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	<title>Portugal Notável. Os mais belos lugares. Guia das melhores Viagens na Minha Terra...</title>
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	<description>Este guia turístico online da a conhecer os mais belos locais de Portugal. Este guia turístico também lhe irá fornecer os melhores alojamentos.</description>
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		<title>Restaurante Almedina (Centro Histórico de Évora)- O recolhimento das mulheres da pobre vida é agora um dos melhores restaurantes de Évora</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 17:30:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Évora tem muitos segredos, enfim é a mais bela cidade de Portugal e a mais bem preservada e de cada vez que se revolve uma qualquer habitação ou cavadela que se faz pode ser mais uma razão para se encontrar um tesouro furtivo na bruma dos tempos. Como vamos passar alguns meses, e quiçá anos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Évora tem muitos segredos, enfim é a mais bela cidade de Portugal e a mais bem preservada e de cada vez que se revolve uma qualquer habitação ou cavadela que se faz pode ser mais uma razão para se encontrar um tesouro furtivo na bruma dos tempos. Como vamos passar alguns meses, e quiçá anos, a desvendar tais segredos na cidade de Évora, classificada como património Mundial da Humanidade, mostro-lhe desde já um segredo que merece toda a nossa estima- o<a href="http://www.almedinarestaurante.com/"> restaurante Almedina</a>.<br />
Quando se remodelou um antigo armazém, o amigo Armando proprietário do <a href="http://www.almedinarestaurante.com/">restaurante Almedin</a>a, encontrou vestígios importantes como por exemplo na sala de entrada uma bela abóboda do século XV/XVI com a chave do fecho com a emblemática Cruz de Cristo. Este espaço poderia ter feito parte do antigo espaço que foi o antigo recolhimento de Santa Marta para proteção de mulheres de pobre vida (sem família, sem abrigo- afinal um sítio tocante digno de nota a merecer só por isso a sua vista), junto à Capela de Santa Marta e que e que deu o nome a rua onde está o <a href="http://www.almedinarestaurante.com/">Restaurante Almedin</a>a.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/Restaurante-alemdina-evora1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2803" title="Restaurante Almedina" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/Restaurante-alemdina-evora1-300x234.jpg" alt="Restaurante alemdina evora1 300x234 Restaurante Almedina (Centro Histórico de Évora)  O recolhimento das mulheres da pobre vida é agora um dos melhores restaurantes de Évora " width="300" height="234" /></a><br />
O Recolhimento de Santa Marta foi criado em 1490, no antigo solar dos Estaços, integrado na Ordem Dominicana, tendo dado origem ao convento de Santa Catarina de Sena, que os condes de Vimioso patrocinaram em 1547. Desapareceu completamente em 1900, com a sua interessante igreja e claustro da Renascença, mas alguns vestígios podem ser encontrados no <a href="http://www.almedinarestaurante.com/">restaurante Almedina</a>.<br />
Desta relíquia nasceu então o <a href="http://www.almedinarestaurante.com/">restaurante Almedina</a> em Évora e como é da gastronomia alentejana que falamos dizemos desde já que este é um local de eleição para a degustar.<br />
<strong>Ementa do Restaurante Almedina</strong><br />
A frase de Aristóteles “Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito”, cabe inteiramente na qualidade de bem servir e bem-fazer do Armando e da Joana quando tão bem trabalham a sua ementa, desde há muitos anos, no restaurante Almedina.<br />
A ementa é diversificada e aqui pode encontrar ótimos pratos típicos como: Lebre com Feijão e Nabos, Coelho frito com migas de batata, Carne Porco à Alentejana, Migas de Espargos c/ carne do alguidar, Borrego assado no forno Ensopado de borrego, Costeletas de Borrego estufadas, Miminhos de Vitela/Lombinhos porco c/ Puré de Maçã molho de cogumelos e natas, alguns destes pratos terão que ser solicitados antecipadamente.<br />
Ou ainda a Sopa de tomate alentejana, Açorda alentejana, Sopa de cação, Gaspacho com peixe frito, Cação de Coentrada onde não falta como sobremesa as célebres Sericaias com ameixas de Elvas ou a Encharcada.<br />
Mas também grandes são os encómios aos amigos Armando e Joana que de maneira tão calorosa e amável nos receberam.<br />
O restaurante Almedina é vivamente recomendável pelo Portugal Notável todos os nossos leitores.<br />
<strong>Informações uteis</strong>:<br />
O <a href="http://www.almedinarestaurante.com/">Restaurante Almedina</a> situa-se na Trv de Stª Marta , 5<br />
a cerca de 500 metros da Praça do Giraldo.<br />
Abre das 12 H às 15 H e das 19 H ás 23 H<br />
Encerra para descanso semanal<br />
Ao Domingo à noite e 2ª Feira todo o dia Tlm.: 969405415 ou 967462010<br />
Email: Almedina-Restaurante@hotmail.com<br />
Site :<a href="http://www.almedinarestaurante.com/"> www.almedinarestaurante.com</a></p>
<p><small><a style="color: #0000ff; text-align: left;" href="http://maps.google.com/maps?f=d&amp;source=embed&amp;saddr=Travessa+de+Santa+Marta+5,+7000-553+%C3%89vora,+Portugal+(Almedina-restaurante+Bar+Lda)&amp;daddr=&amp;hl=pt-PT&amp;geocode=FXKRTAId6UaH_yHCgWmO3Q_wYilVCMZA3uQZDTFQlzy0vesAEw&amp;sll=38.572084,-7.909877&amp;sspn=0.004152,0.010568&amp;t=h&amp;doflg=ptk&amp;mra=mift&amp;ie=UTF8&amp;z=16">Ver mapa maior</a></small></p>
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		<title>Anta Grande da Comenda da Igreja (Montemor-o-Novo) &#8211; Não aconselhável a multidões com roupas vermelhas (***)</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 00:48:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Anta Grande da Comenda da Igreja foi visitada por nós inadvertidamente. Eu explico melhor, zarpávamo-nos nós rumo as Casas da Romaria em Brotas, pela estrada nacional nº2, provenientes de Montemor-o-Novo, ao entardecer quando um estranho sexto sentido turístico nos assolou e que me avisou de que estava a passar perto de um ponto admirável [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Anta Grande da Comenda da Igreja foi visitada por nós inadvertidamente. Eu explico melhor, zarpávamo-nos nós rumo as <a href="http://www.casasderomaria.com/">Casas da Romaria</a> em Brotas, pela estrada nacional nº2, provenientes de Montemor-o-Novo, ao entardecer quando um estranho sexto sentido turístico nos assolou e que me avisou de que estava a passar perto de um ponto admirável do turismo de Portugal. Travo o carro observo o GPS e vejo o pin num ponto arqueológico e volto para trás, obviamente que as minhas companheiras de viagem não o desejaram, mas espiaram o meu olhar estranho e imerso como que a dizer, bem não desenterrei pouca coisa. Cessamos então ao portão de uma herdade, obviamente fechada mas destrancada e alá aqui vamos nós, próximo muitos bovinos grandes e que talvez fossem bravios- a expectativa e alguma adrenalina fluía nos vasos sanguíneos. E pronto chegámos ao pin do GPS, ao longe aqueles grandes animais pretos começaram a correr na nossa direção e eu pensei; o carro resistiria ao choque ou não seria melhor correr para aquele monte de pedras mágicas que ali estava? Os bons dos bichos, afinal tinham siso e passaram perto e desapareceram. Uf!</p>
<p style="text-align: justify;">E assim podemos analisar, apesar de um pouco apressadamente, a fabulosa Anta Grande da Comenda da Igreja situada num montado azinheiras.<br />
Numa região muito rica de monumentos megalíticos, esta Anta Grande da Comenda da Igreja uma das mais monumentais e bem conservadas do nosso território e que se encontra classificada como Monumento Nacional desde 1936<br />
A anta Grande da Comenda da Igreja é composta por um longo corredor com uma largura invulgar, ainda coberto em parte pelas respetivas tampas.<br />
A câmara, que com o corredor, este voltado como costume para nascente, perfaz cerca de 16 m de comprimento, encontra-se parcialmente envolvida pela mamoa, esta com cerca de 35 metros de diâmetro. Na câmara oito esteios com cerca de 4 metros de altura sustentam uma tampa monumental, que infelizmente está fraturada e com as duas partes inclinadas para o interior, da mesmo vontade de as unir e poe-se o viajante a imaginar como; li algures que o povo diz que a laje foi partida por um raio. Hum, não haverá por aqui qualquer lenda associada?<br />
Tal como na <a href="../2010/09/anta-do-tapadao-ou-da-aldeia-da-mata-crato/">Anta Grande do Tapadão</a> (Crato), parece que este fabuloso monumento foi planificado, tal é a regularidade da sua arquitetura.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/Anta-Grande-da-comenda-da-Igreja.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2786" title="Anta Grande da comenda da Igreja" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/Anta-Grande-da-comenda-da-Igreja-300x225.jpg" alt="Anta Grande da comenda da Igreja 300x225 Anta Grande da Comenda da Igreja (Montemor o Novo)   Não aconselhável a multidões com roupas vermelhas (***)" width="300" height="225" /></a> A Anta Grande da Comenda da Igreja terá sido construída entre os finais do IV e meados do III milénio a. C<br />
<strong>Coelhinhos mágicos verdes na Anta Grande da Comenda da Igreja </strong><br />
Deste monumento foi retirado um valioso espólio, composto por diversas pontas de seta, alabardas, contas, placas de xisto ídolos, báculos, recipientes cerâmicos e coelhinhos verdes em pedra. Aliás este dólmen também poderia ser conhecido como a Antas dos Coelhos, porque por toda a banda existem tocas de láparos, imensas dentro do gigante de pedra. Todo este material acompanhava os mortos na sua demanda pela eternidade. Todo este notável espólio está no Museu Nacional de Arqueologia, <a href="http://www.mnarqueologia-ipmuseus.pt/?a=3&amp;x=3&amp;cat=10&amp;per=&amp;cc_pag=2">como aqui pode aqui ver</a>.<br />
