Aldeia histórica de Linhares da Beira (Celorico da Beira) (***)

Aldeia histórica de Linhares da Beira (Celorico da Beira) (***)

Sabia que Linhares da Beira situada na face Noroeste do Parque Natural da Serra da Estrela (****),  é uma das mais belas aldeias históricas  de Portugal?

Toponímia

Linhares da Beira deve o seu nome ao Linho, que era muito cultivado nesta região.

Cronologia

Império Romano-Provavelmente aqui os romanos. Até meados do século XX a estrada ainda era percorrida por almocreves e por isso tem este nome.

900- Afonso III de Leão conquista Linhares aos mouros mas de imediato os muçulmanos a reconquistam.

1055/1064- Fernando Magno, aquando da sua Campanha das beiras, tê-la-á conquistado.

1169- D. Afonso Henriques atribui-lhe foral em que a localidade surge com o nome de Linares

1198 e 1217, forais sucessivamente de D. Sancho I e D. Afonso II.

Do século XIII, foram contruídas as duas igrejas que hoje ainda subsistem (atuais matriz e a da Misericórdia) e a albergaria.

1291- D. Dinis reforma o castelo e em 1306 institui a feira. O castelo é hoje uma obra essencialmente construída no tempo do rei Lavrador.

Século XVI- No tempo do rei dom Manuel, que lhe outorga foral novo em 1510, a vila atravessa um período de desenvolvimento, ainda patente, no número elevado de edifícios desta época, alguns com janelas manuelinas belíssimas.

Dom João III promove-a a sede de condado e doa-a a Dom António de Noronha, também alcaide-mor de Linhares da Beira que se manterá até ao 4º conde de Linhares.

1640-Este perde o título de conde de Linhares por ter seguido o partido de Filipe III.

1855-O concelho de Linhares de Beia é extinto.

1994- Linhares da Beira integra o Programa das Aldeias Históricas de Portugal.

A razão de ser do brasão de Linhares da Beira
No entanto, a paz não durou muito tempo e o período de instabilidade prosseguiu no reinado de Dom Sancho I.  Em 1189 as tropas de Leão e Castela invadiram   Portugal, enquanto cercavam o Castelo de Celorico da Beira (*), o alcaide de Linhares da Beira aproveitou uma noite de Lua nova e marchou em socorro ao seu irmão o Alcaide de Celorico. Uma grande batalha foi travada em Celorico da Beira com vitória lusitana que obrigou o exercito leonês a recuar. Evocando o auxílio de Nossa Senhora dos Açores. Conta a tradição que este combate terá sido travado ainda de noite e ter-se-á dado na Lua Nova, mas a luz daquele astro subitamente recrudesceu de luminosidade sendo um poderoso aliado dos defensores do Castelo de Celorico da Beira (*). Por esta razão, as bandeiras de Linhares e Celorico da Beira exibem um crescente e seis estrelas. De aí ficou a tradicional romaria popular, a 3 de maio, à capela da Senhora dos Açores.

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A povoação e seu castelo estiveram envolvidas na segunda guerra que D. Fernando moveu contra Henrique de Castela, tendo sido cercada e tomada pelas forças deste quando, invadindo Portugal pela Beira, no início de 1373, marcharam de Almeida para Viseu, e daqui sobre Lisboa. Com o falecimento de D. Fernando, ao se abrir a crise de 1383-1385, o alcaide de Linhares, Martim Afonso de Melo, tomou o partido de D. Beatriz e de João I de Castela, Vindo a cair sob o domínio do Mestre de Avis, este entregou o senhorio da vila a Ega  Coelho, fidalgo de sua confiança (14 de Agosto de 1384), logo sucedido por Martim Vasques da Cunha que se iria destacar, à frente das gentes de Linhares, na batalha de São Marcos em Trancoso, na Primavera de 1385 a segunda mais importante da Crise de 1383-1385, depois da de Aljubarrota .
Linhares da Beira é uma das mais belas aldeias de Portugal
Ao vaguear pela povoação, de ruas labirínticas com o granito a dominar todas as construções, irá deparar-se com uma aldeia em que impera uma nobreza rústica de raro encanto. As habitações possuem características que rapidamente nos chamam a atenção: fachadas de granito, lápides com as datas referentes à sua construção, brasões e muitas janelas manuelinas.
A estrutura da ocupação da antiga vila de Linhares da Beira conjuga o tipo de característica medieval (século XIII-XIV) com desenvolvimento significativo no século XVI. Neste século a vila terá atingido uma configuração próxima da atual.

