram mergulhadas no sofrimento, destruição e ruína.<br />
Esta força militar prosseguiu o seu caminho destruidor pelo concelho indo quedar-se frente às paredes fortificadas da igreja de Escalhão que tinha dois revelins, já desaparecidos, a defende-la. A população, auxiliada por um pequeno destacamento de 35 soldados, sob o comando de João da Silva Freio, preparou-se para enfrentar o inimigo. Julgando que a presa era fácil, o invasor acometeu contra o reduto defensivo. Porém os escalhonenses defenderam-se heroicamente dizimando com fogo cerrado os soldados espanhóis. No segundo assalto, protegendo-se com todo o tipo de materiais que encontravam, o inimigo atacou de novo. A igreja era o principal alvo das granadas de artilharia. As mulheres com mantas encharcadas num poço existente na igreja extinguiam os incêndios provocados pelas bombas. Com tecidos vários faziam ligaduras que usavam para socorrer os feridos. Dentro do templo os mortos e feridos atestavam a dureza do combate.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/10/igreja_de_escalhao-figueira-de-castelo-rodrigo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1088" title="igreja_de_escalhao-figueira-de-castelo-rodrigo" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/10/igreja_de_escalhao-figueira-de-castelo-rodrigo-282x300.jpg" alt="" width="282" height="300" /></a>Conta a tradição que um homem de nome Janeirinho matou o capitão dos castelhanos na entrada da porta falsa. O capitão de Zamora investiu contra a porta gritando: “ Viva o capitão de Zamora”. De dentro respondeu-lhe Janeirinho: “ Viva o Janeiro com a sua porra”, ao mesmo tempo que enfiava o badalo do sino sobre a cabeça do capitão. As tropas inimigas, já bastante enfraquecidas e surpreendidas pela resistência, entraram em pânico ao verem um dos seus chefes morto. Aproveitando este momento de hesitação os portugueses saíram do templo e investiram contra os espanhóis que começaram a recuar abandonando as suas posições. Num local denominado “A Veiga dos Mortos” o inimigo parou e, reorganizando-se, tentou tomar a ofensiva, mas de nada valeu o seu esforço. Os portugueses apontaram sobre eles as peças de artilharia que capturaram e quase os dizimaram” 1.<br />
<strong>O notável retábulo da capela-mor (*) da igreja de Escalhão</strong><br />
O interior da igreja é amplo, acolhedor e harmonioso. Mas o que prende o nosso olhar, é ao fundo o notável retábulo principal (*), seiscentista, revestido a talha dourada maravilhosamente trabalhada, com colunas salomónicas e uma composição onde se inserem belas edículas com imagens de santo.</p>
<p style="text-align: justify;">O altar-mor de talha edificado na campanha quinhentista foi executado cerca de 1525 por Henrique Fernandes e Arnao de Carvalho Deste conjunto subsistem dois painéis esculpidos em alto relevo, representando o <i>Calvário </i>e a <i>Deposição no túmulo </i>. Este retábulo foi substituído no século XVII por um altar de talha barroca edificado no século XVIII, que integra trono e esculturas de vulto.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O altar-mor, com rico retábulo de dois andares em talha dourada apoiados e enquadrados por colunas salomónicas de seis espirais cada, sendo do “estilo nacional” dos fins do século XVII e início do seguinte, como revelam os seus elementos maneiristas juntos a outros tantos barrocos. Sobre o entablamento domina a imagem do Orago, Nossa Senhora dos Anjos. No patamar superior, próximos do Divino, enfileiram-se as imagens dos 4 Profetas (Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel) assinalando a Escritura Velha ou Antiga Tradição (Patriarcas). No patamar inferior, próximos da Humanidade, apresentam-se os 4 Evangelistas (Mateus, João, Lucas e Marcos) representado a Escritura Nova ou Nova Revelação (Apóstolos). Mas o mais interessante e insólito de tudo quanto há nesta igreja, são os dois baixos-relevos laterais, retábulos do estilo flamengo do século XVI, representando Jesus a caminho do Calvário e a deposição de Jesus no sepulcro, que remetem sem delongas para interpretações abertamente heterodoxas do Hermetismo cristão, e claramente heréticas para o Catolicismo confessional, opondo as duas maneira de visionar a mesma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que faz aqui Jesus Cristo e o seu irmão gémeo nesta comenda da Ordem de Cristo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como se disse estão aqui dois interessantes painéis quinhentistas em alto-relevo de inspiração flamenga que representam a deposição no túmulo e Jesus a caminho do Calvário. Este último, para além de belo, remete-nos para uma provável heterodoxia, pois um Cristo observa o seu irmão gémeo a caminho do calvário!<br />
Uma outra heterodoxia encontra-se no interior da sacristia num fresco parietal de má qualidade, onde é visível a Virgem Maria a amamentar dois meninos; estamos de novo remetidos para o carácter dual e alternativo das diferentes correntes do cristianismo.<br />
Sendo esta igreja uma comenda lucrativa da Ordem de Cristo e devido à proximidade da capela templária de Mata de Lobos, estariam estas marcas relacionadas com resquícios esotéricos da Ordem Templária?</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;A presença aqui desse figurino hierático deixa o subentendido que os censores de Trento não chegaram a Escalhão, ou talvez fossem impedidos de chegar por alguma autoridade eclesiástica, possivelmente o próprio arcebispo de Riba Côa, António Pinheiro da Fonseca, familiar dos Pinheiro da Fonseca que construíram este templo e cujo brasão d´armas encima a sua entrada principal. Isso poderá explicar o contrato estabelecido pela Fábrica da Igreja, mas sob chancela da Ordem de Cristo donatária desta comenda velha, com o luso-flamengo Arnao ou Arnão de Carvalho (1506-1533), que foi o mestre entalhador do altar-maior desta igreja em 1524, pareando com o mestre dourador Henrique Fernandes, reputado artista de Viseu. Arnao de Carvalho, tal como muitos flamengos vindos para Portugal, certamente não seria alheio às “heresias” correntes na época que enfileiravam o chamado Hermetismo Renascentista. Ele viera para aqui depois dos trabalhos de entalhamento que realizara na igreja de Freixo da Torre e antes na Sé Catedral de Lamego, e daqui seguiu para Santiago de Compostela onde realizaria outros trabalhos em igrejas da capital da Galiza. Depois, ainda nesta igreja escalhense, dando sequência ao programa ilustrativo de mestre Arnao, foram realizados os frescos da sacristia em 1761&#8243;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma estória bonita de desejo de uma boa hora no parto</strong><br />
Aqui em Escalhão, existe uma peculiar, espiritual e poética forma de implorar uma boa hora para a mãe expectante quando as condições aparentes indiquem possíveis dificuldades para dar á luz. Sete jovens virgens, todas marias de seus nomes, sobem à torre sineira da igreja matriz e a espaços que dêem tempo, cada uma faz soar uma badalada. E cada toque é sinal a quantos escutem para rezarem uma Ave-maria a pedir a Nossa Senhora que interceda pela felicidade do parto. É sem dúvida, uma lindíssima prece eclesial. Se já caiu em desuso, rezemos por seu retorno. Embora saibamos que agora os partos são realizados na Covilhã! Outro problema será provavelmente a existência  de sete jovens Marias virgens em Escalhão&#8230;porque o estado português tudo tem feito para que todo este belo interior de Portugal fique desertificado.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Essa tradição popular terá origem medieval e se inspirado no poema épico <em>Psychomachia</em>, de Prudêncio (348-410), poeta latino cristão, que foi dos mais difundidos na Alta e Baixa Idade Média, inclusive encenado como a batalha moral da Alma (<em>psicomaquia</em>) dividida entre virtudes e vícios<a href="https://lusophia.wordpress.com/2015/01/12/escalhao-saberes-ocultados-por-vitor-manuel-adriao/#_ftn1" name="_ftnref1"><sup>[22]</sup></a>. As sete virgens escalhenses representarão as sete virtudes que, por graus ou degraus, vão se acercando do elevado Céu até ao derradeiro toque viril do badalo que faz vibrar os Portais do Paraíso e as fará plena de graça. É um momento presente expectante de uma feliz realização futura. As sete virtudes (<em>virtus</em>) tradicionais, são: castidade (<em>castitas</em>) oposta à luxúria; generosidade (<em>liberalitas</em>) oposta à avareza; temperança (<em>temperantia</em>) oposta à gula; diligência (<em>diligentia</em>) oposta à preguiça; paciência (<em>patientia</em>) oposta à ira; caridade (<em>humanitas</em>) oposta à inveja; humildade (<em>humilitas</em>) oposta à soberba. Tais <em>virtudes</em> tomaram forma nas mulheres profetisas reconhecidas <em>Sibilas</em> pela Igreja, prenunciantes do Advento às quais a hermenêutica heterodoxa – inclusive dando-as como expressões humanas das siderais sete <em>Mamas</em>, <em>Krittikas</em> ou <em>Plêiades</em>, estrelas desta constelação configuradas como progenitoras de <em>Kartikeya</em>, o Paladino ou Guerreiro Celeste tanto associado a <em>Kalki</em> como a <em>Maitreya</em> pelos orientais, no Ocidente reconhecido <em>Cristo Pantocrator</em>, “Todo-Poderoso” – dispõe no plano da mais profunda ou esotérica Tradição Espiritual, também elas sendo expectantes de um Tempo futuro de Deus e Ideia, ou Ideia Divina saída do parto de uma nova e mais ampla consciência no Género Humano&#8221;.1</p>
<p style="text-align: justify;">Adaptado do <a href="http://cardoso.com.sapo.pt/">http://cardoso.com.sapo.pt</a></p>
<p style="text-align: justify;">1- Vitor Manuel Adrião</p>
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		<title>Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo (**)- Cristovão de Moura herói ou traidor?</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2020 18:35:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>“De Castelo Rodrigo eu conservava a imagem de há trinta anos, quando lá fui pela primeira vez, uma vila velha decadente, em que as ruínas já eram só uma ruína de ruínas, como se tudo aquilo estivesse a desfazer-se em &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/castelo-rodrigo-aldeia-historica/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><em>“De Castelo Rodrigo eu conservava a imagem de há trinta anos, quando lá fui pela primeira vez, uma vila velha decadente, em que as ruínas já eram só uma ruína de ruínas, como se tudo aquilo estivesse a desfazer-se em pó. Hoje vivem 140 pessoas em Castelo Rodrigo, as ruas estão limpas e transitáveis, foram recuperadas as fachadas e os interiores, e, sobretudo, desapareceu a tristeza de um fim que parecia anunciado. Há que contar com as aldeias históricas, elas estão vivas. Eis a lição desta viagem.”</em></p>
<p>José Saramago (2009) <em>in</em> <a href="http://aviagemdoelefante.wordpress.com/">http://aviagemdoelefante.wordpress.com/</a></p>