Mas agora se não se importa vou falar um pouco mais de coelhos. Estes encontram-se frequentemente entre o espólio dos monumentos megalíticos ou grutas contemporâneas. Trata-se então de representações de roedores, gravados e recortados em osso, marfim ou em pedra esverdeada muito rara (jadeíte, anfibolite…) a maior parte de com a anatomia de coelhos, lebres ou láparos. Indiscutivelmente que este animal a cultos próprios que podem estar associado a cultos de fertilidade, a Lua, ser um animal de sacrifício ritual ou também por viver em tocas/grutas ser um animal psicopombo e de companhia dos mortos nas antas.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/anta-grande-da-comenda-da-igreja-montemor-o-novo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2787" title="anta grande da comenda da igreja montemor o novo" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/anta-grande-da-comenda-da-igreja-montemor-o-novo-225x300.jpg" alt="anta grande da comenda da igreja montemor o novo 225x300 Anta Grande da Comenda da Igreja (Montemor o Novo)   Não aconselhável a multidões com roupas vermelhas (***)" width="225" height="300" /></a> A Anta Grande da Comenda da Igreja foi usada como abrigo por pastores e viajantes sem destino, até há poucos anos. Nós que sempre temos algum tino nestas viagens (apesar de não parecer) abalamos depressa e rumamos a Brotas, já na estrada e no concelho de Mora ainda vimos mais algumas antas, mas como era quase noite não nos detivemos muito tempo nestas.<br />
A Anta Grande da Comenda da Igreja, juntamente com as antas:</p>
<p style="text-align: justify;">-<a href="../2010/09/anta-do-tapadao-ou-da-aldeia-da-mata-crato/">Anta Grande do Tapadão</a> (**) (Crato)</p>
<p style="text-align: justify;">-Anta do Zambujeiro (***) (Évora)</p>
<p style="text-align: justify;">-Anta do Silval (*) (Évora)</p>
<p style="text-align: justify;">-Anta da Herdade das Cabeças (*) (Mora)<br />
é um dos mais impressionantes megálitos portugueses.<br />
Como chegar: A partir de Montemor-o-Novo, siga pela N2 durante 12km. Um pouco antes de S. Geraldo fica a nossa anta. Esta fica a cerca de 400m da estrada.<br />
Aqui perto: Junto à vila de Brotas recomenda-se uma visita à Torre das Águias.<br />
Coordenadas GPS: 38°45&#8217;28.67 &#8220;N       8°12&#8217;11.53&#8243;W<br />
<strong><em>Referências adicionais</em></strong>:<br />
<em>Site</em>: <strong><a href="http://www.cianmcliam.smugmug.com/Megaliths%20of%20Portugal">Shadowsandstone</a></strong>- Não sei quem é Ken Williams mas tem aqui ótimas fotografias sobre a Anta Grande da Comenda da Igreja e sobre alguns outros célebres megálitos portugueses.<br />
<em>Blog</em>- <strong><a href="http://megaantas.blogspot.pt/">Megaantas</a></strong>- As aventuras e raras desventuras da célebre arqueóloga Leonor Rocha no reino das antas e dos menires e que conhece o território Alentejo como a palma da sua mão.</p>
<p><iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps?f=d&amp;source=s_d&amp;saddr=40.211491,-8.429201&amp;daddr=38.757949,-8.203229&amp;hl=pt-PT&amp;geocode=&amp;sll=38.757313,-8.197646&amp;sspn=0.008283,0.021136&amp;t=h&amp;mra=mift&amp;mrsp=1&amp;sz=16&amp;dmli=0&amp;glp=1&amp;ie=UTF8&amp;z=15&amp;output=embed"></iframe><br /><small><a href="http://maps.google.com/maps?f=d&amp;source=embed&amp;saddr=40.211491,-8.429201&amp;daddr=38.757949,-8.203229&amp;hl=pt-PT&amp;geocode=&amp;sll=38.757313,-8.197646&amp;sspn=0.008283,0.021136&amp;t=h&amp;mra=mift&amp;mrsp=1&amp;sz=16&amp;dmli=0&amp;glp=1&amp;ie=UTF8&amp;z=15" style="color:#0000FF;text-align:left">Ver mapa maior</a></small></p>
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		<title>Anta capela de Pavia ou Capela de São Dinis (Mora) (*)</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 01:23:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Anta de Pavia A Anta de Pavia, transformada em Capela de São Dinis, é um monumento nacional português localizado na aldeia de Pavia, em Mora. É uma das 4 antas capelas notáveis de Portugal. Situa-se no largo central do largo da vila. Aconselho-o a ler sobre as restantes antas capela notáveis já publicadas no Portugal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Anta de Pavia</h4>
<p style="text-align: justify;">A Anta de Pavia, transformada em Capela de São Dinis, é um monumento nacional português localizado na aldeia de Pavia, em Mora. É uma das 4 antas capelas notáveis de Portugal. Situa-se no largo central do largo da vila.<br />
Aconselho-o a ler sobre as restantes antas capela notáveis já publicadas no Portugal Notável:<br />
•	<span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/2011/01/dolmen-da-capela-do-senhor-do-monte-penedono-terras-do-demo/">Anta Capela do Senhor do Monte (Penedono)</a> <span style="color: #000000;">(**)</span></span><br />
•<span style="color: #0000ff;"> <a href="http://www.portugalnotavel.com/2011/01/anta-das-alcobertas-rio-maior/">Anta capela das Alcobertas (Rio Maior</a>)</span> (**)<br />
•<a href="http://http://www.portugalnotavel.com/2012/04/anta-capela-sao-brissos-senhora-livramento/"> <span style="color: #0000ff;">Anta-capela de São Brissos ou da Senhora do Livramento (Montemor-o-Novo)</span></a> (*)<br />
A anta é constituída apenas por uma Câmara com grandes dimensões (3 m de diâmetro, 3,3 m de altura), constituída por sete esteios in situ, com laje de cobertura, servindo de pequena capela Antecede a entrada da capela uma escadaria de três degraus, flanqueada por dois esteios do corredor. A Anta de Pavia é assim um Monumento funerário em granito e alvenaria.<br />
Os intervalos entre os esteios bem como parte da cobertura foram preenchidos por alvenaria e argamassa.<br />
Não se sabe ao certo quando foi transformado em capela, sabendo-se apenas que terá sido antes de 1625, data em que já aparece referida com a designação.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/anta-capela-de-pavia.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2772" title="anta capela de pavia" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/anta-capela-de-pavia-300x252.jpg" alt="anta capela de pavia 300x252 Anta capela de Pavia ou Capela de São Dinis (Mora) (*)" width="300" height="252" /></a> Próximo existe Anta-Capela de São Brissos no concelho de Montemor-o-Novo também uma anta adaptada para capela nesta centúria e que pode aqui ler um singelo texto sobre a mesma.<br />
No interior tem um curioso altar com um frontal revestido de azulejos barrocos de cores azul e branco de boa qualidade com a representação de dois querubins que ladeiam uma cartela com a representação de São Malaquias ou, conforme se prefere a religião popular, de São dionísio ou São Dinis com a figura de São Dinis datado de 1730.<br />
Virgílio Correia encontrou no segundo quartel do século em escavações efetuadas na Anta de Pavia fragmentos de cerâmica, placas de xisto (duas das quais inteiras), e objetos de pedra polida.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/Anta_de_Pavia.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2773" title="Anta_de_Pavia" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/Anta_de_Pavia-300x161.jpg" alt="Anta de Pavia 300x161 Anta capela de Pavia ou Capela de São Dinis (Mora) (*)" width="300" height="161" /></a> Coincidentemente em relação ao monumento megalítico carregado dos seus pergaminhos pré-históricos, eventualmente com conotações com cultos e rituais de fertilidade associa-se mais tarde São Dionísio ou Dinis, na realidade ela também a cristianização de Dionysios ou seja Baco. No entanto o bom Papa Dionísio no seu modo de vida não parece relacionar-se com Baco e estarmos aqui apenas perante um feliz coincidência.<br />
A Anta de Pavia encontra-se classificada como monumento nacional desde 1910.<br />
Nota particular: Tivemos muita sorte e tive um almoço magnífico e híper-mega barato com a fressuras e vísceras de borrego; ainda aqui vejo a conta 10 euros, o manjar principal mais dois pratos da melhor sopa alentejana. Procure pela Isabel.<br />
Nota bibliográfica: Pode aqui ler um ótimo artigo sobre as Antas de Mora por Leonor Rocha</p>
<p><iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-PT&amp;geocode=&amp;q=Anta+de+Pavia,+Largo+Manuel+Jos%C3%A9+Casimiro,+Mora,+Portugal&amp;aq=0&amp;oq=Anta+d&amp;sll=38.892861,-8.017599&amp;sspn=0.264543,0.676346&amp;t=h&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=Junta+De+Freguesia+De+Pavia,+Largo+Manuel+Jos%C3%A9+Casimiro,+Pavia,+7490+Mora,+%C3%89vora,+Portugal&amp;z=14&amp;ll=38.894836,-8.017617&amp;output=embed"></iframe><br /><small><a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=embed&amp;hl=pt-PT&amp;geocode=&amp;q=Anta+de+Pavia,+Largo+Manuel+Jos%C3%A9+Casimiro,+Mora,+Portugal&amp;aq=0&amp;oq=Anta+d&amp;sll=38.892861,-8.017599&amp;sspn=0.264543,0.676346&amp;t=h&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=Junta+De+Freguesia+De+Pavia,+Largo+Manuel+Jos%C3%A9+Casimiro,+Pavia,+7490+Mora,+%C3%89vora,+Portugal&amp;z=14&amp;ll=38.894836,-8.017617" style="color:#0000FF;text-align:left">Ver mapa maior</a></small></p>
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		<title>Anta Capela de São Brissos (Montemor-o-Novo) (*)- Senhora do Livramento, senhora das águas</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 18:58:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Neste artigo e no próximo que se segue vamos apresentar duas antas capelas notáveis que situam nos concelhos de Montemor-o-Novo e Mora, o viajante leitor dedicado a estas coisas vetustas e notáveis já reparou que falamos, respetivamente da Anta capela de São Brissos e da Anta-Capela de Pavia. Estaremos assim completos no que diz respeito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Neste artigo e no próximo que se segue vamos apresentar duas antas capelas notáveis que situam nos concelhos de Montemor-o-Novo e Mora, o viajante leitor dedicado a estas coisas vetustas e notáveis já reparou que falamos, respetivamente da Anta capela de São Brissos e da Anta-Capela de Pavia. Estaremos assim completos no que diz respeito as antas capelas notáveis em Portugal e cujos artigos devem ser lidos integralmente para entender melhor o seu mágico significado. Se tiver algum tempo disponível aconselhe-o então a ler sobre:</p>
