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	<title>&#34;Se podes olhar, vê, se podes ver repara&#34;. José Saramago</title>
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	<description>Portugal Notável sempre em viagem consigo Valor Universal (*****), Muito Notável (***), Notável (*)</description>
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		<title>31 de março de 2019: Passeio Cultural ao Parque dos Poetas &#8211; Homenagem a Sophia &#8211; e Palácio do Marquês de Pombal em Oeiras</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2019 19:13:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Junte-se a nós no dia 31 março de 2019 para um passeio cultural único, exclusivo do Portugal Notável! &#8211; Visita ao PARQUE DOS POETAS em Oeiras, uma obra-prima da arquitetura paisagista de Francisco Caldeira Cabral, que conta com peças de &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/passeio-cultural-parque-dos-poetas-homenagem-a-sophia-e-palacio-do-marques-de-pombal-em-oeiras/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Junte-se a nós no dia <strong>31 março de 2019</strong> para um passeio cultural único, exclusivo do Portugal Notável!</p>
<p>&#8211; Visita ao <strong>PARQUE DOS POETAS</strong> em Oeiras, uma obra-prima da arquitetura paisagista de Francisco Caldeira Cabral, que conta com peças de estatuária de mais de 40 escultores, representando 60 poetas de diferentes épocas literárias: Trovadores, Renascença, Barroco, Romântico, Países ou Território de Expressão ou Cultura Portuguesa e Poetas do século XX.</p>
<p><strong>- ATIVIDADE DE HOMENAGEM A SOPHIA DE MELLO BREYNER.</strong></p>
<p>&#8211; Visita ao miradouro do<strong> TEMPLO DA POESIA</strong>, onde se avista toda a região de Lisboa.</p>
<p>&#8211; Visita guiada cultural ao <strong>PALÁCIO E JARDIM DO MARQUÊS DE POMBAL</strong>, abordando os seguintes temas: A importância desta personalidade controversa na História de Portugal ; A importância do Iluminismo; Segredos maçónicos do Marquês de Pombal no Palácio.</p>
<p>&#8211; <strong>Almoço incluído</strong>: Entradas, Bacalhau com Natas e Grelhada Mista, Vinho branco e tinto da casa, Sangria, Sumos e Águas, sobremesa (doce ou fruta), café</p>
<p><strong>PROGRAMA:</strong></p>
<p>Saída de Coimbra (Celas) às 07:30h, em autocarro de turismo.</p>
<p>Manhã: Visita ao Palácio do Marquês de Pombal e Almoço em Oeiras (incluído)</p>
<p>Tarde: Visita ao Parque dos Poetas e Homenagem a Sophia de Mello Breyner<br />
Chegada a Coimbra pelas 20:30h</p>
<p>Preço: 40 euros</p>
<p><strong>RESERVAS:</strong><br />
e-mail: reservas.portugalnotavel@gmail.com<br />
Tlm: 964414597</p>
<p><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/02/oeiras-foto-de-capa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6273" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2019/02/oeiras-foto-de-capa.jpg" alt="oeiras foto de capa" width="851" height="315" /></a></p>
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		<title>Torre e ponte gótica de Ucanha (Tarouca) (***)-A mais bela ponte de Portugal</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jan 2019 03:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Concelhos de Portugal]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>A torre e ponte de Ucanha são uma jóia única do Património Nacional. O vale Encantado do rio Varosa O concelho de Tarouca deve estar sempre nas boas cogitações dos viajantes portugueses, pelos seus mosteiros, as suas pontes medievais, o &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/torre-ponte-ucanha-tarouca/">(Ler mais)</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A torre e ponte de Ucanha são uma jóia única do Património Nacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O vale Encantado do rio Varosa</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O concelho de Tarouca deve estar sempre nas boas cogitações dos viajantes portugueses, pelos seus mosteiros, as suas pontes medievais, o seu ambiente paisagístico algures entre a austeridade das Terras do Demo” e a garridice minhota, famoso pelos seus espumantes da Murganheira. Tarouca tem uma história que desempenhou um papel de relevo na Idade Média portuguesa. Reitero a recomendação de um passeio a esta região com bons monumentos, bons pitéus e melhores paisagens, chamam-lhe o vale encantado do rio Varosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas faldas da serrania das Montanhas Ocidentais Portuguesas escava o rio Varosa o seu vale, nascendo na zona montanhosa do concelho de Tarouca. “O sítio é de uma beleza suavíssima, sucedem-se as cortinas de árvores, por toda a parte se esgueiram estreitos caminhos, é como se a paisagem fosse feita de sucessivas transparências, em todo este percurso de pé-coxinho que o levará a Ucanha, a Salzedas, a Tarouca e a São João de Tarouca, sem dúvida alguma uma das mais belas regiões que o viajante tem encontrado, por todo um equilíbrio raro, de espaço e cultivo, de habitação de homens e morada natural”. (1)</p>
<div id="attachment_6239" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/03/Ponte-da-Ucanha1.jpg"><img class="wp-image-6239 size-full" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/03/Ponte-da-Ucanha1.jpg" alt="Ponte-de-Ucanha" width="800" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">ponte de Ucanha com a sua torre medieval</p></div>
<p style="text-align: justify;">José Saramago foi conhecer os seguintes locais notáveis: igreja matriz de Ferreirim (antiga igreja do mosteiro) (**), a ponte de Ucanha (***), o convento de Salzedas (*), a igreja matriz de Tarouca (*) e o mosteiro de São João de Tarouca (**). A igreja de Ferreirim situa-se no concelho de Lamego, os restantes locais  pertencem ao concelho de Tarouca.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> Torre e ponte de UCANHA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O monumento mais icónico de Tarouca é a torre e ponte de Ucanha que é a mais bela ponte medieval de Portuguesa e está classificada como Monumento Nacional desde 1910.<br />
Se na idade média muitas pontes com torres fortificadas foram erguidas, quase todas desapareceram, a que esteve associado a existência da sua proibição a partir de 1504, pelo rei dom Manuel I. Em Portugal ainda existe a esta ponte que está em perfeito estado de conservação, a ponte de Sequeiros (*), no rio Côa, situada no concelho do Sabugal e cuja torre e a ponte do local da Portagem em Marvão (*).</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DfTHilGO_UA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Teresa Afonso de Celanova</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém sabe ao certo quando é que a ponte de Ucanha primitiva, anterior a esta foi construída, talvez fosse romana, pois aqui passava uma estrada que ligava a Lamego; talvez dona Teresa Afonso de Celanova, viúva de Egas Moniz e Condessa, fundadora do Mosteiro de Santa Maria de Salzedas e nomeada por D. Afonso Henriques para educar os Infantes D. Urraca, D. Mafalda e o futuro rei dom Sancho I, ordenasse a sua reconstrução.</p>
<p style="text-align: justify;">Descendente de uma família nobre Dona Teresa Afonso quando, por volta de 1124-1126, celebrou matrimónio com Egas Moniz, que ficara viúvo, não deveria ter mais do que 15 ou 16 anos. Falecido o marido em 1146, Teresa Afonso permanecerá em Britiande, centro dos domínios do marido, onde se dedica à educação dos filhos, incluindo o primogénito de Afonso Henriques. D. Afonso Henriques doou, em 1163, à viúva de Egas Moniz, o couto de Algeriz, acrescentando-lhe o território de Ucanha com a iniciativa de ambos, procedeu-se a construção a partir de 1168 do mosteiro de Santa Maria de Salzedas, mosteiro masculino da Ordem de Cister.</p>
<p style="text-align: justify;">Certezas em relação desta construção é a de que o clérigo D. Fernando, 12º abade do mosteiro de Salzedas, filho bastardo de um irmão de D. Nuno Álvares Pereira, mandou erguer ou reerguer em 1465, a ponte de Ucanha e a sua torre sobre o rio Varosa. Para seu gáudio e perpétua glória, que a gala a tanto obriga mandou fazer uma cartela com a inscrição gótica que ainda lá está: “<em>Esta obra mandou fazer Dõ Fedo Abble de Salzedas e DM M / III.º L X V «era domini</em>». Ou seja esta obra mandou fazer D. Fernando, abade de Salzedas, em 1465.</p>
<p style="text-align: justify;">Frei Fernando foi eleito abade em 1453 e exerceu o seu mandato ininterruptamente até 1474. Por ordem deste abade foi erigido em 1472 um hospital nas proximidades da ponte, para auxílio dos pobres e viajantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram os monges cistercienses quem beneficiaram da ponte de Ucanha, convertida em apreciável fonte de rendimento pelos direitos de portagem que seriam cobrados A ponte marcava a entrada no couto monástico do mosteiro de Salzedas e servia como depósito do pagamento da portagem que os viandantes aqui entregavam para a transporem.</p>
<p style="text-align: justify;">A ponte funcionou assim com o respetivo pagamento, prática que só veio a ser abolida no reinado de D. Manuel I , no ano de 1504.</p>
<div id="attachment_6240" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/03/Ponte-e-torre-de-ucanha.jpg"><img class="wp-image-6240 size-full" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2011/03/Ponte-e-torre-de-ucanha.jpg" alt="Ponte de ucanha" width="1024" height="652" /></a><p class="wp-caption-text">Ponte de ucanha</p></div>
<p style="text-align: justify;">Como já se disse o rio marca a entrada do antigo couto do Mosteiro de Salzedas (*), onde são conservadas ainda dentro do seu limite as insólitas, ruínas da Abadia Velha de Salzedas, estas caso único em Portugal, porque apenas têm a base da construção do templo românico, sendo abandonada a sua edificação de maneira insólita.</p>
<p style="text-align: justify;">No concelho de Tarouca, há várias pontes antigas que foram construídas quando os monges cistercienses se instalaram em S. João de Tarouca e em Salzedas, como a belíssima ponte de Vila Pouca (*), a vetusta ponte que fica mesmo em frente do velho burgo de S. João de Tarouca e que ligava a cerca do mosteiro à povoação, outra ainda em destaque é a de Mondim da Beira. Eis a proposta de um belo percurso histórico paisagístico- as pontes medievais do rio Varosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo José Leite de Vasconcelos, o filho mais ilustre de Ucanha a edificação da  sua ponte deve-se às seguintes razões:</p>
<p style="text-align: justify;">1-Defensivas, já que protegia a entrada do couto monástico;</p>
<p style="text-align: justify;">2- Simbólicas, pois constituía uma evidente demonstração do poder senhorial dos abades de Salzedas; e</p>
<p style="text-align: justify;">3- Económicas, pois permitia assegurar uma eficaz cobrança de direitos de portagem. Não duraria muito tempo pois nos alvores do século XVI, foram extintos, por determinação geral de D. Manuel I, como já disse, os direitos de portagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Descrição da ponte de Ucanha</strong><br />
A torre é um paralelepípedo com 20 m de altura e 10 m em cada lado da base, divide-se em três andares. O primeiro com frestas; no segundo em duas faces abrem-se duas graciosas janelas geminadas em arco ogival; o terceiro que seria de atalaia (Vigia) tem 4 matacães, apoiados em 3 modilhões.</p>
<p style="text-align: justify;">A cobertura da torre é em telha, mas tempos houve em que não tinha qualquer cobertura da torre. Algumas das pedras têm alguns sinais, como cruzes com base triangular que não são siglas, mas, certamente, símbolos da fé das pessoas que os gravaram. Há várias representações de calvários, com três cruzes. É a sacralização de um lugar perigoso como era sempre a travessia de um rio, mesmo que existisse uma ponte protegida, como no caso da Ucanha. Do lado contrário, tem uma porta a que se acede por uma escada hoje em ferro, mas que, noutros tempos, deveria ser em madeira. Mal se começa a subir, logo numa das primeiras pedras está um relógio de sol. A fachada virada à povoação tem mais dois elementos: um nicho com Nossa Senhora do Castelo e uma edícula com uma inscrição já referidos (4).<br />
Por debaixo da torre recorta-se um arco formando um túnel abobado por onde circulavam as pessoas e as suas mercadorias.<br />
Ao longo dos anos a torre deve ter tido várias funções: arrecadação das portagens, serviu de defesa, como se verifica pelas características do terceiro piso, foi talvez mansão senhorial com torre solarenga e pode ter sido utilizado como celeiro conventual. Hoje está transformado num pequeno núcleo museológico local.<br />
A ponte apresenta um tabuleiro em cavalete, resguardado por alto parapeito formado por silhares bem aparelhados. Assenta em 5 arcos ogivais, robustecidos a montante por talha-mares. O arco central, muito mais amplo que os restantes têm um arco de grande dimensão.</p>
<p style="text-align: justify;">As pedras deste tão belo monumento estão quase todas sigladas, o que lhe confere autenticidade e nos remete para o labor organizativo e misterioso dos mestres canteiros.</p>
<p style="text-align: justify;">“A meio da ponte de Ucanha está colocado um marco com uma cruz e a data de 1865 e, do lado contrário, outro marco que recorda as obras n’ “As pontes de Fornos, Táboas, Ucanha e Sancrou&#8230; nos preparou&#8230;”</p>
<p><strong style="text-align: justify;">A Aldeia Vinhateira de Ucanha, povoação a visitar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ucanha, também conhecida anteriormente de vila da Ponte,  é uma das seis aldeias vinhateiras. &#8220;Em 2001 nasceu o projecto das <b>aldeias vinhateiras do Douro</b>, com o objectivo de recuperar várias aldeias do <a href="http://www.roteirododouro.com/natureza/alto-douro-vinhateiro">Douro Vinhateiro</a>, através da revitalização socio-económica, da fixação da população, da reabilitação dos espaços públicos, do fomento da cultura popular, e do reforço da promoção turística do Douro.&#8221; (5)</p>
<p style="text-align: justify;">As restantes cinco e que merecem a nossa visita por serem as aldeias mais belas da região duriense são: Provesende, Barcos, Trevões, Favaios e Salzedas a 3 km de Ucanha.</p>
<p style="text-align: justify;">A aldeia desenvolveu-se  devido aos diligentes cobradores que se moirejavam nos afazeres fiscais de Ucanha, mas também tem outros motivos de interesse para além da ponte:</p>
