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	<title>&#34;Se podes olhar, vê, se podes ver repara&#34;. José Saramago</title>
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	<description>Portugal Notável sempre em viagem consigo Valor Universal (*****), Muito Notável (***), Notável (*)</description>
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		<title>Torre de Menagem do Castelo de Pinhel (*)-é uma das mais belas torres medievais de Portugal</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Sep 2019 23:41:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Torre de menagem do castelo de Pinhel foi mandada fazer pelo rei dom Dinis, bem como a estrutura da velha cerca medieval de Pinhel que se encontra bem preservada, tendo 800 metros de perímetro. Apenas falta um pequeno troço que dá &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/torre-de-menagem-do-castelo-de-pinhel/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Torre de menagem do castelo de Pinhel foi mandada fazer pelo rei dom Dinis, bem como a estrutura da velha <strong>cerca medieval de Pinhel</strong> que se encontra bem preservada, tendo 800 metros de perímetro. Apenas falta um pequeno troço que dá para o Largo Engenheiro Duarte Pacheco. A muralha ora se esconde ora se descobre entre o casario velho e quintais, abrindo nas portas de São Tiago, São João, Porta de Marrocos, Porta de Marialva e  Porta de Alcavar. Entre a porta de Alcavar e a antiga Porta da Vila (não existente), ergue-se  formosa, a torre do relógio do século XIX. Todo este conjunto foi erguido entre o século XIII e XVI. Do castelo sobrevivem ainda duas poderosas torres quadrangulares medievais que merecem algumas palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez fosse construída algum castelo em Pinhel no tempo dos afonsos e sanchos, mas foi o Rei Dom Dinis, que realizou uma das mais importantes campanhas de fortificação dos castelo de Portugal, principalmente de fronteira com Leão e Castela, nesta região são exemplo os castelos de <a href="https://miscastillos.blog/2018/03/19/castelo-de-alfaiates/">Alfaiates</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/02/21/praca-forte-de-almeida/">Almeida</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/02/28/castelo-bom/">Castelo Bom</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/03/06/castelo-melhor/">Castelo Melhor</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/02/27/castelo-mendo/">Castelo Mendo</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/03/03/castelo-rodrigo/">Castelo Rodrigo</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/03/15/castelo-de-sabugal/">Sabugal</a>, <a href="https://miscastillos.blog/2018/03/17/castelo-de-vilar-maior/">Vilar Maior</a> e Pinhel. Do rei Dom Dinis confirmou  a carta foral de Pinhel em 1282 e ordenou  a construção da cerca defensiva da povoação e instalou na muralha, seis torres com as suas respectivas portas. Visitou Pinhel em 1285. Visita que repetiu em 1313 o que confirma a importância de Pinhel na época. Restam duas torres defensivas da cerca,  Torre da Porta da Vila ou da Prisão Velha e a torre de São Tiago.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a crise da sucessão de 1383-1385, Pinhel, colocou-se ao Mestre de Avis, e por esta razão, foi  das primeiras localidades a ser saqueada na primavera de 1385, quando as forças  castelhanas invadiram Portugal, cruzando a Beira Alta, de Almeida a Viseu.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando em 1510 o rei Manuel I confirmou  o foral de Pinhel, as torres foram reparadas e consolidadas a cargo de <em>João Ortega</em>, de Penamacor. Posteriormente, em 1810 durante a Guerra Peninsular, a cidade e seu  castelo  foram ocupadas pelas tropas napoleónicas comandadas pelo  general <em>Louis Henri Loison, o maneta.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A  torre de menagem do castelo de Pinhel (*)</strong><br />
A <strong>torre de menagem do castelo de Pinhel, a </strong> Norte (*) tem cerca de trinta metros de altura, em três registos e porta de entrada alta, ao nível do primeiro andar, a que se acedia através de uma escada retráctil. Do tempo do rei dom Dinis, a torre tem ainda Tem dois balcões com mata-cães  e uma gárgula a exibir o seu traseiro para o antigo reino de Castela e Leão e um siglamento interessante. No tempo do rei dom Manuel I foi construída uma sala com abóbada polinervada, que tem uma a mais bela janela manuelina da Beira Interior; esta de sacada, duplo vão, com três colunelos quinhentista com arquivoltas naturalistas das ramagens e decorada por um elefante e um leão em ação, mas com algumas deformações anatómicas porque de forma maravilhosa o escultor nunca viu nenhum destes animais ao vivo; tem ainda no parapeito uma seteira cruciforme.<br />
<strong>A torre de menagem do castelo de Pinhel</strong> foi Infelizmente aviltada pelo IPPAR quando em 1990 abriu uma porta  na base da torre, destruindo um poico da muralha.<br />
<strong>A torre prisão do Castelo de Pinhel</strong><br />
A torre sul do castelo de Pinhel, que foi prisão, com a conivência da câmara municipal local, deixou que construíssem um execrável edifício junto a medieva torre. Este mau edifico deve ser demolido, ainda para mais não estando a ter qualquer utilidade.  Esta tem como pormenor exterior digno de nota, a datar a primitiva edificação (século XIV) uma janela românica, com almofada arcaica de descarga.<br />
A torre tem três registos com planta quadradada rematada com merlões. A torre que funcionou como prisão, tem no seu interior a esbelta escada helicoidal de acesso ao terraço de onde se desfruta um vasto cenário.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/09/castelo-de-pinhel1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6372" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/09/castelo-de-pinhel1.jpg" alt="castelo-de-pinhel" width="573" height="800" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O panorama é agradável e vasto. O perfil da <strong>Serra da Marofa</strong> desenha-se com nitidez.<br />
A serra quartzítica é uma verdadeira bússola na região encravada entre montes sucessivos boleados, pobres, tristonhos, cheios de olivais e vinhedo.<br />
Dignos ainda de registo são ainda a cisterna do castelo e a enorme bombarda (símbolo das gentes de Pinhel) e do reinado de dom João II.<br />
Sabe bem passear ao longo de todo o adarve do perímetro da cerca, envolvidos nesta luz vibrante, em terras que necessitam da ajuda de todos nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/09/Pinhel_-_Janela_Manuelina.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6389" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/09/Pinhel_-_Janela_Manuelina.jpg" alt="Pinhel_-_Janela_Manuelina" width="2592" height="1944" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Notas adicionais:<a href="http://cm-pinhel.pt/doc/TransparencianaareadoUrbanismo/2017/01_Proposta_Delimitacao_ARU_Cidade_Pinhel_Memoria_1a_Alteracao.pdf">Eis um artigo sobre a remodelação de Pinhel.</a></p>
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		<title>Miradouro Bandeira (Figueira da Foz) (*) &#8211; Um dos mais belos miradouros da finisterra portuguesa</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jul 2019 19:13:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O Miradouro da Bandeira é um dos mais dos mais belos miradouros da finisterra portuguesa. Desde Espinho até a São Pedro Muel, com ínfima interrupção na praia de Pedrogão, a faixa litoral é baixa, larga e arenosa, interrompendo-se com monumentalidade na &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/miradouro-da-bandeira-figueira-da-foz/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Miradouro da Bandeira é um dos mais dos mais belos miradouros da finisterra portuguesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde Espinho até a São Pedro Muel, com ínfima interrupção na praia de Pedrogão, a faixa litoral é baixa, larga e arenosa, interrompendo-se com monumentalidade na serra da Boa Viagem, Cabo Mondego, onde a costa se torna alta, escarpada, talhada nos calcários, margas e grés Mesozóicos e com o topónimo significativo de boa viagem, para quem em alto mar avistava aquele imenso “cetáceo” geológico.</p>
<p style="text-align: justify;">Situada a norte da Figueira da Foz a serra, que chegou a ser um promontório ainda mais saliente, com o mar a norte e a sul deste acidente orográfico a penetrar mais, teve uma ocupação pré-histórica intensa e tem uma geologia jurássica importante, de tal forma que se criou em 2007 o Monumento Natural do Cabo Mondego <a href="http://geossitios.progeo.pt/geositecontent.php?menuID=&amp;geositeID=1044">(ver aqui)</a>. A Serra da Boa Viagem apresenta-se assimétrica, ou seja, mais larga a Oeste e torna-se mais estreito para Este ao mesmo tempo que vai diminuindo de altura neste sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">A serra da Boa Viagem deveria constituir um lugar sagrado, conforme parecem atestar diversos megálitos subsistentes na serra e que se encontram muito degradados com a exceção do Dólmen das Carniçosas, pois seria um dos limites da terra para quem praticasse o rumo de nascente para poente acompanhando o sol. Topónimos como o alto da Vela remete-nos para um posto de vigia (vela para velar), mas não é despiciente, mas de remota hipótese, ser um lugar onde se cultuava Baal e os seus avatares (o Deus supremo fenício) ou um dos seus derivados proto-históricos (Bel), nome depois corrompido para Vela.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/07/Serra-da-boa-viagem-miradouro-da-bandeira.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6354" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/07/Serra-da-boa-viagem-miradouro-da-bandeira.jpg" alt="Serra da boa viagem-miradouro da bandeira" width="1024" height="768" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O miradouro da Bandeira situa-se a noroeste da serra da Boa Viagem, forma uma fraga com 250 m de altura, quase vertical, sobre o mar e a costa formando a “escarpa da Bandeira” em que há uma quebra morfológica da vertente norte da Serra da Boa Viagem.</p>
<p style="text-align: justify;">No miradouro da Bandeira, verifica-se que nos calcários e margas (mais ricas em argila) ocorreu erosão diferencial, devido à erosão mais fácil das margas que dos calcários, o que originou o aspeto “de degraus” da escarpa. Encontramo-nos em rochas calcárias Batoniano (167,7 -164,7 milhões de anos) formados em ambientes marinhos e levantada devido aos movimentos alpinos.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste ponto elevado com a costa a espalhar-se para sul e para norte, a função de vigia foi naturalmente escolhida e mal se viam barcos duvidosos, talvez de pirataria, na parte norte era hasteada uma bandeira, que avisava a parte sul no local do miradouro da Vela, sendo aqui hasteada outra bandeira para avisar a população de Buarcos e da Figueira da Foz. Também provavelmente ocorria o oposto para indicar os perigos a população de Quiaios.</p>
