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	<title>Portugal Notável. Os mais belos lugares. Guia das melhores Viagens na Minha Terra...</title>
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	<description>Este guia turístico online da a conhecer os mais belos locais de Portugal. Este guia turístico também lhe irá fornecer os melhores alojamentos.</description>
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		<title>Centro Histórico de Pinhel (*)- Porque é que os portugueses não sabem que existes?</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 02:29:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Numa tarde primaveril do ano de 2002 visitamos a histórica e isolada cidade de Pinhel e ficamos surpreendidos com a sua beleza. Rapidamente entendemos a importância deste pequeno burgo sereno e abandonado a sua sorte e mal sabíamos nós que iria ser nossa residência durante um ano.
Um pouco da história de Pinhel
A povoação teve 5 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Numa tarde primaveril do ano de 2002 visitamos a histórica e isolada cidade de <strong>Pinhel</strong> e ficamos surpreendidos com a sua beleza. Rapidamente entendemos a importância deste pequeno burgo sereno e abandonado a sua sorte e mal sabíamos nós que iria ser nossa residência durante um ano.<br />
<strong>Um pouco da história de Pinhel</strong><strong></strong><br />
A povoação teve 5 forais, o primeiro em 1179 de D. Afonso Henrique, e o último, em 1510, a mando do rei D. Manuel I. <strong>Pinhel</strong> situa-se na margem esquerda do rio, embora este se situe a alguma distancia, fazia frente à antiga comarca de Riba Côa que Portugal apenas integrou em 1297 no tratado de Alcanices. Foi Dom Dinis quem mandou reedificar o <strong>Castelo de Pinhel</strong> e a construção da vetusta muralha, das melhores conservadas no País e que rodeia actualmente o seu centro Histórico.<br />
Desempenhou um importante papel como praça de armas fronteiriça e até ao século XIX. Tornou-se sede de diocese e cidade em 1770, por mando do Marques de Pombal, por desanexação da Diocese de Lamego, mas em 1881 a Diocese de Pinhel foi extinta e incorporada na diocese da Guarda. Por via disso a cidade teve algum desenvolvimento nos séculos XVIII e XIX. Mas a desanexação da diocese, a estação de caminho de ferro, construída muito longe e os maus acessos rodoviários ao longo do século XX declinaram Pinhel.  </p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/pinhel.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-960" title="pinhel" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/pinhel-300x188.jpg" alt="pinhel 300x188 Centro Histórico de Pinhel (*)  Porque é que os portugueses não sabem que existes? " width="300" height="188" /></a><strong>Pinhel está ainda esquecida dos roteiros turísticos</strong><br />
Em relação ao turismo está quase totalmente esquecida, quando confrontada com os centros históricos dos concelhos limítrofes &#8211; <strong>Trancoso</strong>(**), <strong>Castelo Rodrigo</strong>(*), <strong>Almeida</strong>(***), <strong>Castelo Mendo</strong>(**), <strong>Castelo Bom</strong>(*), <strong>Sortelha</strong>(**) e <strong>Marialva</strong>(***) – e a sua monumentalidade não é de forma alguma inferior as localidades referidas!<br />
<strong>Como é que um dos centros históricos mais interessantes de Portugal se encontra tão degradado ?</strong><br />
O viajante há três anos e que recentemente residiu alguns meses em Pinhel, não deixa de se interrogar qual a causa de tão desdita? Como é que um dos centros históricos mais interessantes de Portugal se encontra tão degradado?<br />
A resposta parece-me simples. A locomotiva dos fundos de coesão da União Europeia não passou por aqui, por incúria, desmazelo e incompetência dos autarcas que aqui vegetaram.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/z4FbzAQTt-g?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/z4FbzAQTt-g?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
A pequena  cidade é muito rica em solares castiços e igrejas, mas o que de imediato nos prende a nossa atenção são as muralhas que a defendiam, e que ainda subsistem na sua quase totalidade, com adarve, cubelos,  cinco portas medievais e no ponto mais alto duas torres robustas, altaneiras, sendo a <strong>Torre Norte</strong> (*) de uma grande beleza.<br />
Acrescentamos ainda que a <strong>Praça central de Pinhel</strong> (*) (junção de três Praças), poderia ser uma das mais belas de Portugal se fosse requalificada.<br />
A guisa de conclusão, referimos alguns belos monumentos da cidade, para além do castelo que o visitante deve conhecer: a igreja da Trindade, a capela da Senhora dos Montes, os antigos Paços do concelho/Museu Municipal, o Paço Episcopal, igreja de Santa Maria do Castelo, a igreja da Misericórdia, o pelourinho, a Casa dos Metelos e Nápoles, solar dos Corte Reais, o convento de Santo António, galerias subterrâneas, a ponte românica sobre a ribeira das Cabras&#8230;<br />
Sem dúvida que esta cidade merece que se ganhe uma tarde, a deambular calmamente, no seu casco histórico.  <br />
<strong>Bom turismo em Pinhel</strong>!</p>
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		<title>Locais Notáveis do Turismo em Almeida- Agora o povo é sereno, outrora o seu sangue defendeu Portugal</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 02:56:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fazer turismo no concelho de Almeida é visitar as suas três aldeias históricas, é fazer uma cura termal, é dar um saltito ao outro lado da fronteira para visitar o Forte Real de la Concepcion ou as gravuras de Siega Verde classificadas pela Unesco recentemente e muito principalmente percorrer a fabulosa Praça-forte de Almeida, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Fazer <strong>turismo no concelho de Almeida</strong> é visitar as suas três <strong>aldeias históricas</strong>, é fazer uma cura termal, é dar um saltito ao outro lado da fronteira para visitar <strong>o Forte Real de la Concepcion</strong> ou as gravuras de <strong>Siega Verde</strong> classificadas pela Unesco recentemente e muito principalmente percorrer a fabulosa <strong>Praça-forte de Almeida</strong>, que ajudou decisivamente a que mantivéssemos a nossa independência. E alma até Almeida amigos!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/Fortaleza-almeida.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-936" title="Fortaleza almeida" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/Fortaleza-almeida-300x225.jpg" alt="Fortaleza almeida 300x225 Locais Notáveis do Turismo em Almeida  Agora o povo é sereno, outrora o seu sangue defendeu Portugal" width="300" height="225" /></a><strong>5 Locais notáveis do concelho de Almeida</strong><br />
1- <a href="http://www.portugalnotavel.com/2010/06/praca-forte-de-almeida-aldeia-historica-de-portugal/">Fortaleza de Almeida</a> (Aldeia Histórica) (***)<br />
2- Castelo Mendo (Aldeia Histórica) (**)<br />
3- Aldeia de castelo Bom (*)<br />