<p>Castelo Rodrigo é uma das aldeias históricas de Portugal, que vale a pena conhecer com tempo e alcance, as restantes são Marialva, Linhares da Beira, Trancoso, Piodão,  Idanha a Velha, Monsanto, Castelo Novo, Belmonte, Sortelha, Castelo Mendo e  Almeida.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao entardecer, a aldeia histórica de  <strong>Castelo Rodrigo</strong>, vista o topo da <strong>serra da Marofa,</strong> é belíssima destacada num colina boleado, com a sua cerca defensiva e torres circulares a reflectirem tons doirados, vermelhos, castanhos e amarelos; e em seu redor, campos que na primavera são de um verde húmido, muito fértil.</p>
<p><strong>Um pouco da história de Castelo Rodrigo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O documento mais antigo, de doação de Dona Flâmula Rodrigues referência um castelo nesta região em 960. Depois esta região vai caindo sucessivamente para o lado mouro ou cristão, até que em 1055, o rei de Leão Fernando Magno, conquista o castelo aos Muçulmanos.</p>
<p style="text-align: justify;">A ocupação moura está representada com um  raro e esbelto, poço-cisterna com duas portas, com um arco gótico mais recente e outro mourisco e uma estranha inscrição islâmica numa habitação. Este poço cisterna é o monumento mais a norte do nosso território com origem muçulmana. Também existem inúmeros topónimos muçulmanos na região como Algodres, Almendra, Almofala, serra da Marofa  e cabeço da Mesquita. Alguns autores defendem que D. Afonso Henriques conquista <strong>Castelo Rodrigo</strong> aos muçulmanos em 1170, ano em que funda o <strong>convento de Santa Maria de Aguiar</strong>, mas volta a perder a praça pouco depois. É certo que não passa de lenda porque não existe qualquer documento que o ateste. As muralhas foram provavelmente reconstruídas por Afonso IX, rei de Leão, em 1209. Castelo Rodrigo deve o seu topónimo ao conde Rodrigo Gonzalez Giron, que repovoou a região neste reinado.</p>
<div id="attachment_5950" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2017/03/Cisterna_em_Castelo_Rodrigo.jpg"><img class="wp-image-5950 size-large" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2017/03/Cisterna_em_Castelo_Rodrigo-1024x768.jpg" alt="Castelo_Rodrigo e cisterna" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Cisterna de Castelo Rodrigo</p></div>
<p style="text-align: justify;">Em 1296 Dom Dinis toma Castelo Rodrigo reedifica-a, repovoa-a e atribui-lhe foral e com a assinatura em 1297 do tratado de Alcanices, Castelo Rodrigo foi definitivamente integrado no território português. Dom Dinis mandou reconstruir o castelo e repovoar a vila, concedendo regalias aos seus moradores no intuito de fixar a povoação neste local.</p>
<p style="text-align: justify;">Dom Dinis para além das muralhas a envolver o casario mandou erguer possante castelo de muralhas ameadas, torreões, grande torre de menagem, fossos e barbacã galgando rochedos. Todas estas estruturas são ainda visíveis na bela gravura de Duarte de Armas (1509-10), mas o tempo, e principalmente a atividade humana desgastou todo este conjunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Castelo Rodrigo constitui um bom exemplar de uma fortificação medieval peninsular. Atualmente, a fortificação apresenta extensos panos da antiga muralha, treze torreões semi circulares e três portas (a Porta do Sol, a Porta da Alverca, esta desaparecida e a Porta da Traição).</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe-se que o alcaide de Castelo Rodrigo, tomou o partido por Castela na crise de 1383-85, sendo a muralha danificada. Pelo apoio que o alcaide deu a causa de Dona Beatriz e ao reino de Castela, o brasão de armas de Castelo Rodrigo é invertido e a localidade perde a sua jurisdição para Pinhel.</p>
<p>Dom Manuel I promove a reedificação do castelo e , em 1508, atribui foral novo. Em 1510 Duarte de Armas representa a povoação e o seu castelo no &#8220;Livro das Fortalezas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o domínio filipino foi cabeça do condado instituído por Filipe I ao seu melhor e fiel amigo e conselheiro, Cristóvão de Moura, figura singular da nossa história, como leremos mais tarde, como adiante sublinharemos.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>Castelo Rodrigo</strong> ainda mantém algumas portas da cerca, vários cubelos semicirculares, vários imóveis dos séculos XV e XVI, a Igreja de Nossa Senhora de Rocamadour (fundada em 1192, para assistência dos peregrinos que se dirigiam para Santiago de Compostela) com os tetos classificados como Imóvel de Interesse Público, o cruzeiro da Independência, o pelourinho em gaiola (sendo a gaiola, a simular talvez a estrutura idêntica de tortura medieval) , o já referido poço-cisterna (século X e XIV) ou ainda as ruínas do palácio de Cristóvão Moura.</p>
<p style="text-align: justify;">A Judiaria localizava-se dentro das muralhas da antiga vila nas zonas atualmente correspondentes às ruas da Sinagoga e do Páteo do Concelho bem como ao Largo de S. João Baptista. Ainda existem na localidade vivências judaicas; na rua da Sinagoga existem  símbolos mágico-religiosos de Cristãos Novos nas ombreiras das habitações.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Castelo Rodrigo teve, em relação ao seu tamanho, uma importante colónia judia e, quando os Reis católicos expulsaram os Judeus dos seus domínios, o rei português Dom João II &#8211; (foto à esquerda) assinalou Castelo Rodrigo como um dos cinco pontos para permitir a sua entrada em Portugal, juntamente com Olivença, Arronches, Bragança e Melgaço, devendo pagar cada judeu oito cruzados. Nessa altura a população de Castelo Rodrigo andava por volta das 300 pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Milhares de Judeus súbditos dos reinos de Espanha refugiaram-se em Portugal, assentando muitos deles nas principais judiarias da zona: Castelo Rodrigo, Guarda, Trancoso e Sabugal. Em consequência, a próspera comunidade judaica de Castelo Rodrigo, viu-se incrementada. Porém, muitos dos seus membros converter-se-iam em cristãos-novos por causa da expulsão decretada pelo rei português Dom Manuel I em 1496 e que deu lugar aos chamados &#8220;batizados em pé&#8221;1</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;No tempo da Inquisição cerca de 200 processos foram feitos contra figueirenses sendo a povoação de Escalhão vítima de mais de metade das acusações. Escarigo, junto à fronteira de Espanha, com 25% desses processos foi igualmente muito perseguida.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o séc. XX existiam ainda inúmeros habitantes praticantes e herdeiros do criptojudaísmo em várias povoações do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Um Judeu famoso de Castelo Rodrigo retratado por Rembrandt</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Efraim  Bueno, nascido em 1599 em Castelo Rodrigo com o nome de Martim Alvares, formou-se em medicina em Bordéus e tornou-se emigrante medico e escritor em Amsterdão. Ficou célebre pelas pinturas/retrato que o seu amigo Rembrandt legou à história da arte. A sua lapide funerária, existente no cemitério português de Ouderkerk ( Amsterdão ) é uma homenagem a diáspora lusitana e aos que tiveram de fugir por força da Inquisição; esta escrita em português e apenas a data do falecimento, 1665, se encontra colocada segundo o calendário hebraico.</p>
<div id="attachment_5946" style="width: 1305px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2017/03/Ephraim_bueno.jpg"><img class="wp-image-5946 size-full" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2017/03/Ephraim_bueno.jpg" alt="Castelo Rodrigo e Ephraim_bueno" width="1295" height="1600" /></a><p class="wp-caption-text">Retrato de Rembrand de Um Judeu de Castelo Rodrigo (Ephraim_Bueno)</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em defesa de Cristóvão Moura o filho mais ilustre de Castelo Rodrigo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cristóvão Moura</strong> era filho do alcaide de <strong>Castelo Rodrigo</strong> e foi criado na corte de espanhola, como aio da princesa Joana, mãe do futuro rei Dom Sebastião e tornou-se o secretário íntimo do jovem rei Filipe I de Castela sendo por isso grande obreiro da coroação do seu amigo como rei de Portugal, através da diplomacia e pela compra de favores da Nobreza portuguesa. Se para alguns foi um traidor, para outros- e onde eu me incluo- foi um salvador da nosso modo de estar, perpetuando-se através da sua diplomacia, muito da nossa independência (a moeda, as cortes, a bandeira&#8230;e acima de tudo a paz; porque é óbvio que o Império Castelhano tomaria pelas armas o nosso reino enfraquecido pela desaire na batalha de Alcácer Quibir). O Rei Filipe, agora I de Portugal, ofereceu-lhe <strong>Castelo Rodrigo</strong>, como cabeça de Condado e depois Marquesado. Cristóvão de Moura foi ainda Vice-rei de Portugal e construiu um imponente palácio maneirista, sobre o castelejo da povoação, e que o furor popular destroçou na restauração da Independência, como acto de revolta contra este amigo íntimo do rei usurpador, já muito depois da morte do herói Cristóvão de Moura. Agora que o leitor amigo se sentou no seio do paço derruído de Cristóvão de Moura que tire a sua própria conclusão, mas também não deixe de reparar na beleza da paisagem, e de alguns locais notáveis que o reclamam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pedro Jacques de Magalhães</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tenho ainda que o lembrar na vitória de Pedro Jacques e de <strong>Castelo Rodrigo</strong> na Batalha das Salgadelas em 1644. Castelo Rodrigo, devido à sua posição estratégica, esteve sempre no cerne da disputa entre Espanha e Portugal. Mais um exemplo é dado por um facto que ocorreu em 1664. A povoação foi cercada pelo duque de Osuna e conta lenda que Pedro Jacques, herói e militar proeminente, chefe da guarnição de Almeida, pediu que os poucos homens de Castelo Rodrigo, saíssem das suas muralhas e com apenas 150 homens atacassem mais de quatro mil, bastou assusta e o recuo, para a sorrelfa os militares causassem uma humilhante derrota aos castelhanos, obrigando de seguida o Duque de Osuna a fugir mascarado de frade, diz-se.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o fim das guerras da restauração, Castelo Rodrigo começou a perder importância. Situada sobre um outeiro, hoje constitui um notável testemunho para estudar a realidade de uma povoação dos séculos XV e XVI, já que com o seu declínio, ao perder importância como praça militar e fortaleza, os seus habitantes, a partir do século XVI, foram abandonando o recinto murado na procura de uma maior comodidade e foram-se assentando no que seria a nova cidade, localizada na zona plana e fértil: Figueira de Castelo Rodrigo. Isto fez com que a velha cidade amuralhada tenha permanecido praticamente conservada desde então.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Guerra dos Sete Anos (1756-63) a vila foi ocupada pelo exercito espanhol. No momento em que a abandonaram, dinamitaram a estrutura defensiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1836, a rainha D. Maria II passaria a sede de concelho para Figueira de Castelo Rodrigo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Viajem do Elefante de José Saramago</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A aldeia surge na Viagem do Elefante de José Saramago. É aquela a última localidade portuguesa do caminho de Salomão,  ali se despede dele a comitiva que o acompanhara desde Lisboa, ali é discutida a sua entrega às tropas do imperador Maximiliano.</p>