<p style="text-align: justify;">•	<span style="color: #0000ff;"><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/2011/01/dolmen-da-capela-do-senhor-do-monte-penedono-terras-do-demo/"><strong>Anta Capela do Senhor do Monte</strong></a></span> (Penedono)</span> (**)</p>
<p style="text-align: justify;">•<a href="http://www.portugalnotavel.com/2011/01/anta-das-alcobertas-rio-maior/"> </a><span style="color: #0000ff;"><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/2011/01/anta-das-alcobertas-rio-maior/"><strong>Anta capela das Alcobertas</strong></a></span> (Rio Maior)</span> (**)</p>
<p style="text-align: justify;">•<strong> </strong><span style="color: #0000ff;"><strong>Anta-capela de Pavia</strong> (Mora)</span> (*)</p>
<p style="text-align: justify;">A anta capela de São Brissos, situada perto da aldeia com este nome na freguesia de Santiago do Escoural (esta encerra em ainda em si a famosa gruta do Escoural (***).<br />
A anta capela de São Brissos trata-se do aproveitamento e consequente cristianização de uma das antas neolíticas da necrópole de São Brissos.<br />
A anta capela de São Brissos foi erigida entre meados do IV e meados do III milénio a.C, enquadrando-se cronologicamente no tipo do &#8220;Megalitismo eborense&#8221;, cujo exemplar mais notável é a &#8220;Anta Grande da Comenda da Igreja&#8221; (Montemor-o-Novo) (***).<br />
A anta capela de São Brissos é dedicada ao culto cristão da Nossa Senhora do Livramento sendo assim também conhecida; nome assaz interessante como o leitor paciente atentará um pouco mais adiante.<br />
A anta  capela de São Brissos serve de galilé a uma singela capela que lhe foi acrescentada no século XVII e que constitui a pequena capela de Nossa Senhora do Livramento, dotada de altar no qual se expões a imagem e diversos ex-votos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/anta-capela-de-são-brissos-ou-senhora-do-livramento.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2751" title="anta capela de são brissos ou senhora do livramento" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/anta-capela-de-são-brissos-ou-senhora-do-livramento-300x233.jpg" alt="anta capela de são brissos ou senhora do livramento 300x233 Anta Capela de São Brissos (Montemor o Novo) (*)  Senhora do Livramento, senhora das águas " width="300" height="233" /></a> Da anta capela de São Brissos restam cinco esteios com cerca de 3 metros de altura e o chapéu, fazendo-se atualmente a entrada na capela a norte por um espaço que outrora teria um esteio da anta. Escusado será dizer que a entrada da anta seria feita a nascente. A anta tal como a capelinha encontra-se totalmente caiada e rebocada de branca a exceção de uma faixa azul na base como é usual nesta região. Um dos esteios encontra-se prostrado no exterior do edifício e que foi retirado para abrir a entrada da capela. Se observarmos com atenção é ainda visível parte da mamoa que envolvia o monumento.<br />
As antas-capelas atestam a forma como Cristianismo teve que assimilar as antigas tradições pagãs que assim conseguiram perdurar embora sub-repticiamente vede então como tudo se emaranha com sentido.<br />
<strong><span style="color: #ff0000;">O culto popular da Senhora do Livramento</span></strong> <span style="color: #ff0000;"><strong>na anta capela de São Brissos</strong></span><br />
Em território riquíssimo sob o ponto de vista arqueológico (com inúmeras antas, cromeleques e menires) registe-se a devoção da Anta capela de São Brissos a “senhora do Livramento”, à qual se associa uma componente de assistencialismo e de ajuda aos partos, convocando por isso cultos de fertilidade tão presentes no megalitismo.<br />
<span style="color: #ff0000;"><strong>Quem é São Brissos?</strong></span><br />
São Brissos é um santo português semi-lendário, cultuado na região de Beja. Nascido em Mértola, terá sido o segundo bispo de Évora, sendo martirizado pelos romanos em 312. O seu culto está presente no Alentejo, sendo orago com várias povoações (São Brissos, no concelho de Beja, ou ainda a nossa aldeia que visitamos).<br />
<span style="color: #ff0000;"><strong>A Senhora das águas</strong></span><br />
Em relação a anta Capela de São Brissos era costume, na 2.ª Feira de Páscoa, aqui se vir comer o assado de borrego. Também na quinta-feira da ascensão, depois da colheita da espiga, aqui se juntavam grupos de pessoas da região para merendarem pela tarde fora. Ah, e era uma espécie de senhora das águas.<br />
Apesar de não estar ligado a estas coisas do foro religioso gosto sempre de estar de bem com elas, não se vá dar o caso da na remotíssima hipótese elas existirem, e sabendo que a esta senhora se efetuavam procissões a pedir chuva, em anos de seca, eu mesmo o fiz sem jeito e em remoque porque as nuvens estavam muito negras; talvez eivado pelo espírito mágico alentejano a senhora disse que sim e caiu uma bátega de água de meter medo ao bicho, eu então tive que maldizer a bondosa senhora por causar suficiente transtorno a mira destes viajantes, porque assim não nos pusemos ao caminho de imediato e não visitamos a gruta do Escoural.<br />
Como esta Senhora do Livramento não me deixou ir a gruta, vingo-me dela porque na aldeia de São Brissos, uma anciã me disse que é estranha santa, porque teve uma afinidade muito intima com o Bispo Brissos e que dai resultou um filho, mas esta foi traída com a Senhora das Neves…como Senhora das Neves? E a minha interlocutora apenas encolheu os ombros a pergunta…bem mas continuo com a sua narrativa.<br />
Em anos de seca, os locais transportam a imagem de Nossa Senhora do Livramento para a Igreja de São Brissos colocando-a de costas voltadas para o Santo, seu ex-amor, deixando o seu filho na capela.<br />
São as lágrimas que verte por estar longe do seu filho, e perto de quem já não mais ama, que fazem com que chova.<br />
Mas que raios e coriscos faziam agora chorar esta senhora? Mas como vês tu foste daninha para mim e eu fui calhandreiro de ti, estamos quites. Deixemo-nos de delitos amorosos entre santidades e redigimos em mote de chave de ouro que a anta capela de São Brissos está inserida na belíssima paisagem alentejana (esperai pela primavera amigos) e constitui um local onde a morte (o megálito), o desejo do vivente por uma melhor esperança de vida saudável e a fertilidade (nascimento), o amor entre os santos e a reza da chuva se enlaçam numa poesia incomum.<br />
A minha homenagem ao povo de Santiago do Escoural e de São Brissos por terem no seu território a anta capela de São Brissos que tão amorosamente respeitam e defendem.</p>
<p><small><a style="color: #0000ff; text-align: left;" href="http://maps.google.com/maps?f=d&amp;source=embed&amp;saddr=&amp;daddr=38.5246,-8.129554&amp;hl=pt-PT&amp;geocode=&amp;sll=38.5246,-8.129454&amp;sspn=0.033239,0.084543&amp;vpsrc=0&amp;t=h&amp;doflg=ptk&amp;mra=mift&amp;mrsp=1&amp;sz=14&amp;ie=UTF8&amp;ll=38.5246,-8.129454&amp;spn=0.033239,0.084543">Ver mapa maior</a></small></p>
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		<title>Cerca muralhada e Castelo de Bragança com a sua torre de Menagem (**)</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 00:57:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Castelo de Bragança O Castelo de Bragança na cidadela da cidade, encavalitado sobre o rio Fervença, é um dos mais notáveis castelos portugueses em muito devido a sua notabilíssima torre de Menagem. Desta avistam-se as serras de Montesinho e de Sanabria (a norte), a de Rebordões (a nordeste) e a de Nogueira (a oeste), bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Castelo de Bragança</h4>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Castelo de Bragança</strong> na cidadela da cidade, encavalitado sobre o rio Fervença, é um dos mais notáveis castelos portugueses em muito devido a sua notabilíssima torre de Menagem. Desta avistam-se as serras de Montesinho e de Sanabria (a norte), a de Rebordões (a nordeste) e a de Nogueira (a oeste), bem como o vetusto casco histórico de Bragança.<br />
A História atribulada do Castelo de Bragança<br />
Sabe-se que o Castelo de Bragança terá sido um castro da idade do Ferro como se prova pela <strong><span style="color: #0000ff;"><a href="../2012/03/pelourinho-braganca/">existência do Urso totem do pelourinho</a></span></strong>. Após a Invasão romana da Península Ibérica essa defesa teria sido reformulada, dominando a estrada romana que teria cortado a região. Quando das invasões bárbaras foi denominada como <em>Brigância</em> e, posteriormente, ocupada pelos Muçulmanos, vindo a ser arrasado durante as lutas da Reconquista cristã da península.<br />
Em meados do século X, à época do repovoamento da região de Guimarães pelo conde Hermenegildo e sua esposa Mumadona Dias, os domínios de Bragança tinham como senhor, um irmão de Ermenegildo, o conde Paio Gonçalves. Posteriormente, o senhorio passou para a posse de Fernão Mendes, cunhado de D. Afonso Henriques (1112-1185).<br />
As informações, mais seguras, entretanto, referem que, pela importância de sua posição estratégica sobre a raia com a Galiza, em 1187 recebeu Carta de Foral de <a title="Sancho I de Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sancho_I_de_Portugal">D. Sancho I</a> (1185-1211). Este soberano dotou, à época, a povoação com a primeira cerca amuralhada construíndo o castelo de Bragança.  Os conflitos entre este soberano e o rei D. <a title="Afonso IX de Leão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_IX_de_Le%C3%A3o">Afonso IX de Leão</a> levaram a que esta região fosse invadida pelas forças leonesas (1199) até à reação do soberano português.<br />