4-<a href="http://www.portugalnotavel.com/2010/03/termas-da-fonte-santa-almeida/">Águas minero-medicinais da Fonte Santa no rio Côa</a> (*)<br />
5-Painéis de Azulejos na Estação de Caminho de Ferro de Vilar Formoso (*)<a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2009/11/locais-notaveis-de-almeida.jpg"></a><br />
<strong>Outros locais com algum interesse turístico no concelho de Almeida</strong><br />
-Ponte Grande sobre o rio Côa na estrada para Almeida<br />
-Igreja de Leomil<br />
-Fonte &#8220;romana&#8221; de Leomil<br />
-“Barrocos” na margem esquerda da ribeira das Cabras  na Parada do Côa <br />
-Igreja de Malhada Sorda<br />
-Convento da Quinta da Barca (Almeida)<br />
-Conjunto patrimonial e paisagístico de Malhada Sorda<br />
-Casa habitada por Wellington na Freineda</p>
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		<title>Parque Arqueológico do Vale do Côa (Vila Nova de Foz Côa) (2ª Parte) (*****)</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 02:53:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A idade das gravuras mais antigas do Parque Arqueológico do Côa
Para determinar a idade das gravuras, com sendo pertencentes ao Paleolítico, recorreu-se à datação estilística, que se faz comparando técnicas, traços e motivos com pinturas coevas executadas com pigmentos múltiplos, em grutas e abrigos, que foram datadas. Também a paleofaunística deu uma ajuda: sabe-se que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A idade das gravuras mais antigas do Parque Arqueológico do Côa</strong><br />
Para determinar a idade das gravuras, com sendo pertencentes ao Paleolítico, recorreu-se à datação estilística, que se faz comparando técnicas, traços e motivos com pinturas coevas executadas com pigmentos múltiplos, em grutas e abrigos, que foram datadas. Também a paleofaunística deu uma ajuda: sabe-se que algumas espécies representadas, entre cavalos, auroques e veados gigantes das turfeiras, desapareceram da Península Ibérica com o termo da última glaciação, isto é, há 11 mil anos atrás. A idade das gravuras veio também a ser indirectamente confirmada pela descoberta de alguns acampamentos de caçadores recoletores na região ao longo do Côa e do Douro. Com estes dados foi possível determinar, que as gravuras paleolíticas foram executadas entre 26 ou 25 000 e 12 a 10 000 a. C. Estão também representados outras pinturas e gravuras de outras épocas, inclusivamente do século XX.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/nucleo-da-penascosa-parque-arqueologico-do-vale-do-coa.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-934" title="nucleo-da-penascosa-parque-arqueologico-do-vale-do-coa" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/nucleo-da-penascosa-parque-arqueologico-do-vale-do-coa-300x189.jpg" alt="nucleo da penascosa parque arqueologico do vale do coa 300x189 Parque Arqueológico do Vale do Côa (Vila Nova de Foz Côa) (2ª Parte) (*****)" width="300" height="189" /></a>Alguns números ajudam aperceber a colossal dimensão deste achado, que surpreendeu o mundo inteiro: ao longo de 17km de extensão do Parque Arqueológico, até 1999, estavam inventariados 28 núcleos de rochas gravadas, 90% dos quais com representações paleolíticas, o que corresponde a mais de 190 painéis com cerca de 1200 zoomorfos, o que representa uma quantidade única e extraordinária. Com o decorrer das campanhas de levantamento diurno e nocturno, que prosseguem, este acervo pode vir a crescer bastante. As margens do Douro, do Côa, da Ribeira de Piscos e do Águeda, parcialmente submergidas pela barragem do Pocinho, certamente que escondem ainda um número indeterminado de painéis decorados.<br />
A sua interpretação é um problema de grande complexidade. Como disse António Martinho Baptista, o arqueólogo que dirige o CNART (Centro Nacional de Arte Rupestre), “a revelação do significado destas gravuras é um momento tão importante para a História da Arte como a descoberta da gruta de Altamira”.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/SdybJYcOASw?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/SdybJYcOASw?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
A sua boa conservação tem sido atribuída a diversos factores, entre os quais a fraca densidade habitacional e o microclima mediterrânico que se faz sentir nos vales do Douro e Côa.<br />
<strong>O que exibem as gravuras do Vale do Côa</strong><br />
As gravuras propriamente ditas são impressionantes, e comprovam que a arte Paleolítica é essencialmente naturalista. Os animais representam só por si mais de 99% dos motivos figurados. Encontram-se ainda alguns guerreiros isolados, ou montados e armados, datando da idade dos metais ou do Neolítico. A única excepção de antropomorfo (figura humana) do Paleolítico é o Homem da Ribeira de Piscos.<br />
Entre os zoomorfos, há auroques (bois selvagens), os mais numerosos, logo seguidos de cavalos, cabras-montesas ou pirináicas, veados, peixes e até um quadrúpede ainda não identificado.<br />
Os animais estão representados de ventre protuberante, convenção usada para simbolizar a fertilidade, muitas vezes aproveitando a textura e os relevos naturais da própria rocha, realçando volumetrias. E há-os de todos os tamanhos, desde pequenos animais com 3cm até aos grandes, em escala natural, com 2 metros. O mesmo sucedendo a sua qualidade, desde a existência de obras menores, até a existência de verdadeiras obras-primas paleolíticas. Os motivos do Paleolítico Superior repetem-se em relação aos encontrados nas manifestações encontradas no Sudoeste da Europa, em grutas ou abrigos: o mesmo tipo de animais, na maioria seguindo as convenções de representação típicas, e a ausência de plantas, astros ou cenas com humanos (excepto a do Homem de Piscos). Entre as particularidades destas gravuras, nota-se a ausência de animais de climas frios (bisontes, rinocerontes lanígeros, renas e mamutes), que não deviam existir na região.<br />
Obviamente que os factores erosivos, a par do tempo, este grande escultor, e da actividade antrópica, deverão ter sido responsáveis pelo desaparecimento da esmagadora maioria das gravuras, no entanto, o que existe, descoberto e por descobrir, é um acervo artístico e cultural Paleolítico, único no mundo.<br />
<strong>Para além do museu podem ser visitados três núcleos de gravuras rupestres:</strong><br />
1-<strong><a href="http://www.portugalnotavel.com/2010/02/nucleo-da-penascosa-parque-arqueologico-do-vale-do-coa-vila-nova-de-foz-coa/">Penascosa</a></strong> (*****), a partir do Centro de Recepção de <strong>Castelo Melhor</strong> (*);<br />
2-<a href="http://www.portugalnotavel.com/2010/01/nucleo-da-canada-do-inferno-parque-arqueologico-do-vale-do-coa/"><strong>Canada do Inferno</strong></a> (**), a partir da sede do Parque em Vila Nova de Foz Côa;<br />
3-<a href="http://www.portugalnotavel.com/2010/02/nucleo-gravuras-rupestres-ribeira-piscos-parque-arqueologico-do-vale-do-coa-patrimonio-mundial-da-humanidade-vila-nova-de-foz-coa/"><strong>Ribeira dos Piscos</strong></a> (****) a partir do Centro de Recepção de Muxagata</p>