Judeus em Linhares da Beira
Terá existido em Linhares, uma judiaria, tendo em conta os nomes que constam dos processos da Inquisição. Dadas as características prováveis das habitações que serviam para comércio e residência, a judiaria situar-se-ia próxima da casa do passadiço. As habitações têm sinais característicos: cruzes apostas nos umbrais das portas, datas com referências à construção das casas, símbolos e outras inscrições.

A Casa do Judeu (do passadiço)
Por debaixo de um arco encontra-se a Casa do Judeu de estilo manuelino. Aqui poderá ter existido a sinagoga, que comunicava antigamente com as casas anexas, das quais permanecem agora apenas portas tapadas. No segundo piso existe um armário judaico. Nesta habitação é ainda possível observar um dos mais belos exemplos de janelas de estilo manuelino da povoação.

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O Castelo de Linhares da Beira (*)
O conjunto da aldeia é “coroado” pelo castelo que se situa a 800 metros de altitude.

Teve como função estratégica ser um baluarte avançado do sistema da Beira Alta durante os primeiros tempos da Nacionalidade, defendendo uma região onde a serra da Estrela, termina e que possibilitava um acesso rápido a Coimbra, Lisboa e restante litoral pela zona do rio Mondego. Por isso nesta linha de defesa temos os castelos da Guarda, Marialva, Moreira do Rei, Trancoso, Linhares da Beira, tendo existido ainda outros castelos na região.

O castelo foi profundamente reconstruído no século XIII por Dom Dinis. Baluarte de defesa na época da reconquista e das guerras com Castela, o castelo ostenta duas fortes torres ameadas. A de menagem com balcões com matacães, abertos no último piso, de onde partem muralhas e a torre de relógio, que tem no seu interior um relógio de pêndulo em funcionamento, segundo modelos do século XVII.

O acesso faz-se por três portas, uma delas exígua, e por isso designada como porta da traição. No terreiro restos de cisterna.
O panorama das muralhas do castelo é notável, aberto para o vale do Mondego, e o planalto de Fornos de Algodres, onde se divisam a bonita aldeia de Algodres (*), o castro de Santiago (*) e o Castro da Fraga da Pena (*).

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Tábuas de pintura de Grão Vasco (*) em Linhares da Beira?
A Igreja Matriz, reconstruída no século XVII, mas de origem românica, guarda no seu interior três valiosas tábuas de pinturas quinhentista que muitos autores atribuem a Grão Vasco, que poderão ser de um políptico perdido e que representam: A Adoração dos Magos, Descimento da Cruz e Anunciação.

O Fórum de Linhares da Beira

Numa praça de Linhares da beira, ergue-se outra preciosidade histórica, considerada exemplar único, falamos de uma rústica tribuna, ruína de um fórum medieval com as armas da vila, com um banco em redor, onde eram tomadas decisões comunitárias e se realizavam os julgamentos: Mesmo ao lado defronte da antiga Casa da Câmara está o elegante pelourinho com esfera armilar de estilo manuelino em gaiola.