Sob o reinado de <a title="Dinis de Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinis_de_Portugal">D. Dinis</a> (1279-1325), determinou-se erguer um segundo perímetro amuralhado no castelo de Bragança (1293), o que indica a prosperidade do povoado. O seu sucessor, D. Afonso IV (1325-1357), ao subir ao trono, confiscou os bens de seu irmão ilegítimo, D. Afonso Sanches, que então residia na vila de Albuquerque. Defendendo os seus interesses, D. Afonso Sanches declarou guerra ao soberano e invadiu Portugal pela fronteira de Bragança, matando gentes, saqueando bens e destruindo propriedades. A paz seria acordada, com dificuldade, pela viúva de D. Dinis, a <a title="Rainha Santa Isabel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rainha_Santa_Isabel">Rainha Santa Isabel</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/castelo-de-bragança.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2735" title="castelo de bragança" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/castelo-de-bragança-300x125.jpg" alt="castelo de bragança 300x125 Cerca muralhada e Castelo de Bragança com a sua torre de Menagem (**)" width="300" height="125" /></a> Posteriormente, já sob o reinado de <a title="Fernando I de Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_I_de_Portugal">D. Fernando</a> (1367-1383), recebeu obras de beneficiação. Nesta fase, tendo este soberano se envolvido na disputa sucessória de Castela, Bragança foi cercada e conquistada pelas tropas castelhanas, retornando à posse portuguesa apenas mediante a assinatura do <a title="Tratado de Alcoutim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Alcoutim">Tratado de Alcoutim</a> (1371). Na <a title="Crise de 1383-1385" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_de_1383-1385">crise de 1383-1385</a>, aberta pela sucessão deste soberano, a lealdade do alcaide de Bragança, João Pimentel, oscilou entre Portugal e Castela: partidário da herdeira D. Beatriz e de seu esposo <a title="João I de Castela" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_I_de_Castela">João I de Castela</a>, apenas por diligências do Condestável D<br />
D. João procedeu, a partir de 1409, à modernização e reforço das defesas do Castelo de Bragança, obras inscritas na tarefa maior que se impôs, de reforço daquela fronteira. O casamento de D. Afonso (1° Conde de Bragança), filho bastardo de D. João I, com D. Beatriz, filha de D. Nuno Álvares Pereira, inaugurou a Casa de Bragança. Data desse período a construção da notável torre de menagem (**), estando as obras concluídas por volta de <a title="1439" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1439">1439</a>, no reinado de seu sucessor, <a title="Duarte de Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Duarte_de_Portugal">D. Duarte</a> (1433-1438). <a title="Afonso V de Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_V_de_Portugal">D. Afonso V</a> (1438-1481) elevou a vila de Bragança à condição de cidade (1466).<br />
<object id="rotator" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="320" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="name" value="rotator" /><param name="flashvars" value="file=http://www.guiadacidade.pt/portugal/media/sharepois.php?artid=15080&amp;width=425&amp;height=320&amp;repeat=list&amp;logo=http://www.guiadacidade.pt/portugal/media/logoshare.png&amp;shuffle=false&amp;shownavigation=true&amp;overstretch=false&amp;linkfromdisplay=true&amp;linktarget=blank" /><param name="src" value="http://www.guiadacidade.pt/portugal/media/gcpoi.swf" /><param name="quality" value="high" /><embed id="rotator" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="320" src="http://www.guiadacidade.pt/portugal/media/gcpoi.swf" quality="high" flashvars="file=http://www.guiadacidade.pt/portugal/media/sharepois.php?artid=15080&amp;width=425&amp;height=320&amp;repeat=list&amp;logo=http://www.guiadacidade.pt/portugal/media/logoshare.png&amp;shuffle=false&amp;shownavigation=true&amp;overstretch=false&amp;linkfromdisplay=true&amp;linktarget=blank" name="rotator"></embed></object><br />
Durante a <a title="Crise de sucessão de 1580" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_de_sucess%C3%A3o_de_1580">crise de sucessão de 1580</a>, o Castelo de Bragança tomou partido por <a title="António I de Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_I_de_Portugal">D. António</a>, <a title="Prior do Crato" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Prior_do_Crato">Prior do Crato</a>. No <a title="Século XVII" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_XVII">século XVII</a>. Em 1762, as tropas espanholas que invadiram <a title="Trás-os-Montes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%A1s-os-Montes">Trás-os-Montes</a> sob o comando do duque de Sarria, assaltaram os muros do castelo e as casas que então se colavam às muralhas, causando extensos danos. Foram repelidas pelas forças portuguesas sob o comando do <a title="Conde de Lippe" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conde_de_Lippe">conde de Lippe</a>.<br />
Às vésperas da <a title="Guerra Peninsular" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Peninsular">Guerra Peninsular</a>, o trecho leste dos muros do castelo de Bragança foi aproveitado para a construção do aquertelamento de um batalhão de infantaria. Nesse período repeliu as tropas <a title="Napoleão Bonaparte" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Napole%C3%A3o_Bonaparte">napoleônicas</a>, fase em que a região conviveu com nova ondas de saques e pilhagens.<br />
O castelo de Bragança foi classificado como <a title="Monumento Nacional" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monumento_Nacional">Monumento Nacional</a> em 1910.<br />
A partir da década de 1930. A <em>Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais</em> (DGEMN) iniciou-lhe extensa intervenção de consolidação e restauro, que compreenderam a inclusão de ameias em toda a extensão dos muros, a demolição do quartel oitocentista e de diversas edificações adossadas aos muros, bem como a reposição de troços desaparecidos de muralhas e a recente reconstrução da Porta da Traição. Desde 1936, um museu histórico-militar está instalado num dos pavimentos da Torre de menagem). O castelo de Bragança é um dos castelos mais visitado do país.<br />
O castelo, de planta ovalada, erguido na cota de 700 metros acima de cota, é constituído por uma cerca ameada com um perímetro de 660 metros, reforçada por quinze <a title="Cubelo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cubelo">cubelos</a>. Os panos de <a title="Muralha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Muralha">muralhas</a>, com espessura média de dois metros, envolvem o núcleo histórico da cidade, ocupando uma área de cerca de três <a title="Hectare" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hectare">hectares</a>, e delimitam-lhe quatro espaços, orientados por dois eixos viários, cujo principal é a antiga rua da Cidadela. Em seu interior o visitante pode apreciar duas edificações notáveis já aqui descritas.<br />
<em>- <strong><span style="color: #0000ff;"><a title="Domus Municipalis" href="../2012/03/domus-municipalis-braganca/">Domus Municipalis</a></span></strong></em> (exemplar único no país da arquitetura civil românica) (***)</p>
<p style="text-align: justify;">-e o  <strong><a title="Pelourinho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pelourinho">Pelourinho (*)</a></strong> medieval com o famoso Urso da idade dos Metais a servi-lhe de suporte;</p>
<p style="text-align: justify;">-E ainda a Igreja de Santa Maria (ou de Nossa Senhora do Sardão).<br />
Nessa cerca, rasgam-se três portas (duas sob a invocação de Santo António e a <em>Porta do Sol</em>, a Leste) e dois postigos (a <em>Porta da Traição</em> e o <em>Postigo do Poço do Rei</em>).<br />
A principal porta de Santo António, em arco de volta perfeita, entre dois torreões, é defendida por uma <a title="Barbacã" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Barbac%C3%A3">barbacã</a>, na qual se situa a <em>Porta da Vila</em>, em arco ogival. No interior, na praça de armas, é possível observar as adaptações dos acessos e as plataformas destinadas à artilharia.<br />
<strong><span style="color: #0000ff;">A notável Torre de Menagem (**) do Castelo de Bragança</span></strong><br />
No setor Norte do castelo de Bragança, onde se ergueram as instalações do Batalhão de Caçadores n° 3, destaca-se a <a title="Torre de Menagem" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_Menagem">Torre de Menagem</a>, de planta quadrada, com 17 metros de largura, erguendo-se a 34 metros de altura, adossada à cerca. Em alvenaria de xisto e serpentinito (rocha rara no país mas que aqui abunda), nos cunhais e nas aberturas foi empregado o <a title="Granito" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Granito">granito</a>. O seu interior, onde se encontram o <a title="Calabouço" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Calabou%C3%A7o">calabouço</a> e a <a title="Cisterna" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cisterna">cisterna</a>, divide-se em dois pavimentos, com salas cobertas por <a title="Abóbada" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ab%C3%B3bada">abóbadas</a> de aresta, reforçadas por arcos torais. Primitivamente uma <a title="Ponte" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte">ponte</a> levadiça acedia a porta em plano mais elevado, hoje substituída por uma escada externa, de alvenaria adossada à face Norte da sua couraça. Na face Sul, a meia altura da torre, encontra-se uma pedra de armas com o brasão da Casa de Avis. O topo é coroado por <a title="Ameia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ameia">ameias</a> com <a title="Seteira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Seteira">seteiras</a> cruzetadas, balcões com matacães, com quatro <a title="Guarita" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guarita">guaritas</a> cilíndricas nos vértices, dominando, na face Leste e na face Sul, duas janelas <a title="Estilo gótico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_g%C3%B3tico">góticas</a> <a title="Mainel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mainel">maineladas</a>. Uma cerca, reforçada por sete <a title="Cubelo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cubelo">cubelos</a> (três a Leste, três a Oeste e um a Sul) de planta circular, defendem o exterior da torre, delimitando um espaço aproximadamente retangular.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7Nmg8nN2-Io?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/7Nmg8nN2-Io?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<strong><span style="color: #0000ff;">A Torre da Princesa ou não seria melhor a Torre dos Ciúmes indevidos?</span></strong><br />