<p style="text-align: justify;">O elefante Veio do Ceilão como presente para D. Catarina, com quatro ou cinco anos. Chegou a Lisboa em 1542&#8243;. D. Catarina oferece depois o elefante ao neto D. Carlos, que vivia em Espanha, em 1549, o futuro imperador da boémia, Maximiliano. <i>Salomão</i> faz o trajecto a pé até perto de Burgos, com todas as aventuras e desventuras de um elefante a percorrer  Portugal e o planalto Castelhano retratadas no livro. O arquiduque Maximiliano II de Habsburgo, sobrinho de Catarina de Áustria e futuro rei da Boémia, vivia naquela altura em Espanha com Maria de Áustria e afeiçoou-se ao elefante e acabou por tornar-se no seu novo dono. Em 1552, quando o arquiduque e a sua corte voltaram para Viena, <i>Salomão</i> faz também a viagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje Castelo Rodrigo é uma aldeia histórica classificada e o ponto de atração turística mais importante nesta região. Observe agora a magnífica paisagem (*), com o campo de batalha das Salgadelas, o <strong>Mosteiro de Santa Maria de Aguiar</strong> (*), a <strong>albufeira</strong> (*) do mesmo nome e no pequeno outeiro a norte, a <strong>Torre de Amofala</strong> (*), o templo romano dedicado a Júpiter da civitas de Cobelcorum ou no lado oposto a <strong>crista quartzítica da Marofa e </strong>os vales do<strong> rio Douro e Águeda.</strong> Mas antes de sair atravesse de novo as vielas sinuosa, cheias de carácter e observará que aparte alguns cães a deambular, não se vê vivalma. E, no entanto, a quietude não é agigantada e não se instala, antes permite a ideia de paz e de que <strong>Castelo Rodrigo</strong> é um santuário ao ar livre de bem-estar. Créditos fotográficos: <a href="http://www.olhares.com/utilizadores/detalhes.php?id=10482">Leonel Santos Lopes </a></p>
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		<title>Torre e ponte gótica de Ucanha (Tarouca) (***)-A mais bela ponte de Portugal</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Feb 2020 03:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Concelhos de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito-Viseu]]></category>
		<category><![CDATA[Mais]]></category>
		<category><![CDATA[Pontes]]></category>
		<category><![CDATA[Tarouca]]></category>
		<category><![CDATA[Todos os artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A torre e ponte de Ucanha são uma jóia única do Património Nacional. O vale Encantado do rio Varosa O concelho de Tarouca deve estar sempre nas boas cogitações dos viajantes portugueses, pelos seus mosteiros, as suas pontes medievais, o &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/torre-ponte-ucanha-tarouca/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A torre e ponte de Ucanha são uma jóia única do Património Nacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O vale Encantado do rio Varosa</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O concelho de Tarouca deve estar sempre nas boas cogitações dos viajantes portugueses, pelos seus mosteiros, as suas pontes medievais, o seu ambiente paisagístico algures entre a austeridade das Terras do Demo” e a garridice minhota e famoso pelos seus espumantes da Murganheira. Tarouca tem uma história que desempenhou um papel de relevo na Idade Média portuguesa. Reitero a recomendação de um passeio a esta região com bons monumentos,  pitéus e belas paisagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas faldas da serrania das Montanhas Ocidentais Portuguesas escava o rio Varosa o seu vale, nascendo na zona montanhosa do concelho de Tarouca. “O sítio é de uma beleza suavíssima, sucedem-se as cortinas de árvores, por toda a parte se esgueiram estreitos caminhos, é como se a paisagem fosse feita de sucessivas transparências, em todo este percurso de pé-coxinho que o levará a Ucanha, a Salzedas, a Tarouca e a São João de Tarouca, sem dúvida alguma uma das mais belas regiões que o viajante tem encontrado, por todo um equilíbrio raro, de espaço e cultivo, de habitação de homens e morada natural”. (1)</p>
<div id="attachment_6239" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/03/Ponte-da-Ucanha1.jpg"><img class="wp-image-6239 size-full" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/03/Ponte-da-Ucanha1.jpg" alt="Ponte-de-Ucanha" width="800" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">ponte de Ucanha com a sua torre medieval</p></div>
<p style="text-align: justify;">José Saramago foi conhecer os seguintes locais notáveis do concelho de Tarouca: a igreja matriz de Ferreirim (antiga igreja do mosteiro) (**), a ponte de Ucanha (***), o convento de Salzedas (*), a igreja matriz de Tarouca (*) e o mosteiro de São João de Tarouca (**). A igreja de Ferreirim situa-se no concelho de Lamego.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Torre e ponte de UCANHA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O monumento mais icónico de Tarouca é a torre e ponte de Ucanha, a mais bela ponte medieval Portuguesa e está classificada como Monumento Nacional desde 1910.<br />
Se na idade média muitas pontes com torres fortificadas foram erguidas, quase todas desapareceram, a que esteve associado a existência da sua proibição a partir de 1504, pelo rei dom Manuel I. Em Portugal ainda existem fortificadas,  a ponte de Ucanha que está em perfeito estado de conservação, a ponte de Sequeiros (*), no rio Côa, situada no concelho do Sabugal e ainda a ponte da Portagem em Marvão (*).</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DfTHilGO_UA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Teresa Afonso de Celanova</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém sabe ao certo quando é que a ponte de Ucanha primitiva, anterior a esta, foi construída, talvez fosse romana, pois aqui passava uma estrada que ligava a Lamego; talvez dona Teresa Afonso de Celanova, viúva de Egas Moniz e Condessa, fundadora do Mosteiro de Santa Maria de Salzedas e nomeada por D. Afonso Henriques para educar os Infantes D. Urraca, D. Mafalda e o futuro rei dom Sancho I, ordenasse a sua reconstrução.</p>
<p style="text-align: justify;">Descendente de uma família nobre Dona Teresa Afonso quando, por volta de 1124-1126, celebrou matrimónio com Egas Moniz, que ficara viúvo, não deveria ter mais do que 15 ou 16 anos. Falecido o marido em 1146, Teresa Afonso permanecerá em Britiande, centro dos domínios do marido, onde se dedica à educação dos filhos, incluindo o primogénito de Afonso Henriques. D. Afonso Henriques doou, em 1163, à viúva de Egas Moniz, o couto de Algeriz, acrescentando-lhe o território de Ucanha com a iniciativa de ambos, procedeu-se a construção a partir de 1168 do mosteiro de Santa Maria de Salzedas, mosteiro masculino da Ordem de Cister.</p>
<p style="text-align: justify;">Certezas em relação desta construção é a de que o clérigo D. Fernando, 12º abade do mosteiro de Salzedas, filho bastardo de um irmão de D. Nuno Álvares Pereira, mandou erguer ou reerguer em 1465, a ponte de Ucanha e a sua torre sobre o rio Varosa. Para seu gáudio e perpétua glória, que a gala a tanto obriga mandou fazer uma cartela com a inscrição gótica que ainda lá está: “<em>Esta obra mandou fazer Dõ Fedo Abble de Salzedas e DM M / III.º L X V «era domini</em>». Ou seja esta obra mandou fazer Dom Fernando, abade de Salzedas, em 1465.</p>
<p style="text-align: justify;">Frei Fernando foi eleito abade em 1453 e exerceu o seu mandato ininterruptamente até 1474. Por ordem deste abade foi erigido em 1472 um hospital nas proximidades da ponte, para auxílio dos pobres e viajantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram os monges cistercienses quem beneficiaram da ponte de Ucanha, convertida em apreciável fonte de rendimento pelos direitos de portagem que seriam cobrados A ponte marcava a entrada no couto monástico do mosteiro de Salzedas e servia como depósito do pagamento da portagem que os viandantes aqui entregavam para a transporem.</p>
<p style="text-align: justify;">A ponte funcionou com o respetivo pagamento, prática que só veio a ser abolida no reinado de D. Manuel I , no ano de 1504.</p>
<div id="attachment_6240" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/03/Ponte-e-torre-de-ucanha.jpg"><img class="wp-image-6240 size-full" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/03/Ponte-e-torre-de-ucanha.jpg" alt="Ponte de ucanha" width="1024" height="652" /></a><p class="wp-caption-text">Ponte de ucanha</p></div>
<p style="text-align: justify;">Como já se disse o rio marca a entrada do antigo couto do Mosteiro de Salzedas (*), onde são conservadas ainda dentro do seu limite as insólitas, ruínas da Abadia Velha de Salzedas, estas caso é insólito em Portugal, porque apenas têm a base da construção do templo românico, sendo abandonada a sua edificação por razão desconhecida.</p>
<p style="text-align: justify;">No concelho de Tarouca, há várias pontes antigas que foram construídas quando os monges cistercienses se instalaram em São João de Tarouca e em Salzedas, como a bela ponte de Vila Pouca (*), vetusta ponte que fica mesmo em frente do velho burgo de S. João de Tarouca e que ligava a cerca do mosteiro à povoação. Outra ainda em destaque é a de Mondim da Beira. Eis a proposta de um belo percurso histórico paisagístico- pelas pontes medievais do rio Varosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo José Leite de Vasconcelos, o filho ilustre de Ucanha, a edificação da  sua ponte deve-se às seguintes razões:</p>
<p style="text-align: justify;">1-Defensivas, já que protegia a entrada do couto monástico;</p>
<p style="text-align: justify;">2- Simbólicas, pois constituía uma evidente demonstração do poder senhorial dos abades de Salzedas;</p>
<p style="text-align: justify;">3- Económicas, pois permitia assegurar uma eficaz cobrança de direitos de portagem. Não duraria muito tempo pois nos alvores do século XVI, foram extintos, por determinação geral de D. Manuel I, como já disse, os direitos de portagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Descrição da ponte de Ucanha</strong><br />
