Aldeia Histórica de Marialva (Mêda) (***)-É uma das mais belas aldeias da Europa

Aldeia Histórica de Marialva (Mêda) (***)-É uma das mais belas aldeias da Europa

“Agosto 19 – Partida dos Cancelos para Marialva. Passamos pela vila de Meda, assaz populosa e que não oferece o aspecto de decadência das outras povoações. Caminho para Marialva terrenos pedregosos e variamente acidentados. Distância de Meda uma légua. Aspecto miserável apesar da uberedade de um extenso vale que lhe fica próximo.
Uma parte da povoação dentro da antiga cerca, mas a maior extensão desta coberta de ruínas: ainda existe aí um Pelourinho do séc. XVI –sepulturas cavadas nas rochas fora dos muros. Na ombreira de uma das portas (principal) da cerca da vila antiga estão gravadas as medidas lineares do concelho (vara, côvado, palmo) e além destas a que chamam na Beira o alquiez ou alquez, que é o perímetro de uma sola de sapato, e que ali é de grandes dimensões, talvez de palmo e meio, servindo provavelmente para fixar o tamanho de cada para de solas e ao mesmo tempo  o pé legal.”
HERCULANO, Alexandre – Cenas de um ano da minha vida;
Apontamentos de viagem. p. 134-135.

Sempre que passava apressado para Trás-os-Montes, em trabalho hidrogeológico para Longroiva, admirava aquele monte acastelado que me convocava com insistência. E um dia subi a  Marialva e fiquei deslumbrado. Sentimento semelhante teria, por exemplo, mais tarde na belíssima cidade histórica de Trujillo (****) na vizinha Estremadura espanhola. Passado muito pouco tempo conheceria Marialva intimamente, porque trabalharia para que esta fosse classificada como Aldeia Histórica de Portugal.
A Aldeia Histórica de Marialva (é uma das doze Aldeias Históricas da região centro de Portugal, fazendo parte da primeira geração que integrou as dez primeiras) e que foi  restaurada ao abrigo daquele programa. Das suas muralhas tem-se um enorme panorama para a Meseta Ibérica, cortada pela quartzítica serra da Marofa (*).

A Aldeia Histórica de Marialva estende-se por três áreas distintas:
-a Devessa, que é a povoação mais recente,situada no sopé do monte, junto a ribeira de Marialva, que se instalou sobre a antiga capital romana de Civitas Aravorum;
-o arrabalde, que a partir do séculos XIII se expandiu a partir da porta do Anjo da Guarda;
-a cidadela muralhas e o castelo, onde estão instaladas os símbolos da autoridade militar e administrativa e  restos das habitações do burgo medieval.

Em relação a sua designação, para além de ter sido a Civitas Aravorum, que significa a cidade administrativa da colina, também foi conhecida como Malva pelos muçulmanos, por Castro de São Justo, a partir da reconquista de Fernando Magno e de Marialva, cuja designação já se encontra no foral de dom Afonso Henriques em 1179.

marialva-2O arrabalde da Aldeia Histórica de Marialva

O Arrabalde e a cidadela encontram-se implantado no topo de um morro granítico.
O Arrabalde é um conjunto habitacional extramuros que apresenta uma rara rua da Corredora aqui ocorriam os jogos medievais que envolviam correrias equestres) e encontra-se milagrosamente preservada desde o século XVI. Tendo em ambos os lados, casas quinhentistas e outras de tipologia mais recente, mas cheias de carácter. Repare na Casa do Leão, na antiga tulha, na casa das Freiras, no poço-cisterna e no chafariz manuelino, o solar dos Marqueses de Marialva e pormenores judaicos além de outros pormenores dignos de nota etnográfica.
Ainda nesta rua pode encontrar a Igreja de São Pedro, de origem românica, como se verifica na cachorrada lisa,  que teve  reformas no séculos XVI e XVII (aqui com púlpito externo alpendrado,  e a sacristia, com a data de 1659), um adro lateral com sepulturas antropomórficas e que tem no interior um bonito altar em talha de madeira. Mas aqui, o que mais sobressai à vista, são as pinturas murais emaranhadas, com vários estilos e épocas e de boa qualidade com apóstolos e com trompe l’oiel (técnica artística que cria a profundidade). Destaco as pinturas do martírio de São Sebastião emoldurado por cruzes suásticas e ainda a sereia desnudada e voluptuosa que desviava a atenção dos devotos para outros “paraísos”, acabou escondida, mas ainda bem que foste redescoberta e entusiasmas de novo os homens com sãos instintos! Os retábulos da igreja são em talha dourada edificados em 1735. A igreja de São Pedro está classificada como Imóvel de Interesse Público.
Muito perto do magnífico alojamento turístico que são as Casas do Coro, fica o “Drama” um raro pequeno palco para atividades teatrais, de data desconhecida.
No lado oposto da igreja, a rua da corredoura termina no Largo do Cruzeiro, com a casa do Judeu (agora posto de turismo), o cruzeiro e a cisterna quinhentista.