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		<title>Parque Arqueológico do Vale do Côa (Vila Nova de Foz Côa) (1ª Parte) (*****)</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 03:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O rio Côa rio esculpiu uma paisagem natural de rara beleza natural, forte e vigorosa. A localização remota e o clima da região, agreste e seco, salvaram o vale da acção destruidora do Homem e da erosão e conserva uma verdadeira paisagem cultural, polvilhada de vestígios arqueológicos Ao longo de 17 km a partir da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O <strong>rio Côa</strong> rio esculpiu uma paisagem natural de rara beleza natural, forte e vigorosa. A localização remota e o clima da região, agreste e seco, salvaram o vale da acção destruidora do Homem e da erosão e conserva uma verdadeira paisagem cultural, polvilhada de vestígios arqueológicos Ao longo de 17 km a partir da sua foz, até <strong>Cidadelhe</strong> (***), o <strong>Parque Arqueológico do Vale do Côa</strong> é um santuário de arte rupestre deixado pelos homens do Paleolítico por isso adquiriu estatuto de Monumento Nacional e <strong>Património Mundial da Humanidade</strong>.<br />
O ano de 2010 foi um marco na evolução do <strong>Parque Arqueológico do Vale do Côa</strong> porque foi inaugurado o seu museu e as vizinhas gravuras rupestres em <strong>Siega Verde</strong>, no rio Águeda (Ciudad Rodrigo), foram também classificadas <strong>Património Mundial da Humanidade</strong> unindo-se assim ao território arqueológico do Côa.<br />
<center><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/tRLtCj7uZ2A?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/tRLtCj7uZ2A?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></center><br />
<strong>O Parque Arqueológico do Vale do Côa é Património Mundial da Humanidade</strong><br />
Os vários sítios de arte rupestre foram elevados a Monumento Nacional em 1997 e logo no mês seguinte, antes mesmo da sua publicação oficial em Diário de Republica, propostos à UNESCO para classificação como Património Mundial, o que viria a suceder na reunião de Quioto, no Japão no primeiro de Dezembro de 1998, naquele que foi considerado um dos mais expeditos processo de classificação de sempre, consagrando definitivamente o vale do Côa como “a mais importante descoberta arqueológica da Europa nos últimos cinquenta anos”, como tão bem definiu o delegado britânico presente na reunião de Quioto.<br />
A candidatura foi apoiada publicamente pelo director-geral da UNESCO que pessoalmente visitou as gravuras em Junho de 1997 com o Presidente da República e o Rei de Espanha. O ICOMOS propôs a inscrição deste complexo com base nos critérios 1 e 3. O primeiro lembra-nos que datam do Paleolítico Superior as primeiras manifestações de arte da humanidade, e diz concretamente que a arte rupestre do Paleolítico Superior de vale do Côa “é uma ilustração excepcional de súbito desabrochar do génio criador, na aurora do desenvolvimento cultural da Humanidade”; o critério nº 3 diz que esta arte revela, “ de forma realmente extraordinária, a vida social, económica e espiritual do período mais antigo da história do homo sapiens sapiens”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/parque-arqueologico-de-vila-nova-de-foz-coa1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-921" title="parque-arqueologico-de-vila-nova-de-foz-coa" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/parque-arqueologico-de-vila-nova-de-foz-coa1-243x300.jpg" alt="parque arqueologico de vila nova de foz coa1 243x300 Parque Arqueológico do Vale do Côa (Vila Nova de Foz Côa) (1ª Parte) (*****)" width="243" height="300" /></a>O silêncio, a imponência geológica xistosa, a biodiversidade mediterrânica e a beleza meândrica do rio contribuem para um ambiente mágico de descoberta.<br />
<strong>Descoberta e o processo mediático do Parque Arqueológico do Vale do Côa</strong><br />
Embora o povo local, sobretudo barqueiros e pastores, tivessem há muito conhecimento das gravuras, a sua descoberta pública só se viria a concretizar em 1994.<br />
Tudo começou em 1989, quando a EDP decidiu fazer uma barragem no Côa. Entre os obrigatórios estudos de Impacte Ambiental, logo nesse ano o arqueólogo Francisco Sande Lemos identificou as primeiras gravuras rupestres, e delas avisou o IPPAR e a EDP, embora num estudo superficial que não mencionava o Paleolítico. Segue-se a avaliação dos relatórios, que recomendavam estudos aprofundados. Em 1993, a EDP, contrata o arqueólogo Nelson Rebanda do IPPAR (que ainda estudante em 1981 descobriu o célebre Cavalo de Mazouco (*) no vale do Douro, que já com as obras a decorrer fez prospecções no local e descobre quatro abrigos de pinturas pré-históricas e, na Canada do Inferno, diversos testemunhos de arte rupestre do Paleolítico.<br />
O IPPAR, revelando total incompetência e insensibilidade, manteve secreta a descoberta para não provocar uma guerrilha com o governo, e colaborou na ocultação do achado à comunidade científica, contrariando as suas atribuições estatuárias de divulgação e preservação.<br />
Durante os anos em que se manteve o achado oculto, as obras da barragem prosseguiram a ritmo acelerado, almejando uma situação de facto consumado que só uma forte vontade política conseguiu parar.<br />
No Outono de 1994, o arqueólogo leva ao local uma colega, Mila Simões de Abreu, e a polémica estala, porque esta denunciou a lei de silêncio imposta. Em Novembro de 1994, nos meios de comunicação social a descoberta foi tornada pública, e nessa altura já a barragem ia em adiantado estado de construção.<br />
Conheciam-se então 4 ou 5 painéis na <strong>Canada do Inferno</strong>; mas ao virar do ano e até Fevereiro de 1995, assistiu-se a explosão de descobertas, quer por arqueólogos quer por habitantes locais. Em Abril de 1995, já se tinha praticamente chegado à extensão actual dos achados, com mais de 17 quilómetros abrangendo o vale do Côa e seus afluentes, desde um pouco a montante da foz do Côa, até à Faia em <strong>Cidadelhe</strong> (***), no extremo sul. E desses 17 quilómetros, quinze seriam inundados pela albufeira que ali iria nascer em 1998, se fosse para a frente a opção da barragem.<br />
Após a denúncia pública, seguiu-se uma apaixonante polémica (gravura ou barragem?), nacional e internacional, com fortes defensores dos dois lados (colocando-me eu na defesa das gravuras). E porque “as gravuras não sabem nadar”, a mudança de governo em Outubro de 1995 veio terminar com esta questão, decidindo logo no mês seguinte a suspensão das obras da barragem, apesar do enorme prejuízo económico imediato que tal decisão acarretou. O nosso bem-haja aos decisores políticos responsáveis pela salvação das gravuras.<br />
<center><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ZEfiPdq5YVY?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/ZEfiPdq5YVY?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></center><br />