<p style="text-align: justify;">-Ucanha organiza-se linearmente ao longo da via que parte da ponte, numa estrutura urbanística que denuncia a sua origem. Ainda hoje, a povoação é quase uma linha de casas que se estende de um lado e outro do estreito caminho, formando uma espécie de guarda de honra a quem por ele circulava para obrigar a cobrança das portagens a que o mosteiro tinha direito.  As casas ornamentam-se de varandas em madeira, com o realce do vermelho, azul e verde nas suas pinturas. Com escadas exteriores apresentam quase sempre dois pisos, cujo piso térreo é utilizado para as lojas, destinado essencialmente para uso agrícola, enquanto o segundo piso se destina à habitação.</p>
<p style="text-align: justify;">-pelo rio Varosa, e que aqui ainda caudaloso permite a existência de moinhos de água, dois deles junto à ponte, uma praia fluvial e pelo belo cenário de original formosura, acompanhado por amieiros e salgueiros, sob um pano de fundo fresco, colorido e verdejante;</p>
<p style="text-align: justify;">-pela sua igreja matriz, que construída na primeira metade do século XVII e se exteriormente pouco tem de ver, o seu interior é muito belo com a sua nave coberta por caixotões pintados com cenas bíblicas e pelo seu retábulo principal, em artística talha dourada trabalhada no estilo barroco. Esta igreja deveria ser classificada, com valor concelhio.</p>
<p style="text-align: justify;">-Ucanha é a localidade onde nasceu José Leite de Vasconcelos em 7 de julho de 1858, e de onde saiu muito cedo. Este é um dos maiores vultos culturais de todos os tempos em Portugal, e que se norteava pelo rigor, serenidade e profundidade na análise dos temas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>José Leite de Vasconcelos, o gigante erudito, criador do Museu Nacional de Arte Antiga</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Formado em medicina, consagrou-se integralmente às ciências sociais, com tese defendida na Universidade de Paris, França. Bibliografia imensa (mais de 1.200 títulos), seus estudos, que abrangem a história e a arqueologia, a epigrafia e a numismática, na Etnografia ou na Filosofia assinalam rumos, conformam a pedra angular e constituem o alicerce da ciência moderna em Portugal. Fundador da Revista Lusitana e do Museu Etnológico português (digo eu, hoje Museu Nacional de Arqueologia (****) em Lisboa), conferencista, pesquisador, pela investigação teórica ou nos trabalhos de campo sua enorme capacidade e autoridade moral acenderam, de forma imorredoura, a luz da contemporaneidade em sua pátria”2.<br />
A sua obra imortal, para além do museu, talvez seja As religiões da Lusitânia, de uma atualidade que surpreende.Publicada entre os anos 1897 e 1913 pela Imprensa da Casa da Moeda de Lisboa, Religiões da Lusitânia constitui a primeira obra monumental de síntese sobre as religiões antigas do Portugal pré-histórico e antigo, assim como uma das primeiras da Península Ibérica.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode aceder a<a href="https://archive.org/details/religiesdalusi01vascuoft/page/94http://">qui a este trabalho fantástico</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nota: A fotografia a preto e branco foi retirada do site do Turismo do Porto e Norte de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Bibliografia adicional:<br />
1- Viagem a Portugal- José Saramago<br />
2-http://www.thesaurus.com.br/livro-na-rua/acervo/jose-leite-de-vasconcelos/</p>
<p style="text-align: justify;">3- <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_Ucanha">https://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_Ucanha</a></p>
<p style="text-align: justify;">4http://www.patrimoniocultural.gov.pt/static/data/publicacoes/o_arqueologo_portugues/serie_4/volume_26/ucanha_ameliaalbuq_joao_vaz.pdf</p>
<p style="text-align: justify;">5-http://www.roteirododouro.com/aldeias-vinhateiras</p>
<p style="text-align: justify;"><object width="480" height="390" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zRS95lsgoW4?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/zRS95lsgoW4?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="allowfullscreen" allowscriptaccess="always" /></object></p>
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		<title>Conjunto patrimonial e termas de Longroiva (Mêda) (*)-Águas milagrosas em território templário</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Oct 2018 00:03:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p>Na minha penúltima visita a Longroiva, no concelho da Mêda, em 2008, tive como cicerone o pároco António Amante, de muito saber e paciência para tão interrogador visitante, faleceria em 2010,  para ele desejo um benfazejo descanso. Longroiva é uma &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/termas-de-longroiva/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Na minha penúltima visita a <strong>Longroiva</strong>, no concelho da Mêda, em 2008, tive como cicerone o pároco António Amante, de muito saber e paciência para tão interrogador visitante, faleceria em 2010,  para ele desejo um benfazejo descanso.</p>
<p style="text-align: justify;">Longroiva é uma aldeia bonita com umas magníficas termas, um castelo templário fundado por Gualdim Pais e outro património interessante como duas igrejas e uma idílica e lindíssima fonte manuelina.<br />
As notáveis <strong>termas de Longroiva</strong>, bem como as termas da <strong>Fonte Santa</strong> (Almeida) (*) e do <strong>Cró </strong>(Sabugal) (*) foram recuperadas para dinamizarem o turismo na Beira Interior, tendo hoje condições magníficas para tratamentos. Nas primeiras trabalhei intensamente em hidrogeologia com estórias pessoais, sendo por isso Longroiva uma localidade que faz parte da minha geografia sentimental; as restantes termas também as conheci bastante bem, mais como visitante e curioso do que como cientista.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> As estelas de Longroiva</strong><br />
A povoação teve ocupação remota, como indicia a descoberta, da chamada estela de Longroiva em 1966,  no sítio do Cruzeiro Velho, à entrada da aldeia das Quintãs numa chã, em plena depressão tectónica de Longroiva. Nela está representada uma inscultura de um guerreiro da idade do Bronze, no mesmo local foram encontradas mais recentemente outras duas estelas.<br />
Por todo o aro de <strong>Longroiva </strong>abundam artefactos cerâmicos e vestígios de fundição de ferro e estanho, mas os mais importantes vestígios arqueológicos são romanos.<br />
<strong>Longroiva Romana</strong><br />
Depois dos meus estudos voltei a Longroiva mais vezes. Numa vez o nosso bom padre levou-me à capela de origem templária da Senhora do Torrão para ver o seu altar que tem uma ara romana que narra o seguinte. “Quinto Júlio Montagno Gémina Félix, cumpriu de boa vontade o seu voto a Bande Longróbico”. Quinto Júlio, segundo agradecia a uma divindade indígena. A Gémina Félix não é mais nem menos que a Sétima Legião criada por Galba, que chegou a ser Imperador por alguns meses, que caminhou contra o Imperador Nero, estando na base da derrota deste. Como Galba foi o mentor da VII Legião esta também era chamada de Legião Galbiana, que seria durante séculos a única legião romana acantonada na Península Ibérica, cujo quartel central se situava em Léon e de que existem inúmeros vestígios em Portugal. Por exemplo a VII Legião construiu a ponte romana sobre o Rio Tâmega, em Chaves, então chamada de Aquae Flaviae, ali estacionados durante o reinado de Trajano.  Um dos melhores grupos rock de alta cultura portugueses, Sétima Legião recebeu este nome em sua homenagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Compreende-se facilmente a origem ao topónimo da localidade. Seria Longróbico um parente de Bormanico (deus indígena associado as fontes termais)?O certo é que este espaço provavelmente devido as espantosas águas termais seria um local de encontro para tratamentos e também por isso santificado.<br />
<strong>Longroiva</strong> seria provavelmente um castellum romano, onde estaria o nosso Quinto Julio Montagno, aproveitando talvez um povoado. Poderia esta fortificação defender os filões de sulfuretos existentes ou mesmo as notáveis nascentes minero-medicinais do local?</p>
<p style="text-align: justify;">Quase de certeza estas águas notáveis seriam aproveitadas pelos romanos, podendo mesmo ser uma nascente santificada e venerada religiosamente pelos romanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os banhos sempre estiveram ligados ao culto da senhora do Torrão, padroeira da freguesia e, nesse sentido, o povo diz que cada banho tomado no dia 8 de setembro, dia dedicado à Santa, equivale a 8.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/10/2169.pt_.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6222" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/10/2169.pt_.jpg" alt="2169.pt" width="657" height="1024" /></a><br />
<object width="640" height="385" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/QH4O8B8OX98?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/QH4O8B8OX98?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="allowfullscreen" allowscriptaccess="always" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda na igreja matriz se encontra  se encontra- embutida na parede lateral direita de quem entra pela porta principal da igreja matriz de Longroiva (concelho  de Meda), com o letreiro na horizontal, uma epígrafe romana de granito e que diz “Potito, filho de Reburro, cumpriu o voto aos Lumbos”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Longroiva Templária</strong></p>
<p style="text-align: justify;">À época da Reconquista cristãs da Península Ibérica, esta povoação e seu castelo encontram-se relacionados entre os domínios legados ao Mosteiro de Guimarães. Mais tarde o mosteiro pertencia ao Condado Portucalense, e consequentemente os do reino de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste período, ocorreu um e surto de povoamento na região, atribuído a D. Egas Gosendes de Baião, que se acredita tenha outorgado uma Carta de Foral a Longroiva desde 1126, e posteriormente, a Fernão Mendes de Bragança (esposo da infanta Sancha Henriques e, portanto, cunhado de D. Afonso Henriques), que teria doado estes domínios de Longroiva à Ordem dos Templários (1145), sendo Mestre Hugo Martonio (ou Hugo Martins, em português).Este castelo de Longroiva (de defesa passiva, apresenta uma arquitetura militar, românica e gótica.</p>
<p style="text-align: justify;">Só passados cerca de 30 anos, em 1174, seria introduzida por D. Gualdim Pais uma mudança significativa na estrutura primitiva, a torre de menagem. Esta tem uma epigrafe da sua fundação que de forma atualizada nos diz que nos diz.</p>
<p style="text-align: justify;">“Na era de César de 1214 (ou seja, no ano de 1176 da era de Cristo) Gualdim, chefe dos cavaleiros portugueses do templo, edificou esta torre com os seus irmãos, reinando Afonso, rei de Portugal”.</p>
<p style="text-align: justify;">“[in e]RA : M CC : II MAGISTER GALD INus : CONDUTOR : PORTUGALENSIUM . MILITUM . TEmPLI . REGNA[nt]E ALFO</p>
<p style="text-align: justify;">(n)SO : PORTUGALE(n)SIUm REG(e) CUM . MILITIBUS . SUIS . EDIFICAVIT HANC . TURRIS”</p>
<p style="text-align: justify;">Ao visionar o pequeno castelo, com a torre de Menagem, evoco estes cavaleiros, de forte acervo esotérico, e vem-me  à memória a atroz sexta-feira 13 de Outubro de 1307 dinamizada pelo Rei de França, Filipe IV o Belo e pelo Papa Clemente V; o símbolo de Baphomet; o pentáculo- como símbolo de espiritualidade humana; as maldições concretizadas do Grão-mestre Jacques Molay; a demanda do Santo Graal; a origem da maçonaria; os descobrimentos Portugueses; a descoberta da América por Miguel Corte Real, cavaleiro da Ordem de Cristo em 1502,  a majestosa Charola no Convento de Cristo (*****) em Tomar e tantos outros factos.</p>
<p style="text-align: justify;">Longroiva tem também o mais antigo hurdício de Portugal, precisamente na torre de menagem, que é uma grade de madeira que coroava as torres ou os panos das muralhas que permitiam o tiro vertical com orifícios onde se encaixavam as traves de madeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Para além do hurdício os templários impuseram o alambor como se pode ver nas muralhas de Soure, de Pombal e Tomar, mas muito principalmente a Torre de Menagem. Esta implementava-se no meio do recinto, no ponto da cota mais elevada, erguendo-se em altura para permitir o tiro direto par ao exterior sem prejuízo da existência das muralhas, com planta retangular ou quadrangular, elevavam-se a mais de 10 metros, poderia ser superior a 20 metros, assentando em afloramentos rochosos. O andar térreo não tinha aberturas, sendo que o acesso a uma cota superior se fazia por escadas de madeira móvel, que em caso de perigo poderia ser retirada, isolando a torre no interior do próprio recinto.</p>
<p style="text-align: justify;">A torre de menagem transformou-se num símbolo de poder e uma referência iconográfica proeminente. Como se disse os exemplares mais antigos remontam aos meados do século XII e estão associados aos Templários, designadamente as torres de menagem de Tomar (1160), Pombal (1171), Penas Róias (1172) e Longroiva (1174), todas elas datadas com inscrições da sua inauguração no mestrado de</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho de confessar que quando observo um signo ou local relacionado com os cavaleiros do Templo, sinto que estou no limiar invisível de uma indecifrável transcendência e como estamos todos a precisar de uma sã espiritualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Dinis (1279-1325) concedeu foral à vila, e, em 1304, mandou fazer alguns reparos no castelo. Ainda em seu reinado, diante da extinção da Ordem, os domínios da povoação e seu castelo foram incorporados ao património da Ordem de Cristo (1319).<br />
Tem no seu recinto um cemitério, como em tantos outros castelos, o que de si tem importância histórica e é quase um monumento em si.</p>
<div id="attachment_6219" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/09/longroiva-termas-castelo1.jpg"><img class="wp-image-6219 size-full" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/09/longroiva-termas-castelo1.jpg" alt="Longroiva, conjunto patrimonial" width="800" height="454" /></a><p class="wp-caption-text">Longroiva</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Longroiva</strong> está ainda pessoalmente associado às minhas primeiras campanhas de campo em trabalho de geologia. As termas estão requalificadas, são já bem conhecidas, e é com algum orgulho que vi levantar o novo balneário.<br />