A cidadela da Aldeia Histórica de Marialva 

Aqui se desenvolveu uma povoação medieval que foi de grande importância no contexto regional. Nos séculos XIII, extravasa das muralhas e no século XVIII entrou em declínio transferindo-se a população para o Arrabalde.
Data do reinado do rei dom Dinis a configuração oval das muralhas que circundam a vila (560 metros de perímetro), exemplo puro das cercas góticas usada nas vilas medievais fortificadas.
A cidadela tem ruínas evocativas com muralha integralmente preservada, com quatro portas góticas;

-a principal chamada do Anjo da Guarda ou de São Miguel, com um nicho com o anjo referido, com as medidas padrão insculpidas (utilizadas desde que Marialva, teve instituída em 1286 uma feira medieval, uma das várias criadas por o rei Dom Dinis);
O rei dom Dinis, um dos maiores soberanos de Portugal, promoveu grandes obras de restauro, com o muralhamento da vila, por se situar muito próxima do adversário fronteiriço, relembre-se que antes da assinatura de Alcanices, em 1297, Marialva estava próxima da fronteira de Castela, que se situava no rio Côa.
-da Traição, o Postiguinho, a oeste, com arco de volta perfeita e de acesso a capela de Santa Bárbara ou capela da Curvaceira;
-e ainda as portas do Monte e de Santa Maria.

Tem ainda três torres (do relógio, do Monte ou dos Namorados e da Relação).

Incluída na muralha norte está a torre sineira de são João Batista, com cruz templária, fora da muralha a seu lado está a pequena capela com o nome do orago dos Templários, e ainda uma sepultura. Marialva está muito próxima de Longroiva, existindo aqui um enclave Templário.

IMG_5432 marialvaAtualmente, tendo em conta o abandono a que a vila foi votada a partir de meados do século XVIII, mantendo-se habitado o arrabalde, tudo o que o circuito das muralhas contém é um conjunto soberbo de ruínas, tornando-se por isso num dos mais espetaculares e auráticos castelos de todo o território português.O tempo como que parou e o que resta das suas casas dá conta disso mesmo.
A Vila pululou de vida até meados do século XVIII, mas a brutal condenação dos Távoras em 1759 tornou-a um fantasma de pedra. Era então alcaide do castelo um Távora (ainda hoje existem dois solares dos Távoras na Região: em Souropires (*) e em Ranhados).
A população transferiu-se para o arrabalde e para a planície, mais cómoda e menos comprometida com a recordação dos Távoras
No interior da cerca medieval está um pequeno castelo muralhado com torre de menagem e cisterna implantada sobre o afloramento granítico.
Destaco ainda, a maravilhosa laçaria da calçada, o largo da praça, onde permanece o pelourinho em gaiola, a antiga casa da Câmara, Tribunal e cadeia, que no século XIX e XX chegou a funcionar como escola primária, a antiga casa dos magistrados símbolos da ancestral autonomia  concelhia de que a localidade desfrutou e um poço-cisterna.