A Igreja da Misericórdia, a albergaria e a lenda da Dama Pé de Cabra
Existiam duas paróquias na aldeia, a de Nossa Senhora da Assunção (anteriormente de Santa Maria) e a de Santa Isidoro, que também sofreu transformações e onde em 1576, foi instituída a Misericórdia, que teve ao lado o seu hospital na Albergaria.
Este templo conhece profundas obras de remodelação em 1622, conforme data epigrafada no portal. No alçado lateral pode observar-se um vestígio da construção primitiva: a porta em arco quebrado, com as impostas salientes e o tímpano decorado com motivos geométricos. No interior deste monumento poderão ser apreciadas duas obras de pintores da Escola Grão Vasco, representando a Fuga do Egipto e Adoração e ainda uma bandeira de misericórdia com uma senhora da Misericórdia de da segunda metade do século XVI por um mestre desconhecido.
Em frente a albergaria, de origem românica funcionou como Hospital da Misericórdia, cujas gárgulas apresentam figuras zoomórficas que os habitantes ligam à lenda da Dama Pé de Cabra. Era nesse edifício, na janela baixa, junto à porta que funcionava a Roda. Mas a história deste monumento é anterior porque Linhares vai ter desde 1211 uma albergaria referida no testamento de Dom Sancho I, que ficou conhecida como albergaria do Mondego, que tinha como função socorrer os pobres e dar guarida aos peregrinos e viajantes que por aqui passavam. A velha albergaria a partir de 1576 passa a ficar sobre a administração da Misericórdia de Linhares da Beira. Na fachada podem observar-se um nicho com a imagem de S.to António e duas gárgulas relacionadas com a lenda da “Dama de pé de cabra”, uma representando o diabo e outra a cabra.

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A Lenda da Dama do Pé de Cabra

“Vivia D. Lopa numa casa em Linhares. Era muito boa. Tinha uma criada de quem gostava muito, mas era o Diabo, sem a ama o saber.
D. Lopa achou-se doente e precisava de se confessar. Por milagre de Deus, apareceu no povo um frade, que era Santo António, mas ninguém o sabia. D. Lopa quis confessar-se a ele, mas o frade disse-lhe que só a confessava se ela mandasse embora a criada.
— Isso não faço eu, que é a melhor criada que tenho tido.
— Venha cinza ou farinha.
Veio a cinza, a criada passou por cima e ficou assinada na cinza a forma do pé de cabra do Diabo. O santo fez-lhe os exorcismos e ele desapareceu e arrebentou lá fora, ao pé de uma figueira. Disse: APRA! («apre») e esta palavra ficou gravada numa pedra da calçada. Na tal casa está a imagem de Santo António num nicho, em alusão à lenda.”1

A história fantástica da dama com pé de Cabra, aparece-nos com versões distintas em nos contos Lendas e Narrativas, elaborada por Alexandre Herculano, cuja lenda teria sido extraída do livro de Linhagens do Conde D. Pedro e em outra aldeia Histórica, Marialva, em que a narração se desenrola num edifico que hoje esconde um templo romano dedicado a Júpiter ou em outra lenda de mouras com pés de cabra na Torre dona Chama (Mirandela).

Para além do interesse histórico e estético, Linhares da Beira é a par da Serra de Alvaiázere (*), um dos melhores locais para a prática do parapente no nosso país.
Linhares da Beira é uma das mais belas de todo o país e merece todo o nosso carinho e destaque.

1-VASCONCELLOS, J. Leite de Contos Populares e Lendas II Coimbra, por ordem da universidade, 1966 , p.655

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8 comentários Aldeia histórica de Linhares da Beira (Celorico da Beira) (***)

  1. Nuno Soares says:

    Caro Castela:
    Muitos parabéns por este belo artigo sobre uma das minha aldeias preferidas!
    Um abraço,

  2. Isabel Forte says:

    Olá Carlos:
    Os meus parabéns por mais este artigo fabuloso, apesar de conhecer esta maravilhosa aldeia, não conhecia a sua história, fiquei muito contente.
    Votos de uma boa continuação.
    Um beijinho

  3. Castela says:

    Para Isabel Forte: Obrigado amiga pelas tuas palavras tudo de melhor para ti e para a tua princesa.
    Para o António Cunha: Obrigado pelas amáveis palavras.

  4. ROGERIO SILVA DE OLIVEIRA says:

    MUITO LEGAL, MESMO !!
    ROGERIO SILVA DE OLIVEIRA
    LINHARES/ES

  5. Ana Linhares says:

    Bela cidade, lindas historias….tenho curiosidade, até para entendera relação com meu nome de familia.Obrigada