A torre é um paralelepípedo com 20 m de altura e 10 m em cada lado da base, divide-se em três andares. O primeiro com frestas; no segundo em duas faces abrem-se duas graciosas janelas geminadas em arco ogival; o terceiro que seria de atalaia (Vigia) tem 4 matacães, apoiados em 3 modilhões.</p>
<p style="text-align: justify;">A cobertura da torre é em telha, mas tempos houve em que não tinha qualquer cobertura da torre. Algumas das pedras têm alguns sinais, como cruzes com base triangular que não são siglas, mas, certamente, símbolos da fé das pessoas que os gravaram. Há várias representações de calvários, com três cruzes. É a sacralização de um lugar perigoso como era sempre a travessia de um rio, mesmo que existisse uma ponte protegida, como no caso da Ucanha. Do lado contrário, tem uma porta a que se acede por uma escada hoje em ferro, mas que, noutros tempos, deveria ser em madeira. Mal se começa a subir, logo numa das primeiras pedras está um relógio de sol. A fachada virada à povoação tem mais dois elementos: um nicho com Nossa Senhora do Castelo e uma edícula com uma inscrição já referidos (4).<br />
Por debaixo da torre recorta-se um arco formando um túnel abobado por onde circulavam as pessoas e as suas mercadorias.<br />
Ao longo dos anos a torre deve ter tido várias funções: arrecadação das portagens, serviu de defesa, como se verifica pelas características do terceiro piso, foi talvez mansão senhorial com torre solarenga e pode ter sido utilizado como celeiro conventual. Hoje está transformado num pequeno núcleo museológico local.<br />
A ponte apresenta um tabuleiro em cavalete, resguardado por alto parapeito formado por silhares bem aparelhados. Assenta em 5 arcos ogivais, robustecidos a montante por talha-mares. O arco central, muito mais amplo que os restantes têm um arco de grande dimensão.</p>
<p style="text-align: justify;">As pedras deste tão belo monumento estão quase todas sigladas, o que lhe confere autenticidade e nos remete para o labor organizativo e misterioso dos mestres canteiros.</p>
<p style="text-align: justify;">“A meio da ponte de Ucanha está colocado um marco com uma cruz e a data de 1865 e, do lado contrário, outro marco que recorda as obras de remodelação’ “As pontes de Fornos, Táboas, Ucanha e Sancrou&#8230; nos preparou&#8230;”</p>
<p><strong style="text-align: justify;">A Aldeia Vinhateira de Ucanha, povoação a visitar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ucanha, também conhecida anteriormente de vila da Ponte,  é uma das seis aldeias vinhateiras. &#8220;Em 2001 nasceu o projecto das <b>aldeias vinhateiras do Douro</b>, com o objectivo de recuperar várias aldeias do <a href="http://www.roteirododouro.com/natureza/alto-douro-vinhateiro">Douro Vinhateiro</a>, através da revitalização socio-económica, da fixação da população, da reabilitação dos espaços públicos, do fomento da cultura popular, e do reforço da promoção turística do Douro.&#8221; (5)</p>
<p style="text-align: justify;">As restantes cinco e que merecem a nossa visita por serem as aldeias mais belas da região duriense são: Provesende, Barcos, Trevões, Favaios e Salzedas a 3 km de Ucanha.</p>
<p style="text-align: justify;">A aldeia desenvolveu-se  devido aos diligentes cobradores que se moirejavam nos afazeres fiscais de Ucanha, mas também tem outros motivos de interesse para além da ponte:</p>
<p style="text-align: justify;">-Ucanha organiza-se linearmente ao longo da via que parte da ponte, numa estrutura urbanística que denuncia a sua origem. Ainda hoje, a povoação é quase uma linha de casas que se estende de um lado e outro do estreito caminho, formando uma espécie de guarda de honra a quem por ele circulava para obrigar a cobrança das portagens a que o mosteiro tinha direito.  As casas ornamentam-se de varandas em madeira, com o realce do vermelho, azul e verde nas suas pinturas. Com escadas exteriores apresentam quase sempre dois pisos, cujo piso térreo é utilizado para as lojas, destinado essencialmente para uso agrícola, enquanto o segundo piso se destina à habitação.</p>
<p style="text-align: justify;">-pelo rio Varosa, e que aqui ainda caudaloso permite a existência de moinhos de água, dois deles junto à ponte, uma praia fluvial e pelo belo cenário de original formosura, acompanhado por amieiros e salgueiros, sob um pano de fundo fresco, colorido e verdejante;</p>
<p style="text-align: justify;">-pela sua igreja matriz, que construída na primeira metade do século XVII e se exteriormente pouco tem de ver, o seu interior é belo com a sua nave coberta por caixotões pintados com cenas bíblicas e pelo seu retábulo principal, em artística talha dourada trabalhada no estilo barroco. Esta igreja deveria ser classificada com valor concelhio.</p>
<p style="text-align: justify;">-Ucanha é a localidade onde nasceu José Leite de Vasconcelos em 7 de julho de 1858, e de onde saiu muito cedo. Este é um dos maiores vultos culturais de todos os tempos em Portugal, e que se norteava pelo rigor, serenidade e profundidade na análise dos temas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>José Leite de Vasconcelos, o gigante erudito, criador do Museu Nacional de Arte Antiga</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Formado em medicina, consagrou-se integralmente às ciências sociais, com tese defendida na Universidade de Paris, França. Bibliografia imensa (mais de 1.200 títulos), seus estudos, que abrangem a história e a arqueologia, a epigrafia e a numismática, na Etnografia ou na Filosofia assinalam rumos, conformam a pedra angular e constituem o alicerce da ciência moderna em Portugal. Fundador da Revista Lusitana e do Museu Etnológico português (hoje Museu Nacional de Arqueologia (****) em Lisboa), conferencista, pesquisador, pela investigação teórica ou nos trabalhos de campo sua enorme capacidade e autoridade moral acenderam, de forma imorredoura, a luz da contemporaneidade em sua pátria”2.<br />
A sua obra imortal, para além do museu, talvez seja o livro As religiões da Lusitânia, de uma atualidade que surpreende. Publicada entre os anos 1897 e 1913 pela Imprensa da Casa da Moeda de Lisboa, Religiões da Lusitânia constitui a primeira obra monumental de síntese sobre as religiões antigas do Portugal pré-histórico e antigo, assim como uma das primeiras da Península Ibérica.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode aceder a<a href="https://archive.org/details/religiesdalusi01vascuoft/page/94http://">qui a este trabalho fantástico</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nota: A fotografia a preto e branco foi retirada do site do Turismo do Porto e Norte de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Bibliografia adicional:<br />
1- Viagem a Portugal- José Saramago<br />
2-http://www.thesaurus.com.br/livro-na-rua/acervo/jose-leite-de-vasconcelos/</p>
<p style="text-align: justify;">3- <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_Ucanha">https://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_Ucanha</a></p>
<p style="text-align: justify;">4http://www.patrimoniocultural.gov.pt/static/data/publicacoes/o_arqueologo_portugues/serie_4/volume_26/ucanha_ameliaalbuq_joao_vaz.pdf</p>
<p style="text-align: justify;">5-http://www.roteirododouro.com/aldeias-vinhateiras</p>
<p style="text-align: justify;"><object width="480" height="390" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zRS95lsgoW4?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/zRS95lsgoW4?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="allowfullscreen" allowscriptaccess="always" /></object></p>
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		<title>Ruínas Romanas da Bobadela (**) (Oliveira do Hospital)</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Jan 2020 04:22:26 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Concelhos de Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Oliveira do Hospital]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Para além de Conimbriga (***), o distrito de Coimbra tem mais três monumentos romanos: o criptopórtico em Coimbra, a villa Romana do Rabaçal (*) no concelho de Penela e esta “Splendissimae Civitati” que se localiza na actual aldeia da Bobadela &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/ruinas-romanas-bobadela-oliveira-do-hospital/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Para além de <strong>Conimbriga</strong> (***), o distrito de Coimbra tem mais três monumentos romanos: o criptopórtico em Coimbra, a <strong>villa Romana do Rabaçal</strong> (*) no concelho de Penela e esta “Splendissimae Civitati” que se localiza na actual aldeia da Bobadela nas cercanias de Oliveira do Hospital, que foi sede de município entre os séculos I e IV. d.C.</p>
<p style="text-align: justify;">As Ruínas Romanas de Bobadela são um dos mais importantes e bem preservados conjuntos arquitetónicos de valor histórico-arqueológico do “período romano” em Portugal mereceu hem 1936 muitos anos a classificação de Monumento Nacional.  Entre o diversificado acervo que se encontra exposto ao ar livre, em pleno tecido urbano da bucólica aldeia, destacam-se: os restos estruturais da principal praça da outrora cidade romana, o forum; o majestoso arco; as epígrafes dedicadas à Splendidissima Civitas, a Júlia Modesta e a Neptuno; a enigmática cabeça de um imperador romano; e o magnífico anfiteatro.</p>
<p style="text-align: justify;">A fundação da &#8220;civitas&#8221; da <strong>Bobadela</strong>, remonta provavelmente ao período de César Augusto, mas as dúvidas ainda são muitas. O nome desta importante cidade romana da <strong>Bobabela</strong> é desconhecido pela simples razão de não ter sido descoberta qualquer lápide que esclareça tal dúvida.</p>
<p style="text-align: justify;">A requalificação com a renovação do fórum e anfiteatro tem feito a importante cidade renascer das cinzas. Por toda a aldeia se encontra espólio romano variado, como bases de colunas. Foi ainda descoberta uma cabeça monumental em mármore, pedra vinda da região de Estremoz de um Imperador, ainda desconhecido.<br />
<strong>Fórum das Ruínas Romanas da Bobadela</strong><br />
O Fórum de um <em>civitas</em> era uma grande praça rodeada de pórticos e edifícios que frequentemente se encontrava próxima do lugar de confluência das duas vias principais, designadas de <em>cardus </em>e <em>decumanus</em>.<br />
O fórum da Bobadela da época imperial, era aqui um conjunto monumental, isolado por um muro do resto da cidade-um fórum-bloco.</p>
<div id="attachment_6457" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2020/01/Anfiteatro_.jpg"><img class="size-full wp-image-6457" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2020/01/Anfiteatro_.jpg" alt="Anfiteatro romano da Bobadela" width="600" height="327" /></a><p class="wp-caption-text">Anfiteatro romano da Bobadela</p></div>