No interior da cidadela estão duas igrejas bem preservadas:

-a igreja  matriz, de estilo Manuelino e dedicado a Santiago tem pormenores românicos (uma inscrição e uma cruz) o que nos remete a primeira igreja como sendo do século XII ou XIII. No século XVI teve uma importante reforma. O interior é interessante com o púlpito e altar mor com retábulo barroco que não foi dourado (aspeto raro) profusamente decorado e com uma imagem de Santiago, o que nos remete para uma das vias de peregrinação a Santiago de Compostela. Ainda na capela mor, quase em tamanho natural, as imagens de são Francisco de Assis e de santo António, proveniente do Convento Franciscano de Vilares, a poucos quilómetros da vila e que se encontra em ruína acelerada. o rei dom Manuel I para além da reconstrução da igreja, atribui foral novo a Marialva em 1515 e promove obras no castelo, nas muralhas e no restante património, como é o caso do chafariz;
-e a Capela do senhor dos Passos, também conhecida por capela da Misericórdia de estilo maneirista com elegante fachada com púlpito exterior, no interior a habitual talha dourada, e o retábulo com três imagens (de Cristo, como o Senhor da cana Verde, de santa Bárbara e são Sebastião), Destaque para o teto que possui 42 caixotões  pintados com figurações hagiográficas e cuja fiada central representa temas da Paixão de Cristo.
José Saramago e Marialva

José Saramago no seu livro  “Viagem a Portugal” fez uma bela descrição de Marialva.
“Neste largo onde está a cisterna, onde o pelourinho está, dividido ente a luz e a sombra, adeja um silêncio sussurrante. Há restos de casas, a alcáçova, o tribunal, a cadeia, outros que não se distinguem já, e é este conjunto de edificações em ruínas, o elo misterioso que as liga, a memória presente dos que viveram aqui, que subitamente comove o viajante, lhe aperta a garganta e faz subir lágrimas aos olhos. Não se diga daí que o viajante é um romântico, diga-se antes que é homem de muita sorte: ter vindo neste dia, nesta hora, sozinho entrar e sozinho estar, e ser dotado de sensibilidade capaz de captar e reter esta presença do passado, da história dos homens e das mulheres que neste castelo viveram, amaram, trabalharam, sofreram, morreram”.

A cidade romana de Aravorum situava-se na Devessa de Marialva
Na porta de Santa Maria, de amplos horizontes medito na história obscura da cidade romana de Civitas Aravorum que jaz a seus pés sob a Devessa banal.
Este penhascoso monte era conhecido como Aravor (topónimo de origem celta que significa alta colina). Por causa da Pax Romana a população desceu a encosta e fundou a mais importante cidade romana desta região, com estatuto de Capital – a lendária Civitas Aravorum.
Antes de indicarmos mais alguns dados da cidade romana, vale a pena conhecer a lenda da origem toponímica da localidade.
A lenda de Maria Alva, a “dama dos pés de Cabra” e o templo de Júpiter
É a famosa lenda da Maria Alva, segundo tradição popular, que dá nome a localidade.
“Existia há muitos anos na aldeia que hoje se chama Marialva uma lindíssima rapariga que a todos encantava com a sua beleza, mas que ao mesmo tempo intrigava porque só usava saias a arrastar. Como era linda, claro que todos os rapazes queriam casar com ela, mas a todos respondia com agrado e simpatia, que só casaria com um rapaz que fizesse os sapatos à medida do seu pé.
Havia na aldeia um sapateiro de nome Baltazar como era muito manhoso combinou com a criada, de colocar farinha no chão do quarto, para assim ficarem as marcas dos pés de Maria Alva. E tudo correu como eles planearam, pela manhã quando Maria Alva se levantou, e saiu para dar o seu passeio, a criada chamou Baltazar e os dois contemplaram as marcas dos pés da belíssima Maria Alva. Baltazar em vez de ir para sua casa fazer os sapatos para a Maria Alva foi para a rua e apregoando dizia:
– Maria Alva tem corpo de gente e pés de cabra! Maria Alva tem corpo de gente e pés de cabra!
Maria Alva ouviu aquilo subiu à torre do seu palácio e perguntou:
– Ó Baltazar a quantos te vais gabar?
– A quantos vir e encontrar. Respondeu ele.
Maria Alva não quis ouvir mais nada subiu ao cimo da torre e de lá se atirou morrendo instantaneamente.
E assim a aldeia herdou o nome de “Marialva”.”
Todos conhecem na região o edifício, onde a infeliz se arremessou. Este observado atentamente verifica-se que terá sido uma construção romana; são os vestígios de um templo dedicado a Júpiter do fórum e onde se encontrou uma lápide dedicada aquela divindade. Na Devessa foi ainda descoberto uma inscrição consagrada a Adriano de 179 (o mesmo do romance notável de Marguerite Yourcenar). Por toda a planície abundam vestígios romanos, inclusive uma pequena ponte romana e a naumáquia, vestígios bem preservados do sistema hidráulico que abastecia a cidade. Acredito que a mítica Civitas Aravorum ainda tem muito para desvendar sob a Devessa, por isso qualquer escavação utilitária deve ser alvo de acompanhamento arqueológico.
A civitas mais próxima tinha um templo a Torre de Almofala (*) e que se encontra bem preservado e já foi descrito no Portugal Notável.
Haja dinheiro e aprazimento político, pois técnicos com vontade de revelar o passado romano não faltam.