Ainda pelo lado Norte da cerca exterior, junto a um dos cubelos, destaca-se a chamada Torre da Princesa, antigo <em>Paço do Alcaide</em>. Edifício de características residenciais (torre-alcáçova), com duas histórias interessantes a primeira é lendária e a segunda foi real.<br />
Esta lenda leva-nos, ao tempo dos velhos Braganções e que diz respeito à filha do Alcaide-Mor, João Pimentel, cunhado da rainha D. Leonor Teles. Conta a História que Dona Brites, esposa de Martim Afonso de Melo, de alma pura e cândida, de beleza peregrina, encantava e enfeitiçava quem a via. E por este motivo, fora assassinada tragicamente pelos ciúmes do seu marido. Esta morte impressionou profundamente a população, que conhecendo a gentil castelã, pintou e teceu em redor de tão cruel acontecimento, uma poética e bem urdida narrativa. Por tudo isto, a vista desta Torre, cujas pedras que os musgos já recobrem, onde pairam na realidade recordações históricas não pode deixar de nos produzir uma profunda emoção, em especial, quando a contemplamos á luz baça e triste dessa noites em que a brisa parece ciciar o que foi viver de quem dentro destas paredes tanto chorara, sofrera e amara!<br />
Nela, também, esteve encarcerada D. Leonor, esposa do quarto <a title="Duque de Bragança" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Duque_de_Bragan%C3%A7a">duque de Bragança</a>, <a title="Jaime I de Bragança" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jaime_I_de_Bragan%C3%A7a">D. Jaime</a>, acusada (injustamente) de adultério pelo próprio marido. O duque acabou por assassinar a esposa, no <a title="Paço Ducal de Vila Viçosa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%A7o_Ducal_de_Vila_Vi%C3%A7osa">Paço Ducal de Vila Viçosa</a>, a punhaladas, em 1512.<br />
No setor sul, um saliente de planta quadrangular é fechado pelo chamado <em>Poço del&#8217;Rei</em>, estrutura quinhentista com a função de defesa de uma cisterna.<br />
Nota Informativa- Este texto sobre o castelo de Bragança foi ligeiramente alterado da Wikipedia porque os seus dados estavam corretos e assim também poupei tempo que nos é precioso.</p>
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		<title>As notícias mais importantes do turismo e património notável de Março de 2012</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 01:51:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">http://www.portugalnotavel.com/?p=2731</guid>
		<description><![CDATA[As 3 melhores notícias do Turismo de Portugal 1- A construção da mini-hídrica no rio Mondego está quase a ser anulada Está de Parabéns a luta travada pela Plataforma Mondego Vivo e as pessoas dos concelhos de Coimbra, Poiares e Penacova e outra gente de bem que estiverem envolvidas neste combate em defesa do meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;"> As 3 melhores notícias do Turismo de Portugal</span></strong></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>1- A construção da mini-hídrica no rio Mondego está quase a ser anulada</strong></span><br />
Está de Parabéns a luta travada pela Plataforma Mondego Vivo e as pessoas dos concelhos de Coimbra, Poiares e Penacova e outra gente de bem que estiverem envolvidas neste combate em defesa do meio natural do nosso rio Mondego, da sua beleza e biodiversidade, dos terrenos agrícolas adjacentes, dos postos de trabalho ligados as empresas de desporto aventura e ao prato gastronómico da lampreia.<br />
As razões para essa sensação de vitória são duas: A comissão do Ambiente, Ordenamento do território e Poder Local da Assembleia da Republica aprovou por unanimidade o relatório que pretendia o cancelamento definitivo da mini-hídrica no rio Mondego e por o governo ter suspenso a atribuição em potência da rede elétrica para as novas mini-hídricas.<br />
Leia aqui a notícia completa.<br />
<strong><span style="color: #0000ff;">2- Apesar da crise que afeta o nosso País 2011 teve um aumento no número de turistas</span></strong><br />
O setor do turismo continua a ter uma grande capacidade de resistência em momento tão adverso para Portugal.<br />
“No ano de 2011, os estabelecimentos hoteleiros receberam cerca de 14,1 milhões de hóspedes, originando 39,6 milhões de dormidas o que, em comparação com 2010, se traduz por crescimentos de 3,8% e 5,9%, respetivamente. O aumento de turistas estrangeiros foi de 10,4%, face ao ano 2010, no entanto, os turistas nacionais evidenciaram uma quebra de 1,9%.”<br />
Leia aqui a notícia.<br />
<span style="color: #0000ff;"><strong>3- A cidade do Porto é o melhor destino europeu para a BestEuropean Destination</strong></span><br />
Depois de Lisboa ter vencido o galardão em 2010, este ano foi a Invicta que seduziu os utilizadores do Best European Destination, arrebatando o primeiro lugar da competição.<br />
No site dos premiados, a organização do prémio sublinha a importância histórica da cidade e a sua forte ligação ao vinho do Porto. &#8220;Com uma variedade de recursos, o Porto conquista todos os seus visitantes, tanto os que procuram história e tradição, como os que querem cidades cosmopolitas&#8221;, lê-se na página oficial.<br />
Vinte cidades da Europa competiam, este ano, pelos primeiros 10 lugares do Best European Destination. A lista dos três mais votados segue a seguinte ordem: Porto (Portugal), Viena (Áustria) e Dubrovnik (Croácia).<br />
Nos restantes lugares, Lisboa volta a ficar bem colocada conquistando a 08ª posição do ranking, a seguir a Budapeste (Hungria) e à frente de Florença (Itália).<br />
De acordo com o comunicado oficial do evento, mais de 212 mil pessoas participaram na votação que estava aberta ao público em geral.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/01-CLAUSTROS-SE-VELHA-LC-4.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2732" title="CLAUSTROS DA SE VELHA EM COIMBRA ENCERRADOS DEVIDO A DI" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/04/01-CLAUSTROS-SE-VELHA-LC-4-300x168.jpg" alt="01 CLAUSTROS SE VELHA LC 4 300x168 As notícias mais importantes do turismo e património notável de Março de 2012" width="300" height="168" /></a></p>
<h4><span style="color: #ff0000;"><strong>As 3 Piores Notícias Turismo de Portugal</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;">1<span style="color: #0000ff;"><strong>- Apesar do no final deste mês ter começado a chover a situação de “Seca severa” mantêm-se para Portugal</strong></span>, esperamos que Abril nos traga de facto Águas Mil, para atenuarmos mais um problema grave que nos assola.<br />
Leia aqui a notícia<br />
2-<strong><span style="color: #0000ff;"> Proibido acesso a Ponte Romana de Vila Formosa por parte de particulares</span></strong><br />
É incrível mas o bem comum continua a ser vilipendiado pelo bem individual. Como é possível que a nossa mais bela ponte romana esteja vedada aos seus donos, que somos todos nós, por capricho de alguém que não respeita os nossos valores culturais turísticos? Enfim…<br />
Leia aqui toda a notícia.<br />
3- <strong><span style="color: #0000ff;">As obras no claustro da Sé Velha de Coimbra continuam paradas</span></strong><br />
As obras de requalificação dos claustros da Sé Velha de Coimbra, interrompidas desde maio de 2011 devido à falência da empresa responsável, continuam paradas em 2012 e agora ainda para mais quem quiser visitar tão belo monumento da nossa cidade tem que pagar a entrada. Esta opção tem a nossa concordância.<br />
Leia aqui a notícia</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Unidade de Alojamento Turístico- Casas de Romaria (Brotas-Mora)- Toda a beleza do Alentejo ao nosso dispor</title>
		<link>http://www.portugalnotavel.com/2012/03/unidade-de-alojamento-turistico-casas-de-romaria-brotas-mora-toda-a-beleza-do-alentejo-ao-nosso-dispor/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 01:39:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alojamento Notável]]></category>
		<category><![CDATA[Arraiolos e Mora]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito-Évora]]></category>
		<category><![CDATA[Em destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mais]]></category>
		<category><![CDATA[Todos os artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Casa da Romaria Merecem todos os louvores o que o Pedro e a Maria alcançaram na aldeia de Brotas (Mora), por ser também um exemplo para todo o mundo rural, que se encontra em degradação por ruins opções políticas, de uma benéfica prática turística. Mas o que fizeram o Pedro e Maria de tão importante, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4><a href="http://www.casasderomaria.com/">Casa da Romaria</a></h4>
<p style="text-align: justify;">Merecem todos os louvores o que o Pedro e a Maria alcançaram na aldeia de Brotas (Mora), por ser também um exemplo para todo o mundo rural, que se encontra em degradação por ruins opções políticas, de uma benéfica prática turística.<br />
Mas o que fizeram o Pedro e Maria de tão importante, pergunta o ávido leitor; e eu respondo-lhe que no seio do núcleo histórico de Brotas adquiriram 5 casas rústicas tipicamente alentejanas e as recuperaram de modo a termos um turismo de qualidade genuíno e confortável.<br />
As cinco habitações das <span style="color: #0000ff;"><strong><a href="http://www.casasderomaria.com/">Casas da Romaria</a></strong></span> são independentes umas das outras e apesar de resgatadas da ruína mantêm toda a sua traça original com habitações baixas de paredes caiadas e o traço azul sobre as ombreiras e as portadas.<br />