  6. Fernando Aragão says:

    SOLAR DOS PINAS/SOLAR PINA DE ARAGÃO E COSTA
    O Solar Pina de Aragão e Costa é assim designado em face aos elementos heráldicos constantes da pedra de armas, de estilo barroco, com características regionais.
    Arquitectura residencial, ecléctica. Solar com dois pisos, planta rectangular composta e cobertura de duas águas. Panos murários rematados por pilastras e com composição assimétrica. Portal encimado por janela sacada, ambos em arco abatido, sendo os restantes vãos de lintel recto, com ou sem moldura saliente. Com frontão curvo integrando a pedra de armas. Piso térreo reservado às lojas. A compartimentação do andar nobre tem como referência o corredor longitudinal e integra amplo logradouro.
    CATEGORIA: Monumento
    DESCRIÇÃO: Edifício de dois pisos com planta rectangular composta, resultado da justaposição de fases construtivas diferentes, coberto com telhado de duas águas. A fachada principal, orientada a Oeste, mostra três panos, dois dos quais delimitados por pilastras: uma com frente mais estreita com alvenaria de pedra à vista, o pano principal e um terceiro pano, um pouco recuado. É no pano principal que se abre o portal em arco abatido, ladeado por duas janelas gradeadas e uma outra porta também de acesso às lojas. No andar nobre, e no eixo do portal descentrado, rasga-se a janela de sacada em arco abatido, cuja moldura se prolonga na cornija. Lateralmente observam-se várias janelas de lintel recto e moldura saliente. O remate superior é constituído pela cornija, interrompida pelo frontão curvo descentrado que integra a pedra de armas. O alçado lateral S. é cego, enquanto no lado oposto se vêm duas portas, uma delas com lintel e ombreiras biseladas, à qual se acede através de um lance de degraus. O alçado posterior, encoberto a partir da rua pelo muro que delimita o logradouro, compreende dois panos. Na zona equivalente ao pano principal abrem-se pequenas janelas de lintel recto e sem moldura que iluminam o 2º piso, pois a janelas superiores correspondem já ao nível do sótão. Este pano é rematado por cornija de meia-cana. O outro corpo mostra um pequeno átrio descoberto, ao lado do qual se ergueu a cozinha, observando-se a data de 1859 na parede. O espaço interno encontra-se dividido em duas alas. O piso térreo é integralmente ocupado pelas lojas, pavimentadas com seixo miúdo. A partir daqui só é possível o acesso ao andar através de escadas de serviço em madeira. A ausência de uma caixa de escadas centralizada obriga a que o cesso ao 2º piso seja feito pelas traseiras, junto à cozinha, onde se pode ver a antiga entrada, com três portas em arco abatido. A compartimentação do andar nobre é feita através de um longo corredor que atravessa todo o edifício, sendo a divisão das duas alas marcada apenas por uma porta. As divisões mais amplas e melhor iluminadas, incluindo o salão nobre, encontrando-se orientadas para a frente da casa, enquanto a zona posterior integra compartimentos de menor dimensão. A ala N. tem comunicação para a área construída mais antiga, onde antes se situava a cozinha. Os pavimentos são soalhados e os tectos possuem forro em madeira, tal como acontece no sótão.
    PROTECÇÃO: Incluído na Zona Especial de Protecção do Castelo de Linhares.
    GRAU: Imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se enquadra na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservados. Incluem-se neste grupo os objectos edificados como imóvel de Interesse Público.
    ENQUADRAMENTO: Urbano. Situa-se na zona mais alta e declivosa da povoação. Ocupa quase a totalidade do este da Rua dos Pinas, uma via estreita, paralela à Rua Direita e que constitui uma ligação secundária ao Largo da Igreja. É, sobretudo a partir do andar nobre, possível obter uma visão panorâmica sobre o Castelo e a envolvente natural. Para além do logradouro confinante com o edifício, faz parte da propriedade um outro quarteirão situado a este da Rua do Outeiro, incluindo espaço hortícola e zona de lazer antes jardinada. Na proximidade é ainda visível uma construção autónoma, com pátio, onde se situavam as cavalariças.