<strong>As Termas de Longroiva o novo balneário e indicações terapêuticas</strong><br />
O furo de água mineral que datava de 1975, com 20 metros de profundidade não estava nas melhores condições, por isso foi feito um novo furo de 215 metros de profundidade perfeitamente galvanizado e betonado.<br />
Em virtude deste furo existe hoje um caudal abundante (6,4 l/s ou seja 23040 l/h), de água sulfúrea e fluoretada que brota a 46 graus e são especialmente notáveis, pelo seu equilibrado quimismo e pela riqueza em flúor; sendo recomendadas para tratamentos do foro respiratório, dermatoses, musculo-esquléticos e degenerativas: entre as diversas maleitas que podem ser tratadas destacam-se a rino-sinusute, a psoríase, lombalgias, artites reumatóides e osteoartrose.</p>
<p style="text-align: justify;">Com as novas instalações e um magnífico hotel o número de aquistas aumentou. A construção do <strong>balneário termal de Longroiva</strong> integrou-se harmoniosa na zona envolvente.<br />
Conta a lenda que a Rainha Santa Isabel se terá banhado nas águas sulfurosas de Longroiva, aquando da sua vinda de Aragão para casar, em <strong>Trancoso</strong> (***), com D. Dinis.<br />
Continuando a falar de águas nobres, visiono do outeiro uma brecha geológica que aloja uma das águas mais interessantes que até agora conheci. É uma autêntica liga metálica “líquida”, atentando aos seus teores elevadíssimos em chumbo, magnésio, ferro, molibdénio&#8230;; obviamente que a água mineraliza ao atravessar filões de sulfuretos. As águas são as mais ácidas de Portugal, perfeitamente intragáveis e perigosas para as incautas bestas. O povo chama esta curiosidade científica “as aguas purgativas”. Na idade média eram diluídas umas gotinhas num jarro de água para cura das enfermidades estomacais e anemias!? Depois de alguns desarranjos as águas foram seladas.<br />
Também visionamos o Vale da Veiga, que não é mais do que a Falha da Vilariça, aqui também instalada, o didático grabben possibilitou a existência de uma várzea de grande fertilidade. Esta megafratura estabelece o contacto entre a Meseta Ibérica e as Montanhas Ocidentais Portuguesas. Quase todas as segundas feiras, ás 8h30 da manhã a “cumprimentei” no ano de 2005, na Ribeira de Massueime em Avelãs de Ambom (Guarda). O leitor também deve conhecer <strong>o vale do Zêzere do U na</strong> <strong>Serra da Estrela</strong> (***) em Manteigas, e que foi candidato a uma das <strong>7</strong> <strong>Maravilhas Naturais de Portugal</strong>, pois informo-o desde já que é a continuação daquela fratura.<br />
No cabeço contíguo ao castelo, a alguma distância, vejo o local da forca, suficientemente afastada para não infecionar a povoação, mas visível a todos os olhares para  servir de aviso aos potenciais prevaricadores. Eu que sou um viajante quase banal questiono-me no número de desgraçados que ali pereceram e até os crimes que cometeram!<br />
<strong>Longroiva</strong> possui ainda outro património edificado interessante: a Igreja Matriz (com a sua preciosa salva de cobre de Nuremberga doada pelo rei Dom Manuel I), a capela da Senhora do Torrão, as sepulturas antropomórficas, o solar dos Marqueses de Roriz, a idílica fonte manuelina da Concelha ou a estrada romana vinda de Marialva (civitas Aravum) para Calábria e Astroga.<br />
Longroiva tem um conjunto patrimonial muito estimável e agora com o moderno balneário da aldeia termal, merece todo o nosso carinho, pois poderá ser um projeto âncora para o concelho da Meda, no sentido da sua divulgação e promoção.</p>
<p style="text-align: justify;">Referências adicionais: <a href="https://books.google.pt/books?id=ryKtCwAAQBAJ&amp;pg=PA45&amp;lpg=PA45&amp;dq=hurd%C3%ADcio&amp;source=bl&amp;ots=DuXB4EO3Ub&amp;sig=yd_jlIkASDircQoN72azDC2Iq5c&amp;hl=pt-PT&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwiFkuOxp5beAhWFe8AKHci7AJI4ChDoATAEegQIBRAB#v=onepage&amp;q=hurd%C3%ADcio&amp;f=falsehttp://">Castelos de Portugal-Luís Correia-2011</a></p>
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		<title>Aldeia Histórica de Marialva (Mêda) (***)-É uma das mais belas aldeias da Europa</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Oct 2018 22:38:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Concelhos de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito-Guarda]]></category>
		<category><![CDATA[Mais]]></category>
		<category><![CDATA[Mêda e Trancoso]]></category>
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		<category><![CDATA[Vilas e aldeias notáveis]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>&#8220;Agosto 19 – Partida dos Cancelos para Marialva. Passamos pela vila de Meda, assaz populosa e que não oferece o aspecto de decadência das outras povoações. Caminho para Marialva terrenos pedregosos e variamente acidentados. Distância de Meda uma légua. Aspecto &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/marialva-aldeia-historica-de-portugal/">(Ler mais)</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&#8220;Agosto 19 – Partida dos Cancelos para Marialva. Passamos pela vila de Meda, assaz populosa e que não oferece o aspecto de decadência das outras povoações. Caminho para Marialva terrenos pedregosos e variamente acidentados. Distância de Meda uma légua. Aspecto miserável apesar da uberedade de um extenso vale que lhe fica próximo.<br />
Uma parte da povoação dentro da antiga cerca, mas a maior extensão desta coberta de ruínas: ainda existe aí um Pelourinho do séc. XVI –sepulturas cavadas nas rochas fora dos muros. Na ombreira de uma das portas (principal) da cerca da vila antiga estão gravadas as medidas lineares do concelho (vara, côvado, palmo) e além destas a que chamam na Beira o alquiez ou alquez, que é o perímetro de uma sola de sapato, e que ali é de grandes dimensões, talvez de palmo e meio, servindo provavelmente para fixar o tamanho de cada para de solas e ao mesmo tempo  o pé legal.&#8221;<br />
HERCULANO, Alexandre &#8211; Cenas de um ano da minha vida;<br />
Apontamentos de viagem. p. 134-135.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre que passava apressado para Trás-os-Montes, em trabalho hidrogeológico para Longroiva, admirava aquele monte acastelado que me convocava com insistência. E um dia subi a  <strong>Marialva</strong> e fiquei deslumbrado. Sentimento semelhante teria, por exemplo, mais tarde na belíssima cidade histórica de Trujillo (****) na vizinha Estremadura espanhola. Passado muito pouco tempo conheceria Marialva intimamente, porque trabalharia para que esta fosse classificada como Aldeia Histórica de Portugal.<br />
<strong>A Aldeia Histórica de</strong> <strong>Marialva</strong> (é uma das doze Aldeias Históricas da região centro de Portugal, fazendo parte da primeira geração que integrou as dez primeiras) e que foi  restaurada ao abrigo daquele programa. Das suas muralhas tem-se um enorme panorama para a Meseta Ibérica, cortada pela quartzítica serra da Marofa (*).</p>
<p style="text-align: justify;">A Aldeia Histórica de Marialva estende-se por três áreas distintas:<br />
-a Devessa, que é a povoação mais recente,situada no sopé do monte, junto a ribeira de Marialva, que se instalou sobre a antiga capital romana de <em>Civitas Aravorum</em>;<br />
-o arrabalde, que a partir do séculos XIII se expandiu a partir da porta do Anjo da Guarda;<br />
-a cidadela muralhas e o castelo, onde estão instaladas os símbolos da autoridade militar e administrativa e  restos das habitações do burgo medieval.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação a sua designação, para além de ter sido a <em>Civitas Aravorum</em>, que significa a cidade administrativa da colina, também foi conhecida como Malva pelos muçulmanos, por Castro de São Justo, a partir da reconquista de Fernando Magno e de Marialva, cuja designação já se encontra no foral de dom Afonso Henriques em 1179.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/10/marialva-21.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6206" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/10/marialva-21.jpg" alt="marialva-2" width="800" height="607" /></a><strong>O arrabalde da Aldeia Histórica de Marialva </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Arrabalde e a cidadela encontram-se implantado no topo de um morro granítico.<br />
O Arrabalde é um conjunto habitacional extramuros que apresenta uma rara rua da Corredora aqui ocorriam os jogos medievais que envolviam correrias equestres) e encontra-se milagrosamente preservada desde o século XVI. Tendo em ambos os lados, casas quinhentistas e outras de tipologia mais recente, mas cheias de carácter. Repare na Casa do Leão, na antiga tulha, na casa das Freiras, no poço-cisterna e no chafariz manuelino, o solar dos Marqueses de Marialva e pormenores judaicos além de outros pormenores dignos de nota etnográfica.<br />
Ainda nesta rua pode encontrar a Igreja de São Pedro, de origem românica, como se verifica na cachorrada lisa,  que teve  reformas no séculos XVI e XVII (aqui com púlpito externo alpendrado,  e a sacristia, com a data de 1659), um adro lateral com sepulturas antropomórficas e que tem no interior um bonito altar em talha de madeira. Mas aqui, o que mais sobressai à vista, são as pinturas murais emaranhadas, com vários estilos e épocas e de boa qualidade com apóstolos e com <em>trompe l&#8217;oiel</em> (técnica artística que cria a profundidade). Destaco as pinturas do martírio de São Sebastião emoldurado por cruzes suásticas e ainda a sereia desnudada e voluptuosa que desviava a atenção dos devotos para outros “paraísos”, acabou escondida, mas ainda bem que foste redescoberta e entusiasmas de novo os homens com sãos instintos! Os retábulos da igreja são em talha dourada edificados em 1735. A igreja de São Pedro está classificada como Imóvel de Interesse Público.<br />
Muito perto do magnífico alojamento turístico que são as <a href="http://www.casasdocoro.com.pt/casas-do-coro">Casas do Coro</a>, fica o &#8220;Drama&#8221; um raro pequeno palco para atividades teatrais, de data desconhecida.<br />
No lado oposto da igreja, a rua da corredoura termina no Largo do Cruzeiro, com a casa do Judeu (agora posto de turismo), o cruzeiro e a cisterna quinhentista.<br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/RAOI9MCTN9M" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><br />
<strong>A cidadela da Aldeia Histórica de Marialva  </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui se desenvolveu uma povoação medieval que foi de grande importância no contexto regional. Nos séculos XIII, extravasa das muralhas e no século XVIII entrou em declínio transferindo-se a população para o Arrabalde.<br />
Data do reinado do rei dom Dinis a configuração oval das muralhas que circundam a vila (560 metros de perímetro), exemplo puro das cercas góticas usada nas vilas medievais fortificadas.<br />
A cidadela tem ruínas evocativas com muralha integralmente preservada, com quatro portas góticas;</p>
<p>-a principal chamada do Anjo da Guarda ou de São Miguel, com um nicho com o anjo referido, com as medidas padrão insculpidas (utilizadas desde que Marialva, teve instituída em 1286 uma feira medieval, uma das várias criadas por o rei Dom Dinis);<br />
O rei dom Dinis, um dos maiores soberanos de Portugal, promoveu grandes obras de restauro, com o muralhamento da vila, por se situar muito próxima do adversário fronteiriço, relembre-se que antes da assinatura de Alcanices, em 1297, Marialva estava próxima da fronteira de Castela, que se situava no rio Côa.<br />
-da Traição, o Postiguinho, a oeste, com arco de volta perfeita e de acesso a capela de Santa Bárbara ou capela da Curvaceira;<br />
-e ainda as portas do Monte e de Santa Maria.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem ainda três torres (do relógio, do Monte ou dos Namorados e da Relação).</p>
<p>Incluída na muralha norte está a torre sineira de são João Batista, com cruz templária, fora da muralha a seu lado está a pequena capela com o nome do orago dos Templários, e ainda uma sepultura. Marialva está muito próxima de Longroiva, existindo aqui um enclave Templário.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/10/IMG_5432.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6203" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/10/IMG_5432.jpg" alt="IMG_5432" width="1600" height="900" /></a> <a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/10/marialva.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6204" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/10/marialva.jpg" alt="marialva" width="800" height="450" /></a>Atualmente, tendo em conta o abandono a que a vila foi votada a partir de meados do século XVIII, mantendo-se habitado o arrabalde, tudo o que o circuito das muralhas contém é um conjunto soberbo de ruínas, tornando-se por isso num dos mais espetaculares e auráticos castelos de todo o território português.O tempo como que parou e o que resta das suas casas dá conta disso mesmo.<br />
A Vila pululou de vida até meados do século XVIII, mas a brutal condenação dos Távoras em 1759 tornou-a um fantasma de pedra. Era então alcaide do castelo um Távora (ainda hoje existem dois solares dos Távoras na Região: em Souropires (*) e em Ranhados).<br />
A população transferiu-se para o arrabalde e para a planície, mais cómoda e menos comprometida com a recordação dos Távoras<br />
No interior da cerca medieval está um pequeno castelo muralhado com torre de menagem e cisterna implantada sobre o afloramento granítico.<br />
Destaco ainda, a maravilhosa laçaria da calçada, o largo da praça, onde permanece o pelourinho em gaiola, a antiga casa da Câmara, Tribunal e cadeia, que no século XIX e XX chegou a funcionar como escola primária, a antiga casa dos magistrados símbolos da ancestral autonomia  concelhia de que a localidade desfrutou e um poço-cisterna.</p>
<p style="text-align: justify;">No interior da cidadela estão duas igrejas bem preservadas:</p>