<p style="text-align: justify;">O <strong>arco romano da Bobadela</strong> é a parte mais conservada do muro do fórum e seria a sua entrada a nascente. É espetacular, com os seus blocos graníticos de silhares almofadados, no interior e no exterior, assentes sem argamassa e rematado nos seus cerca de 4 metros por uma cimalha bem aparelhada. As pedras apresentam um par de orifícios, previamente talhados em lados opostos, onde era fixado o &#8220;forfex (gancho de metal empregue para elevar os pesados blocos, no momento da construção do monumento). As extremidades deste robusto “alicate” coincidiam com os dois pequenos orifícios. A pressão exercida pelo forfex sobre os orifícios permitia que os blocos de granitos fossem, deste modo, colocados no devido lugar&#8221;1 .</p>
<div id="attachment_6459" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2020/01/43cb8d_dd776dd447154a329fad225eeae11e72_mv2_d_2560_1702_s_2.jpg"><img class="size-full wp-image-6459" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2020/01/43cb8d_dd776dd447154a329fad225eeae11e72_mv2_d_2560_1702_s_2.jpg" alt="Arco romano da Bobadela" width="1600" height="1064" /></a><p class="wp-caption-text">Arco romano da Bobadela</p></div>
<p style="text-align: justify;">
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/FgDxwmCGPu0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><br />
No fórum, mesmo em frente a igreja paroquial encontra-se ainda caixas murarias, colunas, troços de calçada e este elegante pelourinho com fuste e terminação salomónica datado de 1513 quando foi dado foral manuelino. Todas estas colunas erguidas ao alto têm uma cenografia quase religiosa. Mas é o arco monumental que atrai logo o nosso olhar.<br />
Mas a Bobadela não é só vestígios romanos, vale a pena vagabundear na povoação para ver isso e reparar também nas moradias de prestígio do chamado centro histórico, como esse solar do Largo da Matriz.<br />
<strong>Anfiteatro romano da Bobadela</strong><br />
Durante quase dois mil anos, o anfiteatro romano da Bobadela esteve soterrado. Apenas em 1980 foi descoberto e remodelado.<br />
Todo o conjunto deve ter sido construído no último quartel do século I d.C., terá sido destruído por um incêndio no século IV, tendo em conta as cinzas descobertas no solo da arena.<br />
A arena elíptica de 40X50m, de orientação norte-sul, com um pavimento em areão grosso é delimitada por um muro de 3 metros de altura. As bancadas seriam em madeira.</p>
<p style="text-align: justify;">O muro do podium que circundava a arena era marcado por duas entradas no seu eixo maior e constituído com fiadas de blocos de granito e rematados por uma cornija de duas peças.</p>
<p style="text-align: justify;">O anfiteatro da Bobadela, não foi palco de lutas de feras, porque não dispunha de galerias subterrâneas para alojamento de animais; talvez nele se realizassem lutas de gladiadores. Este conjunto único em Portugal provavelmente apenas serviu para jogos diversos, canto, danças, recitais, e, possivelmente, concertos com os instrumentos musicais da época e cerimónias de natureza religiosa consagrada aos imperadores.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EPÍGRAFE DEDICADA À SPLENDIDISSIMA CIVITAS E A JULIA MODESTA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Na igreja velha de Bobadela, demolida na década de 1740 e substituída por um novo templo ao gosto barroco, achava-se uma inscrição cujo texto se encontra atualmente gravado na porta principal da igreja matriz de Bobadela. A epígrafe, aliás truncada e incompleta, foi talvez destruída ou utilizada como material de construção da nova igreja. Da tradução do texto patente nesta mensagem talhada na pedra, poderá depreender-se que Júlia Modesta (uma possível sacerdotisa de elevada condição religiosa), na qualidade de esposa do flamen (sacerdote) da Lusitânia, C. Cantius Modestinus, refez as portas do forum às suas expensas. Esta epígrafe, que recorda também a splendidissima civitas, prova que houve na planura da várzea bobadelense uma capital de civitas que compartilhava com Viseum o vasto planalto da Beira central ou Beira d´aquém da Serra, que as serras da estrela, do Montemuro e do Caramulo delimitavam. Porém, não é possível ainda saber o nome romano da cidade, pelo simples motivo, de não ter sido descoberta qualquer lápide que esclareça tal dúvida.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>EPÍGRAFE CONSAGRADA A NEPTUNO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta inscrição talhada em letras monumentais encontra-se embutida na base da torre sineira da igreja matriz de Bobadela. Quanto à sua tradução, esta poderá estar relacionada com qualquer templo dedicado ao culto a Neptuno, Deus romano do Mar ou pertencer a um monumento ligado às águas (nymphaeum Neptunale).</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/G9STcBMj1sI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CABEÇA DO IMPERADOR</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Entre os inúmeros artefactos achados, um dos mais notáveis é a cabeça monumental de um imperador romano, localizada em 1884 num pátio, nas imediações do forum. Apesar de ser incerta a sua localização original bem como o contexto do achado, pelas dimensões da cabeça esculpida em mármore branco, esta poderá pertencer a uma estátua com aproximadamente 3 metros de altura. A degradação do retrato torna extremamente difícil a sua identificação. Tibério (14 d.C. – 37 d.C.) ou Domiciano (81 d.C. – 96 d.C.) são duas das hipóteses.</p>
<p style="text-align: justify;">As <strong>ruínas romanas da Bobadela</strong>, são uma importante preciosidade romana, única no país – e é inquestionavelmente um dos principais trunfos turísticos de Oliveira do Hospital. No centro de interpretação das ruínas da antiga <strong>cidade romana da Bobadela pode ver alguns</strong> arqueológicos, como por exemplo, um vaso litúrgico visigótico que comprova a continuidade da urbe na Alta Idade Média. Boa viagem!</p>
<p style="text-align: justify;">Notas adicionais: (1) <a href="https://www.cm-oliveiradohospital.pt/index.php/2-uncategorised/292-ruinas-romanas-de-bobadela">Informações recolhidas do site da câmara municipal de Oliveira do Hospital</a></p>
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		<title>Melo (Gouveia) (*) -Rota patrimonial e literária de Vergílio Ferreira</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jan 2020 01:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>“Eu tenho pela minha aldeia de Melo uma afeição que é mais do que isso, porque é essa forma profunda com que se moldou a minha sensibilidade. Na pessoa que sou, o ambiente em que me criei deixou uma marca &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/melo-gouveia-vergilio-ferreira/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">“Eu tenho pela minha <strong>aldeia de Melo</strong> uma afeição que é mais do que isso, porque é essa forma profunda com que se moldou a minha sensibilidade. Na pessoa que sou, o ambiente em que me criei deixou uma marca que com essa pessoa se confunde. Não sei, pois, como ser possível separa-las. Nada, pois, mais encantador do que expressar a ligação do meu destino à aldeia em que nasci e me criei”<br />
(Carta de Vergílio Ferreira ao Presidente da Câmara Municipal de Gouveia &#8211; 19-4-1986)<br />
<strong>Melo</strong> é uma aldeia com património construído assinalável, com 4 imóveis classificados: capela de Santa Marta, a casa da Câmara e o Paço, como Imóveis de Interesse Público, e o Pelourinho como Monumento Nacional. Falta ainda classificar como imóvel de Valor Concelhio, a capela da Misericórdia e as três casas onde viveu o escritor Vergílio Ferreira- Melo é notável porque é a terra natal, de vivência do autor, e é um espaço único na nossa literatura, porque em quase todos os seus romances, Melo está presente, principalmente a sua Casa Amarela, porque é aqui que os seus protagonistas autodiegéticos, em solidão, no dealbar da vida fazem profundos balanços da sua existência e procuram o seu Eu metafísico.<br />
<strong>A casa de nascimento, o Pelourinho e a Casa da Câmara</strong><br />
Vergílio Ferreira nasceu numa casa que ainda existe, embora desfigurada, num beco, próxima do Pelourinho e da Casa da Câmara.<br />
A casa podemos encontra-la nas últimas páginas do &#8220;Para Sempre&#8221;, quando Paulo diz “Depois desço para o outro lado da aldeia, a minha casa era aí. A empena mais alta reveste-se de lousas como escamas…a pedra da varanda sobressai do quarto…”</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/melo-pelourinho-e-casa-da-camara11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6445" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/melo-pelourinho-e-casa-da-camara11.jpg" alt="melo-pelourinho-e-casa-da-camara1" width="560" height="441" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Quando os pais partem para os Estados Unidos da América, Vergílio vai morar com as tias e a avó materna para a casa no Cabo; próximos, viviam os Borralhos, eternizados em Vagão J e Manhã Submersa.<br />
O menino Vergílio de certeza que brincou em redor do esbelto pelourinho manuelino datado do século XVI Pelourinho manuelino do tipo pinha cónica. Apresenta cinco degraus quadrangulares, um fuste octogonal coroado por uma pinha cónica com seis molduras, as armas de Portugal e a esfera armilar rematada por uma cruz de ferro.</p>
<p style="text-align: justify;">Em frente encontra-se a antiga Casa da Câmara, presumivelmente erigida no século XVI. Destacamos nela uma pedra de armas com o brasão de Melo, cingido por dois ramos em que assentam dois melros. Melo foi concelho até 1834.</p>
<p style="text-align: justify;">Melo recebeu foral de D. Manuel, dado em 1515, na sequência do qual se terá levantado o atual Pelourinho, junto à ainda existente Casa da Câmara e a cadeia comarcã, que conserva o brasão dos Melo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao fundo da rua da Praça pode ainda ver a Capela de Santa Marta construída no século XVII e de estilo maneirista.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixemos agora o harmonioso largo, façamos um pequeno desvio numa quelha para dar uma espreitadela na casa onde nasceu o autor; já na rua principal-Aquiles Gonçalves, paramos para observar uma casa brasonada, que foi por um rol de anos escola primária e onde Vergílio aprendeu as primeiras letras.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Igreja da Misericórdia de Melo<br />
</strong>“Atravessamos a aldeia pela noite de estrelas, as ruas revolvidas de neve, tia Luísa leva-me o violino ao peito, suspende a lanterna a decifração dos pés. Quando chegámos a Misericórdia, ensaiávamos numa galeria ao lado que dá para a nave da igreja, tia Luísa entregou-me ao Padre Parente. Éramos quantas figuras? Aí umas quinze ou vinte, representavam as artes e ofícios, alguns dos tunos vinham pela noite de quintas longínquas à procura do mistério com as suas violas e bandolins”. In Para Sempre<br />