No total as cinco casas têm 17 camas o que permitem acomodar grupos grandes.<br />
As habitações têm como pano de fundo o Santuário da Nossa Senhora de Brotas classificado como Imóvel de Interesse Público.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/Casa-da-Romaria-Brotas.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2719" title="Casa da Romaria Brotas" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/Casa-da-Romaria-Brotas-300x225.jpg" alt="Casa da Romaria Brotas 300x225 Unidade de Alojamento Turístico  Casas de Romaria (Brotas Mora)  Toda a beleza do Alentejo ao nosso dispor" width="300" height="225" /></a> Toda a aldeia de Brotas, felizmente ainda pulsante, corporaliza genuinamente a alma alentejana que cada vez mais o bom turista de todo o mundo reconhece como marca de imensa qualidade em Portugal e é quase um crime de lesa pátria alguns nossos portugueses tão troca-mundos não conhecerem região tão bafejada. As razões para visitar o Alentejo são muitas: um património construído deveras notável, os campos com as cores vibrantes primaveris, a qualidade da sua gastronomia, o seu artesanato, a literatura que dela emana e que tão grandes autores lhe dedicaram e principalmente a bondade e espírito de bem receber que as gentes alentejanas nos consagram.<br />
Bem, mas paremos de divagações e continuemos com a cavaquear sobre as <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.casasderomaria.com/"><strong>C</strong><strong>asas da Romaria</strong></a></span>.<br />
O seu interior está guarnecido com mobiliário e objetos de decoração alentejanas. As Casas da Romaria também permitem uma constante e sã convivência com a boa gente brotense.<br />
A área envolvente proporciona condições para fazer passeios pedestres, de bicicleta, cavalo ou de charrete, canoagem, ski aquático e ténis.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/UynRQZruLCE?version=3&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/v/UynRQZruLCE?version=3&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Pode também optar por começar aqui a fazer os seus roteiros turísticos culturais (visitando no concelho de Mora a Torre das Águias, o Fluviário de Mora ou a Anta-Capela de Pavia). A partir daqui também pode conhecer o Cromeleque dos Almendres (***), a cidade de Évora classificada como Património Mundial da Humanidade e todos os restantes <a href="../2011/03/9-locais-notaveis-turistico-evora/">97 locais notáveis do distrito de Évora</a>.<br />
Aviso o leitor amigo que as Casas da Romaria estão amiúde esgotadas e que será melhor telefonar com a maior brevidade e antecedência para se alojar magnificamente. Obrigada pedro e Maria e que sejam um bom exemplo para Portugal.<br />
<span style="color: #ff0000;"><strong>Contactos das Casas de Romaria</strong></span><br />
<strong>Morada:</strong> Rua da Igreja, 30 7490-017 Brotas<br />
<strong>Email</strong>: <a href="http://www.damadeespadas.eu/scpts/partners/casasderomaria.html">geral@casasderomaria.com</a><br />
<strong>Web</strong>: <a href="http://www.casasderomaria.com/">www.casasderomaria.com</a><br />
<strong>Telemóvel:</strong> +351 966 948 643 (Maria do Rosário)<br />
<strong>Telemóvel:</strong> +351 962 474 164 (Pedro Mendonça)<br />
<strong>GPS:</strong> 38º 52´15.86´´ N &#8211; 8º 07´49.16´´</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pelourinho e Verraco de Bragança (*)- Deuses Ursos em Trás-os-Montes</title>
		<link>http://www.portugalnotavel.com/2012/03/pelourinho-braganca/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 00:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bragança]]></category>
		<category><![CDATA[Concelhos]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito-Bragança]]></category>
		<category><![CDATA[Idade dos Metais]]></category>
		<category><![CDATA[Mais]]></category>
		<category><![CDATA[Todos os artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelourinho de Bragança O pelourinho de Bragança notável pela sua insólita mistura. Como gostamos de verracos, totens de povos pré-romanos que viviam o centro de Espanha e o Nordeste de Portugal, já escrevemos em três artigos sobre eles e onde arrazoamos sobre a sua origem e significados, aconselho a não perderem tão proveitosa e isenta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>Pelourinho de Bragança</h4>
<p style="text-align: justify;">O pelourinho de Bragança notável pela sua insólita mistura. Como gostamos de verracos, totens de povos pré-romanos que viviam o centro de Espanha e o Nordeste de Portugal, já escrevemos em três artigos sobre eles e onde arrazoamos sobre a sua origem e significados, aconselho a não perderem tão proveitosa e isenta leitura. Os monumentos são:</p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><a href="../2011/01/arribas-de-santo-andre-parque-natural-do-douro-internacional-figueira-de-castelo-rodrigo-abutres/"><strong>Santo André das Arribas</strong></a> <span style="color: #000000;">(*) </span><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">(</span>Figueira de Castelo Rodrigo),</span></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a href="../2011/01/aldeia-historica-de-castelo-mendo-almeida/"><strong>-Aldeia Histórica de Castelo Mendo</strong></a> <span style="color: #000000;">(**) (Almeida),</span></span></li>
<li><span style="color: #0000ff;"><a href="../2011/05/pelourinho-verraco-torre-de-dona-chama-mirandela-berroes/"><strong>-Pelourinho e Verraco da Torre da Dona Chama</strong></a> <span style="color: #000000;">(*) (Mirandela)</span></span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O pelourinho de Bragança situado na sua é um monumento relativamente ignorado por não nos prender tanto o reparo como a Domus Municipalis e o Castelo com a sua espetacular torre de menagem.<br />
Muitos turistas acham curioso o monumento mas por vezes não alcançam o que estão a ver e o seu real valor.<br />
Bem, avancemos então com a nossa narração antes que o leitor se enfade.<br />
Pois amigo leitor, o pelourinho de Bragança engasta numa tosca estátua zoomórfica um &#8220;berrão&#8221;, conhecida como &#8220;a porca da vila&#8221; da Idade do Ferro, muito mais antigo que o pelourinho.<br />
No entanto o &#8220;berrão&#8221; ou porca dever ser um raro Urso, apesar de pertencerem aos mesmos povos que também esculpiram os conhecidos berrões de Murça e de Torre de D. Chama.<br />
Este original e notável pelourinho medieval, este símbolo do municipalismo de Bragança esculpido em granito como habitual encontra-se espetado no urso. Este assenta sobre um soco com quatro degraus de planta octogonal. As patas são curtas, fruto da demolição causada pelo arranque da obra do seu primitivo lugar. A meio do corpo existe uma corcova que foi usada para nele implantarem o pelourinho.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/porca-de-bragança.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2704" title="porca de bragança" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/porca-de-bragança-300x206.jpg" alt="porca de bragança 300x206 Pelourinho e Verraco de Bragança (*)  Deuses Ursos em Trás os Montes" width="300" height="206" /></a> A data da construção do pelourinho é incerta, alguns leitores indicam que data do séc. XIII. Também Bragança teve foral dado por D. Manuel I em 1514; à doação de foral manuelino seguia-se habitualmente a construção de um pelourinho novo neste estilo, e assim aconteceu na maioria dos casos, em todo o país, mas em Bragança manteve-se o pelourinho antigo.<br />
“Sendo certo que não é possível datar com exatidão este pelourinho, tem sido aceite pela generalidade dos autores tratar-se de obra do século XIII. Note-se que a sua tipologia românica não seria desagradável ao gosto manuelino, nas primeiras décadas de Quinhentos, quando elementos do repertório artístico dos primeiros séculos da nacionalidade eram frequentemente reproduzidos.<br />
O dorso do berrão é trespassado pela coluna do pelourinho, que assenta no degrau superior da plataforma, e seria adicionalmente fixado à escultura através de um espigão atravessando-a na horizontal, vendo-se os respectivos orifícios no seu flanco. O fuste da coluna é cilíndrico e liso, elevando-se a mais de seis metros de altura, e interrompido no terço superior por um anel de pedra; no seu topo encaixa um capitel em largo anel cilíndrico, de onde irrompem quatro braços em cruz. Cada braço, semelhante a uma gárgula, é rematado por representações morfológicas e zoomórficas, figurando duas carrancas opostas, e ainda uma ave e um cão. Os intervalos entre os braços são preenchidos com relevos dificilmente legíveis, aparentemente cenas de suplícios. Sobre o capitel eleva-se uma grande figura fantástica- de bocarra aberta, que serve de tenente a um brasão, apresentado entre as suas quatro patas em garra: de um lado vêem-se cinco quinas e um castelo (torre) ou seja as armas da cidade Bragança”.1</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/Pelourinho-bragança-2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2705" title="Pelourinho bragança (2)" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/Pelourinho-bragança-2-300x297.jpg" alt="Pelourinho bragança 2 300x297 Pelourinho e Verraco de Bragança (*)  Deuses Ursos em Trás os Montes" width="300" height="297" /></a><br />
Em 1860 dá-se a transferência do Pelourinho de Bragança, este encontrava-se junto à &#8220;Domus Municipalis&#8221;, edifício com que estaria em consonância, dada a sua relação com o poder municipal e quiçá fossem construídos na mesma época, sendo levado para o espaço outrora ocupado por uma igreja desaparecida. Seria nesse ano que o Pelourinho de Bragança seria encastrado no Urso totémico?<br />
O certo é que esta união deu um conjunto estranho, mas inédito e de grande valor simbólico.<br />
Depois de o leitor analisar ao vivo e em fotografia a figura zoomórfica, o que acha dela, é um porco ou um urso?<br />
O Pelourinho de Bragança deveria ser restaurado com o expurgo dos musgos e das outras criaturas botânicas que não permitem fiel leitura do mesmo.<br />