<p style="text-align: justify;">-a igreja  matriz, de estilo Manuelino e dedicado a Santiago tem pormenores românicos (uma inscrição e uma cruz) o que nos remete a primeira igreja como sendo do século XII ou XIII. No século XVI teve uma importante reforma. O interior é interessante com o púlpito e altar mor com retábulo barroco que não foi dourado (aspeto raro) profusamente decorado e com uma imagem de Santiago, o que nos remete para uma das vias de peregrinação a Santiago de Compostela. Ainda na capela mor, quase em tamanho natural, as imagens de são Francisco de Assis e de santo António, proveniente do Convento Franciscano de Vilares, a poucos quilómetros da vila e que se encontra em ruína acelerada. o rei dom Manuel I para além da reconstrução da igreja, atribui foral novo a Marialva em 1515 e promove obras no castelo, nas muralhas e no restante património, como é o caso do chafariz;<br />
-e a Capela do senhor dos Passos, também conhecida por capela da Misericórdia de estilo maneirista com elegante fachada com púlpito exterior, no interior a habitual talha dourada, e o retábulo com três imagens (de Cristo, como o Senhor da cana Verde, de santa Bárbara e são Sebastião), Destaque para o teto que possui 42 caixotões  pintados com figurações hagiográficas e cuja fiada central representa temas da Paixão de Cristo.<br />
<strong>José Saramago e Marialva</strong></p>
<p style="text-align: justify;">José Saramago no seu livro  “<strong>Viagem a Portugal</strong>” fez uma bela descrição de Marialva.<br />
“Neste largo onde está a cisterna, onde o pelourinho está, dividido ente a luz e a sombra, adeja um silêncio sussurrante. Há restos de casas, a alcáçova, o tribunal, a cadeia, outros que não se distinguem já, e é este conjunto de edificações em ruínas, o elo misterioso que as liga, a memória presente dos que viveram aqui, que subitamente comove o viajante, lhe aperta a garganta e faz subir lágrimas aos olhos. Não se diga daí que o viajante é um romântico, diga-se antes que é homem de muita sorte: ter vindo neste dia, nesta hora, sozinho entrar e sozinho estar, e ser dotado de sensibilidade capaz de captar e reter esta presença do passado, da história dos homens e das mulheres que neste castelo viveram, amaram, trabalharam, sofreram, morreram”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A cidade romana de Aravorum situava-se na Devessa de Marialva</strong><br />
Na porta de Santa Maria, de amplos horizontes medito na história obscura da cidade romana de Civitas Aravorum que jaz a seus pés sob a Devessa banal.<br />
Este penhascoso monte era conhecido como Aravor (topónimo de origem celta que significa alta colina). Por causa da Pax Romana a população desceu a encosta e fundou a mais importante cidade romana desta região, com estatuto de Capital &#8211; a lendária Civitas Aravorum.<br />
Antes de indicarmos mais alguns dados da cidade romana, vale a pena conhecer a lenda da origem toponímica da localidade.<br />
<strong>A lenda de Maria Alva, a “dama dos pés de Cabra” e o templo de Júpiter</strong><br />
É a famosa <a href="http://pascoalita.blogspot.com/2006/07/aldeias-histrias-marialva.html">lenda da Maria Alva</a>, segundo tradição popular, que dá nome a localidade.<br />
&#8220;Existia há muitos anos na aldeia que hoje se chama Marialva uma lindíssima rapariga que a todos encantava com a sua beleza, mas que ao mesmo tempo intrigava porque só usava saias a arrastar. Como era linda, claro que todos os rapazes queriam casar com ela, mas a todos respondia com agrado e simpatia, que só casaria com um rapaz que fizesse os sapatos à medida do seu pé.<br />
Havia na aldeia um sapateiro de nome Baltazar como era muito manhoso combinou com a criada, de colocar farinha no chão do quarto, para assim ficarem as marcas dos pés de Maria Alva. E tudo correu como eles planearam, pela manhã quando Maria Alva se levantou, e saiu para dar o seu passeio, a criada chamou Baltazar e os dois contemplaram as marcas dos pés da belíssima Maria Alva. Baltazar em vez de ir para sua casa fazer os sapatos para a Maria Alva foi para a rua e apregoando dizia:<br />
&#8211; Maria Alva tem corpo de gente e pés de cabra! Maria Alva tem corpo de gente e pés de cabra!<br />
Maria Alva ouviu aquilo subiu à torre do seu palácio e perguntou:<br />
&#8211; Ó Baltazar a quantos te vais gabar?<br />
&#8211; A quantos vir e encontrar. Respondeu ele.<br />
Maria Alva não quis ouvir mais nada subiu ao cimo da torre e de lá se atirou morrendo instantaneamente.<br />
E assim a aldeia herdou o nome de “Marialva”.&#8221;<br />
Todos conhecem na região o edifício, onde a infeliz se arremessou. Este observado atentamente verifica-se que terá sido uma construção romana; são os vestígios de um templo dedicado a Júpiter do fórum e onde se encontrou uma lápide dedicada aquela divindade. Na Devessa foi ainda descoberto uma inscrição consagrada a Adriano de 179 (o mesmo do romance notável de Marguerite Yourcenar). Por toda a planície abundam vestígios romanos, inclusive uma pequena ponte romana e a naumáquia, vestígios bem preservados do sistema hidráulico que abastecia a cidade. Acredito que a mítica Civitas Aravorum ainda tem muito para desvendar sob a Devessa, por isso qualquer escavação utilitária deve ser alvo de acompanhamento arqueológico.<br />
A civitas mais próxima tinha um templo a <strong>Torre de Almofala</strong> (*) e que se encontra bem preservado e já foi descrito no Portugal Notável.<br />
Haja dinheiro e aprazimento político, pois técnicos com vontade de revelar o passado romano não faltam.<br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/2QHgt7sTkgI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><br />
<strong>Os Condes de Marialva</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Titulo nobiliárquico dado por dom Afonso V, em 1440, que o concedeu a Vasco Fernandes Coutinho, meirinho-mor do reino e marechal, pelo seu importante  envolvimento nas campanhas  militares do Norte de África. Encontra-se sepultado no mosteiro de Salzedas (Tarouca) (*). o 1º Conde de Marialva  era filho do alcaide de Trancoso, Gonçalo Vasques Coutinho, o vencedor da Batalha de Trancoso em 1385 que também era irmão de Álvaro Gonçalves Coutinho, o celebre Magriço dos doze de Inglaterra. O condado foi extinto em 1534 por morte ,sem descendência do 4º conde de Marialva.<br />
Dona Luísa de Gusmão, então regente do reino por menoridade de Afonso VI faria desta terra um marquesado, dando o primeiro título de Marquês de Marialva ao 3º Conde Cantanhede, António Luís de Meneses, brilhante vencedor nas linhas de Elvas, Valência de Alcântara e Montes Claros e que possibilitaria a nossa independência por mais alguns séculos. Dom António Luís de Menezes  foi um 40 conjurados desde o inicio envolvidos na conspiração de 1640. Participou em alguns dos episódios bélicos, na beira e no Alentejo, tendo comandado a força portuguesa que participou na Batalha das Linhas de Elvas  (1659), participando na recuperação de Évora (1661), tomado Valência de Alcântara (1661) e ido em socorro em Vila Viçosa cercada pelos espanhóis, vencendo-os na Batalha de Montes Claros (1665), praticamente, pondo fim a Guerra da Restauração.<br />
Infelizmente alguns descendentes do primeiro Marquês mancharam o seu nome. Gente sem escrúpulos, machista, em que o  critério era a do hedonismo, desrespeitando a dignidade humana &#8211; o “marialvismo”!<br />
<strong>A tragédia dos Távoras em Marialva</strong><br />
Gostamos tanto de <strong>Marialva </strong>que procuramos uma chave de ouro para concluir este artigo; poderia evocar a tranquilidade da sua paisagem, a altivez do silêncio profundo, as ruínas feitas de escombros que imprimem uma natural poesia e beleza ao local e até o passeio solitário na cidadela quimérica onde se sente uma enorme paz interior. Por fim, decido que a conclusão não será minha, mas do nosso Nobel, José Saramago.<br />
“Enfim, partiu. Vai andando pela planície, o Sol está-lhe à altura dos olhos, alguma coisa o viajante cresceu depois de ir ao castelo de Marialva. Ou é o castelo de Marialva que vai com o viajante e o torna maior. Tudo pode acontecer em viagens como esta”.</p>
<p style="text-align: justify;">1-Do blogue: <a href="http://medalendasetradicoes.blogspot.com/2010/03/lenda-da-maria-alva-pes-de-cabra.htmlhttp://">Meda,Lendas e Tradições</a>.</p>
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		<title>Anta capela de Pavia ou Capela de São Dinis (Mora) (*)</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Aug 2018 01:23:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Arraiolos e Mora]]></category>
		<category><![CDATA[Concelhos de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito-Évora]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Anta de Pavia A Anta de Pavia situada no largo central da vila foi transformada em Capela de São Dinis e situa-se no concelho de Mora. É uma das 4 antas capelas notáveis de Portugal. Aconselho-o a ler sobre as restantes antas &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/anta-capela-pavia-sao-dinis-mora/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Anta de Pavia</h4>
<p style="text-align: justify;">A Anta de Pavia situada no largo central da vila foi transformada em Capela de São Dinis e situa-se no concelho de Mora. É uma das 4 antas capelas notáveis de Portugal.<br />
Aconselho-o a ler sobre as restantes antas capela notáveis já publicadas no Portugal Notável:<br />
• <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/dolmen-da-capela-do-senhor-do-monte-penedono-terras-do-demo/">Anta Capela do Senhor do Monte (Penedono)</a> <span style="color: #000000;">(**)</span></span><br />
•<a href="http://www.portugalnotavel.com/anta-das-alcobertas-rio-maior/"><span style="color: #0000ff;"> Anta capela das Alcobertas (Rio Maior)</span> </a>(**)<br />
•<a href="http://www.portugalnotavel.com/anta-capela-sao-brissos-senhora-livramento/"><span style="color: #0000ff;">Anta-capela de São Brissos ou da Senhora do Livramento (Montemor-o-Novo)</span></a> (*)</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei de onde surgiu a expressão popular &#8220;Roma e Pavia não se fizeram num dia&#8221; e é usada para justificar algo que tem feito com serenidade, constância e tempo, para que seja o melhor possível. Roma sabemos todos onde fica, Pavia, não sei se é a esta localidade a que se refere o ditado, e se é, qual a relação entre uma das cidades mais famosas do mundo e uma pequena vila esconsa, mas simpática no concelho de Mora?</p>
<p style="text-align: justify;">Seja como for esta Anta de Pavia não se fez num dia e é invulgar sendo também por isso classificada como Monumento Nacional em 1910.</p>
<p style="text-align: justify;">A anta de Pavia terá sido erguida nos séculos IV/III antes de Cristo em sítio da planície alentejana enquadrada no &#8220;megalitismo eborense&#8221;.<br />
A anta é constituída apenas por uma Câmara com grandes dimensões (3 m de diâmetro, 3,3 m de altura), constituída por sete esteios, com laje de cobertura, servindo de pequena capela. Antecede a entrada da capela uma escadaria de três degraus, flanqueada por dois esteios do corredor. Uma cruz eleva-se sobre um frontão ladeado a norte por um pequeno campanário. A Anta de Pavia é um monumento funerário neolítico em granito. Os intervalos entre os esteios bem como parte da cobertura foram preenchidos por alvenaria e argamassa mais recentemente. Virgílio Correia encontrou no segundo quartel do século XX em escavações efetuadas na Anta de Pavia fragmentos de cerâmica, placas de xisto (duas das quais inteiras), e objetos de pedra polida e que a anta estava dividida em vários compartimentos funerários.<br />
Não se sabe ao certo quando foi transformado em capela, sabendo-se apenas que terá sido antes de 1625, data em que já aparece referida com a designação.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/anta-capela-de-pavia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6179" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/anta-capela-de-pavia.jpg" alt="Anta de Pavia" width="778" height="654" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">No interior tem um curioso altar com um frontal revestido de azulejos barrocos de cores azul e branco de boa qualidade com a representação de dois querubins que ladeiam uma cartela com três ovelhas doentes e um ancião, o que nos pode remeter para São Malaquias, datado de 1730 apesar da capela  ser popularmente conhecida como de são Dionísio ou São Dinis.</p>
<p style="text-align: justify;">Então a capela será dedicada a Malaquias ou a Dinis, e neste caso a qual deles?</p>
<p style="text-align: justify;">Fazendo uma aparte, refiro que São Malaquias tem uma famosa profecia, segundo a qual o Papa Francisco seria o penúltimo papa <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Profecia_dos_Papas">(ver aqui)</a>. O texto da profecia aparece pela primeira vez em 1595 num volume publicado pelo beneditino veneziano Arnold de Wyon, onde são recolhidas 111 divisas em latim, correspondentes a cada um dos papas desde Celestino II (1143-1144), e que, segundo Wyon, seriam obra de São Malaquias, do século XII. No documento, cuja autenticidade e paternidade são postas em causa pelos especialistas, ao actual papa é consagrada a 111.ª divisa: &#8220;a glória da oliveira&#8221;. Depois, segundo a última divisa, vem a perseguição da Igreja e &#8220;passadas as tribulações, a cidade das sete colinas será destruída e o Juiz terrível julgará o seu povo&#8221; (1).</p>
<p style="text-align: justify;">O louvor a São Dinis pode ser um louvor ao rei Lavrador por ter sido o rei que passou foral aos pavienses em 1287.</p>
<p style="text-align: justify;">Já coincidentemente em relação ao monumento megalítico carregado dos seus pergaminhos pré-históricos, eventualmente com conotações com cultos e rituais de fertilidade associa-se  São Dionísio ou Dinis como a cristianização de Dionysios ou seja Baco.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/Anta_de_Pavia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6180" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/Anta_de_Pavia.jpg" alt="Anta_de são Dinis" width="1122" height="604" /></a>De santos e santas dionísios está o céu pejado, pois contam-se 22 santos (ou veneráveis, beatificados) com o nome de Dionísio e três santas mártires (Dionísia).</p>
<p style="text-align: justify;">O Santo Dinis  mais famoso é o são Dênis de Paris e  foi, durante muito tempo, venerado como único padroeiro de França, até surgir santa Joana d’Arc para dividir com ele a grande devoção cristã do povo daquele país.</p>
<p style="text-align: justify;">De origem italiana, ele era um jovem missionário enviado pelo papa Fabiano para evangelizar a antiga Gália do norte no ano 250, portanto no século III.</p>