O ano de 2010 foi um marco na evolução do <strong>Parque Arqueológico do Vale do Côa</strong> porque foi inaugurado o seu museu e as vizinhas gravuras rupestres em Siega Verde, no rio Águeda (Ciudad Rodrigo), foram também classificadas Património Mundial da Humanidade unindo-se assim ao território arqueológico do Côa (Continua).</p>
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		<title>A “rentrée” no Cabo Espichel (Sesimbra) (**)</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 02:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E nós também tentaremos lá estar no dia 10 de Setembro, porque realmente o Cabo Espichel em Sesimbra é um espaço magnífico. Antigo promontório Barbárico, terminal da serra da Arrábida, foi provavelmente atraído por cultos religiosos ancestrais e ainda hoje é alvo de verdadeiras romarias turísticas, infelizmente o poder central tem desleixado este ex-libris do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">E nós também tentaremos lá estar no dia 10 de Setembro, porque realmente o <strong>Cabo Espichel</strong> em <strong>Sesimbra</strong> é um espaço magnífico. Antigo promontório Barbárico, terminal da serra da Arrábida, foi provavelmente atraído por cultos religiosos ancestrais e ainda hoje é alvo de verdadeiras romarias turísticas, infelizmente o poder central tem desleixado este ex-libris do nosso património. Eis o notável artigo de <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1646099&amp;seccao=Maria%20de%20Lurdes%20Vale&amp;tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco">Maria Lurdes do Valle publicado no Diário de Notícias</a>.<br />
“Não percebo esta mania de os líderes partidários escolherem locais sem interesse para, na chamada rentrée política, enviarem recados uns aos outros. Não tenho nada contra Mangualde nem Matosinhos, nem contra o Pontal, mas proponho alguma inovação. Que tal uma aposta nos monumentos nacionais que estão abandonados e que por falta de atenção do Estado apodrecem a olhos vistos? Que tal um grande comício ao ar livre num dos poucos parques naturais que ainda temos intactos para sensibilizar os cidadãos e quem nos governa de que é necessário mais prevenção contra os fogos e uma maior protecção da fauna e da flora? E porque não um grande convívio numa qualquer aldeia do interior em que os seus poucos habitantes têm de se deslocar uma ou duas horas para ir a um centro de saúde ou à escola? Se os grandes gurus da criatividade em política não pensaram nisto, deviam ser despedidos porque já ninguém tem paciência para ameaças de crise por causa do Orçamento do Estado e de acusações de irresponsabilidade de quem é responsável por apresentar as contas bem feitinhas e de aplicar como deve ser o dinheiro de todos nós, que somos os contribuintes. Os que realmente se interessam pelo País afastam-se dos discursos em circuito fechado e agem para resolver os problemas da melhor forma que podem.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/cabo-espichel.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-907" title="cabo espichel" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/cabo-espichel-300x225.jpg" alt="cabo espichel 300x225 A “rentrée” no Cabo Espichel (Sesimbra) (**)" width="300" height="225" /></a>Por isso, a &#8220;nossa&#8221; rentrée vai ser no cabo Espichel. No dia 10 de Setembro, a partir das 18.00, vamos honrar um dos mais belos monumentos que a natureza deu a este país e cujo património arquitectónico está em avançado estado de degradação há várias décadas. A iniciativa partiu de um cidadão que foi juntando voluntários para a sua causa e que conseguiu organizar, com a colaboração de algumas entidades, um festival de música com vários grupos que aceitaram tocar sem receber um euro. O objectivo é simples: olhem para este local e vejam aquilo que aqui poderia ser feito se existisse boa vontade do Estado em reabilitar os sítios com história e com enorme potencial de atracção turística.<br />
Como essa boa vontade não existe, o cabo Espichel é um local abandonado e triste. Dá pena ir àquele belo promontório sobre o Atlântico, envolto em neblina e lendas, marcado por patas de dinossauros, que tem uma ermida do século XV com painéis de azulejos semidestruídos, uma igreja do século XVII (a única recuperada), duas alas de pequenas casas encerradas a cimento que outrora funcionavam como hospedarias dos romeiros, uma mãe-d&#8217;água com uma fonte em estilo rocaille da qual já pouco resta, uma casa da ópera que é uma latrina a céu aberto e um aqueduto em ruínas que serve de esconderijo a morcegos e corujas.<br />
Dá pena, mas lá estaremos”.</p>
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		<title>Igreja da Misericórdia de Tavira (*)-Sabia que&#8230;no Algarve não existem apenas praias?</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 02:48:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A igreja da Misericórdia de Tavira é uma das mais belas igrejas Algarve e um dos seus melhores exemplares da Renascença. Foi edificada entre 1541 e 1551, com autoria de André Pilarte arquitecto-escultor, morador em Tavira, que também participou na construção do Mosteiro dos Jerónimos (*****).
Aproveita-se este texto para comentar as 14 obras de misericórdia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A <strong>igreja da Misericórdia de Tavira</strong> é uma das <strong>mais belas igrejas Algarve</strong> e um dos seus melhores exemplares da Renascença. Foi edificada entre 1541 e 1551, com autoria de André Pilarte arquitecto-escultor, morador em <strong>Tavira</strong>, que também participou na construção do <strong>Mosteiro dos Jerónim</strong>os (*****).<br />
Aproveita-se este texto para comentar as 14 obras de misericórdia (7 espirituais e 7 corporais) expostas neste templo, em bons painéis de azulejos figurativos, azuis e brancos, do século XVIII.<br />
<strong>O melhor portal renascentista do Algarve </strong><br />
Quando se passa o formoso arco gótico da cerca de Tavira, trepando pela vetusta calçada, deparamo-nos surpreendentemente com esta igreja. Atrai logo o seu portal de volta redondo, ladeado por pilastras, com pedestais e capitéis, e encimado por um friso com folhagens e imaginário típico da renascença. A decoração das arquivoltas do portal consta de cavalos-marinhos, sereias, taças, ânforas, cisnes, águias e figuras humanas. Na fachada encontramos ainda dois típicos medalhões da renascença, um masculino e outro feminino. Sobre a arquitrave destaca-se a imagem elegante da nossa Senhora da Misericórdia que se mostra a partir de um baldaquino sustentado por dois anjos que abrem o manto; ainda flanqueando a composição, os brasões de Dona Leonor e de Portugal. As pilastras coríntias servem de pedestal aos airosos, São Pedro e São Paulo. É o melhor portal renascentista do Algarve.<br />
Ainda no exterior, deve admirar-se uma porta lateral renascentista, mais simples do que a principal, embora formosa e equilibrada.  <br />
<strong>A Igreja da Misericórdia de Tavira tem um interior muito belo</strong><br />
O interior da igreja é belo, aqui sabiamente se conjugam o branco das paredes e tectos, com o azul dos azulejos e o dourado dos retábulos. É constituída três amplas naves, com quatro tramos, separados por arco de volta redonda suportados por possantes colunas com capitéis da renascença ornados com carrancas.<br />