<p style="text-align: justify;">O sítio passou a chamar-se Miradouro da Bandeira e dali se avista toda a planície costeira que parece desenhada em arco de areia e espuma do mar em linha branca, seguida de um denso pinhal, que tem sido fustigado pelos incêndios para o interior, formando a região da Gândara, território literário de um dos maiores escritores portugueses do século XX, Carlos de Oliveira. Vê-se ainda Quiaios e as praias da Tocha e de Mira e as serras do Buçaco e do Caramulo. Vale a pena caminhar mais um pouco e ir mais próximo da arriba ao vértice da Bandeira, ver uma maior amplitude panorâmica.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/07/miradouro-da-Bandeira.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6355" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/07/miradouro-da-Bandeira.jpg" alt="miradouro da Bandeira" width="1024" height="574" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">“Associado a este miradouro temos a figura de um empenhado regente florestal de Leiria, Manoel Alberto Rei (1872-1943), que, por iniciativa própria, propõe transformar a serra da Boa Viagem numa zona turística e consegue motivar quem decide.</p>
<p style="text-align: justify;">A florestação inicia-se há 100 anos (1913), é aberta a estrada entre Buarcos e é construído o abrigo de montanha que hoje é um restaurante.</p>
<p style="text-align: justify;">Não admira que tenha pertencido à Comissão de Estética da Câmara da Figueira da Foz e vale a pena ler a sua clara intenção e a sua sabedoria em relação a este sonho de tornar a costa mais bonita através das árvores, dos percursos e apoios turísticos. Um visionário inspirador para o nosso conturbado tempo pós-industrial.</p>
<p style="text-align: justify;">“Eu sabia, tanto como agora, que a semente uma vez lançada à terra, jamais deixará de, pelo menos em esforço coletivo, fazer brotar mananciais de riqueza que o homem inteligente pode fazer canalizar em proveito da melhoria das suas condições de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim foi que, iniciando em 1913 os trabalhos de arborização, se fizeram as estradas que hoje atravessam a Serra em todas as direções e se cobriu de verdes pinheiros os montes e as planícies que para norte e para sul, não passavam de extensos e estéreis areais.”  (Rei, Manuel A., Sexta reunião Magna de Rotários Portugueses, Figueira da Foz, 1941).” (1)</p>
<p style="text-align: justify;">O miradouro da Bandeira e a restante serra da Boa Viagem é uma das mais grandiosas finisterras portuguesas e deveria merecer um outro carinho por todos os portugueses de modo a ser requalificada.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>Referências adicionais</strong>- Em vários artigos publicados no jornal Público, na secção do Fugas, são apresentados alguns dos mais belos miradouros de Portugal, onde se inclui o miradouro da Bandeira <a href="m%20vários artigos publicados no jornal Público, na secção do Fugas, são apresentados alguns dos mais belos miradouros de Portugal, onde se inclui o miradouro da Bandeira">(ver aqui).</a></p>
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		<title>7 Locais Notáveis do Turismo de Pinhel</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jul 2019 23:40:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>O concelho de Pinhel, para além da sua bela paisagem, principalmente na Primavera têm um património histórico que mereceria a vossa visita obrigatória. Pinhel tem estado arredado das rotas turistas, e a culpa é de todos, mas talvez a causa principal &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/o-que-visitar-em-pinhel/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O concelho de Pinhel, para além da sua bela paisagem, principalmente na Primavera têm um património histórico que mereceria a vossa visita obrigatória. Pinhel tem estado arredado das rotas turistas, e a culpa é de todos, mas talvez a causa principal tivessem sido os seus pobres acessos, por exemplo chegar a cidade da Guarda, era um tormento (a alguns anos a estrada foi renovada), a estrada para Figueira de Castelo Rodrigo é ainda chamada de “Excomungada”, pelos habitantes da região, pelas inumeráveis curvas, são 150 em…apenas 25 km. A estação de comboio mais próxima fica a 20 km…enfim, as estradas e o caminho de ferro a 25 km e a localização na raia portuguesa, impediram que o belo concelho de Pinhel se desenvolvesse, mas o que é um defeito, também pode ser uma virtude, porque assim pode preservar muito do seu património histórica e paisagístico.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/09/Pinhel-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6361" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/09/Pinhel-1.jpg" alt="Pinhel (1)" width="800" height="645" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O concelho situa-se numa zona de extrema beleza, a região do rio Côa. Pode-se apreciar ainda apreciar a maravilhosa ribeira das Cabras, que perto do Bogalhal Velho desagua no rio Côa, para além das extraordinárias paisagens e o contacto com a Natureza cuja elevação mais elevada se relaciona com o setor oeste da quartzítica Serra da Marofa.</p>
<p style="text-align: justify;">Para visitar Pinhel, que foi sede de diocese entre 1770 e 1881, talvez um dia não chegue, porque tem um centro histórico notável, materializada pelas suas imponentes torres, na sua maravilhosa praça central, tanto património como o Pelourinho, nas fontes, nas janelas, em cada traço arquitetónico dos seus edifícios. Do traçado medieval da zona histórica aos solares setecentistas e oitocentistas, por entre igrejas, capelas e outros que simbolizam a importância e o poder judicial que a “Cidade Falcão” como é conhecida.</p>
<p style="text-align: justify;">As cercanias de Pinhel têm outros pontos notáveis que muito admiramos, com destaque para a aldeia amada de José Saramago, o “calcanhar do mundo” chamada Cidadelhe.</p>
<p style="text-align: justify;"> O que visitar em Pinhel e que é verdadeiramente imperdível são os seguintes 7 sítios notáveis:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7 Locais Notáveis do concelho de Pinhel</strong></p>
<p style="text-align: justify;">-Centro Histórico de Pinhel (*)<br />
-Praça Central  (Largos Engenheiro Duarte Pacheco e Sacadura Cabral(*)<br />
-Torre Norte com janela manuelina do Castelo (*)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Arredores da cidade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">-Paço dos Távoras em Souropires(*)<br />
-Paisagem e aldeia medieval abandonada de Porto de Vide (Bogalhal-Velho)(*)<br />
-Ruínas arqueológicas e paisagem da Aldeia (Azêvo) (*)<br />
-Conjunto patrimonial e paisagístico de Cidadelhe (***)<br />
Com destaque para o panorama do Poio do Gato e Castelo dos Mouros (**), a Aldeia de&#8221;Baixo&#8221; de Cidadelhe (*) e as gravuras e pinturas rupestres da Faia (***) (Património Mundial da Humanidade-UNESCO).</p>
<p style="text-align: justify;">Outros locais com algum interesse turístico:<br />
-Paisagem da Estrada Nacional 324 entre Vale Verde e Pinhel<br />
-Paisagem da Estrada Nacional 221 entre o vale do Côa e Pinhel<br />
-Águas medicinais fluoretadas e paisagem no vale do Côa na Quinta da Sinchela e Abelhão<br />
-Ponte Medieval sobre a Ribeira do Porquinho em Valbom<br />
-Museu de Pinhel<br />
-Ruínas da villa Romana na Quinta do Prado Galego<br />
-Barragem do Vascoeiro<br />
-Paço Episcopal de Pinhel<br />
-Parque da Trincheira<br />
-Conjunto religioso e arqueológica da Ermida da Senhora da Torre</p>
<p style="text-align: justify;"> Referências adicionais. Ver<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Pinhel">ificar alguns dados sobre Pinhel no Wikipedia.</a></p>
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		<title>Centro Histórico de Pinhel (*)- Porque é que os portugueses não sabem que existes?</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jul 2019 02:29:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Numa tarde primaveril 2002 visitamos pela primeira vez a histórica e isolada cidade de Pinhel e ficamos surpreendidos com a sua monumentalidade. Rapidamente entendemos a importância deste pequeno burgo, sereno e abandonado a sua sorte e mal sabíamos nós que &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/pinhel-centro-historico/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Numa tarde primaveril 2002 visitamos pela primeira vez a histórica e isolada cidade de <strong>Pinhel</strong> e ficamos surpreendidos com a sua monumentalidade. Rapidamente entendemos a importância deste pequeno burgo, sereno e abandonado a sua sorte e mal sabíamos nós que passado uns poucos de anos iria ser nossa residência durante um ano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Um pouco da história de Pinhel</strong><br />
A povoação teve 5 forais, o primeiro em 1179 de D. Afonso Henrique, e o último, manuelino em 1510. <strong>Pinhel</strong> situa-se na margem esquerda do rio Côa, apesar de ainda distar deste cerca de meia dúzia de quilómetros e fazia frente a território Leonês que se situava na outra margem, este território integrou Portugal em 1297 com a assinatura  do Tratado de Alcanices. Foi Dom Dinis quem mandou reedificar o <strong>Castelo de Pinhel</strong> e a construção da vetusta muralha, das melhores conservadas no País e que rodeia actualmente o seu centro Histórico.<br />
Desempenhou um importante papel como praça de armas fronteiriça e até ao século XIX. Tornou-se sede de diocese e cidade em 1770, por mando do Marques de Pombal e deixou de o ser em 1881. A cidade foi diocese durante 111 anos, neste período teve o seu tempo de maior desenvolvimento, Mas a desanexação da diocese, a estação de caminho de ferro, construída muito longe, em Vila Franca das naves e os maus acessos rodoviários ao longo do século XX fizeram decair  Pinhel.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/07/pinhel.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6344" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/07/pinhel.jpg" alt="pinhel" width="800" height="503" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pinhel está ainda esquecida dos roteiros turísticos</strong><br />
Em relação ao turismo está quase totalmente esquecida, quando confrontada com os centros históricos dos concelhos limítrofes &#8211; <strong>Trancoso</strong>(**), <strong>Castelo Rodrigo</strong>(*), <strong>Almeida</strong>(***), <strong>Castelo Mendo</strong>(**), <strong>Castelo Bom</strong>(*), <strong>Sortelha</strong>(**) e <strong>Marialva</strong>(***) – e a sua monumentalidade não é de forma alguma inferior as localidades referidas!<br />
<strong>Como é que um dos centros históricos mais interessantes de Portugal se encontra tão degradado ?</strong><br />
O viajante que residiu alguns meses em Pinhel, na década passada, não deixa de se interrogar qual a causa de tão desdita? Como é que um dos centros históricos mais interessantes de Portugal se encontra tão degradado?</p>
<p style="text-align: justify;">A pequena  cidade é  rica em solares castiços e igrejas, mas o que de imediato nos prende a nossa atenção são as muralhas que a defendiam, e que ainda subsistem na sua quase totalidade, com adarve, cubelos,  cinco portas medievais e no ponto mais alto duas torres robustas, altaneiras, sendo a Torre de Menagem,<strong> Norte</strong> (*) de uma grande beleza.<br />