<p style="text-align: justify;"> É o padroeiro de Paris, porque foi o seu primeiro bispo e formou, então, a primeira comunidade católica em Lutécia, atual Paris, morreu decapitado no local hoje conhecido como Montmartre, isto é, ‘Colina do Mártir’, e mesmo sem cabeça, teve a lucidez de pegar nela e caminhar todo lampeiro até a sua igreja para ser enterrado na Abadia de Saint-Denis, local onde, tradicionalmente, todos os reis da França deveriam ser enterrados</p>
<p style="text-align: justify;">O patriarca Dionísio no seu modo de vida não parece relacionar-se com Baco e estarmos aqui apenas perante um feliz coincidência. Alguns  outros santos conhecidos com este nome foram pagãos convertido (tal como a anta era pagã e foi cristianizada).</p>
<p style="text-align: justify;">Nota particular: Tivemos muita sorte e tive um bom almoço e barato com a fressuras e vísceras de borrego; ainda aqui vejo a conta 10 euros, o manjar principal mais dois pratos da melhor sopa alentejana. Procure pela Isabel em Pavia.<br />
<strong> Referências adicionais</strong>: <a href="https://dspace.uevora.pt/rdpc/bitstream/10174/3916/3/01a_PAlvim%2BLRocha.pdf">Pode aqui ler um ótimo artigo sobre as Antas de Mora por Leonor Rocha</a></p>
<p style="text-align: justify;"><iframe src="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-PT&amp;geocode=&amp;q=Anta+de+Pavia,+Largo+Manuel+Jos%C3%A9+Casimiro,+Mora,+Portugal&amp;aq=0&amp;oq=Anta+d&amp;sll=38.892861,-8.017599&amp;sspn=0.264543,0.676346&amp;t=h&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=Junta+De+Freguesia+De+Pavia,+Largo+Manuel+Jos%C3%A9+Casimiro,+Pavia,+7490+Mora,+%C3%89vora,+Portugal&amp;z=14&amp;ll=38.894836,-8.017617&amp;output=embed" width="425" height="350" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe><br />
<small><a style="color: #0000ff; text-align: left;" href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=embed&amp;hl=pt-PT&amp;geocode=&amp;q=Anta+de+Pavia,+Largo+Manuel+Jos%C3%A9+Casimiro,+Mora,+Portugal&amp;aq=0&amp;oq=Anta+d&amp;sll=38.892861,-8.017599&amp;sspn=0.264543,0.676346&amp;t=h&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=Junta+De+Freguesia+De+Pavia,+Largo+Manuel+Jos%C3%A9+Casimiro,+Pavia,+7490+Mora,+%C3%89vora,+Portugal&amp;z=14&amp;ll=38.894836,-8.017617">Ver mapa maior</a></small></p>
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		<title>Jardim da Manga (Coimbra) (**)</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2018 01:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>O Jardim da Manga é um monumento único em Portugal, que simboliza a fonte da vida eterna, com Deus a espalhar a sua palavra pelo mundo. As palavras são simbolizadas pela água-Fonte da Vida. É uma das mais belas Fons &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/jardim-da-manga-coimbra/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Jardim da Manga é um monumento único em Portugal, que simboliza a fonte da vida eterna, com Deus a espalhar a sua palavra pelo mundo. As palavras são simbolizadas pela água-Fonte da Vida. É uma das mais belas <em>Fons Vitae</em> da Europa.</p>
<p style="text-align: justify;">O Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra era constituído, em meados do século XVI, por um um grande conjunto edificado, do qual faziam parte três claustros, que serviam para várias finalidades da vida comunitária dos cónegos regrantes de Santo Agostinho: o claustro do Silêncio (***), o claustro da portaria, desaparecido (onde hoje se encontra o edifício da Câmara Municipal de Coimbra) e o claustro da Manga.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/Claustro-da-Manga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6158" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/Claustro-da-Manga.jpg" alt="Claustro da Manga" width="1152" height="864" /></a>Em 1527, por iniciativa de dom João III, foi começada uma reforma da instituição. A frente do mosteiro ficou frei Brás de Barros (de Braga), homem de vasta cultura renascentista,  a quem se deve a construção do claustro da Manga. Hoje apenas está intacto o corpo central conhecido por Jardim da Manga ou Fonte da Manga. Relembro que a data que fixou a universidade portuguesa a Coimbra foi a de 1537, sete anos mais tarde todas as suas Faculdades instalam-se no Paço Real da Alcáçova, que a rua da Sofia se começou a construir-se em 1535 ao mesmo tempo que que o Jardim da Manga,  e que o Concílio de Trento decorreu entre 1545 e 1565. Estes dados são indicados para quem quiser estudar melhor toda esta temática e entender como se vai do fausto renascentista para o rigor severo tridentino e como todo isto afetou as construções quinhentistas em causa, mas também para dar pistas de como a religiosidade da Contra Reforma, foi uma das causas da decadência do Reino de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/claustro-da-manga-papagaio1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6172" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/claustro-da-manga-papagaio1.jpg" alt="claustro da manga papagaio" width="362" height="553" /></a>O <strong>Claustro da Manga</strong> foi construído na década de 30 do século XVI, e como obra da renascença o seu jardim, que ainda existe é magnífico com o simbolismo que encerra, sendo por isso, uma das mais importante Fontes da Vida da arquitectura europeia, sendo baseada nas casas de fresco renascentistas italianas.<br />
O arquitecto foi João de Ruão, que morava um pouco acima e que controlaria muito facilmente a sua obra. Com a sua equipa executou as partes escultóricas e os retábulos no inteiro dos cubelos, que actualmente se encontram deteriorados.</p>
<p style="text-align: justify;">Conta ainda a lenda que o plano de arquitetura para construção do Jardim da Manga terá sido guisado na manga do próprio rei dom João III.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/Jardim-da-Manga-Fonte-da-Vida.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6159" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/Jardim-da-Manga-Fonte-da-Vida.jpg" alt="Jardim da Manga-Fonte da Vida" width="1152" height="864" /></a>O conjunto é composto por um templete circular, com um lanternim simbolizando o Universo ou Firmamento, a cúpula apoia-se em oito colunas. Peço desde já ao meu estimado leitor para fixar este número.</p>
<p style="text-align: justify;">No centro está uma taça de onde jorra a água que alimentava todo o sistema, hoje está no chão, ao inicio estava em pé alto. Representa a palavra de Deus, um libelo para ação usando a alegoria da Água.</p>
<p style="text-align: justify;">Formando um X, há quatro capelas tipo guarita, que ficam isoladas, a que se acede por uma ponte em tempos de madeira. As quatro capelas cilíndricas também aludem aos quatro evangelhos e cada uma é dedicada a um santo eremita: São João Baptista que ao retirar-se para o deserto se tornou no primeiro dos eremitas; Santo Antão, São Paulo-o-Eremita e São Jerónimo, infelizmente os retábulos estão muito desgastados.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/Jardim-da-manga.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6155" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/Jardim-da-manga.jpg" alt="Jardim-da-manga" width="800" height="608" /></a>As escadas de acesso ao templete têm seis degraus. Número que simboliza a representa união, equilíbrio, perfeição, harmonia, aqui entre Deus e o mundo terreno. Os oito tanques unidos dois a dois, formam os quatro rios do Paraíso, referidos no Génesis: Nilo, Ganges, Tigre e Eufrates; os quatro rios correm para os quatro pontos cardeais. As quatro ruas que dão acesso ao templete significam a Terra, o mundo material, e que representam os 4 continentes conhecidos na Terra no século XVI. Os jardins que envolviam o conjunto simbolizavam o Paraíso.</p>
<p style="text-align: justify;">As gárgulas no friso do templete representam as forças do Mal e o sofrimento, ao todo são 16. Duas em cada cubelo e outras 8 ba continuação da cada coluna. Os oito animais, aos pares, cão e papagaio no cimo das escadas, parecem vigiar todo aquele cenário, o primeiro simboliza a fidelidade e o segundo a eloquência.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/17929779_o3bEp.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6160" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/17929779_o3bEp.jpeg" alt="17929779_o3bEp" width="4000" height="3000" /></a>Temos que entender que estamos em presença de uma ordem de Santo Agostinho e que este na sua obra a &#8220;Doutrina Cristã&#8221; o quatro era um número importante. &#8220;A ignorância dos números também impede compreender quantidade de expressões empregadas nas Escrituras sob forma figurada e simbólica. Certamente, um espírito bem nascido sente-se levado a perguntar o significado do facto de Moisés, Elias e o Senhor terem jejuado por quarenta dias (Ex 24, 18; I Rs 19,8; Mt 4, 2). Ora, esse acontecimento propõe um problema simbólico que só é resolvido por exame atento do número 4. Compreende o número 40 quatro vezes 10. É num ritmo quaternário que prossegue o curso do dia e do ano. Divide-se o dia em espaços horários da manhã, do meio-dia, da tarde e da noite. O ano estende-se nos meses da primavera, do verão, do outono e do inverno&#8221;.3</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/manga-coimbra1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6173" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/manga-coimbra1.jpg" alt="manga coimbra" width="615" height="392" /></a>Quanto ao número das colunas, 8 ele é o símbolo da ressurreição, da transfiguração: anuncia a futura era eterna: comporta não só a ressurreição de Cristo, como também a do Homem o <strong>número 8 (oito)</strong> é, universalmente, considerado o símbolo do equilíbrio cósmico. É um número que possui um valor de mediação entre a terra e o céu, e por isso está relacionado com o mundo intermediário e que tão bem se enquadra neste notável monumento.<br />
Todo o conjunto desenha uma cruz, a que se sobrepõe uma outra como já se disse em X, cujos braços conduzem às capelas. &#8220;A grande Cruz é o símbolo de Cristo e do seu Martírio; a mais pequena representa a humildade no sofrimento e refere-se ao martírio de Santo André”.2<br />
Actualmente são milhares de pessoas que passam diariamente ao lado do <strong>Jardim da Manga</strong> e é raro o transeunte que admira aquela obra de arte e que é uma das primeiras obras arquitectónicas inteiramente renascentistas feitas em Portugal.  Defronte ficava a famosa <a href="http://www.portugalnotavel.com/torre-de-santa-cruz-coimbra/"><strong>Torre de Santa Cruz</strong> (**) que foi demolida</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/claustro-manga-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6169" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/claustro-manga-2.jpg" alt="claustro manga 2" width="544" height="392" /></a></p>
<p><strong>Referências adicionais:</strong></p>
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<p style="text-align: justify;">1-Di<span style="color: #000000;">cionário dos Símbolos de J. Chevalier e A. Gheerbrant .<span class="title">Editor: </span> <span class="text">Editorial Teorema. </span><span class="title">Edição ou reimpressão: </span> <span class="text">abril de 1994</span></span><br />
<span style="color: #000000;"> 2- História da Arte Portuguesa; Direcção de Paulo Pereira. Volume II, página 412.</span></p>
<p style="text-align: justify;">3- A Doutrina Cristã de Santo Agostinho. <a href="https://catolicotridentino.files.wordpress.com/2017/11/patrc3adstica-vol-17-a-doutrina-crista-santo-agostinho.pdf">Ligação para o livro. </a></p>
</div>
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		<title>Torre da Cerca de Santa Cruz (Coimbra) (**) (Demolida)</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Aug 2018 01:02:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[Concelhos de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito-Coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[Mais]]></category>
		<category><![CDATA[Património Notável desaparecido]]></category>
		<category><![CDATA[Todos os artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Coimbra foi uma cidade que viu ao longo do século XX o seu património monumental ser parcialmente destruído. A românica torre de Santa Cruz é um exemplo. A torre fazia parte da cerca defensiva, que incluía outras torres  do vasto &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/torre-de-santa-cruz-coimbra/">(Ler mais)</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Coimbra foi uma cidade que viu ao longo do século XX o seu património monumental ser parcialmente destruído. A românica torre de Santa Cruz é um exemplo. A torre fazia parte da cerca defensiva, que incluía outras torres  do vasto e importante mosteiro de Santa Cruz, pertencente a ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho.</p>
<div id="attachment_6142" style="width: 571px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/03/coimbra-antiga.jpg"><img class="wp-image-6142 size-full" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/03/coimbra-antiga.jpg" alt="Torre de Santa Cruz- coimbra antiga" width="561" height="802" /></a><p class="wp-caption-text">Torre de Santa Cruz</p></div>
<p style="text-align: justify;">A Torre de Santa Cruz era ladeada pelo celeiro do mosteiro, onde hoje se encontra a esquadra da PSP,  mesmo em frente ficava o claustro da enfermaria, cuja parte central é o <strong><a href="http://www.portugalnotavel.com/2010/03/jardim-ou-claustro-da-manga-coimbra/">Jardim da Manga</a></strong> (**), e onde se encontra a escola secundária Jaime Cortesão era a vasta e importante enfermaria.</p>
<p style="text-align: justify;">A torre de Santa Cruz situava-se onde hoje se encontra a fonte Nova ou dos Judeus e a escadaria de Montarroio.</p>