O acesso ao altar-mor e colaterais, faz-se por uma escadaria cenográfica que apresenta varanda férrea pintada de azul com incrustações douradas. O retábulo principal &#8211; muito belo- e os colaterais são em talha dourada do século XVIII. O primeiro é composto por duas colunas salomónicas ornadas de anjos, delas partem arquivoltas que culminam no escudo nacional. O trono imita a proa de um barco- à sua frente as imagens barrocas de Nossa Senhora da Visitação e de sua prima Isabel.  Destaca-se ainda o órgão de armário, datado de 1785 e que recentemente foi restaurado.<br />
<strong>O que é a Misericórdia?</strong><br />
Cobrem as paredes da igreja, até meia altura, quadros de azulejo azuis e brancos, datados de 1760, que ilustram as 14 obras da Misericórdia, e cenas da vida de Cristo. Apesar do grande impacto visual e de serem documentos preciosos para o viajante aprender, pensar e até aperfeiçoar a sua ética, o seu desenho é banal.<br />
Se o estimado leitor já estiver cansado deste emplastro texto fique já por aqui, caso contrário aproveite para conhecer, se é que ainda não conhece, o que são as 14 obras de misericórdia (7 espirituais e 7 corporais) que aqui estão expostas neste templo, em bons painéis de azulejos figurativos, azuis e brancos, do século XVIII. Será uma boa maneira de refinar a vossa ética.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/tavira-igreja-misercordia.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-902" title="tavira igreja misercordia" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/tavira-igreja-misercordia-153x300.jpg" alt="tavira igreja misercordia 153x300 Igreja da Misericórdia de Tavira (*) Sabia que...no Algarve não existem apenas praias?" width="153" height="300" /></a>As obras da Santa Casa da Misericórdia são um documento orientador da instituição que foi fundada em 15 de agosto de 1498, em Lisboa, pela rainha Dona Leonor, já viúva de Dom João II. Quando foi criada, a peste negra devastava a Europa e fazia milhares de mortes. As irmandades espalharam-se rapidamente; quando D. Leonor morreu, em 1524, existiam 61 e todas as cidades portuguesas tinham uma Santa Casa.<br />
De origem latina – “miserere” e “cordis” – significa “doar seu coração a outrem”, “doar a quem necessita” ou “doar amor aos carentes”.<br />
As Santas Casas foram uma das mais grandiosas oferendas à humanidade pelo povo luso- e deve ser mais um dos motivos porque nos orgulhamos de ser portugueses.<br />
Desde Dom Afonso II que o rei se afirma com defensor dos pobres e enfermos, através da criação e manutenção de hospitais, albergarias e gafarias, mas é a partir de Dom Afonso V e do seu filho, o ainda príncipe João, que esta iniciativa mais se acentua. Dom João II manda então construir o magnífico Hospital de Todos-os-Santos, fundado em 1492, mas definitivamente pronto em 1502.  Estava situado na actual Praça do Rossio e foi destruído quase totalmente em 1755 no terramoto.<br />
A primeira Misericórdia do país fundada pela rainha Dona Leonor, enquadrava-se também nesta nova visão de assistência centralizadora iniciada pelo seu marido. Refira-se que antes, já a Rainha tinha criado o Hospital das Caldas (*)- mais tarde Caldas da Rainha- a partir das suas famosas águas termais em 1495.<br />
Desde a sua fundação, que as Misericórdias se tem dedicado a obras caritativas. A sua esfera de acção abrangia (e continua a abranger) a ajuda aos mais pobres, doentes, tanto a nível material como espiritual.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/igreja-da-misercordia-de-tavira1-300x225.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-903" title="igreja-da-misercordia-de-tavira1-300x225" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/igreja-da-misercordia-de-tavira1-300x225.jpg" alt="igreja da misercordia de tavira1 300x225 Igreja da Misericórdia de Tavira (*) Sabia que...no Algarve não existem apenas praias?" width="300" height="225" /></a><strong>As 14 Obras da Misericórdia, 7 corporais e 7 espirituais, continuam actuais</strong>.<br />
<strong>Obras corporais:</strong><br />
1ª Dar de comer a quem tem fome; 2ª Dar de beber a quem tem sede; 3ª Vestir os nus; 4ª acolher os peregrinos; 5ª Assistir os doentes; 6ª Visitar os presos; 7ª sepultar os mortos.<br />
<strong>Obras Espirituais:</strong><br />
1ª Dar bons conselhos a quem pede; 2ª Ensinar os ignorantes; 3ª Corrigir os que erram; 4ª Consolar os tristes; 5ª Perdoar as injúrias; 6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; 7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.<br />
A guisa de conclusão, fiquemo-nos com o significado notável destas 14 obras interpretado pela União das Misericórdias Portuguesas.<br />
1. Sendo 7 obras de misericórdias corporais, e 7 obras de misericórdia espirituais, elas abrangem o Homem todo, em corpo e espírito;<br />
2. Estando o seu enunciado equacionado para todo o sempre, e conforme o espírito universalista do Evangelho mandado anunciar a todos os homens, a todos os povos, e em todo o mundo, elas abrangem a universalidade da humanidade, sem qualquer sombra de discriminação.<br />
3. Permitindo a sua interpretação equacionar-se segundo as sempre novas carências de cada tempo e cada povo, elas abrangem os séculos todos e todas as situações de carência, conforme o tipo de fome, de sede, ignorância ou carência de que se sofra, e que em cada época tomam cariz diferente.<br />
4. Sendo assim, elas são a síntese da mais universal abrangência que se poderia ter equacionado no sector existencial da solidariedade, nunca perdendo actualidade nem lhes faltando oportunidade.   <br />
<strong>5 Locais Notáveis próximos da Igreja da Misericórdia de Tavira </strong><br />
-Centro Histórico de Tavira (**)<br />
-Ilha de Tavira com as suas praias (**)<br />
-<a href="http://www.portugalnotavel.com/praia-da-ilha-de-cabanas-tavira-parque-natural-da-ria-formosa/">Praia da Ilha de Cabanas (**)</a><br />
-Cascata do Pêgo do Inferno (*)<br />
-Conjunto patrimonial e paisagístico de Cacela a Velha (***)<br />
 <strong>Desejamos-lhes uma feliz viagem a igreja da Misericórdia de Tavira.</strong></p>
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		<title>27 Maravilhas de Origem Portuguesa no mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 18:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mais]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois da eleição das Sete Maravilhas de Portugal, no que concerne ao património construído, em 2009 foi feita a iniciativa, muito meritória de chamar a atenção para a marca que Portugal deixou no mundo, através das Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo, mais precisamente em 16 países do mundo que estão divididas pela Ásia, África [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Depois da eleição das <strong>Sete Maravilhas de Portugal</strong>, no que concerne ao património construído, em 2009 foi feita a iniciativa, muito meritória de chamar a atenção para a marca que Portugal deixou no mundo, através das <strong>Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo</strong>, mais precisamente em 16 países do mundo que estão divididas pela Ásia, África e América. Dos 27 sítios foram escolhidas as 7 Maravilhas de Origem Portuguesa.<br />