Acrescentamos ainda que a <strong>Praça central de Pinhel</strong> (*) (junção de três Praças), poderia ser uma das mais belas de Portugal se fosse requalificada.<br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/bVXRx0tIxcw" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><br />
A guisa de conclusão, indicamos alguns belos monumentos da cidade, para além do castelo que o visitante deve conhecer: a igreja da Trindade, a capela da Senhora dos Montes, os antigos Paços do concelho/Museu Municipal, o Paço Episcopal, igreja de Santa Maria do Castelo, a igreja da Misericórdia, o Pelourinho, a Casa dos Metelos e Nápoles, o Solar dos Corte Reais, o convento de Santo António, galerias subterrâneas, a ponte românica sobre a ribeira das Cabras&#8230;<br />
Sem dúvida que esta cidade merece que se ganhe uma tarde, a deambular calmamente, no seu casco histórico.<br />
Texto publicado em Agosto de 2010.</p>
<p style="text-align: justify;">Referências adicionais:<a href="https://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/18500/1/V03002-003-031.pdf">História da diocese</a></p>
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		<title>Aldeia histórica de Linhares da Beira (Celorico da Beira) (***)</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2019 22:34:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Celorico da Beira e Fornos de Algodres]]></category>
		<category><![CDATA[Concelhos de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito-Guarda]]></category>
		<category><![CDATA[Mais]]></category>
		<category><![CDATA[Miradouros]]></category>
		<category><![CDATA[Todos os artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Vilas e aldeias notáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Sabia que Linhares da Beira situada na face Noroeste do Parque Natural da Serra da Estrela (****),  é uma das mais belas aldeias históricas  de Portugal? Toponímia Linhares da Beira deve o seu nome ao Linho, que era muito cultivado nesta região. &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/linhares-da-beira-celorico-da-beira/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sabia que Linhares da Beira situada na face Noroeste do Parque Natural da Serra da Estrela (****),  é uma das mais belas aldeias históricas  de Portugal?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Toponímia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Linhares da Beira deve o seu nome ao Linho, que era muito cultivado nesta região.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cronologia</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Império Romano</strong>-Provavelmente aqui os romanos. Até meados do século XX a estrada ainda era percorrida por almocreves e por isso tem este nome.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>900</strong>- Afonso III de Leão conquista Linhares aos mouros mas de imediato os muçulmanos a reconquistam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1055/1064</strong>- Fernando Magno, aquando da sua Campanha das beiras, tê-la-á conquistado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1169</strong>- D. Afonso Henriques atribui-lhe foral em que a localidade surge com o nome de Linares</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1198 e 1217</strong>, forais sucessivamente de D. Sancho I e D. Afonso II.</p>
<p style="text-align: justify;">Do século XIII, foram contruídas as duas igrejas que hoje ainda subsistem (atuais matriz e a da Misericórdia) e a albergaria.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1291</strong>- D. Dinis reforma o castelo e em 1306 institui a feira. O castelo é hoje uma obra essencialmente construída no tempo do rei Lavrador.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Século XVI</strong>- No tempo do rei dom Manuel, que lhe outorga foral novo em 1510, a vila atravessa um período de desenvolvimento, ainda patente, no número elevado de edifícios desta época, alguns com janelas manuelinas belíssimas.</p>
<p style="text-align: justify;">Dom João III promove-a a sede de condado e doa-a a Dom António de Noronha, também alcaide-mor de Linhares da Beira que se manterá até ao 4º conde de Linhares.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1640</strong>-Este perde o título de conde de Linhares por ter seguido o partido de Filipe III.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1855</strong>-O concelho de Linhares de Beia é extinto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1994</strong>- Linhares da Beira integra o Programa das Aldeias Históricas de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A razão de ser do brasão de Linhares da Beira<br />
</strong>No entanto, a paz não durou muito tempo e o período de instabilidade prosseguiu no reinado de Dom Sancho I.  Em 1189 as tropas de Leão e Castela invadiram   Portugal, enquanto cercavam o Castelo de Celorico da Beira (*), o alcaide de Linhares da Beira aproveitou uma noite de Lua nova e marchou em socorro ao seu irmão o Alcaide de Celorico. Uma grande batalha foi travada em Celorico da Beira com vitória lusitana que obrigou o exercito leonês a recuar. Evocando o auxílio de Nossa Senhora dos Açores. Conta a tradição que este combate terá sido travado ainda de noite e ter-se-á dado na Lua Nova, mas a luz daquele astro subitamente recrudesceu de luminosidade sendo um poderoso aliado dos defensores do Castelo de Celorico da Beira (*). Por esta razão, as bandeiras de Linhares e Celorico da Beira exibem um crescente e seis estrelas. De aí ficou a tradicional romaria popular, a 3 de maio, à capela da Senhora dos Açores.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/06/34624605184_0bfdfb6991_o.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-6331" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/06/34624605184_0bfdfb6991_o.gif" alt="34624605184_0bfdfb6991_o" width="1024" height="768" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A povoação e seu castelo estiveram envolvidas na segunda guerra que D. Fernando moveu contra Henrique de Castela, tendo sido cercada e tomada pelas forças deste quando, invadindo Portugal pela Beira, no início de 1373, marcharam de Almeida para Viseu, e daqui sobre Lisboa. Com o falecimento de D. Fernando, ao se abrir a crise de 1383-1385, o alcaide de Linhares, Martim Afonso de Melo, tomou o partido de D. Beatriz e de João I de Castela, Vindo a cair sob o domínio do Mestre de Avis, este entregou o senhorio da vila a Ega  Coelho, fidalgo de sua confiança (14 de Agosto de 1384), logo sucedido por Martim Vasques da Cunha que se iria destacar, à frente das gentes de Linhares, na batalha de São Marcos em Trancoso, na Primavera de 1385 a segunda mais importante da Crise de 1383-1385, depois da de Aljubarrota .<br />
<strong>Linhares da Beira é uma das mais belas aldeias de Portugal<br />
</strong>Ao vaguear pela povoação, de ruas labirínticas com o granito a dominar todas as construções, irá deparar-se com uma aldeia em que impera uma nobreza rústica de raro encanto. As habitações possuem características que rapidamente nos chamam a atenção: fachadas de granito, lápides com as datas referentes à sua construção, brasões e muitas janelas manuelinas.<br />
A estrutura da ocupação da antiga vila de Linhares da Beira conjuga o tipo de característica medieval (século XIII-XIV) com desenvolvimento significativo no século XVI. Neste século a vila terá atingido uma configuração próxima da atual.</p>
<p><strong>Judeus em Linhares da Beira</strong><br />
Terá existido em Linhares, uma judiaria, tendo em conta os nomes que constam dos processos da Inquisição. Dadas as características prováveis das habitações que serviam para comércio e residência, a judiaria situar-se-ia próxima da casa do passadiço. As habitações têm sinais característicos: cruzes apostas nos umbrais das portas, datas com referências à construção das casas, símbolos e outras inscrições.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Casa do Judeu (do passadiço)</strong><br />
Por debaixo de um arco encontra-se a Casa do Judeu de estilo manuelino. Aqui poderá ter existido a sinagoga, que comunicava antigamente com as casas anexas, das quais permanecem agora apenas portas tapadas. No segundo piso existe um armário judaico. Nesta habitação é ainda possível observar um dos mais belos exemplos de janelas de estilo manuelino da povoação.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/06/linhares-da-beira-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6330" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/06/linhares-da-beira-1.jpg" alt="linhares-da-beira (1)" width="640" height="480" /></a><br />
<strong>O Castelo de Linhares da Beira (*)</strong><br />
O conjunto da aldeia é “coroado” pelo castelo que se situa a 800 metros de altitude.</p>
<p style="text-align: justify;">Teve como função estratégica ser um baluarte avançado do sistema da Beira Alta durante os primeiros tempos da Nacionalidade, defendendo uma região onde a serra da Estrela, termina e que possibilitava um acesso rápido a Coimbra, Lisboa e restante litoral pela zona do rio Mondego. Por isso nesta linha de defesa temos os castelos da Guarda, Marialva, Moreira do Rei, Trancoso, Linhares da Beira, tendo existido ainda outros castelos na região.</p>
<p style="text-align: justify;">O castelo foi profundamente reconstruído no século XIII por Dom Dinis. Baluarte de defesa na época da reconquista e das guerras com Castela, o castelo ostenta duas fortes torres ameadas. A de menagem com balcões com matacães, abertos no último piso, de onde partem muralhas e a torre de relógio, que tem no seu interior um relógio de pêndulo em funcionamento, segundo modelos do século XVII.</p>
<p style="text-align: justify;">O acesso faz-se por três portas, uma delas exígua, e por isso designada como porta da traição. No terreiro restos de cisterna.<br />
O panorama das muralhas do castelo é notável, aberto para o vale do Mondego, e o planalto de Fornos de Algodres, onde se divisam a bonita aldeia de Algodres (*), o castro de Santiago (*) e o Castro da Fraga da Pena (*).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/06/IMG_2646.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6336" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/06/IMG_2646.jpg" alt="IMG_2646" width="1024" height="682" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tábuas de pintura de Grão Vasco (*) em Linhares da Beira</strong>?<br />
A Igreja Matriz, reconstruída no século XVII, mas de origem românica, guarda no seu interior três valiosas tábuas de pinturas quinhentista que muitos autores atribuem a Grão Vasco, que poderão ser de um políptico perdido e que representam: A Adoração dos Magos, Descimento da Cruz e Anunciação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Fórum de Linhares da Beira</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Numa praça de Linhares da beira, ergue-se outra preciosidade histórica, considerada exemplar único, falamos de uma rústica tribuna, ruína de um fórum medieval com as armas da vila, com um banco em redor, onde eram tomadas decisões comunitárias e se realizavam os julgamentos: Mesmo ao lado defronte da antiga Casa da Câmara está o elegante pelourinho com esfera armilar de estilo manuelino em gaiola.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Igreja da Misericórdia, a albergaria e a lenda da Dama Pé de Cabra</strong><br />