    DESCRIÇÃO COMPLEMENTAR: o referido logradouro do edifício, embora não fazendo parte da mesma artigo matricial, apresenta-se compartimentado transversalmente por muros de alvenaria, compreendendo portanto três recintos desnivelados. O primeiro recinto, jardinado, integra o acesso à propriedade e inclui um tanque quadrangular, conservando os respectivos canais e rodeado por muros e bancos corridos. Trata-se de uma vasta área cultivável (a antiga horta), dividida em três patamares desnivelados devido à irregularidade topográfica. O interesse deste espaço reside no facto de integrar pequenas zonas de lazer, através do aproveitamento dos muros divisórios e tirando partido da organização de diversos lanços de escadas, observam-se bancos e floreiras em cantaria, numa zona onde o terreno surge pavimentado com seixo miúdo.
    No recinto contíguo observa-se um telheiro sustentado por grande pilar com arestas chanfradas pertencente à zona das antigas cavalariças. Ao lado existe a antiga casa da forja, com acesso directo para a via pública.
    ÉPOCA DE CONSTRUÇÃO: Séculos XVI, XVIII e XIX.
    CRONOLOGIA:
    Séc. XVI – Construção quinhentista da primeira casa da família, o Solar Pina de Aragão e Costa; atendendo à presença dos vãos biselados (zona integrada na ala Norte);
    Séc. XVII, em 1859, data epigrafada na parede exterior Este, referente à construção da actual cozinha (interiorizando a antiga entrada) e uma remodelação da fachada principal.
    CARACTERISTICAS PARTICULARES:
    Justaposição de várias fases construtivas, inclui construção quinhentista com portais biselados. Composição assimétrica mostrando o portal e o frontão descentrados e desencontrados, o que pode indicar tratar-se de um edifício inacabado. Conjugação de três tipos de cornija. Ausência de escadaria principal, fazendo-se a serventia para o andar através do alçado posterior. Logradouro com telheiros. Horta e zona de lazer, com bancos e floreiras em cantaria, situadas num quarteirão autónomo, tal como as cavalariças.
    MATERIAIS: Granito, cantaria e alvenaria, com e sem revestimento rebocado; madeira, telha de aba e canudo.
    DADOS TÉCNICOS: Paredes autoportantes.
    ORIGENS DA FAMÍLIA PINA: O primeiro da família foi Jordão de Pina, nascido no ano de 1194, com Solar da família na Vila de Pina, no Reino de Aragão, Espanha. Teve como descendente Fernão Fernandes de Pina, foi o primeiro neste reino (de Portugal) que teve o apelido de Pina, natural da Vila de Pina, onde os seus ascendentes tinham o seu solar. Foi embaixador do Rei de Aragão, D. Pedro III (1239-1285), havendo acompanhado a Portugal a futura Rainha Santa Isabel (filha do mesmo D. Pedro III), pelo casamento então contraído com o nosso Rei D. Dinis.
    Dele descendem os Pinas da Guarda (Linhares da Beira) e Évora, Árvore Genealógica, publicada por Martinho de Mendonça de Pina e Proença, em 28 de Julho de 1719.
    BIBLIOGRAFIA:
    – HOMEM, Martinho de Mendonça de Pina e Proença, Letrado, Estrangeirado e Guarda-Mor da Torre de Tombo, nomeado por Carta Régia de 28 de Agosto de 1742, publicou a “Arvore da Família Pina de Aragão
    – Manuscritos de Memórias de Família (div.), Arquivo Pessoal;
    – Fontes Historiográficas:
    i) Dicionário de História de Portugal, Dir. de Joel Serrão. Liv. Figueirinhas;
    ii) Dicionário Enciclopédico da História de Portugal, Publicação Alfa
    iii) Enciclopédica Luso-Brasileira de Cultura, Editora Verbo.
    – OLIVEIRA, Manuel Ramos de, Celorico da Beira e seu concelho, Celorico da Beira, 1939,
    – NEVES, Victor Pereira, Três Jóias Esquecidas, Marialva, Linhares e Castelo Mendo, Castelo Branco, 1993.
    – ABRANTES, Leonel, Linhares Antiga e Nobre Vila da Beira, Folgosinho, 1995
    – SIPA, Sistema de Informação para o Património Arquitectónico.
    DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA: IHRU, DGEMN/DSID
    Linhares da Beira, 15 de Agosto de 2014
    Fernando Luís Montenegro de Pina Aragão

  7. John Mimoso (from Linhares) says:

    Good chronology. English translation could be better.

  8. Rita@PortugalNotável says:

    Thank you, John! The translation is automatically made by google! We will try to improve it. If you have any questions or something you would like to add, please feel free to contac us! :)

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