Actualmente está-se a realizar o concurso das “<strong><a href="Sete Maravilhas Naturais">Sete Maravilhas Naturais</a></strong>” em que já destaquei um artigo e cujo apuramento final se realizará no dia 11 de Setembro de 2010 (os artigos que tenho sobre este evento são as <a href="http://www.portugalnotavel.com/2010/02/77-maravilhas-naturais-portugal/">77 maravilhas escolhidas </a>e outro sobre <a href="http://www.portugalnotavel.com/2010/03/21-maravilhas-naturais-de-portugal/">as 21</a>).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/principe-das-beiras.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-896" title="principe das beiras" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/principe-das-beiras-300x200.jpg" alt="principe das beiras 300x200 27 Maravilhas de Origem Portuguesa no mundo" width="300" height="200" /></a><strong>27 Maravilhas de Origem Portuguesa a concurso</strong><br />
-Convento de S. Francisco e Ordem Terceira (Salvador, Brasil)<br />
-Forte do Príncipe da Beira (Rondónia, Brasil)<br />
-Igreja de São Francisco de Assis da Penitência (Ouro Preto, Brasil)<br />
-Mosteiro de São Bento de Olinda (Olinda, Brasil)<br />
- Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Brasil)<br />
-Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas, Brasil)<br />
-Colónia de Sacramento (Sacramento, Uruguai).<br />
-Convento do Carmo de Luanda (Luanda, Angola),<br />
-Cidade Velha de Santiago (Ilha de Santiago, Cabo Verde)<br />
-Gorgora Nova (Dambiá, Etiópia)<br />
-Fortaleza de São Jorge da Mina (São Jorge da Mina, Gana)<br />
-Fortaleza de Mazagão (El Jadida, Marrocos)<br />
-Fortaleza de Safi (Safi, Marrocos)<br />
-Ilha de Moçambique (Moçambique)<br />
-Fortaleza de Jesus de Mombaça (Mombaça, Quénia)<br />
-Fortaleza de Kilwa (Kilwa, Tanzânia)<br />
-Fortaleza de Qal`at al-Bahrain (Golfe, Bahraine)<br />
-Igreja de São Paulo (Macau, China)<br />
-Cidade de Baçaim (Vasai, Índia)<br />
-Fortaleza de Damão Grande (Damão, Índia)<br />
-Fortaleza de Diu (Gujarat, Índia)<br />
-Igreja de Bom Jesus do Goa (Goa, Índia)<br />
-Sé Catedral de Goa (Goa, Índia)<br />
-Fortaleza de Ormuz (Ormuz, Irão)<br />
-Centro Histórico de Malaca (Malaca, Malásia)<br />
-Fortificação de Mascate (Mascate, Oman)</p>
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		<title>Criptopórtico romano de Aeminium (**) no Museu Machado de Castro (****) (Coimbra)</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 02:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Actualmente no Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra, apenas se pode visitar o criptopórtico romano de Aeminium, que é uma das mais importantes obras da engenharia e arquitectura romanas no país.
Descoberta do criptopórtico romano de Aeminium
Anteriormente a 1929, sabia-se por múltiplos indícios, que sob o Museu, existiam galerias romanas entulhadas. A partir desta data [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Actualmente no <strong>Museu Nacional Machado de Castro</strong> em <strong>Coimbra</strong>, apenas se pode visitar o <strong>criptopórtico romano de Aeminium</strong>, que é uma das mais importantes obras da engenharia e arquitectura romanas no país.<br />
<strong>Descoberta do criptopórtico romano de Aeminium<br />
</strong>Anteriormente a 1929, sabia-se por múltiplos indícios, que sob o Museu, existiam galerias romanas entulhadas. A partir desta data a construção soterrada tem sido estudada, escavada, e posta a fruição dos visitantes. Contudo, a investigação foi descontínua e apenas em 2007-08 foi possível completar o estudo deste notável monumento.<br />
<strong>Cronologia e função</strong><br />
A <strong>cidade de Aeminium</strong> nasceu há dois mil anos, onde hoje se situa Coimbra, por reestruturação da Lusitânia por Octávio César Augusto. No lugar onde hoje se encontra o museu encontrava-se o fórum da cidade. Para a construção deste foi necessário a construção do criptopórtico para vencer o declive da colina e estabelecer-se uma plataforma artificial. O fórum era o lugar cívico, religioso (da basílica ainda restam alguns alicerces), político e administrativo da cidade, porque era aqui o lugar do cruzamento do cardo e do decamunus.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/criptoportico-aeminium.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-890" title="criptoportico-aeminium" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/criptoportico-aeminium-263x300.jpg" alt="criptoportico aeminium 263x300 Criptopórtico romano de Aeminium (**) no Museu Machado de Castro (****) (Coimbra)" width="263" height="300" /></a>Um pouco mais tarde, quando governava Cláudio, em meados do século I, terá sido reconstruído o criptopórtico, pelo arquitecto Caio Servio Lupo, que o ampliou, o que faz dele o maior edifício romano conservado em Portugal.<br />
Para além desta função principal, crê-se que o criptóportico, tivesse uma utilização quotidiana, que serviriam, por exemplo, para eventos culturais ou simples passeios no Verão, graças à frescura do espaço.<br />
<strong>Descrição do criptopórtico da Aeminium</strong><br />
O monumento é composto por dois pisos de largura diferenciada, determinada pelo declive da encosta.<br />
O piso inferior, que é o verdadeiro alicerce do piso superior e de tudo quanto se construiu sobre ele e ainda hoje suporta o museu.<br />
É constituído por sete celas iguais de grande dimensão, comunicando entre si e com uma galeria a elas perpendicular, que nos extremos conduzia aos níveis superiores através de escadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/aeminium.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-891" title="aeminium" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/aeminium-269x300.jpg" alt="aeminium 269x300 Criptopórtico romano de Aeminium (**) no Museu Machado de Castro (****) (Coimbra)" width="269" height="300" /></a>O piso superior atinge uma área construída quase quatro vezes superior ao piso inferior e é constituído por duas galerias, dotadas de arcos de comunicação entre elas, sendo ligadas a oeste por sete celas mais pequenas, que assentam sobre as do piso inferior; por aqui, nas vastas e complexas galerias, espraia-se diversa arte romana: com estatuária (onde se conhecem os bustos de Trajano- com o seu ar firme e determinado de andaluz, Agripina a antiga, sogra de Cláudio e Avó de Nero, Vespaniano, com o seu ar fatigado, e a bela Lívia, esposa de César Augusto- todos estes materiais são executados em mármores de Estremoz-Vila Viçosa; pedras funerárias, em que destacamos, a comovente árula a Vagélia Rufina, uma criança, a quem pai e avô fazem uma dedicatória, evocando os deuses manes; a lápide honorífica de cidade de Aeminium ao imperador Flávio Aurélio Constâncio (305-306 d.C.) e foi assim que se descobriu o nome da cidade; ou ainda a parte superior de uma mesa de pedra que serviria para libações aos Deuses.<br />