Existiam duas paróquias na aldeia, a de Nossa Senhora da Assunção (anteriormente de Santa Maria) e a de Santa Isidoro, que também sofreu transformações e onde em 1576, foi instituída a Misericórdia, que teve ao lado o seu hospital na Albergaria.<br />
Este templo conhece profundas obras de remodelação em 1622, conforme data epigrafada no portal. No alçado lateral pode observar-se um vestígio da construção primitiva: a porta em arco quebrado, com as impostas salientes e o tímpano decorado com motivos geométricos. No interior deste monumento poderão ser apreciadas duas obras de pintores da Escola Grão Vasco, representando a Fuga do Egipto e Adoração e ainda uma bandeira de misericórdia com uma senhora da Misericórdia de da segunda metade do século XVI por um mestre desconhecido.<br />
Em frente a albergaria, de origem românica funcionou como Hospital da Misericórdia, cujas gárgulas apresentam figuras zoomórficas que os habitantes ligam à lenda da Dama Pé de Cabra. Era nesse edifício, na janela baixa, junto à porta que funcionava a Roda. Mas a história deste monumento é anterior porque Linhares vai ter desde 1211 uma albergaria referida no testamento de Dom Sancho I, que ficou conhecida como albergaria do Mondego, que tinha como função socorrer os pobres e dar guarida aos peregrinos e viajantes que por aqui passavam. A velha albergaria a partir de 1576 passa a ficar sobre a administração da Misericórdia de Linhares da Beira. Na fachada podem observar-se um nicho com a imagem de S.to António e duas gárgulas relacionadas com a lenda da &#8220;Dama de pé de cabra&#8221;, uma representando o diabo e outra a cabra.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/06/Albergaria-linhares.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6335" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/06/Albergaria-linhares.jpg" alt="Albergaria linhares" width="1600" height="1067" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Lenda da Dama do Pé de Cabra</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Vivia D. Lopa numa casa em Linhares. Era muito boa. Tinha uma criada de quem gostava muito, mas era o Diabo, sem a ama o saber.<br />
D. Lopa achou-se doente e precisava de se confessar. Por milagre de Deus, apareceu no povo um frade, que era Santo António, mas ninguém o sabia. D. Lopa quis confessar-se a ele, mas o frade disse-lhe que só a confessava se ela mandasse embora a criada.<br />
— Isso não faço eu, que é a melhor criada que tenho tido.<br />
— Venha cinza ou farinha.<br />
Veio a cinza, a criada passou por cima e ficou assinada na cinza a forma do pé de cabra do Diabo. O santo fez-lhe os exorcismos e ele desapareceu e arrebentou lá fora, ao pé de uma figueira. Disse: APRA! («apre») e esta palavra ficou gravada numa pedra da calçada. Na tal casa está a imagem de Santo António num nicho, em alusão à lenda.”1</p>
<p style="text-align: justify;">A história fantástica da dama com pé de Cabra, aparece-nos com versões distintas em nos contos Lendas e Narrativas, elaborada por Alexandre Herculano, cuja lenda teria sido extraída do livro de Linhagens do Conde D. Pedro e em outra aldeia Histórica, Marialva, em que a narração se desenrola num edifico que hoje esconde um templo romano dedicado a Júpiter ou em outra lenda de mouras com pés de cabra na Torre dona Chama (Mirandela).</p>
<p style="text-align: justify;">Para além do interesse histórico e estético, Linhares da Beira é a par da Serra de Alvaiázere (*), um dos melhores locais para a prática do parapente no nosso país.<br />
Linhares da Beira é uma das mais belas de todo o país e merece todo o nosso carinho e destaque.</p>
<p style="text-align: justify;">1-VASCONCELLOS, J. Leite de <a href="http://www.lendarium.org/biblio/contos-populares-e-lendas-ii/">Contos Populares e Lendas II</a> Coimbra, por ordem da universidade, 1966 , p.655</p>
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		<title>Painéis de Azulejo da Estação de Caminho de Ferro de Vilar Formoso (Almeida) (*)</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Apr 2019 02:55:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Concelhos de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito-Guarda]]></category>
		<category><![CDATA[Mais]]></category>
		<category><![CDATA[Todos os artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Painéis de Azulejo da Estação de Caminho de Ferro de Vilar Formoso O concelho de Almeida tem vários atractivos turísticos que que aqui anteriormente expusemos: -Fortaleza de Almeida (Aldeia Histórica de Portugal) -Aldeia Histórica de Castelo Mendo (**) -Aldeia de &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/paineis-azulejo-da-estacao-de-caminho-de-ferro-vilar-formoso-almeida/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Painéis de Azulejo da Estação de Caminho de Ferro de Vilar Formoso</h4>
<p style="text-align: justify;">O concelho de Almeida tem vários atractivos turísticos que que aqui anteriormente expusemos:<br />
-Fortaleza de Almeida (Aldeia Histórica de Portugal)<br />
-Aldeia Histórica de Castelo Mendo (**)<br />
-Aldeia de Castelo bom (*)<br />
-Termas da Fonte Santa (*)<br />
&#8211; Painéis de azulejo da estação de caminho de ferro de Vilar Formoso.<br />
Os painéis de azulejo da estação de caminho de Ferro de Vilar Formoso, a par dos da estação de São Bento do Porto (**) são talvez dos mais belos nas estações de caminho de Ferro portugueses. Os revestimentos a azulejo são uma das originalidades da arquitectura ferroviária portuguesa e que foram pintados e colocados na primeira metade do século XX e que se acham distribuídos um pouco por todo o País.<br />
Os azulejos tinham a função de embelezar o espaço e de propagandear alguns dos monumentos, modos de vida e história da região &#8211; em suma são ainda hoje um bom cartaz turístico para os viajantes e de alento para os locais sentirem orgulho pelos seus locais icónicos.<br />
A estação do caminho de Ferro de Vilar Formoso foi inaugurada em 3 de Agosto de 1882 pela família Real- o rei D. Luís, a rainha D. Maria Pia e o príncipe D. Carlos. Deve ter sido um dia muito festivo para os povos raianos, que olhariam o futuro com esperança &#8211; afinal de contas, passados 129 anos a Beira Interior não desenvolveu e continua agonizante – apesar da crueza dos factos, as sonoras locomotivas a vapor, possibilitaram algum progresso comercial a Vilar Formoso &#8211; surgiram as pensões, casas de pasto, boticas, depósitos de recolha e despacho de mercadorias. Instalou-se uma alfândega de primeira classe e uma secção fiscal. Instalaram-se funcionários públicos pois a fronteira significou burocracia no controlo de passageiros, revisão de bagagens e cobrança de taxas.</p>
<div id="attachment_2244" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/11/Estação-Vilar-Formoso-Almeida.jpg"><img class="wp-image-2244 size-full" title="Estação Vilar Formoso Almeida" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/11/Estação-Vilar-Formoso-Almeida.jpg" alt="Painéis de Azulejo da Estação de Caminho de Ferro de Vilar Formoso" width="800" height="690" /></a><p class="wp-caption-text">Painéis de Azulejo da Estação de Caminho de Ferro de Vilar Formoso</p></div>
<p style="text-align: justify;">De repente o anónimo lugarejo acordou como categorizado entreposto comercial e administrativo, vendo perdida a sua aquietação habitual.<br />
Agora os automóveis passam céleres pelo asfalto da A25, Vilar Formoso é actualmente um povoado ferido pelas mudanças ditadas pela União Europeia e pelo acordo de Schengem. Sem fronteira não há despachos, conferências, taxas e coimas a aplicar. Escoou-se a necessidade de pernoitar e alimentar na Vila.<br />
<strong>Painéis de azulejo de estação do caminho de Ferro de Vilar Formoso</strong><br />
Na sua demanda a Espanha, ou na sua vinda, se tiver algum tempo disponível, visite a estação de caminho de ferro de Vilar Formoso, e deixe-se encantar com a imponência do edifício e os painéis de azulejo embutidos nas paredes (*). É um dos mais belos conjuntos azulejares portugueses do século XX e executados na década de 30. Representam paisagens típicas e alguns dos mais notáveis monumentos de portugueses (Mosteiro da Batalha, Alcobaça, Sé Velha de Coimbra, Sé da Guarda, igreja da misericórdia de Mangualde, …). Foram executados na fábrica viúva Lamego, Lisboa, em meados do século XX.<br />
São contudo de valor desigual e de autores diferentes. Belíssimos e monumentais, são por exemplo, os painéis dos lavabos, que retratam os banhistas na praia da Figueira da Foz; infelizmente atenuados, por não estarem na zona nobre da estação e à sua frente terem feito a construção de um edifício sem nexo.<br />
<strong>Quem foi João Alves de Sá?<br />
</strong>Os melhores azulejos são da autoria de João Alves de Sá (1878-1982), um dos maiores aguarelistas do século XX em Portugal, pela sua sensibilidade, luminosidade inaudita, transparência, cromatismo impressivo e suave. Devido a sua influência germânica soube refrear o excesso do idealismo da arte do Estado novo.<br />
Foi galardoado com altas distinções como a medalha de honra em aguarela da Sociedade Nacional de Belas-artes e o 1º prémio Roque Gameiro (1947), do Secretariado Nacional de Informação. Encontra-se representado no Museu do Chiado (***); no museu da Cidade de Lisboa (**); na casa-museu dos Patudos, em Almeirim (**); e em diversas colecções particulares. Ver aqui uma sua aguarela.<br />
<object width="560" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ygZxBQ-xfU4?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/ygZxBQ-xfU4?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowfullscreen="allowfullscreen" allowscriptaccess="always" /></object><br />
Estas representações azulejares, pintadas durante o século XX, nesta e noutras dezenas de estações de caminho de ferro do País, associavam-se à apologia propagandística do Estado Novo que pretendia afirmar-se nos arquétipos da identidade e valores nacionais- os painéis davam (dão) aos visitantes noções básicas do que poderá visitar em Portugal e também representavam o labor agrícola do povo. Enfim, são bons anúncios turísticos feitos, em muitos casos, com mestria.<br />
<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/VK5YJFH1lBA" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe><br />
Épocas marcantes em Vilar Formoso são as levas da 2ª Guerra Mundial, quando os comboios se dirigiam para a Espanha ou vinham com refugiados (terão passado por aqui centenas de Judeus salvos por Aristides Sousa Mendes). Já nos anos do último quartel do século XX a vaga migratória nacional tem como referência a estação e o nome de Vilar Formoso como símbolo de um último adeus à terra pátria. Agora que os nosso políticos pedem aos nossos jovens para emigrarem e para saírem da sua zona de conforto, apelo aos jovens que ignorem tão ridículo governante de seu nome Alexandre Mestre, mas aqueles que não fizerem e se passarem pela estação do caminho de Ferro de Vilar Formoso reparai naquele resumo do património notável que conseguimos construir ao longo da nossa histórica e reflicta na beleza que é Portugal &#8211; um verdadeiro Éden à espera que os Portugueses- um povo maravilhoso, elaborem o seu Paraíso terreal, já que os nossos políticos por inépcia ou com más intenções não o tem conseguido fazer, exceptuando, um ou outro caso, aqui venho eu de novo com Dom João II.</p>