O templo da misericórdia é pequeno e harmonioso, com a galeria onde Vergílio aprendeu a tocar violino, os seus quadros quinhentistas, provavelmente de um discípulo de Grão Vasco, nas paredes laterais e o Menino Jesus Capitão.<br />
“…porquê este menino vestido de militar? Tem um chapéu bicórnio, influência napoleónica? Uma casaca e calção”?<br />
<strong>O Paço de Melo</strong><br />
Um pouco acima está o <strong>Paço de Melo</strong>, que é entre todos, o edifício mais monumental. A sua origem poderá remontar aos séculos XIII / XIV, aquando do regresso do 1º senhor de Melo de Jerusalém. Foi objecto de várias transformações.</p>
<p style="text-align: justify;">No século XIX durante as invasões de Portugal pelas tropas de Napoleão, serviu de refugio e residência ao Bispo da Guarda. A casa Senhorial dos Soares de Melo apesar do adiantado estado de ruínas em que se encontra mantém a sua imponência, é uma construção em L em torno de um pátio amuralhado do qual sai a escadaria de acesso ao andar nobre e à antiga capela da qual apenas resta a cruz.<br />
Vergílio Ferreira teve uma infância profundamente religiosa e seu baptismo foi feito na igreja matriz, onde está sepultado o Bispo da Guarda, refugiado no Paço durante a terceira invasão francesa. Ao lado da igreja está a casa paroquial onde viveu o Padre Parente imortalizado no &#8220;Para Sempre&#8221;.<br />
<strong>Recordações da Casa Amarela<br />
</strong>Partamos agora para a Casa Amarela e reparemos nas habitações dos romances &#8211; a casa apalaçada do Senhor Ximenes (In Signo Sinal), as casas Queimadas (In Para Sempre) a Casa de Trás (In Para Sempre)…e chegamos por fim a “casa amarela” &#8211; provavelmente a habitação mais importante da literatura portuguesa.<br />
“É alta, toda de amarelo, agora desbotado. Loja, dois pisos. As empenas chanfradas, um ar poliédrico no seu facetado” In Para Sempre.<br />
Os progenitores quando regressaram da América, já o nosso escritor tinha treze anos e vão construir a moradia com quintal que dá pelo nome de Vila Josephine, que era o nome da mãe americanizado, para melhor se integrar naquela sociedade. Era o nome relativo a Josefa. Era importante que a habitação fosse a casa museu de Vergílio Ferreira, a semelhança daquilo que acontece com a casa Miguel Torga em Coimbra.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/casa-de-vergilio-ferreira-melo11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6444" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/casa-de-vergilio-ferreira-melo11.jpg" alt="casa-de-vergilio-ferreira-melo1" width="727" height="532" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O seu interior é descrito em vários romances. Lá está o violino, a galinha inspiradora do conto com o mesmo nome…<br />
E da varanda, as vistas solenes para a montanha, espaço sempre presente na obra literária, acolá as escombreiras das antigas minas da Alegria Breve, ali as ruínas do Paço de Melo; é todo o exterior a fornecer pistas para a descoberta do Eu metafísico de Vergílio Ferreira…<br />
Entre muitas citações da casa, escolhi a abertura da Aparição.<br />
“Sento-me aqui nesta sala vazia e relembro. Uma lua quente de Verão entra pela varanda, ilumina uma jarra de flores sobre a mesa. Olho essa jarra, essas flores, e escuto o indício de um rumor de vida, o sinal obscuro de uma memória de origens. No chão da velha casa a água da lua fascina-me. Tento, há quantos anos, vencer a dureza dos dias, das ideias solidificadas, a espessura dos hábitos, que me constrange e tranquiliza. Tento descobrir a face últimas das coisas e ler aí a minha verdade perfeita.<br />
Mas tudo esquece tão cedo, tudo é tão cedo inacessível. Nesta casa enorme e deserta, nesta noite ofegante, neste silêncio de estalactites, a lua sabe a minha voz primordial”. In Aparição.</p>
<p style="text-align: justify;">Melo repousa no cemitério de Melo, a sua aldeia eterna, voltado para a Serra da Estrela.</p>
<p style="text-align: justify;">Nota adicional: <a href="https://vergilioferreira.pt/">Página dedicada a Vergílio Ferreira feita pela Biblioteca Municipal de Gouveia.</a></p>
<p style="text-align: justify;">Primeira versão: 6-1-2011</p>
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		<title>Visita ao Mosteiro da Batalha com o Professor Vítor Manuel Adrião &#8211; 19 de janeiro 2020</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Dec 2019 22:16:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Venha daí a um passeio filosófico, histórico, simbólico e religioso ao Mosteiro da Batalha (Património da Humanidade) com o professor Vítor Manuel Adrião, aproveitando também para conhecer o Castelo de Porto de Mós <a href="http://www.portugalnotavel.com/visita-ao-mosteiro-da-batalha-com-o-professor-vitor-manuel-adriao-5-de-janeiro-2020/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/12/page1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6432" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/12/page1.jpg" alt="page1" width="793" height="1122" /></a></p>
<p><strong>Partida de Oeiras e Lisboa: 19 de Janeiro de 2020 (domingo)</strong></p>
<p>Venha daí a um passeio filosófico, histórico, simbólico e religioso ao Mosteiro da Batalha (Património da Humanidade) com o professor Vítor Manuel Adrião, aproveitando também para conhecer o Castelo de Porto de Mós</p>
<ul>
<li><strong>Programa:</strong>07:30h &#8211; Saída de Oeiras (em frente ao Holmes Place, junto à entrada do Parque dos Poetas )<br />
08:00h &#8211; Saída de Lisboa &#8211; Sete Rios (junto à entrada do Jardim Zoológico)</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Mosteiro da Batalha</span></strong> &#8211; Viagem Guiada com carácter histórico, filosófico e simbólico, conduzida pelos professores Vitor Manuel Adrião e Carlos Castela</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Igreja da Exaltação da Santa Cruz</span></strong> &#8211; Matriz da Batalha &#8211; Análise do portal manuelino de Diogo Boitaca</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Porto de Mós</span></strong> &#8211; Visita Guiada ao Castelo</p>
<p><strong>ALMOÇO (incluído no preço)</strong> no Restaurante Pescatore – Mar à Serra – by chef Nuno Ribeiro: Couvert, Sopa, Arroz do Mar (recheado de Peixe e Marisco), Fritada de Porco com Gambas; Bebidas da Casa; Rapsódia de Sobremesas; Café.</p>
<p>PREÇO POR PESSOA:<br />
-Adulto: 45,00€<br />
-Criança até 11 anos: 20€</p>
<p><strong>RESERVE JÁ!</strong><br />
E-mail: reservas.portugalnotavel@gmail.com<br />
Telemóvel: 964414597 / 965556160<br />
ou via facebook, através de mensagem privada</p>
<p>O PREÇO INCLUI:<br />
&#8211; Circuito em autocarro de turismo de acordo com o itinerário;<br />
&#8211; Visita acompanhada por guias culturais;<br />
&#8211; Seguro de acidentes pessoais em viagem;<br />
&#8211; Almoço em restaurante em Porto de Mós;<br />
&#8211; Entradas nos monumentos referidos no programa.</p>
<p>Visita guiada ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória na Batalha.</li>
<li>O Mosteiro da Batalha é um dos mais belos monumentos europeus nos estilos Gótico Flamejante e Manuelino. Iremos comentar os aspetos mais salientes de uma das mais belas obras da arquitetura portuguesa e europeia.<br />
Este excepcional conjunto arquitectónico resultou do cumprimento de uma promessa feita pelo rei D. João I, em agradecimento pela vitória em Aljubarrota, batalha travada em 14 de agosto de 1385, que lhe assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal.<br />
As obras prolongaram-se por mais de 150 anos, através de várias fases de construção. Todo este tempo justifica a existência de soluções góticas e manuelinas e um breve apontamento renascentista (a magnífica janela renascentista das Capelas Imperfeitas). Resultando um vasto conjunto monástico que actualmente apresenta uma igreja, dois claustros com dependências anexas e dois Panteões Reais, a Capela do Fundador e as Capelas Imperfeitas. Todos os locais visitados por nós serão conduzidos pelo professor Vitor Manuel Adrião.<br />
Monumento Nacional, integra a Lista do Património da Humanidade definida pela UNESCO, desde 1983.Visita guiada ao portal manuelino da igreja matriz da Batalha, assinado por Diogo Boitaca. Será um momento em que poderemos conversar sobre este importante arquiteto manuelino e sobre a arte e simbolismo que está por trás deste nosso estilo artístico.</p>
<p>Visita ao Castelo de Porto de Mós- Obra de características singulares, o Castelo de Porto de Mós, acumulou ao longo dos séculos influências militares, góticas e renascentistas assentes numa estrutura pentagonal.<br />
O papel do castelo de Porto de Mós foi importante durante o período da conquista cristã. Em 1148, D. Afonso Henriques, auxiliado por D. Fuas Roupinho, cavaleiro lendário, talvez um cavaleiro da Ordem dos Templários, primeiro almirante da esquadra portuguesa, cujos feitos andam envolvidos em lenda acaba por tomar a vila e vencer as tropas sarracenas.<br />
Neste contexto, o castelo é posteriormente entregue a D. Fuas Roupinho, que se viria a tornar no primeiro alcaide da vila de Porto de Mós.<br />
D. Dinis oferece Porto de Mós a sua esposa, Rainha D. Isabel.<br />
Em 1385, o castelo de Porto de Mós volta a desempenhar um papel decisivo naquele que viria a ser um marco na história de Portugal, a Batalha de Aljubarrota, ao albergar as tropas de D. João I e de D. Nuno Álvares Pereira nas noites anteriores à batalha, durante as quais foram planeadas as estratégias de guerra que viriam a dar a independência definitiva ao país.<br />
O Castelo de Porto de Mós está classificado, desde 1910, como Monumento Nacional.</p>
<p>Portugal Notável (RNAAT 2160/2018)</li>
</ul>
<p><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/12/page12.tiff"><img class="aligncenter size-full wp-image-6431" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/12/page12.tiff" alt="page1" /></a> <a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/12/page1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6432" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/12/page1.jpg" alt="page1" width="793" height="1122" /></a></p>