<div id="attachment_6141" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/03/17-Joao-Pinho-As-autoridades-procedendo-à-remoção-do-entulho-e-inspecção-669x1024.jpg"><img class="wp-image-6141 size-full" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/03/17-Joao-Pinho-As-autoridades-procedendo-à-remoção-do-entulho-e-inspecção-669x1024.jpg" alt="Torre de Santa Cruz-Coimbra-limpeza de entulho" width="669" height="1024" /></a><p class="wp-caption-text">Torre de Santa Cruz-Coimbra-limpeza de entulho</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>A FONTE DOS JUDEUS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Já existia uma fonte com o nome fonte dos Judeus em 1137, naturalmente por se situar junto da judiaria. No entanto por um documento de 1429, é designada como fonte nova. Como era equipamento importante, porque sem água não existe vida, foi renovada em 1725, de que resultou o exemplar que hoje existe. No entanto não está no seu lugar original. Originalmente estava junto do inicio da subida da rua do Colégio Novo onde se situava a sua nascente. Ainda no século XIX foi transportada para junto da entrada do mercado Municipal. Concluída em 1986 a escadaria de Montarroio, foi quando se transferiu a fonte.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as pilastras foram colocados elementos ornamentais, nomeadamente dois mascarões, de onde sai a água, uma inscrição com um grande letreiro com o brasão da cidade, por cima do entablamento estão as Armas de Portugal. A inscrição tem uma longa legenda, num estilo rebuscado alusiva à obra, quem a promoveu e que alude ao facto da fonte estar perdida, as circunstâncias da sua reconstrução e então renascer como se fosse uma fénix.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/03/Torre-de-Santa-Cruz-Coimbra1.jpg"><img class="aligncenter wp-image-6144 size-full" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/03/Torre-de-Santa-Cruz-Coimbra1.jpg" alt="Torre-de-Santa-Cruz-Coimbra" width="583" height="800" /></a><strong>O CELEIRO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O celeiro foi edificado no século XVII que veio substituir o local que habitacional que existia desde o século XIII, pertencente aos priores-mores. Mantem ainda da sua estrutura original os seus três pisos, as janelas e as abóbodas interiores em tijolo e o seu amplo corredor central.</p>
<p style="text-align: justify;">No edifício do celeiro se instalou, a cadeia civil de Coimbra, em 1854 para substituir a cadeia da Portagem, a que se chamou o Inferno dos Vivos e do Aljube. Atualmente existe uma esquadra da Polícia de Segurança Pública e onde a minha mãe trabalhou entre 1968 e 1970. Ao celeiro chegavam todos os anos, pelo menos em Setembro, pelo são Miguel, produtos de vários locais do País, onde os crúzios tinham rendas, enchendo a adega e o celeiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/claustro-manga-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6169" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/claustro-manga-2.jpg" alt="claustro manga 2" width="544" height="392" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">ENFERMARIA GERAL DO MOSTEIRO</p>
<p style="text-align: justify;">Também no século XVII foi construída a Enfermaria Geral do Mosteiro, construído no sitio da horta, o edifício tinha algum afastamento das construções principais, para evitar o perigo de contágio e proporcionar mais sossego aos doentes. Também tinha uma longa fachada voltada para sul para que ficasse bem exposta ao sol, para melhoria dos enfermos.</p>
<p style="text-align: justify;">A enfermaria já teria algumas celas individuais, luxo que hoje ainda não existe em alguns hospitais.</p>
<p style="text-align: justify;">No interior do edifício atual, que é o Liceu Jaime Cortesão, sobrevive um corredor, com abóbodas de berço interrompidas por cinco cúpulas nas quais na reforma do século XVIII foram abertos lanternins, que ainda hoje se mantêm. Na fachada voltada para a rua subsistem três arcos que agora estão entaipados. O meu irmão fez aqui o liceu nos anos noventa.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o jardim da Manga é uma obra notável, será alvo de maior profundidade em artigo exclusivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/03/torre-santacruz2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-6146" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/03/torre-santacruz2.jpg" alt="torre santacruz2" width="1280" height="960" /></a><strong>E Finalmente a TORRE DE SANTA CRUZ</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como os terrenos do Mosteiro de Santa Cruz (***), se situavam no exterior da Almedina da cidade, estes foram envolvidos por um recinto amuralhado (ainda existem alguns vestígios) com torres.</p>
<p style="text-align: justify;">A torre de Santa Cruz, era a principal, robusta e imponente e deve remontar ao século XII ou XIII. Tinha 24 metros de altura e paredes com 2,8 metros de espessura dispondo de poucas aberturas.</p>
<p style="text-align: justify;">No século XVI, passou-se para lá a torre dos sinos de Coimbra, em numero de 9.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1539 foi achado na torre um tesouro de moedas de ouro e lascas de ouro e prata. O tesouro que deveria ter sido escondido e aí esquecido algures entre os século XII e XIII. Foram vários os que o reclamaram, entre os quais o rei dom João III e o seu irmão, dom Duarte, comendatário do mosteiro no ano do achado. Em 1542, judicialmente foram reconhecidos como legítimos proprietários o monarca e o achador do tesouro, que tem a graça de Aleixo de Figueiredo, espero que bom uso tenha dado ao tesouro.<br />
No século XVIII, em 1758, foi a torre remodelada, erguendo-se altaneira com duas ventanas em cada face e remate bulboso, por cima da robusta quadra fortificada medieval. Esta estrutura barroca com 6 metros de altura deve ter contribuído para a sua ruína<br />
A Torre entrou em arruinamento e como os ingratos conimbricences nada fizeram, e como ameaçava os transeuntes e os edifícios contíguos, esta acabou por ser demolida no dia 3 de Janeiro de 1935 com a colaboração dos bombeiros, processo que durou três dias que, para isso, injetaram água nos seus alicerces.</p>
<p style="text-align: justify;">A Gazeta de Coimbra fazia a seguinte descrição do acontecimento: <em>&#8220;Queda imponente, majestosa, gradiosisíma dum belo-horrível deslumbrante&#8221;. </em>Espetáculo que a minha avó assistiu, acompanhada de centenas de conimbricenses.</p>
<p style="text-align: justify;">E como tudo se transforma os sinos de Santa Cruz podem continuar a tocar, pois foram refundidos, de grandes tornando-se pequenos, e aplicados nas várias réplicas de monumentos religiosos nacionais do Portugal dos Pequenitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Fui o autor de um artigo no Diário de Coimbra, que pedia a sua reconstrução. O artigo teve algum impacto na época, não sei onde se encontra e perdeu-se algures num computador que eu tive.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria hoje uma das maiores e a mais possantes torres medievais em Portugal e um ícone de Coimbra.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem a quiser conhecer, pode dirigir-se ao <strong>Portugal dos Pequenitos</strong> (*), onde se encontra a sua reprodução miniatural, com o galo, os sinos e os seus relógios.</p>
<p style="text-align: justify;">Artigo original escrito em 3 de Março de 2010 e remodelado em Agosto de 2018.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências adicionais</strong>: <a href="http://campeaoprovincias.pt/opiniao/atentado-ao-patrimonio-a-torre-de-santa-cruz-desapareceu-ha-82-anos">Atentado ao património: A Torre de Santa Cruz desapareceu há 82 anos, artigo de João Pinho para o Campeão das Provincias. </a></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Mosteiro de Santa Cruz -Coimbra(***)(I)-O que ainda existe!</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Aug 2018 23:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[Concelhos de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Distrito-Coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[Mais]]></category>
		<category><![CDATA[Todos os artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O Mosteiro de Santa Cruz, pertencente a Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho-da Igreja Católica Romana, seguia uma regra instituída a partir dos ensinamentos do filósofo Santo Agostinho. Os seus membros são chamados cónegos pretos numa referência à cor &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/mosteiro-de-santa-cruz-coimbra-i/">(Ler mais)</a></p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Mosteiro de Santa Cruz, pertencente a Ordem dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho-da Igreja Católica Romana, seguia uma regra instituída a partir dos ensinamentos do filósofo Santo Agostinho. Os seus membros são chamados cónegos pretos numa referência à cor do hábito de manto que usam, ou Crúzios devido à sua casa principal em Portugal ter sido no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.<br />
Começou a fazer-se em 29 de Junho de 1131, no exterior da cerca de Coimbra, no sítio dos Banho Régios, pelo arcediago D. Telo.<br />
O altar-mor do primitivo edifício monástico foi sagrado, cerca de 1150, pelo bispo D. João Peculiar (este corou dom Afonso Henriques como Rei de Portugal. S. Teotónio foi o primeiro Prior do Mosteiro (e primeiro Santo de Portugal) e com outros religiosos da ordem,foram os verdadeiros guias espirituais e conselheiros do nosso primeiro rei e com isto tiveram papel primordial na génese do reino de Portugal. A instituição recebeu muitos privilégios papais e doações dos primeiros Reis de Portugal tornando-se a mais importante casa monástica do reino a par do Mosteiro de Alcobaça, esta pertencente aos monges de Cister.<br />
Obteve diversos privilégios régios, entre os quais o de estar isento da jurisdição episcopal. A paróquia de Santa Cruz foi criada ao redor do edifício monástico, com sede na sua igreja, estando sob a alçada do mosteiro.</p>
<div id="attachment_6117" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/800px-Grão_Vasco_Pentecostes_da_capela_da_portaria_do_mosteiro_de_Santa_Cruz_de_Coimbra_1534-35_assinada_Velasco.jpg"><img class="wp-image-6117 size-full" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/800px-Grão_Vasco_Pentecostes_da_capela_da_portaria_do_mosteiro_de_Santa_Cruz_de_Coimbra_1534-35_assinada_Velasco.jpg" alt="Mosteiro de Santa Cruz Grão_Vasco,_Pentecostes_da_capela_da_portaria_do_mosteiro_de_Santa_Cruz_de_Coimbra,_1534-35,_assinada_Velasco" width="800" height="805" /></a><p class="wp-caption-text">Mosteiro de Santa Cruz-Pentecostes</p></div>
<p style="text-align: justify;">Em 1185 o rei dom Afonso Henriques escolhe-o para seu descanso eterno conferindo-lhe o estatuto de primeiro Panteão Real, onde também se encontra o túmulo de dom Sancho I.<br />
Entre a sua fundação (1131) e a sua extinção (1834), mediaram 700 anos, o mosteiro protagonizou uma história de enorme relevância na afirmação de política, religiosa e cultural de Portugal e na produção e irradiação de conhecimento e que esteve na génese no século XVI, no estabelecimento em definitivo da Universidade em Coimbra.<br />
<iframe src="https://www.youtube.com/embed/gcvmRpdgyQ8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><br />
A extinção das ordens religiosas, decretadas em 1834, pelo regime liberal, e a apropriação dos seus bens pelo estado, foi o maior crime cometido contra o Património Nacional, até ao final do século XX. Agora o triunfo da importância do lucro, tem sido causa de terríveis maleitas à estética e ao património natural e cultural de Portugal.<br />
Desta extinção, no Mosteiro de Santa Cruz, muito foi destruído, algo foi transformado, mas felizmente muito ainda existe, que merece ser conhecido, defendido e divulgado.</p>
<div id="attachment_6119" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/Políptico_do_Mosteiro_de_Santa_Cruz_Cristóvão_de_Figueiredo.jpg"><img class="wp-image-6119 size-full" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/08/Políptico_do_Mosteiro_de_Santa_Cruz_Cristóvão_de_Figueiredo.jpg" alt="Políptico_do_Mosteiro_de_Santa_Cruz_(Cristóvão_de_Figueiredo)" width="800" height="912" /></a><p class="wp-caption-text">Políptico_do_Mosteiro_de_Santa_Cruz_</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Património edificado ainda existente:</strong><br />
-Igreja de Santa Cruz (***)<br />
Com destaque aqui para o cadeiral Manuelino (***), o Claustro da igreja (***), os túmulos de Dom Afonso Henriques e Dom Sancho I (***), o púlpito (***), painéis de azulejos da igreja (*) e a capela de São Teotónio (**)<br />
-Claustro da igreja (***)<br />
-Parte central do claustro do Jardim da Manga (*)<br />
-Refeitório (atual sala de exposições).<br />
-Celeiro (atual PSP)<br />
-Enfermaria (atual Liceu Jaime Cortesão).<br />
&#8211; Jardim da Sereia (**)<br />
-Colégio de Santo Agostinho (ou Colégio Novo ou Colégio da Sapiência) onde agora se encontra a Misericórdia de Coimbra e a Faculdade de Psicologia. (**)</p>
<p style="text-align: justify;">-Algumas das obras de arte mais notáveis de Coimbra e Portugal e que se encontram espalhados um pouco por todo o País, mas principalmente no Museu Machado de Castro pertenciam ao mosteiro. São exemplos a escultura o Cristo Negro (***), A última Ceia de Hodart (***), e a famosa Deposição do túmulo (**) a do escultor João de Ruão.<br />
Ainda no mosteiro existem o quadro do Pentecostes de Grão Vasco (**), o Braço-Relicário (*), dalmáticas (*), livro encadernado do século XVIII com a história dos Mártires de Marrocos. Também espalhados por Coimbra e Lisboa, estão quadros do políptico, feito em 1525 por Cristóvão de Figueiredo (***), para o retábulo-mor da Igreja de Santa Cruz de Coimbra. Outra obra extraordinária é a <a href="http://www.museudearteantiga.pt/colecoes/ourivesaria/cruz-de-d-sancho-i">Cruz de dom Sancho I</a>, também no Museu Nacional de Arte Antiga .<br />
Parece-nos que o Mosteiro de Santa cruz deveria interligar-se com outras instituições, para de algum modo ter acesso e divulgação das suas obras de arte espalhadas por Coimbra e Portugal. Parece-nos que uma visita ao Mosteiro de Santa Cruz terá que se interligar com o Museu Machado de Castro e o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, para ficar completa.<br />