<p style="text-align: justify;">No posto alfandegário de Vilar Formoso trabalhou Júlio Resende, em 1958, no início da sua carreira, um dos maiores pintores portugueses, falecido recentemente &#8211; o mesmo que, por exemplo, elaborou a “Ribeira Negra” (1986) (*) no Centro Histórico do Porto (*****)- executando os Painéis de azulejo(<i>O mar e a terra</i>, <i>o norte e o sul</i>, <i>a planície e a montanha</i>).Também se encontram obras escultóricas de Lagoa Henrique.Em Vilar Formoso pode ainda ver na igreja matriz um belo teto hispano mourisco do século XVI.</p>
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		<title>Anta das Alcobertas (Rio Maior) (**)-Um dos mais importantes megalitos europeus</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Apr 2019 03:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Sabia que…a Anta das Alcobertas é um dos mais importantes monumentos megalíticos na Península Ibérica? O ser humano desde que se conhece exige para si a existência do sagrado e criou espaços destinados a sua união com as suas divindades. &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/anta-das-alcobertas-rio-maior/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sabia que…a <strong>Anta das Alcobertas</strong> é um dos mais importantes monumentos megalíticos na Península Ibérica?<br />
O ser humano desde que se conhece exige para si a existência do sagrado e criou espaços destinados a sua união com as suas divindades. Estes são locais de conhecimento (ou esquecimento), de esperança na resolução dos nossos inevitáveis problemas, de renascimento (quer em vida, quer em morte), de ligação aos entes queridos desaparecidos, de pedidos de votos aos deuses e de organização ética e moral (individual e coletiva).</p>
<div id="attachment_6295" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/IMG_0126.jpg"><img class="size-full wp-image-6295" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/IMG_0126.jpg" alt="Anta Capela das Alcobertas" width="1600" height="1066" /></a><p class="wp-caption-text">Anta Capela das Alcobertas</p></div>
<p style="text-align: justify;">As antas eram tudo isto, construídas no Neolítico, para além de recolherem os defuntos amados, eram também estes espaços sagrados de união a deuses, que nos são completamente inacessíveis no século XXI.<br />
Alguns movimentos do cristianismo, por exemplo o liderado pelo “suevo” são Martinho de Dume, arrasou ou substituiu estes locais pagãos cristianizando-os. No entanto foi achado conveniente, em alguns casos, adaptar-se as estruturas antigas ao novo culto. É o caso das antas-capelas.<br />
Em Portugal conhecem-se 19 antas-capelas e capelas contíguas, como por exemplo a <strong>Anta-capela da Senhora do Monte</strong> (Penedono) (**), a anta de são Brissos ou a Anta de Pavia. Um dos casos mais espetaculares é <strong>anta-capela das Alcobertas</strong> (Rio Maior).</p>
<div id="attachment_6296" style="width: 1610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/IMG_0109.jpg"><img class="size-full wp-image-6296" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/IMG_0109.jpg" alt="Esteios da Anta capela das alcobertas 1" width="1600" height="1066" /></a><p class="wp-caption-text">Esteios da Anta capela das alcobertas 1</p></div>
<p style="text-align: justify;">Pode aqui ler:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/dolmen-da-capela-do-senhor-do-monte-penedono-terras-do-demo/">Anta-capela da Senhora do Monte</a> (Penedono)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/anta-capela-pavia-sao-dinis-mora/">Anta de Pavia (*) </a>(Mora)</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/anta-capela-sao-brissos-senhora-livramento/http://">Anta de são Brissos (*) </a>(Montemor o Novo)<br />
<strong>A Anta de Alcobertas</strong>, também raridade por ser em calcário, é uma das maiores da Península Ibérica. Data dos finais do Neolítico Final (4000 a 3500 a. C.). Do dólmen nasceu uma ermida no século XVI e que depois foi reformulada nos séculos seguintes até a atual igreja matriz, mantendo-se o dólmen como capela lateral.<br />
<strong>Estranha lenda de Perpetuação de Maria Madalena na Anta das Alcobertas </strong><br />
O templo está ligado  duas lendas com o protagonismo a ser dado a Santa Maria Madalena. A primeira diz-nos que foi Santa Maria Madalena que fez nascer e crescer os esteios da anta que dão forma.</p>
<p style="text-align: justify;">A outra diz-nos que por o povo sentir que ali se cultuavam deuses pagãos tentou destruir a anta por também ser inoportuna em templo católico, no entanto a Maria Madalena, com poderes milagrosos e de intercessão divina, reconstituia a anta, e tantas vezes foi desmontada, e as mesmas vezes remontada pela Santa. O povo desistiu e assim foi decidido construir a igreja, preservando o monumento.</p>
<p style="text-align: justify;">A lenda plasma assim permanência de culto ancestral pagão, desde a fundura dos tempos, que mais tarde é substituído pelo culto católico, mas neste caso a santa Maria Madalena seria a salvadora do monumento.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> A Anta-capela das Alcobertas e Santa Maria Madalena </strong><br />
Entra-se na vulgar igreja e no lado do evangelho,  vemos um arco seiscentista que dá acesso ao corredor e ao interior da grande anta…e é como se entrássemos numa misteriosa caverna calcária. Incrível! É um monumento impressionante, tocando fundo quem o visita. Quando aqui estive em Março de 2009, um senhor croata, que entrou  comigo derreteu-se em lágrimas.<br />
A anta, que é a capela de Santa Maria da Madalena, é constituída pelo corredor de que restam dois esteios e uma laje de cobertura e por uma câmara poligonal com sete esteios com cerca de 5 metros de altura.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Lucas 8:2, faz-se menção, pela primeira vez, de <em>&#8220;Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios&#8221;</em>. Não há qualquer fundamento bíblico para considerá-la como a prostituta pesarosa dos pecados que pediu perdão a Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/Dolmen-Igreja-S-Maria-Madalena-Alcobertas-9A.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6297" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/Dolmen-Igreja-S-Maria-Madalena-Alcobertas-9A.jpg" alt="Dolmen Igreja S Maria Madalena Alcobertas (9A)" width="683" height="1024" /></a> <a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/Dolmen-Igreja-S-Maria-Madalena-Alcobertas-9.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6298" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/Dolmen-Igreja-S-Maria-Madalena-Alcobertas-9.jpg" alt="Dolmen Igreja S Maria Madalena Alcobertas (9)" width="683" height="1024" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Os esteios estão cheios de intrigantes <em>fossetes</em> (covinhas mágicas). A laje da cobertura da câmara da anta foi substituída por um simples telhado.<br />
São três as representações de Santa Maria Madalena ali presentes: num painel de azulejos por cima do arco da entrada (a santa reza aos pés de Cristo), num painel de azulejo no frontal do altar com a figuração de Maria Madalena meio desnudada (enquanto iníqua) e num nicho da fachada da igreja. Existe ainda uma escultura quinhentista de barro policromado com um livro ao colo, que provavelmente é a Santa Ana.<br />
Por caminhos ínvios, mas que decorrem de uma permanente e prolongada tradição, anta foi cristianizada através da invocação de um santo “pecador” e depois “arrependida”. A santa será assim um avatar da Deusa-Mãe?<br />
<strong>O que são as Covinhas (fossetes, cazoletes)?</strong><br />
São antes de mais um enigma e um dos motivos mais comuns de toda a chamada arte pré-histórica. Existindo em grande quantidade, são pequenas depressões circulares presentes em antas, menires e penedos sacralizados. Também existem naturalmente em granitos provocados pela erosão-os <em>tafoni</em>. Por vezes não é fácil distinguir os naturais dos artificiais.<br />
Qual seria a função das covinhas artificias? Pode haver várias explicações e algumas delas podem ser cumulativas:<br />
a) Eram recetáculos para libações rituais sobre as rochas- aqui poder-se-ia usar sangue humano ou de animais, o que explicaria os pequenos regos que unem umas as outras, mas lembro que os regos são quase sempre, um fenómeno erosivo natural usual, situados nos esteios das antas e dos menires poderiam ser usados como recipientes antes das pedras serem alteadas.<br />
b) Poderiam ser usadas para ritual após o soerguimento das pedras dos monumentos megalíticos.<br />
c) Seriam o resultado da obtenção de pó de pedra do monumento em que se encontram, para fins rituais, medicinais (esta prática ainda hoje é efetuada).<br />
d) Poderiam fazer parte, em alguns casos, de desenhos simbólicos, da arte megalítica.<br />
e) Eram sinais relacionados com a passagem do tempo.<br />
f) Constituíam representações de objetos celestes, procurando reproduzir a sua disposição no céu enquanto elementos de mapas celestes. O círculo poderia por si só simbolizar o céu cósmico, na sua relação com os deuses e com os Homens. A divindade espreita na pedra, pelo circulo, a sua criação, cuja vida produz e controla.<br />
g) O círculo é também um dos símbolos milenares da proteção assegurada nos seus limites e ainda hoje tem este significado. Tem-se medo da derrota, dos inimigos, do regresso das almas errantes, dos demónios, de nós mesmos… Vem na Ilíada, de Homero, da idade do Bronze e convêm ler a magnifica tradução de Frederico Lourenço, que os lutadores traçam um círculo em volta do corpo antes de combaterem. Terá este ato de proteção uma materialização na rocha?<br />
Todas estas explicações podem estar incorretas, e poderiam ter uma daquelas explicações ou mais do que uma cumulativamente. O certo é que as <em>fossetes, </em><em>que teve que ter em si, o culto litolátrico</em><em>,</em> são um dos maiores enigmas da arqueologia mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda hoje é normal nas pessoas as pessoas quando visionam as fossetes afagarem-nas num estranho rito, misto de sensualidade, de captação de energia, em fase placebo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais importante do que os credos, as crenças e os cultos, neste espaço o que verdadeiramente importa é a ligação, numa recuperação evidente e simultaneamente sublime, da significação mais profunda da própria palavra ‘Religião’ – Religare – que aqui assume uma intensidade peculiar:</p>
<p style="text-align: justify;">-religa-se a vida utilitária, mesquinha, com a sublimação da transcendência;</p>
<p style="text-align: justify;">-une-se a vida a morte, neste abençoado “útero” de pedra;</p>
<p style="text-align: justify;">-o mundo subterrâneo, à certeza do solo e a leveza do ar;</p>
<p style="text-align: justify;">-um culto pagão ao cristianismo;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é a perenidade, que transmite a quem a visita uma sensação de profundo conforto espiritual, que compõe a ligação quase umbilical que dá corpo à máxima de Jesus e que Maria Madalena carrega como estigma ao longo da sua vida da Terra e que perdura como laivo de memória ao longo dos tempos: a de que somos todos irmãos e que esta mensagem profundamente vanguardista e científica, ainda está a dar os seus primeiros passos.</p>