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		<title>Menir Vale Maria Pais e Sepulturas antropomórficas (Penedono)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Oct 2019 22:21:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Penedono e Sernancelhe]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Para além da Anta-capela da Nossa Senhora do Monte (**), Penedono tem um outro local de grande atracção mágico/religiosa para o seu turismo - o Menir Vale Maria Pais, rodeado de sepulturas antropomórficas e imbricadas rochas, que parecem-se concentrar em &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/menir-vale-maria-pais-sepulturas-antropomorficas-penedono/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6419" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/10/Menir-do-Vale-de-Marias-Pais.jpg"><img class="size-full wp-image-6419" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/10/Menir-do-Vale-de-Marias-Pais.jpg" alt="Menir Vale Maria Pais" width="940" height="627" /></a><p class="wp-caption-text">Menir Vale Maria Pais</p></div>
<p style="text-align: justify;">Para além da <strong>Anta-capela da Nossa Senhora do Monte</strong> (**), <strong>Penedono </strong>tem um outro local de grande atracção mágico/religiosa para o seu <strong>turismo </strong>- o <strong>Menir Vale Maria Pais</strong>, rodeado de sepulturas antropomórficas e imbricadas rochas, que parecem-se concentrar em si &#8220;covinhas mágicas&#8221;.<br />
O <strong>Menir Vale Maria Pais</strong> foi encontrado em 1991 e encontrava-se fragmentado em duas partes. É um monumento fálico, bem afeiçoado com “<strong><em>fossetes</em></strong>”, as tais Covinhas e decorado com uma representação solar radiada. Possui três metros de altura. A disposição dos motivos decorativos faz supor que originalmente medisse entre 5 a 6 metros. Este menir é um dos mais notáveis do nosso território e, a norte do rio Tejo, não encontra rival. É uma pedra mágica na paisagem. E em redor desta pedra mágica, num exemplo puro de litolatria, foram surgindo outras formas de vivenciar o transcendente: um possível santuário rupestre, da idade do Bronze ou mesmo da idade do Ferro e posteriormente uma necrópole com várias sepulturas rupestres, construídas algures entre os séculos VII e XII. Todo este espaço, tem semelhança com a Necrópole de São Gens, em Celorico da Beira, porque as sepulturas rupestres espalham-se em redor da Pedra, como se esta pela sua forma inusitada, fosse um imã de atracção telúrica e tivesse uma função psicopômbica para os nossos ancestrais dado que em seu redor foram construídas necrópoles com sepulturas antropomórficas. E pela sua espetacularidade, estas pedras ainda são motivo de atração para os turistas.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/10/menir-do-vale-maria-pais-penedono1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6417" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/10/menir-do-vale-maria-pais-penedono1.jpg" alt="menir-do-vale-maria-pais-penedono" width="800" height="787" /></a><br />
Os menires foram construídos e utilizados pela humanidade entre o Neolítico e Calcolítico (Idade do Cobre), na chamada Era Megalítica e tinham uma função religiosa (votiva) ainda hoje enigmática.Quase de certeza que seriam símbolos solares, atributos masculinos (existem menires que são falos perfeitos de pedra em ejaculação) e expostos à vida e ao ar; em contraponto ao ambiente reprodutor feminino recolhido, materializado pelas antas, que eram verdadeiros domicílios dos mortos ritualizadas. Provavelmente estas “pedras mágicas” seriam hipóstases do sagrado, servindo de elo de ligação entre a terra e o céu, a vida e a morte, a claridade e a escuridão<br />
<strong>Sepulturas antropomórficas associadas ao Menir do Vale Maria Pais</strong><br />
Mas o post não termina aqui, porque neste ambiente também temos penedos com dezenas de sepulturas antropomórficas medievais, algumas delas parecendo verdadeiras tinas semelhantes aos do penedo maior do <strong>santuário de Panóias</strong> (***). Existe também um monólito (altar?) com degraus mal definidos e várias rochas com covinhas mágicas.<br />
O município de <strong>Penedono</strong> (que tem feito um bom trabalho na análise e divulgação do seu património) deveria aqui efectuar um estudo exaustivo, que não seria muito oneroso e que poderia oferecer resultados interessantes. A vegetação esconde mais do que aquilo que deixa ver; não me posso esquecer que alguma desta vegetação são carvalhos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/10/Sepultura-na-pedra-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6420" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/10/Sepultura-na-pedra-2.jpg" alt="Sepultura na pedra (2)" width="940" height="627" /></a><br />
A bruma cerebral e a ignorância impedem-me de clarificar o pensamento; apenas sei que aqui sinto mais do que racionalizo (e logo eu, que tenho alma de cientista descarnado), no seio da magia e do sagrado do Portugal Notável.</p>
<p style="text-align: justify;">Notas adicionais: duas fotografias foram retiradas do blog <a href="https://www.osmeustrilhos.pt/2018/04/02/menir-do-vale-de-maria-pais-penedono/">Os Meus Trilhos</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/10/Sepultura-antropormófica-penedono.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6421" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/10/Sepultura-antropormófica-penedono.jpg" alt="Sepultura antropormófica penedono" width="1024" height="768" /></a></p>
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		<title>Convite- Visita a Tomar Templário pelo professor Vitor Manuel Adrião</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Sep 2019 01:07:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Tomar e Ferreira do Zêzere]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>ALTERADO PARA 27 DE OUTUBRO É com muito orgulho contar entre nós com o Professor Vitor Manuel Adrião para uma visita aos segredos e enigmas de Tomar Templária, precisamente no dia 13 de Outubro, que relembra que neste mesmo dia &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/convide-visita-a-tomar-templario-pelo-professor-vitor-manuel-adriao/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>ALTERADO PARA 27 DE OUTUBRO</p>
<p>É com muito orgulho contar entre nós com o Professor Vitor Manuel Adrião para uma visita aos segredos e enigmas de Tomar Templária, precisamente no dia 13 de Outubro, que relembra que neste mesmo dia no ano de 1307, foi dada ordem em França para a prisão de todos os irmãos templários.</p>
<p>Iremos revisitar pedra a pedra os segredos dos conventos de Cristo e ainda das igrejas de São João Batista, matriz de Tomar, Igreja de Santa Maria do Olival e convento de Santa Iria. Contamos convosco.</p>
<p><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/09/folheto.-TOMAR.13outubro201911.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6409" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/09/folheto.-TOMAR.13outubro201911.jpg" alt="folheto.-TOMAR.13outubro20191" width="2481" height="3508" /></a></p>
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		<title>Dólmen da Capela da Senhora do Monte (Penedono) (**)-Os cultos entrelaçam-se em Terras do Demo</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Sep 2019 03:44:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Penedono e Sernancelhe]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Quando vim ao Dólmen da Capela da Senhora do Monte, algures em 2002, o dia estava frio, cinzento e chuviscava. A desconsolação dominava o ermo num local inóspito, retirado da humanidade corrente, e pertencente as Terras do Demo, mas apesar disso o &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/dolmen-da-capela-do-senhor-do-monte/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando vim ao <strong>Dólmen da Capela da</strong><strong> Senhor</strong><strong>a</strong><strong> do Monte, algures em 2002, </strong>o dia estava frio, cinzento e chuviscava. A desconsolação dominava o ermo num local inóspito, retirado da humanidade corrente, e pertencente as <em>Terras do Demo</em>, mas apesar disso <strong>o</strong> <strong>Dólmen da Capela da</strong><strong> Senhor</strong><strong>a</strong><strong> do </strong><strong>Monte, </strong>é um espaço singular na Península Ibérica.<br />
“De visita obrigatória: é a jóia entre os monumentos funerários megalíticos de toda a Beira Alta! Foi classificado como Monumento Nacional no ano de 1961, dada a sua raridade e excepcional importância no contexto do património pré-histórico nacional.”1<br />
O dólmen da Senhora do Monte é raro a nível ibérico, por albergar também uma capela. Está acompanhado por mais 5 monumentos: do Carvalhal (a uma vintena de metros), Lapinha, Turgal, Marofa e Sangrino.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lendas e Romarias do</strong> <strong>Dólmen da Capela da Senhora do Monte</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este templo esteve associado a uma festividade dedicada à Senhora do Monte, onde na segunda-feira de Páscoa, as 7 freguesias vizinhas mais próximas, iam em procissão com as sete cruzes e ali se reuniam à volta da capela.<br />
Como ela não queria abandonar a capela, por várias vezes, durante a noite voltava pelos seus próprios meios, e ao outro dia era trazida para a igreja. Nestas incursões, atravessava o monte, num lugar chamado de “Rastinho da Senhora”, pois as lajes graníticas têm umas marcas profundas que parecem pegadas ao que as pessoas dizem ter sido deixadas pela imagem de Nossa Senhora do Monte nessas caminhadas noturnas.<br />
A imagem serenou quando foi colocada na igreja matriz de Penedono. Neste momento esta bela imagem encontra-se no museu paroquial desta vila. Segundo o inventário dos bens paroquiais de 1911, faziam também parte do espólio da capela as imagens de Santo Amaro e São Francisco que se encontram no Altar das Almas na igreja matriz.<br />
O Dólmen da Senhora do Monte é composto por uma sepultura pré-histórica de grandes dimensões, tendo sofrido, profundas alterações arquitetónicas quando foi construída a capela, (talvez existisse uma primitiva no século XIII ou XIV, atendendo a tipologia da imagem da nossa senhora do Monte já referida e que foi remodelada algures entre a segunda metade do XVI e o século XVII ou mesmo já no século XIX).<br />
O aproveitamento das suas estruturas funerárias para a construção desta capela, aumentou todo o sentido místico e religioso que a anta possuía, tornando-se num dos casos raros de antas capelas, ou seja cristianizadas em Portugal<br />
O <strong>Dólmen da Capela do Senhor do Monte</strong> possui uma câmara poligonal e um longo corredor de acesso, cuja altura é decrescente no sentido oeste-este. A colocação de um pilar granítico, a meio do corredor e junto à entrada da câmara, bem como as reduzidas dimensões dos esteios da entrada do corredor, demonstra que houve a intenção de tornar difícil a entrada neste monumento. Talvez na câmara apenas pudessem estar alguns eleitos ou íntimos dos falecidos, observando o sol levante, à espera do seu ressurgimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/09/anta-capela-de-nossa-senhora-do-monte-penedono-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6397" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/09/anta-capela-de-nossa-senhora-do-monte-penedono-1.jpg" alt="anta-capela-de-nossa-senhora-do-monte-penedono (1)" width="800" height="533" /></a><br />