O criptopórtico de Aeminium é um dos mais belos e originais do mundo romano.<br />
<center><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/tPRbuD3kWv0?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/tPRbuD3kWv0?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></center><br />
Todo este magnífico conjunto labiríntico, está imerso em penumbra, com as frestas a garantiram luz e ventilação. As abóbadas são de cal- o opus caementitium- vazado em cofragens de madeira. A pedra de construção é o calcário local, dolomítico, de tom amarelo, do Jurássico Inferior &#8211; que também serviu para a construção da Sé Velha (***) ou da parte românica do Mosteiro de Santa Cruz (***). É a rocha, que define o tom amarelado da luminosidade interior.<br />
Destruído o Império, o fórum desapareceu, mas o criptopórtico teve utilização na Idade Média. Razões de segurança ou outras conduziram ao seu entulhamento e a cidade perdeu-lhe a memória; mas agora renasceu dos escombros e é considerado pelos especialistas, como um dos mais belos e originais criptopórticos do mundo romano.<br />
Esperemos que o fontanário público, adossado na base do criptopórtico no seguimento do decamunus, e que por certo seria importante em Aeminium, seja musealizado. A frente da fonte foi descoberta a cloaca principal e suas derivações, arruamentos secundários e um grande edifício público … e agora estamos todos à espera da reabertura, do <strong>Museu Nacional Machado de Castro</strong>.<br />
<center><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/kLQOL1gv5jE?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/kLQOL1gv5jE?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object> ></center><br />
<strong>5 Locais notáveis próximo do Criptóportico de Aeminium – Alta de Coimbra</strong><br />
Igreja de Sé velha (***)<br />
Universidade de Coimbra (***)<br />
Igreja de Sé Nova (**)<br />
Museus da Ciência no antigo Laboratório Chimico e no Colégio dos Jesuítas (*)<br />
Jardim Botânico (***)<br />
<strong>5 Locais Notáveis do Período Romano próximo do Criptóportico de Aeminium</strong><br />
Cidade de Conimbriga (Condeixa-a-Nova) (***)<br />
Castellum e nascente de água de Alcabideque (Condeixa-a-Nova) (*)<br />
Vila Romana do Rabaçal (Penela) (*)<br />
Complexo monumental de Santiago da Guarda (Ansião) (**)<br />
Ruínas romanas da Bobadela (Oliveira do Hospital) (**)<br />
Boa Viagem!</p>
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		<title>Torre de Centum Cellas (Belmonte) (**)</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 02:45:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Belmonte]]></category>
		<category><![CDATA[Concelhos]]></category>
		<category><![CDATA[Estilos artísticos]]></category>
		<category><![CDATA[Império Romano]]></category>
		<category><![CDATA[Mais]]></category>
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		<description><![CDATA[Sabia que…a Torre de Centum Cellas, perto de Belmonte, foi durante anos a fio considerado um dos mais enigmáticos monumentos portugueses?
A Torre de Centum Cellas é um espaço único em toda a Península Ibérica com uma monumentalidade invulgar.    
Com a sua forma paralelepipédica, os seus silhares bem aparelhados e a sua altura assinalável, o edifício tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sabia que…a <strong>Torre de Centum Cellas</strong>, perto de<strong> Belmonte</strong>, foi durante anos a fio considerado um dos mais enigmáticos monumentos portugueses?<br />
A <strong>Torre de Centum Cellas</strong> é um espaço único em toda a Península Ibérica com uma monumentalidade invulgar.    <br />
Com a sua forma paralelepipédica, os seus silhares bem aparelhados e a sua altura assinalável, o edifício tem sido alvo de muitas elucubrações especulativas; desde ser construído por Incas até à construção por judeus sefarditas (os mesmos que construíram Petra na Jordânia) e isto em plena Beira Interior!<br />
Mas quase sempre os estudiosos associaram a <strong>Torre de Centum Cellas</strong> a uma edificação romana o que se veio a comprovar pelas escavações efectuadas por Helena Frade.<br />
<strong>A Estrutura da Torre de Centum Cellas</strong><br />
A construção em cantaria granítica tem secção rectangular de 11,5 m por 8,5 m com 12 m de altura. Com três pisos e encontra-se hoje sem cobertura.<br />
No andar térreo rasgam-se vãos rectangulares, que deveriam ter sido portas, e pequenas aberturas rectangulares, de difícil interpretação.<br />
Hoje sabe-se que não foi uma mansio (estação de muda), um praetorium (o ponto nevrálgico de um acampamento militar romano) ou um mutatio (albergaria); já no século XII ela aparece na documentação com o curioso nome de cento celas, ou seja cem celas o que mostra que para além da torre poderiam existir mais edificações devidamente organizadas<br />
<strong>O que terá sido então a Torre de Centum Cellas?</strong><br />
Temos a certeza terá sido um importante espaço de uma villa romana, rematando-a a sudoeste a ladear e a servir um grande pátio central. Até sabemos quem possivelmente a construiu –Lucius Caecelius (não ressoa aqui o topónimo <strong>Centum Cellas</strong>?) no século I d.C. rico negociante de estanho.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/torre-de-centum-cellas.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-883" title="torre-de-centum-cellas" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/torre-de-centum-cellas-300x225.jpg" alt="torre de centum cellas 300x225 Torre de Centum Cellas (Belmonte) (**)" width="300" height="225" /></a>A parte da villa escavada inclui a residência do proprietário e algumas dispensas e armazéns; terão existido umas termas e o alojamento para escravos, que poderá ter sido perdido com a construção da estrada ou de uma vinha contígua. Temos ainda hoje, vestígios de uma sala com abside e larário ou altar de veneração dos deuses Lares protectores da casa.<br />
A torre possuía um piso térreo, eventualmente destinadas a funções de armazenamento, com aberturas amplas, e um piso superior, onde se situava uma sala única, rodeada por uma varanda com cobertura em madeira e telha assente sobre colunas da ordem toscana, coberto por um telhado de duas águas, possuía em dois dos seus lados uma cimalha em frontão triangular, o que lhe conferia ainda maior monumentalidade e beleza.<br />
Todo o conjunto sofreu um incêndio no século III d. C., que poderão ter originado modificações diversas, especialmente na área da villa menos resistente.<br />
Na Alta Idade Média a torre foi aproveitada e prolongada, construindo-se um terceiro piso com fachada regular também de boa silharia com pedras de pequena dimensão.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/torre-de-centum-cellas-2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-884" title="torre-de-centum-cellas-2" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/08/torre-de-centum-cellas-2-255x300.jpg" alt="torre de centum cellas 2 255x300 Torre de Centum Cellas (Belmonte) (**)" width="255" height="300" /></a><br />