<p style="text-align: justify;">Misto de mistério profundo e de sonho onírico, a anta-capela das Alcobertas, classificado como Monumento Nacional, é um dos mais eloquentes monumentos de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Vá o leitor a anta das Alcobertas  e aposto que não mais esquecera o sítio até ao último dia da sua vida.<br />
Boa Viagem!</p>
<p style="text-align: justify;">Referencias adicionais: a<a href="https://cascalenses.blogs.sapo.pt/a-anta-das-alcobertas-e-santa-maria-47488">lgumas fotografias são do excelente blog de João Aníbal Henriques</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/anta-das-alcobertas1.jpg"><img class="aligncenter wp-image-1385 size-full" title="anta-das-alcobertas" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/01/anta-das-alcobertas1.jpg" alt="" width="980" height="781" /></a></p>
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		<title>CASTELO MENDO (***) (Almeida), Já visitou esta fantástica Aldeia Histórica?</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Apr 2019 01:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>A descrição feita por José Saramago em «Viagem a Portugal» em 1981 de Castelo Mendo é muito fiel: «A primeira paragem do dia é em Castelo Mendo. Vista de lado é uma fortaleza, vila toda rodeada de muralhas, com dois &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/aldeia-historica-de-castelo-mendo-almeida/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A descrição feita por José Saramago em «Viagem a Portugal» em 1981 de Castelo Mendo é muito fiel: «A primeira paragem do dia é em Castelo Mendo. Vista de lado é uma fortaleza, vila toda rodeada de muralhas, com dois torreões na entrada principal. Vista de perto é tudo isto ainda, mais um grande abandono, uma melancolia de cidade morta.</p>
<p style="text-align: justify;">Vila, cidade, aldeia. Não se sabe bem como classificar uma povoação que tudo isto tem e conserva.<br />
O viajante deu uma rápida volta, foi ao antigo tribunal, que na altura estava em restauro e só para mostrar as barrigudas colunas do alpendre, entrou na igreja e saiu, viu o alto pelourinho, e desta vez não foi capaz de dirigir palavra a alguém. Havia velhas sentadas às portas, mas em tão grande tristeza que o viajante deu em sentir embaraços de consciência. Retirou-se, olhou os arruinados berrões que guardam a entrada grande da muralha, e seguiu caminho.»<br />
<a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/´Castelo-Mendo-vist-geral.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5770" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/´Castelo-Mendo-vist-geral-1024x496.jpg" alt="´Castelo Mendo vista geral" width="640" height="310" /></a><br />
Se o leitor deseja conhecer uma antiga vila medieval fortificada bem preservada deve dirigir-se a Castelo Mendo. Está situada numa região ignota de Portugal, na margem esquerda do rio Côa, no entanto situa-se junto a principal autoestrada que nos liga a Espanha, mas misteriosamente é pouco visitada.<br />
Assente numa colina granítica, sabe-se que foi um povoado proto-histórico romanizado antes de ser vila medieval.<br />
Todo o conjunto está classificado como Imóvel de Interesse Público e é uma das doze Aldeias Históricas de Portugal (região centro).<br />
Castelo Mendo tem dois núcleos distintos, ambos muralhados. O mais antigo é formado pelo castelejo com a igreja de Santa Maria, a cisterna e a casa da Câmara (que foi também tribunal, cadeia e é o museu local). Castelo Mendo foi mandada edificar no tempo de Dom Sancho II. Curiosamente as pedras desta muralha não são sigladas.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/castela-castelo-mendo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5772" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/castela-castelo-mendo-1024x754.jpg" alt="castela castelo mendo" width="640" height="471" /></a><br />
A muralha mais externa, siglada, foi mandada fazer pelo rei dom Dinis e é de estilo gótico, no seu seio está implementado o núcleo habitacional mais recente, com um traçado irregular, ruas medievais, com as habitações repartidas em torno das Igrejas de São Pedro e São Vicente.<br />
Das seis portas da cerca, ainda existem quatro- Sol, Falsa (entaipada), da Guarda e da Vila.</p>
<p style="text-align: justify;">Não fique o amigo espantado com a reduzida dimensão de Castelo Mendo, hoje é aldeia, mas na Idade Média tinha dimensão suficiente para ser uma vila importante.<br />
Antes de entrar na aldeia pela porta principal, repare na paisagem e no minguado amoreiral, que tem muito que se lhe diga como lerá mais a frente.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>Os Berrões mágico-religiosos da idade do Ferro </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os berrões (verracos) são um admirável casal de zoomorfos graníticos (porcos ou javalis),localizados a entrada da Porta da Vila. São figuras religiosas pagãs, com curiosas “covinhas mágicas”, datados da idade do Ferro, reparai que os seus “focinhos estão cortados “por se atemorizarem as bestas que nelas faziam reparo”, embora exista aqui um cunho de apagamento religioso de uma região pré-cristã, a semelhança do que hoje acontece com as destruições religiosas do Estado Islâmico.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/82032552.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5771" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/82032552.jpg" alt="82032552" width="500" height="333" /></a>Próximo nas arribas de Santo André, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo (*) existem outros dois verracos, que com os de Castelo Mendo, são os únicos a sul do rio Douro em Portugal. Os verracos encontram-se amplamente distribuídos na região portuguesa transmontana (Ex Pelourinho da torre Donda Chama, Pelourinho de Bragança ou na Porca de Murça) na região de Castela e Leão em Espanha.</p>
<p style="text-align: justify;">Os berrões são figuras religiosas típicos da cultura do povo Vetão, vizinhos dos Lusitanos e que se encontravam colocados a entrada dos povoados (ainda não se tem a certeza de tal afirmação).</p>
<p style="text-align: justify;">Não se sabe ao certo quando se inicia a ocupação de Castelo Mendo pelos romanos, mas é certo que era ocupado na idade do Ferro devido aos seus berrões; não é de todo despiciente consideramos Castelo Mendo como um povoado romanizado. Que deuses e rituais seriam estes? Que símbolos materializavam estes zomórficos, teriam significado tutelar? Castelo Mendo foi posteriormente um povoamento romanizado como se prova pelos seus achados.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos povos romanos, sabe-se que aqui estiveram, como atestam os objetos expostos no museu. Dos suevos, visigodos ou habitantes da cultura muçulmana nada se sabe.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/ines-em-castelo-em-castelo-mendo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5775" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/ines-em-castelo-em-castelo-mendo-1024x768.jpg" alt="ines em castelo em castelo mendo" width="640" height="480" /></a><strong>História da Castelo Mendo do foral até a distinção de Aldeia Histórica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para os reis da primeira dinastia tornava-se imperioso ter toda a raia povoada e fortificada. Para o conseguir os monarcas decretaram todo o tipo de privilégios para atrair habitantes. A concessão do foral foi, neste contexto, um dos instrumentos legais mais eficazes.<br />
O foral de D. Sancho II foi lançado em 15 de Março de 1229. As terras pertenceriam a Mendo Mendes (daqui se depreende a origem do seu nome); este mesmo não só assina esta carta de foro, como vem a ser o seu primeiro alcaide.</p>
<p style="text-align: justify;">A vila foi considerada couto de homiziados, o que significa que aqui se poderiam estabelecer livremente os perseguidos da justiça, desde que cumprissem determinadas regras.<br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/y-qSqu4fo14" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><br />
Neste mesmo foral Dom Sancho II, manda ocupar o topo do cabeço com os homens mais importantes, o que se depreende que já existiria uma povoação um pouco mais abaixo. Mais uma vez aqui existe a lenda de que povo de baixo teria fugido para um local mais alto devido a um ataque de formigas- quantas vezes é que ouvimos esta lenda, em diversas localidades do País? Qual o seu significado? Porque estes insetos não seriam capazes de tal feito! Não seriam povos atacantes que vistos de longe e do alto pareceriam formigas? Esta lenda é arquétipa e ocorre em vários locais que foram antigos povoados de altura romanizados.<br />
Dom Dinis também foi importante para Castelo Mendo, renovo-lhe o foral e fez uma nova linha de muralhas que foram ampliadas com o perímetro que lhe conhecemos hoje e instituiu uma Feira Franca anual na Devessa. A estrutura fortificada que hoje vemos é essencialmente do século XIII, no entanto foi sendo sucessivamente atualizada até ao século XV.<br />
Pelo mesmo foral, é criada uma feira franca em Castelo Mendo, que se realizaria três vezes por ano. Na Páscoa, na festa de S. João e na de S. Miguel. Cada uma iria durar oito dias e os seus participantes beneficiariam da proteção real durante a sua realização, fossem &#8220;credores ou homicidas&#8221;. Foi a primeira vez que na documentação oficial surgiram referências a feiras, já que anteriormente eram comuns alusões a mercados locais.<br />
O rio Côa era a fronteira de Portugal, e até à assinatura do tratado de Alcanices em 1297, na outra margem habitavam os inimigos leoneses e por isso Castelo Mendo ocupava uma posição estratégica na fronteira de Portugal defronte a aldeia leonesa de Castelo Bom.<br />
Castelo Mendo ocupava assim a primeira linha de defesa do reino com Pinhel, Vila do Touro e Sortelha, dominando um dos pontos de passagem entre os dois reinos, o porto de São Miguel.<br />
Castelo Mendo deixou de ser sede de concelho em 1855, com a reforma liberal e a partir desta data, decaiu. Mas a decadência já era anterior; deste modo se pode explicar que Massena, importante general de Napoleão Bonaparte, teve que enfrentar uma feroz guarnição de 19 homens sitiados na aldeia- uma farturinha de gente!<br />
Ao abrigo do programa das Aldeias Históricas de Portugal, Castelo Mendo foi relativamente bem restaurado, apesar de ainda existirem alguns pontos degradados (a Porta do Sol, a Porta Falsa entaipada, a calçada medieval ou romana, alguns trechos da muralha e a Casa do Fidalgo).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/Pelourinho-de-castelo-Mendo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5776" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/Pelourinho-de-castelo-Mendo-1024x769.jpg" alt="Pelourinho de castelo Mendo" width="640" height="481" /></a><br />
Intra-muros vai encontrar diversos valores arquiteturais medievos, edifícios dos séculos XVI e XVII, o magnífico Aaron na casa que se diz era o “antigo hospital da Santa Casa da Misericórdia”, marcas da peregrinação a Santiago de Compostela, casas de cristãos novos, pelourinho- o mais alto das beiras- um pequeno museu local, que foi o antigo tribunal, cadeia e câmara (com algumas peças romanas -moedas, moinhos, fíbulas, pontas de projéteis, o jogo do moinho, a Menda e o Mendo…), três igrejas (duas delas com restos de tetos mudéjares), para além de alguns apontamentos interessantes do reduto defensivo (muralhas, torres, portas e o castelejo) e recantos castiços espalhados por ruas medievais com  belos panoramas em pano de fundo.<br />