<strong>Depósito de carácter votivo do Dólmen da Capela do Senhor do Monte</strong><br />
De grande importância para o estudo do megalitismo em Portugal, aqui foi exumado um depósito votivo de carácter coletivo, constituído por um recipiente cerâmico e uma caixa como provável recetáculo de oferendas, hoje expostos no Espaço Identidade e Memória, como lâminas, machados e recipientes cerâmicos, micrólitos, um esferóide e ainda carvões relacionados com fogueiras talvez rituais. O conjunto de amostras de elementos vegetais carbonizados permite-nos datar uma utilização exata da anta os anos 3290 – 301 a.C.)<br />
“O sepulcro foi alvo de uma violação na Idade do Bronze. A eficácia das estruturas colocadas no corredor impediu o acesso dos violadores através do átrio. Estes preferiram então retirar parte do contraforte do lado Norte do corredor, utilizando o espaço como sepultura e onde depositaram cerca de quatro dezenas de recipientes cerâmicos”.(2)<br />
Muitos séculos depois este espaço continuava a ser sagrado, com a edificação de uma capela de idade indeterminada a sublinhar o sentido místico e religioso que o monumento já possuía. A capela foi construída aproveitando parte da câmara do monumento, removendo-lhe o esteio de cabeceira É um dos casos raros de dólmenes cristianizados em Portugal.<br />
A decisão eclesiástica que conduziu a este reaproveitamento deverá ter provindo do desejo de cristianizar uma local de religiosidade pagã que, possivelmente ainda teria alguma importância no culto das crenças locais.<br />
Já anteriormente descrevi no artigo sobre a<strong> </strong><a href="http://www.portugalnotavel.com/2010/06/anta-da-arcainha-casa-da-moura-ou-dolmen-do-seixo-da-beira-oliveira-do-hospital/"><em>Anta da Arcainha do Seixo da Beira</em></a> (*), um possível significado para a importância das antas no Neolítico<br />
Avulsamente ainda posso dizer que a câmara da anta é a capela-mor do templo, que o corredor está estranhamente nas traseiras do templo, que no piso da igreja encontro uma estranha pia retangular, que descubro dois pentagramas nas pedras derruídas, que a pouco mais de 20 metros está outra anta do raro tipo vestibular- a anta do Carvalhal.</p>
<p style="text-align: justify;">A anta capela da Senhora do Monte é um local verdadeiramente enigmático…inesquecível!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nota Pessoal</strong>- Da primeira vez e única vez que estive com ela numa anta, nos Fiais da Telha (Carregal do Sal), achou muita mercê a tudo aquilo, e desapareceu, com algum susto nosso; de repente surgiu num Buraco da Alma, a dizer que tinha regressado dos mortos. Da primeira vez que vim ao <strong>Dólmen da Capela da Senhora do Monte</strong>, estava tudo muito recente e chorei como nunca o fiz na vida, à procura dos seus sinais; nestas pedras nada encontrei, mas sou muito, devido à sua benfeitoria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outras 4</strong> <strong>antas capelas em Portugal que não pode deixar de visitar:</strong><br />
<strong>-</strong><a href="http://www.portugalnotavel.com/2011/01/anta-das-alcobertas-rio-maior/"><em>Anta-capela das Alcobertas</em></a> (Rio Maior) (**)<br />
-Anta-capela de Pavia (Mora) (*)<br />
-Anta-capela de São Brissos (Montemor-o-Novo) (*)<br />
-Anta-capela da Lapa de São Fausto (Torrão- Alcácer do Sal)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências adicionais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">(1)-<a href="https://cm-penedono.pt/visitar/dolmen-da-capela-de-nossa-senhora-do-monte-penela-da-beira/">Artigo da página da Câmara Municipal de Penedono</a><br />
(2)-Carvalho, M.S. Pedro e Gomes F.C.L. Luís (1995)- A Necrópole Megalítica da Nossa Senhora do Monte (Penedono, Viseu), Revista Estudos pré-históricos 3. Centro de Estudos pré-históricos da beira Alta, pp. 243-248 (2)</p>
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		<title>Torre de Menagem do Castelo de Pinhel (*)-é uma das mais belas torres medievais de Portugal</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Sep 2019 23:41:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Torre de menagem do castelo de Pinhel foi mandada fazer pelo rei dom Dinis, bem como a estrutura da velha cerca medieval de Pinhel que se encontra bem preservada, tendo 800 metros de perímetro. Apenas falta um pequeno troço que dá &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/torre-de-menagem-do-castelo-de-pinhel/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Torre de menagem do castelo de Pinhel foi mandada fazer pelo rei dom Dinis, bem como a estrutura da velha <strong>cerca medieval de Pinhel</strong> que se encontra bem preservada, tendo 800 metros de perímetro. Apenas falta um pequeno troço que dá para o Largo Engenheiro Duarte Pacheco. A muralha ora se esconde ora se descobre entre o casario velho e quintais, abrindo nas portas de São Tiago, São João, Porta de Marrocos, Porta de Marialva e  Porta de Alcavar. Entre a porta de Alcavar e a antiga Porta da Vila (não existente), ergue-se  formosa, a torre do relógio do século XIX. Todo este conjunto foi erguido entre o século XIII e XVI. Do castelo sobrevivem ainda duas poderosas torres quadrangulares medievais que merecem algumas palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez fosse construída algum castelo em Pinhel no tempo dos afonsos e sanchos, mas foi o Rei Dom Dinis, que realizou uma das mais importantes campanhas de fortificação dos castelo de Portugal, principalmente de fronteira com Leão e Castela, nesta região são exemplo os castelos de <a href="https://miscastillos.blog/2018/03/19/castelo-de-alfaiates/">Alfaiates</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/02/21/praca-forte-de-almeida/">Almeida</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/02/28/castelo-bom/">Castelo Bom</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/03/06/castelo-melhor/">Castelo Melhor</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/02/27/castelo-mendo/">Castelo Mendo</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/03/03/castelo-rodrigo/">Castelo Rodrigo</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/03/15/castelo-de-sabugal/">Sabugal</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/03/17/castelo-de-vilar-maior/">Vilar Maior</a> e Pinhel. Do rei Dom Dinis confirmou  a carta foral de Pinhel em 1282 e ordenou  a construção da cerca defensiva da povoação e instalou na muralha, seis torres com as suas respectivas portas. Visitou Pinhel em 1285. Visita que repetiu em 1313 o que confirma a importância de Pinhel na época. Restam duas torres defensivas da cerca,  Torre da Porta da Vila ou da Prisão Velha e a torre de São Tiago.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a crise da sucessão de 1383-1385, Pinhel, colocou-se ao Mestre de Avis, e por esta razão, foi  das primeiras localidades a ser saqueada na primavera de 1385, quando as forças  castelhanas invadiram Portugal, cruzando a Beira Alta, de Almeida a Viseu.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando em 1510 o rei Manuel I confirmou  o foral de Pinhel, as torres foram reparadas e consolidadas a cargo de <em>João Ortega</em>, de Penamacor. Posteriormente, em 1810 durante a Guerra Peninsular, a cidade e seu  castelo  foram ocupadas pelas tropas napoleónicas comandadas pelo  general <em>Louis Henri Loison, o maneta.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A  torre de menagem do castelo de Pinhel (*)</strong><br />
A <strong>torre de menagem do castelo de Pinhel, a </strong> Norte (*) tem cerca de trinta metros de altura, em três registos e porta de entrada alta, ao nível do primeiro andar, a que se acedia através de uma escada retráctil. Do tempo do rei dom Dinis, a torre tem ainda Tem dois balcões com mata-cães  e uma gárgula a exibir o seu traseiro para o antigo reino de Castela e Leão e um siglamento interessante. No tempo do rei dom Manuel I foi construída uma sala com abóbada polinervada, que tem uma a mais bela janela manuelina da Beira Interior; esta de sacada, duplo vão, com três colunelos quinhentista com arquivoltas naturalistas das ramagens e decorada por um elefante e um leão em ação, mas com algumas deformações anatómicas porque de forma maravilhosa o escultor nunca viu nenhum destes animais ao vivo; tem ainda no parapeito uma seteira cruciforme.<br />
<strong>A torre de menagem do castelo de Pinhel</strong> foi Infelizmente aviltada pelo IPPAR quando em 1990 abriu uma porta  na base da torre, destruindo um poico da muralha.<br />
<strong>A torre prisão do Castelo de Pinhel</strong><br />
A torre sul do castelo de Pinhel, que foi prisão, com a conivência da câmara municipal local, deixou que construíssem um execrável edifício junto a medieva torre. Este mau edifico deve ser demolido, ainda para mais não estando a ter qualquer utilidade.  Esta tem como pormenor exterior digno de nota, a datar a primitiva edificação (século XIV) uma janela românica, com almofada arcaica de descarga.<br />
A torre tem três registos com planta quadradada rematada com merlões. A torre que funcionou como prisão, tem no seu interior a esbelta escada helicoidal de acesso ao terraço de onde se desfruta um vasto cenário.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/09/castelo-de-pinhel1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6372" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/09/castelo-de-pinhel1.jpg" alt="castelo-de-pinhel" width="573" height="800" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O panorama é agradável e vasto. O perfil da <strong>Serra da Marofa</strong> desenha-se com nitidez.<br />
A serra quartzítica é uma verdadeira bússola na região encravada entre montes sucessivos boleados, pobres, tristonhos, cheios de olivais e vinhedo.<br />
Dignos ainda de registo são ainda a cisterna do castelo e a enorme bombarda (símbolo das gentes de Pinhel) e do reinado de dom João II.<br />
Sabe bem passear ao longo de todo o adarve do perímetro da cerca, envolvidos nesta luz vibrante, em terras que necessitam da ajuda de todos nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/09/Pinhel_-_Janela_Manuelina.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6389" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/09/Pinhel_-_Janela_Manuelina.jpg" alt="Pinhel_-_Janela_Manuelina" width="2592" height="1944" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Notas adicionais:<a href="http://cm-pinhel.pt/doc/TransparencianaareadoUrbanismo/2017/01_Proposta_Delimitacao_ARU_Cidade_Pinhel_Memoria_1a_Alteracao.pdf">Eis um artigo sobre a remodelação de Pinhel.</a></p>
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