Impressionante é saber que no Mosteiro de Santa Cruz foi um imenso estaleiro onde trabalharam mestres de obras, escultores, pintores, entalhadores, ourives, prateiros e alfaiates nacionais e estrangeiros &#8211; Ali conviveram os grandes mestres nacionais, muitos deles forasteiros, do gótico final, da Renascença e do maneirismo passaram por Santa Cruz Nicolau Chanterene, Machim, Hodart, Boitaca, Diogo de Castilho, Diogo Pires-o-Novo, Vasco Fernandes, Garcia Fernandes e Cristóvão de Figueiredo, Carlos Seixas ou Luís de Camões.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="DescriptionDetailsControl_RepeaterFields_ctl07_DynamicFieldControlValue_SimpleDynamicField1_TextFieldControl1_spanText" class="Value highlightable">O seu <em>scriptorium</em> foi o mais notável de Portugal, sobretudo no século XII e dele saíram valiosos manuscritos, muitos dos quais se encontram hoje na Biblioteca Municipal do Porto, para onde foram levados por Alexandre Herculano e outros recolhidos por Costa Bastos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Entre os códices saídos do seu <em>scriptorium</em> conta-se, por exemplo, uma versão do «Livro das Aves» (hoje localizada na Biblioteca Municipal do Porto). Possuiu uma escola monástica, onde se concediam graus, à semelhança do que era feito na Universidade de Coimbra.</span><br />
<strong>Mas nem tudo são rosas porque muito desapareceu</strong> tanto em património edificado, como no património artístico, espiritual e filosófico, sendo o caso de:<br />
-Edifício da receção do Mosteiro, que continha um claustro e onde agora está instalada o edifico da Câmara Municipal.<br />
-Todo o horto que ia desde a Cruz de Celas, descendo as avenidas até culminar no local da igreja.<br />
-Quase toda a cerca do mosteiro que inclui a monumental torre românica de Santa Cruz, demolida em 1935 (ler aqui).<br />
&#8211; O edifício de entrada, de receção e que continha mais um claustro.<br />
O domínio do mosteiro de Santa Cruz, não se ficava apenas por Coimbra, pois ainda perto da cidade, onde hoje existe a universidade privada Vasco da Gama, ficava o Mosteiro de São Jorge de Milreu e no concelho de Montemor o Velho o convento de Almiara, que se encontra abandonado e degradado, e ainda na semana, em Melgaço estive no mosteiro românico de Paderne (**), também ele património do Mosteiro de Santa Cruz.<br />
&#8211; E não me posso esquecer que a génese da rua da Sofia também está intimamente ligado os Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.<br />
Se queres verdadeiramente amar algo, tens de o conhecer, sendo por isso a minha obrigação, escrever para todos sobre este verdadeiro tesouro europeu que deveria fazer parte da lista Património Mundial da Humanidade.</p>
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		<title>Locais Notáveis do Turismo Cultural do distrito de Coimbra</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jul 2018 15:36:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Distrito-Coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[Guias Turísticos]]></category>
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		<category><![CDATA[Todos os artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>No distrito de Coimbra foram identificados por nós 122 unidades de Património Notável (material) e 27 imateriais. Este património urge conhecer, amar e defender são também uma mais valia económica para o turismo, que se espera de qualidade. Infelizmente no &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/turismo-coimbra-2/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">No distrito de Coimbra foram identificados por nós <strong>122 unidades de</strong> <strong>Património Notável </strong>(material) e <strong>27 imateriais</strong>. Este património urge conhecer, amar e defender são também uma mais valia económica para o turismo, que se espera de qualidade.<br />
Infelizmente no ano de 2017 o distrito de Coimbra, foi alvo de terríveis incêndios, que dizimaram o território e muitos dos seus valores naturais, destacando-se a destruição desta relíquia vegetal que era a Mata da Margaraça. O dia 15 de Outubro, ficará para sempre na nossa memória, com o distrito a arder, ceifando vidas, causando centenas de feridos, destruindo parque industriais, habitações e destruindo toda a floresta existente neste território. Temos que o reflorestar com a maior celeridade possível e com toda a sapiência e tecnologia que temos a nossa disposição. Todos os concelhos foram afetados, com destaque para Oliveira do Hospital, Arganil e Góis,todos os habitantes do distrito foram tocados, direta ou indiretamente por esta tragédia; mesmo no litoral os pinhais da zona Gandaresa arderam, ficando o miradouro da Vela, mais tristonho e as Lagoas de Quiaos, com destaque para a da Vela, quase arruinadas ( a eutrofização que se fazia sentir, acrescente-se a devastação do pinhal envolvente. Como símbolo de resistência, apesar de ter desaparecido, decidimos manter aqui a Mata da Margaraça na lista do Património Notável.<br />
Praias dunares sem falésias, zona gandaresa, Campos aluvionares do Mondego, Serras calcárias, quartzíticas e xistosas da Cordilheira Central e o Planalto Beirão do troço médio do Rio Mondego, constituem um importante mosaico diversificado de territórios que marca indelevelmente quem visita o território.<br />
A região também tem uma boa gastronomia tradicional atrai os mais variados paladares em busca da culinária portuguesa.<br />
Os pratos que utilizam elementos tradicionais de preparo, harmonizando a cozinha rústica são característicos da região. A <a href="https://pt.petitchef.com/receitas/chanfana">Chanfana</a> (cozido de carne de cabra) (Poiares e Góis), o Leitão Assado (Coimbra e Cantanhede) e o Arroz de Lampreia (Penacova e Montemor-o-Velhos), ou peixe fresco do porto da Figueira da Foz).<br />
A gastronomia do Distrito de Coimbra é riquíssima em doces,influenciado pelos conventos com origem medieval, recebendo destaque as Arrufadas, o <a href="https://pt.petitchef.com/receitas/arroz-doce">Arroz Doce</a>, a Sopa Dourada das Freiras de Santa Clara, o <a href="https://pt.petitchef.com/receitas/pudim-de-ovos">Pudim de Ovos</a>, as <a href="https://pt.petitchef.com/receitas/queijada">Queijadas de Pereira e Tentúgal</a>, as Espigas de Milho e os inconfundíveis Pastéis de Tentúgal, os do Lorvão, e os de Santa Clara, recheados com doce de ovos e exibindo o típico formato de meia-lua.<br />
Mas infelizmente o património que erguemos também tem sido derrubado, por incúria, má fé ou ignorância; só para citar alguns exemplos lembro o derrube de cerca de 1/3 da Alta de Coimbra, que faria hoje de Coimbra uma cidade ao nível de Florença, pelo Estado Novo-como se não existisse outro espaço onde construir o Pólo II da Universidade de Coimbra! Ou ainda recentemente a destruição de um conjunto de casas setecentistas na Baixa de Coimbra, para construir um metro que…não vai existir. Mas enfim urge unir esforços naquilo que ainda está de pé e em risco, como é o exemplo do antigo Convento de Santa Maria de Ceiça na Figueira da Foz.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/11/Deposição-no-tumulo.-João-de-Ruão..jpg"><img class="aligncenter wp-image-6071 size-full" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2010/11/Deposição-no-tumulo.-João-de-Ruão..jpg" alt="Coimbra. Deposição no tumulo. João de Ruão. Museu Machado de Castro" width="960" height="720" /></a><br />
O concelho de Coimbra, detém quase um terço dos locais notáveis do seu distrito, o que se aceita porque esta cidade para além da cidade mais importante do reino de Portugal durante a Idade Média, viu também a sua Universidade (e antes o Mosteiro de Santa Cruz) ser um foco de atracão da cultura Europeia. A Alta Universitária de Coimbra é Património Mundial da Humanidade. A cidade romana de Conimbriga também tem condições para ser Património mundial da Unesco.<br />
Como património imaterial da Humanidade, também sugerimos que a arte xávega (a juntar outros distritos), também possa ser classificada como Património Imaterial da Humanidade.<br />
Sabemos que a lista é subjectiva, quer nos locais indicados quer ainda, no que concerne a sua classificação (Notável (*), Muito Notável (***)), mas é a lista de quem conhece bem este território e de quem ama, divulga e defende cada um destes sítios. No entanto com humildade saberemos alterar as nossas escolhas, sempre que houver razões para tal e o se o leitor nos conseguir sensibilizar para tal, porque como queremos ser bons juízes ouvimos o que cada um nos dirá. Por isso perguntamos ao atento leitor, conhece outro património notável que aqui poderia estar? O que pensa dos locais seleccionados?<br />
E sem mais delongas…eis a lista e depois que tal uns passeios alegres para conhecer e sentir melhor todos estes lugares?</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Locais Notáveis do Património Material do Distrito de Coimbra (122)<br />
</strong></span></p>
<p><strong>Arganil e Pampilhosa da Serra</strong> (8)<br />
-Aldeia Histórica em xisto de Piodão (***)<br />
-Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor (Mata da Margaraça com a Cascata da Fraga da Pena) (*)<br />
-Capela de São Pedro de Arganil (*)<br />
-Monte da Nossa Senhora de Montalto (*)<br />
-Túmulo de Mateus da Cunha na igreja matriz de Pombeiro da Beira (*)<br />
-Gravuras Rupestres em Chãs da Égua (Piodão) (*)<br />
-Aldeia de Fajão com os seus penedos (*)<br />
-Paisagem quartzítica na Barragem do Cabril (*)</p>
<p><strong>Cantanhede e Mira</strong> (3)<br />
-Retábulo da Capela da Misericórdia da Varziela (*)<br />
-Centro Histórico de Ançã (*)<br />
-Conjunto de praias e campos de dunas do Poço da Cruz, Mira, Palheirão e Tocha (**)</p>
<p><strong>Coimbra</strong> (44)<br />
-<strong>Colégios e Igrejas da rua da Sofia</strong> (Património Mundial da Humanidade) (**)<br />
Destaques:<br />
-Retábulo da Igreja de Santa Justa a Nova (*)<br />
-Colégio de São Tomás (Palácio da Justiça) (*)<br />
-Igreja e Colégio da Graça (*)<br />
-Igreja e Claustro do Carmo (*)<br />
-Inquisição de Coimbra (Actual CAV) (*).</p>
<p>-<strong>Mosteiro e Igreja de Santa Cruz</strong> (***)<br />
Destaques: Fachada (*), Púlpito (**), Túmulos dos Reis (**), Claustro (**), Cadeiral manuelino (**) e galeria de Arte Sacra (*).<br />
-Café de Santa Cruz (Igreja de São João das Donas ou de São João de Santa Cruz) (*)<br />
-Jardim da Manga (**)<br />
-Parque de Santa Cruz (Jardim da Sereia) (*)</p>
<p>-Praça do Comércio (*)<br />
-Edifício do Chiado (Museu Telo de Morais) (*)<br />
-Parque Manuel Braga, Parque Verde do Mondego e Ponte Pedonal Pedro e Inês (*)<br />
-Torre de Almedina e restos da cerca de Coimbra (*)<br />
-Casa da Escrita ou do Arco (*)</p>
<p>-<strong>Igreja da Sé Velha</strong> (****)<br />
Destaques: Fachada (**). Interior (**). Pia Baptismal (*). Capela do Sacramento (**). Capela-mor (**). Retábulo do Ecce Homo (*). Azulejos Sevilhanos (*). Trifório (*). Claustro (**).</p>
<p>-<strong>Colégio Novo</strong> (=S. Agostinho, Órfãos, Fac. de Psicologia, Misericórdia de Coimbra) (*)<br />
Destaques: claustro (*) e o panorama da Torre da Igreja (*)</p>
<p>-Palácio manuelino sob Ripas (*)<br />
-<strong>Igreja da Sé de Coimbra (Sé Nova)</strong> (**)<br />
Destaques: Pia baptismal (*).Capela-mor (*). Capelas do transepto (*). Capela de S. Tomás de Vila Nova (*). Fachada (*)</p>
<p>-Igreja de São Salvador (*)<br />
-Museu Machado de Castro (Antigo Paço Episcopal) (***)<br />
Destaque: Criptóportico Romano (**), mas também muitas obras de arte, que serão alvo de um destaque especial.</p>
<p>-<strong>Paços da Universidade ou das Escolas (Património Mundial da Humanidade)</strong> (***)<br />
Destaques:<br />
-Sala dos Capelos (*).<br />
-Capela de S. Miguel (***).<br />
-Biblioteca joanina Geral da Universidade (***).<br />
-Torre da Universidade (*) e seu Panorama (**).<br />
-Museus de Ciências (Laboratório Chimico, Mineralógico e Geológico…) (*)<br />
-Mata e Jardim Botânico (***)</p>
<p>-Arcos do Jardim (Aqueduto de São Sebastião de Coimbra) (*)<br />
-Igreja do Seminário Maior de Coimbra (*)<br />
&#8211; Penedo da Saudade (*)</p>
<p>Margem Esquerda do Rio Mondego:<br />
-Panoramas da margem esquerda de Santa Clara para a colina sagrada (*), em que se destaca o Panorama do Vale do Inferno (*), ou da Urbanização da Bela Vista ou do Planalto de Santa Clara.<br />
-Portugal dos Pequeninos (*)<br />
-<strong>Mosteiro de Santa Clara-a-Nova</strong> (**). Destaques: Túmulos Gótico e de prata da Rainha S. Isabel (*). Claustros (*), escultura em Talha (*).<br />
-Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (***)<br />
-Quinta das Lágrimas (*)<br />
-Centro Cultural do Convento de São Francisco (*)<br />
-Lapa dos Esteios ou Quinta das Canas(*)</p>
<p>E ainda na Cidade de Coimbra:<br />
-Igreja de Santo António dos Olivais com a sua sacristia(*)<br />
-Mosteiro de Celas (**)<br />
Destaque: Capitéis historiados (**)<br />
-Estádio Cidade de Coimbra (*)<br />
-Mata do Choupal (*)</p>
<p>E ainda no Concelho de Coimbra, exterior a cidade:<br />
-Igreja de São Marcos (***)<br />
Destaques: Túmulo de Fernão Teles Menezes (*). Retábulo da Capela-mor (*). Capela dos Reis Magos (**). Túmulos de Aires da Silva (*). Túmulo do Regedor João da Silva (*). Panorama do Jardim (*)<br />
-Reserva Natural do Paul de Arzila (*)<br />
-Troço do rio Mondego entre Penacova e Coimbra (*)</p>
<p><strong>Condeixa-a-Nova</strong> (6)<br />
-Ruínas Romanas de Conimbriga (****)<br />
-Mãe de Água com Castellum de Alcabideque (*)<br />
-Igreja manuelina de Ega (*)<br />
-Palácio de Sotto Mayor em Condeixa-a-Nova (*)<br />
-Buracas de Casmilo (*)<br />
-Panorama da Nossa Senhora do Circulo (*)</p>
<p><strong>Figueira da Foz</strong> (11)<br />
-Praia e Dunas de Quiaios e Murtinheira (**)<br />
-Lagoa da Vela (*)<br />
-Museu Municipal Dr. Santos Rocha (**)<br />
-Palácio Sotto Maior (*)<br />
-Salinas na Ilha da Morraceira e núcleos museológicos do Sal (*)<br />
-Capela e Mosteiro da Nossa Senhora do Seiça (*)<br />
-Serra da Boa Viagem e Falésias Jurássicas da Serra da Boa Viagem (**)<br />
-Praia Urbana da Figueira da Foz -Buarcos(*)<br />
-Miradouro da Vela (*)<br />
-Miradouro da Bandeira (**)<br />
-Azulejos Holandeses da Casa do Paço (*)</p>
<p><strong>Góis</strong> (10)<br />
-Cerro da Nossa Senhora da Candosa (Vila Nova de Ceira) (*)<br />
-Penedos Quartzíticos de Góis (*)<br />
-Rede de Aldeias de Xisto de Góis (Comareira-Aigra-Velha, Aigra-Nova e Pena) (*)<br />
-Parque urbano do rio Ceira com a ponte Joanina na vila de Góis (*)<br />
-Túmulo da Renascença de Luís da Silveira na igreja matriz de Góis (*)<br />
-Tectos apainelados dos Paços do Concelho (*)<br />
-Moinhos de água e troço paisagístico do rio Ceira na aldeia da Cabreira (*)<br />
-Panorama da Aldeia Velha (*)<br />
-Panorama do Parque Eólico das Mestras (*)<br />
-Gravuras rupestre da Pedra Letreira (*)</p>
<p><strong>Lousã e Miranda do Corvo</strong> (6)<br />
-Panorama do Alto do Trevim (***)<br />
-Castelo, de Arouce, ermidas da nossa Senhora da Piedade e paisagem envolvente (**)<br />