Entre agora na muralha mais interna de Castelo Mendo, e pare ao pé do museu e antes de passar pela antiga porta de Dom Sancho II repare na Menda e no Mendo eternos namorados.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/menda.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5777" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/menda.jpg" alt="menda" width="858" height="644" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/mendo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5778" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/mendo.jpg" alt="mendo" width="858" height="644" /></a>A Paixão de Menda e Mendo</strong><br />
São duas figuras lendárias, que o povo diz enamoradas. O Mendo está incrustado na parede do museu e a segunda num edifício em frente. Ninguém sabe a sua origem, mas que o seu amor é quase eterno, lá isso é.<br />
Agora está dentro da muralha interna, com as ruínas da Igreja de Santa Maria, com uma capela com teto mudéjar, com as ruínas da cidadela, repare-se na cisterna, na porta do Castelinho e na paisagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Porque morreu Miguel Augusto de Sousa Mendonça Corte Real?</strong><br />
Dentro da muralha interna, apenas pode escutar o som do silêncio, do vento ou da passarada. No chão pedregoso ergue-se, entre malmequeres e papoilas, o túmulo de Miguel Augusto de Sousa Mendonça Corte Real, oficial assassinado pelos seus homens no dia 12 de Setembro de 1840. Qual a razão de tão trágico destino? Mas ao menos, está num lugar onde todos nós desejaríamos repousar.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/rita-e-castela-em-castelo-mendo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5779" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/rita-e-castela-em-castelo-mendo-1024x653.jpg" alt="rita e castela em castelo mendo" width="640" height="408" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Aron </em></strong><strong>de Castelo Mendo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Próximo da porta medieval da “Guarda” na muralha dionisiana, encontramos um belo edifício da segunda metade do século XVI que a população diz ser o antigo hospital da Misericórdia.</p>
<p style="text-align: justify;">O edifício tem vários apontamentos interessantes como a vieira de Santiago no canto, ou duas cartelas renascentistas e em que numa delas se pode ler <em>Speas Mea Deus</em> ou seja a “Minha esperança é Deus”.<br />
Mas é no interior da casa no segundo andar que encontramos um armário em pedra embutido na parede, com duas prateleiras. O armário tem gravado motivos vários da renascença nas suas pilastras, com destaque para um dragão com expressão agressiva e a cauda com escamas. A esquerda ligeiramente separada do armário temos uma mísula.<br />
O armário é valioso e raro. Na realidade o armário pétreo é um aron, ou seja o armário sagrado dos judeus. Onde era guardada a <em>Torah</em> (manuscrito em forma de rolo contendo a transcrição do antigo testamento) numa prateleira e na outra a lâmpada (<em>ner tamid</em>). O armário não tinha portas porque era fechado com uma cortina. Ao lado na mísula é colocado o candelabro de 7 braços (o <em>Memorah</em>).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/aaron-de-castelo-mendo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5780" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/aaron-de-castelo-mendo-976x1024.jpg" alt="aaron de castelo mendo" width="640" height="671" /></a><br />
Este Aaron tem semelhanças muito grandes com o da sinagoga de Castelo de Vide. Sabe-se da existência de judiarias por toda a beira, após o êxodo do reino espanhol, do outro lado da Porta da Guarda, está uma casa mais humilde com um símbolo de Cristão-novo. No entanto a cronologia do Aaron de Castelo Mendo é surpreendente porque o edifico pertence ao tempo do reino de Dom João III, em que os judeus e o Judaísmo eram malditos no nosso território. Este Aaron, era portanto da pertença de uma família abastada criptojudaica, a fazerem culto privado e clandestino, num inédito testemunho de resistência a destruição da cultura judaica no nosso território. Ganha assim a inscrição na cartela exterior novo sentido, porque poderia a adaptar-se as duas religiões. O edifício também se localiza numa zona, junto a muralha, propícia a instalação de uma judiaria.<br />
Não cremos que o edifício fosse uma sinagoga, devido a exiguidade da povoação, mas quase de certeza que era um edifício em que a população judaica se reunia para praticar os seus ritos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Amoreiral e a Devessa de Castelo Mendo<br />
</strong>Mas os encantos não terminam quando saímos de novo pela Porta dos Berrões, pois devemos reparar neste belo prado que se espraia a nossa frente. Devessa é o local de pastagem dos animais, que não entrariam nas localidades por razões sanitárias.<br />
Na Devessa, ainda hoje se pode ver o Alpendre da Feira e vários chafarizes que prestavam apoio à Feira e aos habitantes da povoação. A Fonte Nova foi mandada construir pelo rei Dom Dinis e as Memórias Paroquiais de 1758 referiam as suas águas como medicinais; encontra-se semi-encerrada e selada. Para além dos fontanários, a Devessa tem também um pombal, o calvário, a capela do cemitério e várias amoreiras centenárias.<br />
A sericicultura foi uma importante proto-industria medieval na região de Castelo Mendo<br />
Trata-se de um comovente amoreiral, a relembrar que no ano de 1472 no reinado de Dom Afonso V este pediu a todas as comarcas que plantassem 20 pés de amoreira ou eventualmente as enxertassem em pé de figueira.<br />
Esta região em conjunto com as localidades de Castelo Mendo, Amoreira, Pinhel, Almeida, Vila Nova de Foz Côa e Castelo Rodrigo, foi um dos três principais centros produtores de seda de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/Castela-em-Castelo-mendo.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5781" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2015/10/Castela-em-Castelo-mendo-1024x982.jpg" alt="Castela em Castelo mendo" width="640" height="614" /></a><br />
Durante algum tempo as mulheres cuidavam dos ovos do bicho-da-seda como se fossem filhos. Colocavam-nos em sacos de camurça e usavam-nos ao peito até as crisálidas nascerem e o fio da seda era extraído dos casulos.<br />
O “fio de luxo” nascia assim numa região agreste. Para os produtores locais ficava a seda de qualidade inferior, chamada “maranhos”, resultado dos casulos rasgados pelas crisálidas.<br />
Gostaria de ver criado um museu nacional da sericicultura na devoluta Casa do Fidalgo- inclusive com produção artesanal de seda e tecido; mas aqui falta gente, restaurante, alojamento, loja de artesanato. Gostaria ainda, que mais amoreiras fossem plantadas nas ruas, pracetas e jardins das localidades da região porque elas são simplesmente deliciosas.<br />
Antes de abalar, estacione o automóvel no alto da estrada e não deixe de observar a beleza solitária de Castelo Mendo, no seu todo, e parta com a impressão que a localidade merece o seu regresso. É uma das pérolas esquecidas de Portugal e estranhamente junto a mais importante fronteira terrestre portuguesa e que poderia ser o cartão-de-visita de Portugal, mas em Castelo Mendo, quase só existe silêncio, recordações e beleza.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ROSTOS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muitas senhoras descansam o corpo à porta, algumas delas são conhecidas, quando aqui trabalhei, aproveitando os últimos raios de sol.<br />
De início parecem tristes e desesperançadas, mas basta sentirem o meu interesse para lhes brilhar e encontrarem um sentido maior para aquele momento. O de terem encontrado alguém com quem podem, com indisfarçável orgulho falam das glórias passadas, das curiosidades, da família que têm em Lisboa, na Amadora ou em Setúbal. Com displicência minimizam as mazelas que os afligem a eles ou a outros membros da família e prontificam-se a ser os cicerones do seu reino. Gostam de saber coisas, de onde vimos, o que fazemos e o que achamos da terra. Divertem-se com a nossa ignorância citadina e pasmam com o nosso interesse no Aaron.<br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/WS8E3k_OwWc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><br />
Quando se despedem, sentimos que ficaram contentes com a nossa presença.<br />
Deveria ser obrigação de todo o turista fazer das localidade notáveis que conhece como suas e sempre que de lá sairia, teria que que dar algo a povoação; alegria, conhecimento, sorriso, bondade, simplicidade e humildade e até mesmo bem materiais. É uma boa sensação para os sãos viajantes.<br />
<strong>Referências adicionais</strong>:</p>
<p>Agradecimentos: ao <a href="http://olhares.aeiou.pt/rmeca">Rui Meca pela maravilhosa fotografia</a>.-Magnifico é também o artigo sobre o Aron de Castelo Mendo, de Mário Barroca (<a href="http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2831.pdf">aqui</a>)</p>
<p><small><a style="color: #0000ff; text-align: left;" href="http://maps.google.com/?ie=UTF8&amp;t=h&amp;ll=40.594012,-6.946793&amp;spn=0.022811,0.036478&amp;z=14&amp;source=embed">Ver mapa maior</a></small></p>
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		<title>Passeio Cultural: Vilar Formoso &#8211; Fronteira da Paz &#8211; Castelo Mendo e Vilar Maior</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Mar 2019 15:17:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[judeus]]></category>
		<category><![CDATA[passeio]]></category>
		<category><![CDATA[refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Visita ao Museu Fronteira da Paz (Vilar Formoso), Aldeias Históricas de Castelo Mendo e Vilar Maior. Almoço (incluído) em restaurante típico em Vilar Formoso. <a href="http://www.portugalnotavel.com/passeio-cultural-vilar-formoso-fronteira-da-paz-castelo-mendo-e-vilar-maior/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
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<p>Visita ao Museu Fronteira da Paz (Vilar Formoso), Aldeias Históricas de Castelo Mendo e Vilar Maior. Almoço (incluído) em restaurante típico em Vilar Formoso.<br />
Data : 14 de Abril</p>
<p>ITINERÁRIO:<br />
-Partida de Coimbra (Celas) às 7:30.</p>
<p>&#8211; Visita a Castelo Mendo, Aldeia Histórica de Portugal, conduzida pelo professor e investigador Carlos Castela, que fez parte da comissão que escolheu as 10 Aldeias Históricas de Portugal (primeira geração) e onde iremos conhecer os seus recantos , alguns segredos e estórias desta fantástica aldeia.</p>
<p>&#8211; Visita ao Museu Fronteira da Paz em Vilar Formoso. Inaugurado em 2017, é um memorial aos refugiados e a Aristides de Sousa Mendes.<br />
Estão expostos seis núcleos sobre os temas “Pessoas como nós”, “Início do pesadelo”, “A viagem”, “Vilar Formoso – Fronteira da Paz”, “Por terras de Portugal” e “A partida”.<br />