1- Texto retirado do<a href="http://www.igespar.pt/en/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/71126/"> IGESPAR</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Domus Municipalis (Bragança) (***)- uma eloquente homenagem a água</title>
		<link>http://www.portugalnotavel.com/2012/03/domus-municipalis-braganca/</link>
		<comments>http://www.portugalnotavel.com/2012/03/domus-municipalis-braganca/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 19:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bragança]]></category>
		<category><![CDATA[Concelhos]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito-Bragança]]></category>
		<category><![CDATA[Mais]]></category>
		<category><![CDATA[Românico]]></category>
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		<description><![CDATA[Domus Municipalis Pensa-se na vetusta Bragança e vem logo à lembrança este monumento magnífico que é a Domus Municipalis, quiçá o ex-libris turístico da cidade. O que atrai tanta a gente a vista-lo é por ser um singular e misterioso monumento na Península Ibérica que homenageia esse bem agora tão raro-a água e ainda o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Domus Municipalis</h4>
<p style="text-align: justify;">Pensa-se na vetusta Bragança e vem logo à lembrança este monumento magnífico que é a Domus Municipalis, quiçá o ex-libris turístico da cidade.<br />
O que atrai tanta a gente a vista-lo é por ser um singular e misterioso monumento na Península Ibérica que homenageia esse bem agora tão raro-a água e ainda o poder municipal. O nome de Domus Municipalis terá surgido no século XIX, e significa “Casa Municipal” em latim.<br />
Está inserida na cidadela de Bragança a onde se incluem outros monumentos notáveis como a Torre de Menagem (***) ou a ursa do pelourinho (*).<br />
Esta Domus Municipalis integra um roteiro do românico do Nordeste Transmontano de que já descrevemos os seguintes monumentos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="../2010/02/igreja-de-sao-tiago-matriz-da-adeganha-torre-de-moncorvo/"><span style="color: #0000ff;"><strong>Igreja matriz de Santa Maria Maior de Adeganha</strong></span> (Torre de Moncorvo)</a> (**)</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="../2011/05/igreja-romanica-de-santa-maria-do-azinhoso-mogadouro/"><span style="color: #0000ff;"><strong>Igreja de Azinhoso</strong></span><strong> </strong>(Mogadouro)</a> (*)</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="../2011/04/igreja-romanica-de-santo-andre-de-algosinho-mogadouro/"><span style="color: #0000ff;"><strong>Igreja de Santo André de Algosinho</strong></span> (Mogadouro)</a> (**)</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="../2012/03/castelo-ansiaes-igreja-sao-salvador/"><span style="color: #0000ff;"><strong>Igreja de São Salvador de Ansiães com o castelo e a paisagem</strong><strong> </strong></span>(Carrazeda de Ansiães) (***)</a></li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="http://www.portugalnotavel.com/2012/03/cabeceira-romanica-igreja-castro-de-avelas/"><strong><span style="color: #0000ff;">Cabeceira românica da igreja de Castro de Avelã</span><span style="color: #0000ff;">s</span></strong></a><strong> </strong>(Bragança) (*)</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">É muito rara a existência de edifícios românicos civis em Portugal, no entanto esta obra para além da sua singularidade atinge dimensão monumental e é nas suas linhas arquitetónicas um espaço perfeito. Em alvenaria de granito muito bem aparelhado. Exteriormente tem a forma de um pentágono desigual. A face mais extensa tem 14 metros e a mais pequena com pouco mais de três.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/Domus-Municipalis-Bragança.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2681" title="Domus Municipalis Bragança" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/Domus-Municipalis-Bragança-300x236.jpg" alt="Domus Municipalis Bragança 300x236 Domus Municipalis (Bragança) (***)  uma eloquente homenagem a água" width="300" height="236" /></a> A data da sua edificação é enigmática. Podia ser ter sido construído nos séculos XII ou XIII em pleno período do estilo românico ou então ser coetâneo da edificação da Torre de Menagem (***) no primeiro terço de quatrocentos; deste modo a construção seria efetuada em “românico” embora o estilo já estivesse muito em desuso.<br />
Todos nós cremos no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abade_de_Ba%C3%A7al">Abade de Abaçal</a> e este refere a existência de um sinete heráldico, de dom Sancho I, num dos cachorros internos do edifício, o que permite concluir que a sua construção talvez tenha sido levada a efeito na primeira metade do século XIII. Mas onde é que estará tão furtivo sinal? Confiemos no magnífico Abade, senhores, pois toda a região deveria ter o seu.<br />
<a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/Domus_Municipalis_água.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2682" title="Domus_Municipalis_água" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/Domus_Municipalis_água-300x157.jpg" alt="Domus Municipalis água 300x157 Domus Municipalis (Bragança) (***)  uma eloquente homenagem a água" width="300" height="157" /></a> A iluminação da Domus Municipalis é efetuada por uma enfiada ininterrupta de janelas de arco de volta perfeita, ao longo de todas as faces da construção. Todas as janelas têm moldura lisa, expecto as sete colocadas a este, que possuem, interiormente, uma arquivolta com ornatos estrelados.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>O Domus Municipalis tinha uma dupla função</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;">A parte subterrânea da Domus Municipalis forma uma cisterna e mostram que os objetivos que presidiram a sua construção teriam sido de ordem utilitária. Esta cisterna recolhia águas pluviais e de nascentes. Ao longo da cornija corre uma caleira, destinada a acolher a água da chuva, conduzida até à cisterna.<br />
Relembro que a água na Idade Média era um bem parco e essencial, nomeadamente nos tempos de guerra, quando Bragança tinha que ser um baluarte de defesa auto-suficiente em transes de assédio.<br />
Existem outras cisternas com alguma similitude a Domus Municipalis em alguns castelos da Baixa Idade Média como Algoso, Lamego ou Marvão, mas o facto de sobre a cisterna abobadada ter sido construído um segundo piso coberto destinado a acolher o conselho municipal, confere-lhe o especto e as características de espécime único.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/Domus_Municipalis_cachorro.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2683" title="Domus_Municipalis_cachorro" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/Domus_Municipalis_cachorro-300x253.jpg" alt="Domus Municipalis cachorro 300x253 Domus Municipalis (Bragança) (***)  uma eloquente homenagem a água" width="300" height="253" /></a> O extra-dorso da abóbada de berço, que cobre a cisterna, forma o pavimento lajeado do salão, no qual se encontram três aberturas quadrangulares, que fazem a ligação entre os dois pisos que foram tapados com grades para a sua proteção.<br />
Este é um espaço magnífico constituído por um salão único fenestrado com uma bancada corrida ao longo de todas as paredes, em pedra, para assento dos membros do conselho municipal.<br />
A cornija exterior assenta em 64 cachorros e a cornija interior tem 53, alguns dos quais historiados que prendem a nossa atenção e que deveriam ser minuciosamente estudados.<br />
&#8220;&#8216;Para aprender não basta só ouvir por fora, é necessário entender por dentro”, assim dizia sabiamente o nosso padre António Vieira porque aqui entrando o amigo sentirá algo solene a apelar ao medievalismo com o seu espaço interior amplo, unificado, fresco, mesmo sob a canícula transmontana de verão com as suas ventanas a amestrarem jogos de luzes no pavimento da Domus Municipalis.<br />
O leitor já visitou este fantástico monumento?</p>
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		<title>Cabeceira românica da igreja de Castro de Avelãs (Bragança) (*) &#8211; Singular românico de ladrilho em Portugal</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 05:53:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Igreja de Castro de Avelãs A Igreja de Castro de Avelãs é um outro local que deve conhecer no seu roteiro do românico do Nordeste Transmontano. Recordo ao leitor, que às coisas singulares não é alheio, que o itinerário consta dos seguintes monumentos. Pode aqui ler sobre o que foi escrito por nós em relação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">Igreja de Castro de Avelãs</span></h4>
<p style="text-align: justify;">A Igreja de Castro de Avelãs é um outro local que deve conhecer no seu roteiro do românico do Nordeste Transmontano. Recordo ao leitor, que às coisas singulares não é alheio, que o itinerário consta dos seguintes monumentos. Pode aqui ler sobre o que foi escrito por nós em relação aos monumentos românicos.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="../2010/02/igreja-de-sao-tiago-matriz-da-adeganha-torre-de-moncorvo/"><span style="color: #0000ff;"><strong>Igreja matriz de Santa Maria Maior de Adeganha</strong></span> (Torre de Moncorvo)</a> (**)</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="../2011/05/igreja-romanica-de-santa-maria-do-azinhoso-mogadouro/"><span style="color: #0000ff;"><strong>Igreja de Azinhoso</strong></span><strong> </strong>(Mogadouro)</a> (*)</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="../2011/04/igreja-romanica-de-santo-andre-de-algosinho-mogadouro/"><span style="color: #0000ff;"><strong>Igreja de Santo André de Algosinho</strong></span> (Mogadouro)</a> (**)</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><a href="../2012/03/castelo-ansiaes-igreja-sao-salvador/"><strong><span style="color: #0000ff;">Igreja de São Salvador de Ansiães</span> com o castelo e a paisagem</strong><strong> </strong>(Carrazeda de Ansiães) (***)</a></li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Domus Muncipalis </strong>(Bragança)<strong> </strong>(***)</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Em dois dias pode visitar com serenidade este rico património onde também se integram alguns castelos e suas torres de menagem como (Algoso, Ansiães e Penas Róias) e ainda a igreja românica das Malhadas em Miranda do Douro e a igreja de São facundo em Vinhais. Sem dúvida que aqui temos um magnífico conjunto que mereceria ser englobado num pacote turístico singular.<br />