É possível que no período medieval a <strong>torre de Centum Cellas</strong> tenha tido algum papel na consolidação e defesa da fronteira oriental do reino de Portugal com o de Leão; tendo inclusivamente recebido foral de Sancho I em 1188, onde surge referenciada como Centuncelli. Em 1198 a sede do concelho foi transferida para Belmonte.<br />
<strong>Qual a função da Torre de Centum Cellas</strong>?<br />
A geometria vitruviana presente não deixa aqui de impressionar pela sua robustez, verticalidade, equilíbrio esfíngico, fazendo de facto relembrar monumentos distantes do próximo Oriente ou da América Latina de gosto Inca ou Azteca.<br />
Durante o domínio romano a torre poderia ter sido uma utilitária -torre de vigia e/ou simples salão nobre de estar, marca estética e de poder; hipótese mais remota é estar ligada a um espaço sagrado uma vez que a sua orientação é peculiar -com os ângulos dos seus cantos  dirigidos para os pontos cardeais. Quer isto dizer que nos períodos de solstício as aberturas maiores deixavam entrar a luz com maior generosidade, o que parece concordar com o seu insólito ar de observatório astronómico.<br />
<strong>Lenda de São Cornélio de Centum Cellas       </strong><br />
Segundo a tradição a torre seria uma prisão, tendo sido aqui que esteve encarcerado São Cornélio, que morreu em 253 d.C., devendo-se o nome do espaço as cem celas que nele existiriam. É certo que esta lenda não passa de fantasia, no entanto, o espaço foi cristianizado na Idade Média com uma pequena capela, de que ainda existem as fundações e que desapareceu no século XVII, dedicada a&#8230; São Cornélio.<br />
<center><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/4J5kPdGmqXE?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/4J5kPdGmqXE?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></center><br />
Também se diz que quem fez a <strong>Torre de Centum Cellas</strong> foi uma mulher com um filho às costas. Também se dizia que na Torre de Centum Cellas havia um bezerro de ouro escondido.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E o mistério dissipou-se na Torre de Centum Cellas?</strong><br />
Apesar do seu ar enigmático ter sido em parte dissipado pela voragem da Ciência este monumento inédito na Ibéria, pela sua estranheza, pela sua dimensão e monumentalidade &#8211; e porque não dizer também &#8211; pela sua beleza, merece a nossa visita.<br />
Pessoalmente penso que foi importante o estudo arqueológico do local, apesar do seu ar enigmático ter sido em parte dissipado pela voragem da Ciência. No entanto conheço muita gente que gostaria de manter a sua fantasia romântica em redor da Torre de Centum Cellas; e o leitor o que pensa desta controvérsia?<br />
Este importante monumento romano, inédito na Ibéria, pela sua estranheza, pela sua dimensão e monumentalidade &#8211; e porque não dizer também &#8211; pela sua beleza, merece a nossa visita.<br />
<strong>Nota:</strong> A fotografia da página principal foi retirada do site da <a href="http://www.arqueobeira.net/">Arqueobeira</a>.</p>
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		<title>O luxuoso Hotel Quinta da Marinha (Cascais) é uma das nossas escolhas para o ano de 2010 (artigo patrocinado)</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 00:01:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Castela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alojamento Notável]]></category>
		<category><![CDATA[Cascais]]></category>
		<category><![CDATA[Concelhos]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito-Lisboa]]></category>
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		<description><![CDATA[O luxuoso hotel Quinta da Marinha, em Cascais é um dos resorts turísticos mais conhecidos de Portugal. É ideal para praticantes de golfe e para realização de negócios. Esta unidade foi remodelada em 2007 e recebeu, por isso a quinta estrela.
Espaços amplos, verdejantes e exclusivos estão à vossa disposição. Os quartos e as suites contam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O <strong>luxuoso hotel Quinta da Marinha</strong>, em Cascais é um dos resorts turísticos mais conhecidos de Portugal. É ideal para praticantes de golfe e para realização de negócios. Esta unidade foi remodelada em 2007 e recebeu, por isso a quinta estrela.<br />
Espaços amplos, verdejantes e exclusivos estão à vossa disposição. Os quartos e as suites contam com uma magnífica paisagem para a serena Serra de Sintra ou para a luminosidade única do azul do Atlântico.<br />
Para além da <strong>Paisagem Cultural de Sintra</strong> (*****) classificada como Património Mundial da Humanidade, o hotel está próximo da famosa <strong>praia do Guincho</strong> (*), da vila aristocrática de <strong>Cascais</strong> (**) e de Lisboa com muitos locais notáveis<br />
O hotel tem 198 quartos, incluindo 10 suites, e 44 villas com o máximo conforto para assegurar a máxima tranquilidade.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_29" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/01/hotel-quinta-da-marinha-villas-golf-resort1.jpg"><img class="size-medium wp-image-29" title="hotel-quinta-da-marinha-villas-golf-resort1" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/01/hotel-quinta-da-marinha-villas-golf-resort1-300x200.jpg" alt="hotel quinta da marinha villas golf resort1 300x200 O luxuoso Hotel Quinta da Marinha (Cascais) é uma das nossas escolhas para o ano de 2010 (artigo patrocinado)" width="300" height="200" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Hotel Quinta da Marinha</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">A <strong>Quinta da Marinha</strong> tem ainda uma óptima cozinha nacional e internacional, com um serviço de 5 estrelas, com destaque para os sabores do mar, distribuído por vários restaurantes e bares.<br />
O <strong>Campo de golfe da Quinta da Marinha</strong> tem 18 buracos de pura natureza e grandes desafios. Desenhado pelo lendário Robert Trent Jones, tem vistas fantásticas para o Oceano Atlântico e Serra de Sintra.<br />
A Zona de Lisboa Golfe Coast, onde se inclui a Quinta da Marinha, foi vencedora do Prémio IAGO 2007 – Best Established Golfing Destination Europe.</p>
<p style="text-align: justify;">Para além do campo de golf a Quinta da Marinha tem um health club equipado com piscina, sauna, banho turco e centro de massagens.<br />
A Quinta da Marinha apela para os nossos sentidos e é realmente um espaço magnífico para meditar e descansar numa estadia memorável. Veja o vídeo e ficara realmente surpreso com a qualidade deste paraíso.<br />
Contactos e reservas:<br />
A Quinta da Marina é um dos destinos especiais do Portugal Notável para o Ano 2010.<br />
<a href="mailto:reservations@quintadamarinha.com">reservations@quintadamarinha.com</a><br />
Tlf: +351 214 860 141<br />
Nº grátis: 800 500 555<br />
Site: <a href="http://www.quintadamarinha.com/">http://www.quintadamarinha.com/</a></p>
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