O museu está alojado ao lado da estação ferroviária de Vilar Formoso que tem os mais belos painéis de azulejos numa estação ferroviária da autoria de João Alves e Sá.</p>
<p>&#8211; Visita guiada à esquecida e monumental aldeia templária de Vilar Maior.</p>
<p>&#8211; Almoço em restaurante: Entradas, Sopa, Caldeirada de Borrego, Vinho branco e tinto regional, sumos, cerveja e água mineral, sobremesa e café.</p>
<p>&#8211; Chegada a Coimbra às 20:30.</p>
<p>PREÇO POR PESSOA:<br />
&#8211;  Adulto: 42,00€<br />
&#8211;  Criança até 11 anos: 21€</p>
<p>RESERVE JÁ!<br />
e-mail: reservas.portugalnotavel@gmail.com<br />
Tlm: 964414597 / 965556160<br />
ou via facebook, através de mensagem para a nossa página  <a href="https://www.facebook.com/portugalnotavel/">https://www.facebook.com/portugalnotavel/</a></p>
<p>O PREÇO INCLUI:<br />
&#8211; Circuito em autocarro de turismo de acordo com o itinerário;<br />
&#8211; Visita guiada pelo investigador e docente Carlos Castela e pela guia e atriz Rita Miguel às aldeias históricas de Castelo Mendo e Vilar Maior.<br />
&#8211; Seguro de acidentes pessoais em viagem;<br />
&#8211; Almoço em restaurante típico em Vilar Formoso.<br />
&#8211; Visita ao museu Fronteira da Paz.</p>
<p>PARA GRUPOS ORGANIZADOS: ESTE PASSEIO ESTÁ DISPONÍVEL TAMBÉM NOUTRAS DATAS &#8211; COM PARTIDA DE COIMBRA OU OUTROS LOCAIS.</p>
<p>ORGANIZAÇÃO: Portugal Notável, empresa que desenvolve a promoção, preservação e dinamização da atividades culturais.<br />
RNAAT 2160/2018<a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/03/capa-face.jpg"></p>
<p></a></p>
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		<title>Conjunto patrimonial de Vilar Maior (Sabugal) (**)</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Mar 2019 00:55:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Concelhos de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito-Guarda]]></category>
		<category><![CDATA[Mais]]></category>
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		<category><![CDATA[Vilas e aldeias notáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Vilar Maior (Sabugal). Castelo de Vilar Maior. Provavelmente não são muitos os portugueses que conhecem a aldeia de Vilar Maior no concelho do Sabugal e no entanto é uma das mais belas da Beira Interior. Saiba porquê! Não julgue o leitor (ou &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/vilar-maior-sabugal/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<h4>Vilar Maior (Sabugal). Castelo de Vilar Maior.</h4>
<p class="wp-caption-dt" style="text-align: justify;">Provavelmente não são muitos os portugueses que conhecem a aldeia de Vilar Maior no concelho do Sabugal e no entanto é uma das mais belas da Beira Interior. Saiba porquê! Não julgue o leitor (ou viajante – que para o caso é indiferente), que Vilar Maior é uma das doze aldeias históricas beirãs classificadas, o que é manifestamente injusto! Apesar deste contratempo tem esta aldeia à sua disposição variadíssimos testemunhos patrimoniais de diversas épocas cronológicas. De entre o conjunto de elementos arqueológicos mais representativos enumeram-se alguns achados da Neolítico, Bronze final e Época Romana, alguns expostos no museu local: machados pré-históricos, mós de vaivém, cerâmica manual, cerâmica romana, pesos de tear e mós circulares a guarda.</p>
<p class="wp-caption-dt" style="text-align: justify;"><strong>O Castelo Templário de Vilar Maior</strong></p>
<p class="wp-caption-dt" style="text-align: justify;">O castelo, que se ergue sobre uma colina granítica delimitada pelos pequenos rios Alfaiates e Cesarão, suscita algumas dúvidas quanto à sua fundação, uma vez que se colocam várias hipóteses: castro da Idade do bronze e vetão, fortaleza romana e árabe. Vilar Maior possui uma quantidade grande de elementos patrimoniais datáveis do período medieval, dado o desenvolvimento incontestável que sofreu entre os séculos XIII-XIV, sendo que o elemento de maior destaque é a sua fortificação. Depois da ocupação moura e após a Reconquista a povoação foi entregue aos fugazes Cavaleiros da Ordem São João de Pereiro (com provável sede na região). Ocupado pelos portugueses, o castelo viria de ser tomado, em 1230, pelos leoneses. Em 1296 o castelo foi retomado por D. Dinis, dando-o aos templários e concedeu foral a população. Em 1297 a povoação foi confirmada como portuguesa com o Tratado de Alcanices.</p>
<div id="attachment_99" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/01/vilar-maior.jpg"><img class="wp-image-99 size-full" title="vilar-maior" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/01/vilar-maior.jpg" alt="" width="800" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Vilar Maior</p></div>
<p style="text-align: justify;">Entre 1367 e 1383, o castelo, conjuntamente com os de <strong>Castelo Mendo</strong> (**), <strong>Sabugal</strong> (*), Vila de Touro e <strong>Castelo Bom</strong> (*) era importantíssimo na de defesa do Ribacôa. Dom Manuel concedeu segundo foral a povoação em 1510 e melhorou o castelo. O Castelo tem traçado oval, o que permitia uma melhor sustentação das muralhas por falta de contrafortes e cubelos. Na muralha, sem ameias, abrem-se duas portas.  Das diversas construções que o interior do castelo integrava, subsiste a cisterna, o extenso túnel que irrompe até às margens do rio Cesarão, mas principalmente a sua torre de menagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A monumental torre de menagem do Castelo de Vilar Maior </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Adossada exteriormente às muralhas, tem planta quadrada e atinge os 23 metros de altura (o que a torna uma das mais altas de Portugal); com três pisos, apresenta exteriormente um escudo com cinco quinas e várias seteiras. Neste colosso de pedra, são belíssimas as mais  de 100 diferentes siglas dos canteiros medievais, de carácter utilitário mas também de jugo enigmático, porque aqui estamos em domínio templário. Existe ainda a tradição oral de que aqui os Cavaleiros da Ordem do Templo de Jerusalém praticavam astrologia (esta informação li já não sei onde e é preciso confirma-la).</p>
<div id="attachment_100" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/01/vilar-maior-1.jpg"><img class="wp-image-100 size-full" title="vilar-maior 1" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/01/vilar-maior-1.jpg" alt="" width="800" height="528" /></a><p class="wp-caption-text">Castelo Templário de Vilar Maior</p></div>
<p style="text-align: justify;">Quem penetra na porta da torre (e cuidado para não cair) é perpassado por um sentimento íntimo, coado, onde se intercalam feixes solares com a penumbra, e que realçam, ainda mais, as marcas dos canteiros medievais; ao fundo fetos gigantes, muito verdes, encerram um conjunto enigmático eivado de beleza poética e de enorme sentido plástico. A saída do  castelo repare-se num e de jogo do moinho, gravado em pequeno afloramento granítico, descanse um bocadinho e faça um jogo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A Povoação de Vilar Maior</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O casario da povoação encontra-se disperso pela encosta e pelo vale do rio Cesarão. A antiga cerca defensiva que rodeava o aglomerado encontra-se hoje praticamente destruída, restando ainda uma porta e alguns troços em que se adossam as habitações  -numa delas é o museu local. Na ombreira da porta da antiga cerca pode observar-se ainda uma inscrição medieval com a dedicatória e a sua data de construção – 1218. Alguns outros elementos de interesse patrimonial da aldeia são: as calçadas, a cruz de cristo gravada num silhar, o pelourinho, a ponte romana, a igreja de São Pedro (com uma belíssima pia batismal, em granito monolítico, não se sabe se terá sido templária ou visigótica- a sua traça é muito arcaica mas a cruz orbicular é templária- dela emana o enigma), os vestígios da Igreja românica de Santa Maria do Castelo (atualmente apenas resta a capela-mor e o arco triunfal de volta perfeita; entre as suas particularidades destaca-se a cornija decorada por meias esferas e sustentada por uma cachorrada decorada com motivos geométricos, a que não falta a cruz templária e zoomórficos), a igreja da Misericórdia e os antigos paços do concelho.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/z8Ljz-jd13E" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Arte rupestre da Idade do Bronze em Vilar Maior</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nos antigos paços do concelho encontra-se hoje o museu de Vilar Maior  (que merece a sua visita) e à sua porta, em afloramento granítico, foi feita uma descoberta recente – aqui se desenterrou um painel de arte rupestre da Idade do Bronze com cerca de 4.000 anos com <em>fossetes</em>; o “tabuleiro” em si, é um exemplo típico painel reticulado da arte rupestre deste período no nordeste peninsular.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O assassínio de Maria Teles e Vilar Maior na narração de Fernão Lopes</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Vilar Maior está relacionado com um episódio particular da nossa História. Segundo a crónica de Fernão Lopes, Dona Leonor Teles terá preparado um enredo segundo o qual convenceu o seu cunhado, Dom João, filho de Dom Pedro I e Dona Inês de Castro, de que a esposa o traía. Dom João acabou por assassinar Dona Maria Teles, em solar que existia junto à Igreja de São Bartolomeu na <strong>Praça do Comércio</strong> (*) em Coimbra, fugindo Dom João dos familiares da esposa para Vilar Maior. Daqui não se sentindo seguro, acabou para fugir para São Félix de Galegos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A judiaria de Vilar Maior</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vilar Maior oferece ainda um interessante património civil na margem esquerda abrupta do rio Cesarão; aqui deparamo-nos com um conjunto de pardieiros arruinados que pelo seu arcaísmo bem mereceriam ser recuperados – entre as habitações, algumas foram pertença de judeu. São visíveis vestígios da sua presença nas ombreiras e soleiras das portas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A paisagem natural em Vilar Maior é excecional </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A par dos valores patrimoniais históricos e artísticos, Vilar Maior é também uma fonte de riqueza natural e paisagística. Localizada entre duas ribeiras, no ponto de confluência com o Côa, possui uma qualidade paisagística excecional. Este valor natural é complementado pela existência nas cercanias de uma mata de carvalhal negral classificada, que se estende até Malhada Sorda. É de tremenda iniquidade a aldeia de <strong>Vilar Maior</strong> não ter sido declarada Aldeia Histórica e não ter sido alvo de recuperação ao abrigo daquele programa; mas na minha afeição, esta é a décima terceira aldeia histórica; outras existem que foram esquecidas e que serão respetivamente a décima quarta e a décima quinta – <strong>Cidadelhe</strong> (***) (Pinhel) e <strong>Avô </strong>(*) (Oliveira do Hospital).</p>
<p style="text-align: justify;">Nota final: Na última viajem que fizemos por Vilar Maior, fomos acompanhados pelo amigo <a href="http://vilarmaior1.blogs.sapo.pt/">Júlio Silva Marques que tem um ótimo blog </a>sobre esta linda localidade.</p>
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