O Mosteiro de Castro de Avelã foi um grandioso monumento que o tempo e a incúria dos homens aos poucos foram desmantelando. O<strong> </strong>cenóbio beneditino que já existia no século XII e era uma farta instituição, desfrutadora de múltiplas rendas. Quiçá esta fosse a instituição religiosa mais poderosa de Trá-os-Montes durante o período medieval.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Março de 1387 o mosteiro recebeu como hóspede o duque de Lencastre, com a sua comitiva, na antevéspera do seu encontro com D. João I, no planalto de Babe, no âmbito do casamento da sua filha -D. Filipa de Lencastre &#8211; com o rei português. O duque inglês fazia-se escoltar de um milhar de guerreiros, alguns deles experimentados na célebre batalha de Crécy.<br />
<a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/igreja-castro-de-avelãs.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2671" title="igreja castro de avelãs" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/igreja-castro-de-avelãs-300x216.jpg" alt="igreja castro de avelãs 300x216 Cabeceira românica da igreja de Castro de Avelãs (Bragança) (*)   Singular românico de ladrilho em Portugal" width="300" height="216" /></a> O mosteiro foi extinto por uma bula do papa Paulo III, datada de 1543, e vinculado à recém-criada diocese de Miranda do Douro. A mudança dos bens fez-se no ano seguinte, ficando a sua administração entregue aos frades do mosteiro, com a obrigação de enviarem para a Sé mirandesa o quinhão das rendas estipulado. As dependências do mosteiro foram derribadas e alguns dos materiais reaproveitaram-se em empreitadas de carácter religioso que sucediam na cidade de Bragança.<br />
Com o suceder do tempo, o mosteiro e a igreja de Castro de Avelã foram votados ao abandono e praticamente desapareceram, exceção feita à notável cabeceira românica da igreja.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">A Cabeceira românica da Igreja de Castro de Avelãs é singular em Portugal</span></h3>
<p style="text-align: justify;">A cabeceira da igreja do Castro de Avelãs é composta por três capelas redondas -uma ábside e dois absidíolos &#8211; em estilo românico-mudéjar. A singular cabeceira é revestida a tijolo ladrilhado, e rematada por fiadas de tijolos em ziguezague. A capela-mor apresenta três registos de arcadas cegas, com duas frestas nas arcadas inferiores. Os absidíolos apresentam dois registos de arcadas cegas. A utilização exclusiva do tijolo no crescimento das paredes e o continuado preenchimento das superfícies curvas das paredes com arcadas cegas, três registos na capela-mor e dois nas colaterais, relacionam esta construção com outras de estilo mudéjar que se ergueram em terras de Leão e Castela, especialmente no importante foco de Sahagun com destaque para a <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Iglesia_de_San_Tirso_%28Sahag%C3%BAn%29">Igreja de S. Lorenzo de Sahagum</a> e em geral, na região compreendida entre Toro e Segóvia. A igreja de Castro de Avelãs foi gizada para ter naves de três naves que, provavelmente, não chegou a alcançar.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/igreja-castro-de-avelas-1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2672" title="igreja castro de avelas 1" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/igreja-castro-de-avelas-1-225x300.jpg" alt="igreja castro de avelas 1 225x300 Cabeceira românica da igreja de Castro de Avelãs (Bragança) (*)   Singular românico de ladrilho em Portugal" width="225" height="300" /></a> Posteriormente, já no século XVIII, foi-lhe acrescentada uma nave retangular, com a sacristia adossada ao absidíolo esquerdo.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>O misterioso túmulo do Conde de Ariães</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">No interior de um dos absidí­olos, agora aberto no exterior, abriga-se em interessante arcaz tumular granítico, com tampa de formato prismático onde se inscreve uma data trecentista e que se crê ser o de dom Nuno Martins de Chacim, um homens poderosos de Trás-os-Montes e até mesmo do reino de Portugal no século XIII. Por exemplo Foi um Rico-homem e aio do Rei D. Dinis, teve a tenência de Bragança entre 1265 e 1284. Exerceu em 1261 e 1276 o cargo de Meirinho-mor e entre 1279 e 1284 foi Mordomo-mor da casa de D. Afonso III de Portugal.<br />
São ainda lendárias as suas usurpações forçadas e em sangue para conquistar o séquito e poderio que alcançou em vida. Dom Nuno também era conhecido como o Conde de Ariães. (<a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2178.pdf">ler aqui</a>).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/igreja-castro-de-avelas-2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2673" title="igreja castro de avelas 2" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2012/03/igreja-castro-de-avelas-2-212x300.jpg" alt="igreja castro de avelas 2 212x300 Cabeceira românica da igreja de Castro de Avelãs (Bragança) (*)   Singular românico de ladrilho em Portugal" width="212" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Antes de terminarmos o nosso périplo pela igreja de Castro de Avelãs, quero deixar-lhe apenas mais algumas anotações:<br />
-Repare leitor amigo, numa estranha torre gótica quadrangular com cerca de uma dezena de metros de altura, em alvenaria de granito, rematada por um campanário com um sino, que faria parte das instalações monacais. A torre era mais alta e, na parte terminal do século XVIII e começos do século XIX, diminuiu-se-lhe a altura e adaptou-se-lhe um modesto campanário. Adjacente a esta construção está a residência paroquial que dada ao desleixo, preserva nos seus baixos vestígios românicos</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">Os Guardiões do Mosteiro de Castro de Avelãs</span></h3>
<p style="text-align: justify;">-O adro é murado e acedido frontalmente por portão férreo, rematado por cruz latina, flanqueado por pilares de cantaria de granito, encimados por duas figuras zoomórficas, deitadas, talvez leões que parecem guardar todo aquele conjunto. Os Leões estão associados à força e nobreza. É comum encontrá-los nas entradas principais de templos religiosos exercendo a função de <em>guardiões do templo</em>, como se alertassem o observador que aquele local é sagrado e restrito. Na bíblia, pode assumir um caráter positivo (como o leão de Judá, os leões do trono de Salomão ou o leão de São Marcos) ou ter uma imagem negativa, como os leões que Daniel tem de enfrentar. Estranho é todos os roteiros turísticos que li não fazerem referência a tal facto.<br />
Em escavações arqueológicas recentes num terreno agrícola contíguo à Igreja de Castro de Avelãs, foram descobertos o claustro, as alas conventuais e algumas salas do antigo Mosteiro Beneditino, que terá sido erguido na aldeia durante o século XIII. Os arqueólogos também encontraram espólio da Época Romana, que estariam relacionados a via que ligava Braga a Astorga e que passaria próximo desta zona onde, posteriormente, foi construído mosteiro. Entre os vestígios encontrados destaca-se objetos de cerâmica, moedas e uma lápide funerária que remontam à época entre os séculos I e V.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pDOGencYXms?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/pDOGencYXms?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Estas escavações podem agora ser observadas com alguma minúcia no lugar. Todo este espaço deveria ser transformado num espaço museológico para ativar a aldeia através do turismo cultural.<br />
- Um conselho que lhe dou amigo viajante é que quando visita um lugar destes deve reparar em redor, nos montes, porque em alguns deles podem existir os chamados castros, com valor para a sua imaginação e mais ainda para estima dos cientistas. É o caso deste lugar.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Castro de Avelãs seria a capital dos Zoelas?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Também um morro aqui perto designado por “Cabeço do Castro (ou “Torre Velha”, microtopónimo que desde logo alertará para antiga e desaparecida construção defensiva de certa imponência) tem vindo a surgir, desde o último quartel do século passado numerosos e valiosos testemunhos arqueológicos de época proto-histórica (Idade do Ferro, sobretudo) o do domínio romano, abrindo-se ainda a possibilidade de o local manter uma continuidade ocupacional ao longa da Alta Idade Média. São particularmente numerosos e interessantes os achados epigráficos de época romana, respeitantes ao antigo povoado fortificado castrejo e suas imediações: umas sete ou oito estrelas funerárias (ou fragmentos das mesmas), três marcos miliários e outras tantas aras votivas (materiais depositados, em grande maioria, no Museu Abade de Baçal, embora uma ou outra peça se exponha em Guimarães, no Museu da Sociedade Martins Sarmento).<br />
Numa das aras surge o nome do povo dos Zoelas, se assim esta importante povoação poderia ser a capital dos Zoelas, grande povo fazedor de linho, já referido por Plínio, povo que nos deixou estelas funerárias decoradas com suásticas circulares, simbolizando o Sol, e com desenhos de animais como o porco e o veado. (<a href="http://www.portugalromano.com/2011/11/%C2%ABcivitas-zoelarum%C2%BB-torre-velha-castro-de-avelas-braganca/">Ler aqui no Portugal Romano notícia mais desenvolvida sobre este tema e respetivo acervo epigráfico do castro de Avelãs</a><strong>).</strong></p>
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