-Aldeias serranas de xisto da Serra da Lousã (*)<br />
-Panorama dos Parques Eólicos de Vila Nova (*)<br />
-Panorama do Santuário do Senhor da Serra (*)<br />
-Solar da Quinta de Santa Rita (*)</p>
<p><strong>Montemor-o-Velho e Soure</strong> (7)<br />
-Castelo de Montemor-o-Velho (***)<br />
-Convento e Igreja da Nossa Senhora dos Anjos com o Túmulo de Diogo de Azambuja (*)<br />
-Paço dos Condes de Tentúgal/Duque do Cadaval (*)<br />
-Campos do Mondego com o Paul do Taipal (**)<br />
-Castelo de Soure (*)<br />
-Panorama do Miradouro de Reveles (*)<br />
-Conjunto termal de Bicanho, Azenha e Amieira. (*)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Oliveira do Hospital e Tábua</strong> (14)<br />
-Panorama do Monte Colcorinho (partilha com Arganil e Seia) (***)<br />
-Santuário da Nossa Senhora das Preces em Vale Maceira (*)<br />
-Vales dos rios Alva e Alvôco (*)<br />
-Ponte gótica e praia fluvial em Alvôco das Várzeas (*)<br />
-Vila Histórica de Avô e o panorama das Varandas de Avô (*)<br />
-Ruínas Romanas da Bobadela com o seu Arco Romano e Anfi-Teatro (**)<br />
-Igreja Moçarabe de São Pedro de Lourosa (**)<br />
-Capela dos Ferreiros na Igreja Matriz de Oliveira do Hospital (*)<br />
&#8211; Anta da Arcainha no Seixo da Beira (*)<br />
&#8211; Palheiras dos Fiais da Beira (*)<br />
-Antiga Estalagem de Santa Bárbara na Póvoa de São Cosme com o seu panorama (*)<br />
-Pousada e Convento da Nossa Senhora do Desagravo (*)<br />
-Conjunto de lagaretas da Sobreda (*)<br />
-Penedo Oscilante ou Penedo C`abana</p>
<p><strong>Penacova e Poaires</strong> (6)<br />
-Mirantes da Vila de Penacova (Emídio da Silva e Pérgola de Raul Lino) (*)<br />
-Mosteiro do Lorvão (**)<br />
&#8211; Panorama do Penedo de Castro (*)<br />
-Conjunto de Moinho de Vento com respectivo panorama (Lugares da Atalhada, Aveleira e Roxo, Gavinhos, Paradela de Lorvão e Portela da Oliveira) (*)<br />
-Barragem da Aguieira (*)<br />
-Panorama do vértice geodésico de Soutelo (*)</p>
<p><strong>Penela</strong> (7)<br />
-Castelo de Penela (**)<br />
-Villa Romana do Rabaçal com os seus mosaicos (*)<br />
-Panorama do Castelo do Germanelo (*)<br />
-Panorama do Monte Vez (*)<br />
-Grutas Calcárias de Algarinho e Talismã (*)<br />
-Cascata da Pedra da Ferida (*)<br />
-Panorama do São João do Deserto-Serra do Espinhal (*)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Património Imaterial do Distrito de Coimbra</strong><br />
-Acervo bibliotecário das Bibliotecas da cidade de Coimbra (***)<br />
-<span class="st"> <em>Festas</em> em Honra ao Divino <em>Espírito Santo</em> em <em>Eiras (*)</em></span><br />
-O Culto da Rainha Santa Isabel em Coimbra (**)<br />
-Arte Xâvega (Tocha, Mira e Costa de Lavos) (**)<br />
-Fainça de Coimbra (Condeixa a Nova) (*)<br />
-Doçaria Conventual e tradicional do Distrito de Coimbra (pastel de Tentûgal, Queijadas de Tentûgal e Pereira, Barrigas de Freira, Manjar Branco, Pastel de Lorvão, Cavacas Altas de Coimbra, Pastel de Santa Clara, Nevadas de Penacova, Talhadas de Príncipe e Arrufadas, Bolo de Ançã, Pinhas doces de Montemor, Espiga Doce) (****) com origem em Mosteiro de Celas, Convento de Sant&#8217;Anna, Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e Nova, Mosteiro de Lorvão, Convento de Nossa Senhora do Carmo, Mosteiro de Semide<br />
-Tapetes de Almalaguês (**)<br />
-Pedra de Ançã (**)<br />
-Barca Serrana (*)<br />
-Vinho do Dão (Tábua e Oliveira do do Hospital) (**)<br />
-Queijo do Rabaçal (***)<br />
-Queijo da Serra da Estrela (Tábua e Oliveira do do Hospital) (****)<br />
-Mel da serra da Lousã (*)<br />
-Campos do Mondego com destaque para o arroz Carolino (**).<br />
-Licor Beirão (Lousã) (*)<br />
-Fado de Coimbra (***)<br />
-Pratos ribeirinhos do rio Mondego ( com destaque para a Lampreia) (***)<br />
-Tascas de Coimbra (**)<br />
-Prato de Chanfana (Góis, Poiares e Miranda do Corvo) (*)<br />
-Vinhos de Foz de Arouce (***)<br />
-Sabores do mar (Figueira da Foz, Cantanhede e Mira) com destaque para a sardinha na telha. (***)<br />
-Sal e atividades salineiras da Figueira da Foz (***)<br />
-O Romatismo saudosista de Coimbra (**)<br />
-Repúblicas- Residências universitárias de Coimbra (***)<br />
-Festas e Fogueiras de São João em Coimbra (***)<br />
-Entrudo de caretos de Mira (**)<br />
-Tertúlias coimbrãs (***)<br />
-Património médico e hospitalar de Coimbra (****)<br />
<strong>Nota suplementar-</strong>As tradições dos estudantes da Universidade Coimbra, não são dignas de aqui estarem registadas devido ao grau de selvajaria acéfala a que chegaram.)</p>
<p>Primeira Versão de 5 de Novembro de 2010</p>
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		<title>Parque Arqueológico do Vale do Côa (*****)-Uma nova vida</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jul 2018 22:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Castela]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Distrito-Guarda]]></category>
		<category><![CDATA[Mais]]></category>
		<category><![CDATA[Património Mundial]]></category>
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		<category><![CDATA[Vila Nova de Foz Côa]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O Parque Arqueológico do Vale do Côa (*****), parece ressurgir, com a ciência a apontar novos dados para a ocupação conjunta do Homem sapiens moderno e do Homem sapiens de Neandertal. E ainda as novidades da requalificação da frota automóvel &#8230; <a href="http://www.portugalnotavel.com/parque-arqueologico-do-vale-do-coa-uma-nova-vida/">(Ler mais)</a></p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Parque Arqueológico do Vale do Côa (*****), parece ressurgir, com a ciência a apontar novos dados para a ocupação conjunta do Homem <em>sapiens </em>moderno e do Homem <em>sapiens</em> de Neandertal.<br />
E ainda as novidades da requalificação da frota automóvel e ser possível visitar as gravuras rupestres em canoa.<br />
Em seguida, dois artigos retirados do jornal Público.<br />
O Homem de Neandertal ocupou o Vale do Côa de forma continuada (Entre 350.000 a 35.000 a.C.).<br />
Uma equipa multidisciplinar colocou a descoberto, no Vale do Côa, provas que mostram &#8220;com clareza&#8221; que o homem de Neandertal ocupou de forma continuada aquele território antes da chegada do <em>homo sapiens sapiens</em>.<br />
&#8220;A presença continuada do homem de Neandertal, em acampamento ao ar livre, no Vale do Côa, ficou comprovada com este registo arqueológico, composto para sondagens arqueológicas, o que torna este sítio único na Europa&#8221;, disse hoje à Lusa o arqueólogo Thierry Aubry, um dos especialistas da Fundação Côa Parque envolvidos na investigação.<br />
No sítio arqueológico do Salto do Boi/Cardina, nas proximidades da aldeia de Chãs, foi descoberta, através de um conjunto de sondagens, esta &#8220;novidade para a arqueologia&#8221;. Para os investigadores, ao longo das várias camadas evidenciadas nas sondagens arqueológicas feitas neste lugar é possível perceber que o homem de Neandertal e o<em> homo sapiens sapiens</em> ocuparam o mesmo sítio durante milhares de anos, de forma contínua, o que permite comparar o seu modo de vida e dar um contexto à arte rupestre do Côa.<br />
No lugar do Salto do Boi, com o rio Côa a seus pés, arqueólogos e outros técnicos escavaram ao longo dos últimos dois meses mais de cinco de metros em profundidade, para chegar à conclusão de que parte dos vestígios encontrados pertence à época da ocupação dos Neandertais (350.000 a 35.000 a.C.). &#8220;Até agora, sabíamos que os últimos Neandertais ocuparam o Vale do Côa no período entre 60.000 e 35.000 a.C..<br />
No entanto, no fim desta última campanha ultrapassamos aos cinco metros de profundidade onde foram encontrados vestígios de ocupações mais antigas e sucessivas dos sítios pelos Neandertais&#8221;, vincou o arqueólogo.<br />
Segundo Thierry Aubry, no interior da Península Ibérica há pouco sítios arqueológicos datados do Paleolítico Médio, e o que se conhece são ocupações únicas e não continuadas. &#8220;Neste lugar, temos dezenas de níveis que mostram uma ocupação contínua dos caçadores-recolectores do Côa que conseguimos demonstrar com o estudo do material recolhido. É possível descodificar a transição entre os últimos Neandertais e os primeiros homens modernos [os artistas do Vale do Côa] que ocuparam a Península Ibérica&#8221;, enfatizou o arqueólogo.</p>
<div id="attachment_6099" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/07/parque-arqueologico-do-vale-do-coa.jpg"><img class="size-full wp-image-6099" src="http://www.portugalnotavel.com/wp-content/uploads/2018/07/parque-arqueologico-do-vale-do-coa.jpg" alt="Parque Arqueológico do Vale do Côa" width="800" height="530" /></a><p class="wp-caption-text">Parque Arqueológico do Vale do Côa</p></div>
<p style="text-align: justify;">Neste momento, segundo o arqueólogo, há &#8220;dados arqueológicos que vão permitir estabelecer que os artistas do Côa chegam a este lugar, após uma longa tradição de ocupação humana com mais de 90 mil anos no sítio do Salto do Boi/Cardina&#8221;. &#8220;Nestas escavações, a ideia não era a de encontrar peças bonitas, mas sim informação que nos permitisse perceber como as pessoas viviam, o que faziam, por onde passaram ou o efectivo do grupo nestas paragens&#8221;, indicam os investigadores envolvidos nos estudos arqueológicos do Vale do Côa.<br />
Agora, o desafio que se coloca aos investigadores é perceber o porquê de os Neandertais e seus descendentes escolherem o território do Côa para perpetuar a sua arte rupestre e continuar as escavações de forma mais abrangente. O núcleo duro desta equipa de investigadores é composto pelos quadros da Fundação Côa Parque, aos quais se juntam elementos de diversas universidades. O projeto de escavações no sítio do Salto do Boi/Cardina conta com o financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e a cooperação das universidades de Coimbra, Barcelona e Lisboa.<br />
Gravuras do Côa podem agora ser visitadas de canoa<br />
Iniciativa surge integrada no programa que assinala os oito anos do Museu do Côa e os 22 anos do Parque Arqueológico do Vale do Côa, e que decorre até 19 de agosto.<br />
O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, abriu este sábado de forma simbólica uma nova modalidade de conhecer as gravuras rupestres do Côa, em que os visitantes podem apreciar esta arte milenar através de passeios de canoa pelo rio abaixo.<br />
Estas visitas, nesta primeira fase, vão abranger sítios emblemáticos das Arte do Côa como a Canada do Inferno e a Ribeira de Piscos. &#8220;A novidade desta oferta turística é a de se poder observar as gravuras rupestres a partir do rio Côa. Há algumas gravuras que só mesmo de canoa se podem ver, sendo a Primavera e o Verão o melhor período para o efeito&#8221;, disse o governante.<br />
Castro Mendes &#8220;apadrinhou&#8221; esta nova iniciativa lançada pela Fundação Côa Parque (FCP) para atrair visitantes a este território que é Património Mundial da Humanidade.<br />
A Fundação Côa Parque assinala os oito anos do Museu do Côa e os 22 anos do Parque Arqueológico do Vale do Côa, de 28 de Julho a 19 de Agosto, tendo sido esta uma iniciativa que pretende assinalar esta data. A 10 de Agosto de 1996 foi criado o <a href="https://www.publico.pt/2017/08/08/local/noticia/parque-arqueologico-do-coa-quer-valorizar-patrimonio-natural-1781709">Parque Arqueológico do Vale do Côa</a>, consequência do reconhecimento do extraordinário e maior complexo de arte rupestre paleolítica ao ar livre conhecido até hoje.<br />
<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/hvYBXQvFVAo" frameborder="0" allow="autoplay; encrypted-media" allowfullscreen></iframe><br />
A FCP renovou a frota de viaturas de todo o terreno com a recuperação de duas já antigas e aquisição de dois novos veículos. &#8220;Este lugar é de investigação científica. Mas, dado o seu valor patrimonial, tem de ser dado a conhecer aos visitantes e tudo se conjuga para se criar neste vale um pólo de conhecimento&#8221;, defendeu o ministro da Cultura.<br />
Cada viagem em canoa pode ter a duração de meio hora, ao longo de um percurso definido, onde a arte do Côa é ponto de partida para a descoberta de uma região que também é rica do ponto de vista ambiental.<br />
Para <a href="https://www.publico.pt/2017/06/20/culturaipsilon/noticia/bruno-navarro-confirmado-na-presidencia-da-fundacao-do-vale-do-coa-1776258">o presidente da FCP, Bruno Navarro</a>, esta é uma forma sustentável de visitar a arte do Côa. &#8220;Estas visitas têm ainda um apelativo suplementar em que os visitantes podem fazer a degustação de produtos regionais durante estes novos percursos turísticos de descoberta das gravuras rupestres do Vale do Côa&#8221;, frisou o responsável.<br />
A arte do Côa faz também parte de <a href="https://www.publico.pt/2018/07/06/culturaipsilon/noticia/vale-do-coa-ligase-a-arte-prehistorica-de-altamira-e-lascaux-sob-chancela-da-unesco-1837173">um Itinerário Cultural do Conselho da Europa, onde estão igualmente representados sítios como Altamira (Espanha), Lascaux, Chauvet, Niaux (França) ou Valcamónica (Itália)</a>.<br />
Os sítios de arte rupestre do Vale do Côa situam-se ao longo das margens do rio Côa, sobretudo no município de Vila Nova de Foz Côa, estendendo-se por uma área de 20 mil hectares que abrange os municípios vizinhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Meda e Pinhel, no distrito da Guarda.<br />
A arte rupestre do Côa, inscrita na Lista do Património Mundial da UNESCO desde 1998, foi uma das mais importantes descobertas arqueológicas do Paleolítico Superior, em finais do século XX, em toda a Europa.<br />
Aquando da descoberta da arte do Côa, em 1994, os arqueólogos portugueses asseguraram tratar-se de manifestações do Paleolítico Superior (20 a 25 mil anos atrás) e estar-se perante &#8220;um dos mais fabulosos achados arqueológicos do mundo&#8221;.<br />
Desde Agosto de 1996, o Parque Arqueológico do Vale do Côa organiza visitas a vários núcleos de gravuras, tais como Penascosa, Canada do Inferno e Ribeira de Piscos.</p>
<p style="text-align: justify;">Referências:<br />
-https://www.publico.pt/2018/07/28/culturaipsilon/noticia/gravuras-do-coa-podem-agora-ser-visitadas-de-canoa-1839421<br />
-https://www.publico.pt/2018/07/16/culturaipsilon/noticia/estudo-mostra-que-homem-de-neandertal-ocupou-vale-do-coa-de-forma-continuada-1838087</p>
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