Os Condes de Marialva

Titulo nobiliárquico dado por dom Afonso V, em 1440, que o concedeu a Vasco Fernandes Coutinho, meirinho-mor do reino e marechal, pelo seu importante  envolvimento nas campanhas  militares do Norte de África. Encontra-se sepultado no mosteiro de Salzedas (Tarouca) (*). o 1º Conde de Marialva  era filho do alcaide de Trancoso, Gonçalo Vasques Coutinho, o vencedor da Batalha de Trancoso em 1385 que também era irmão de Álvaro Gonçalves Coutinho, o celebre Magriço dos doze de Inglaterra. O condado foi extinto em 1534 por morte ,sem descendência do 4º conde de Marialva.
Dona Luísa de Gusmão, então regente do reino por menoridade de Afonso VI faria desta terra um marquesado, dando o primeiro título de Marquês de Marialva ao 3º Conde Cantanhede, António Luís de Meneses, brilhante vencedor nas linhas de Elvas, Valência de Alcântara e Montes Claros e que possibilitaria a nossa independência por mais alguns séculos. Dom António Luís de Menezes  foi um 40 conjurados desde o inicio envolvidos na conspiração de 1640. Participou em alguns dos episódios bélicos, na beira e no Alentejo, tendo comandado a força portuguesa que participou na Batalha das Linhas de Elvas  (1659), participando na recuperação de Évora (1661), tomado Valência de Alcântara (1661) e ido em socorro em Vila Viçosa cercada pelos espanhóis, vencendo-os na Batalha de Montes Claros (1665), praticamente, pondo fim a Guerra da Restauração.
Infelizmente alguns descendentes do primeiro Marquês mancharam o seu nome. Gente sem escrúpulos, machista, em que o  critério era a do hedonismo, desrespeitando a dignidade humana – o “marialvismo”!
A tragédia dos Távoras em Marialva
Gostamos tanto de Marialva que procuramos uma chave de ouro para concluir este artigo; poderia evocar a tranquilidade da sua paisagem, a altivez do silêncio profundo, as ruínas feitas de escombros que imprimem uma natural poesia e beleza ao local e até o passeio solitário na cidadela quimérica onde se sente uma enorme paz interior. Por fim, decido que a conclusão não será minha, mas do nosso Nobel, José Saramago.
“Enfim, partiu. Vai andando pela planície, o Sol está-lhe à altura dos olhos, alguma coisa o viajante cresceu depois de ir ao castelo de Marialva. Ou é o castelo de Marialva que vai com o viajante e o torna maior. Tudo pode acontecer em viagens como esta”.

1-Do blogue: Meda,Lendas e Tradições.

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9 comentários Aldeia Histórica de Marialva (Mêda) (***)-É uma das mais belas aldeias da Europa

  1. Lena says:

    Olá!
    Parabéns, mais uma vez, vejo retratada um recanto esquecido do nosso Portugal. Louvo o seu blog. Continue nesse louvável caminho.
    Se tiver um tempito, convido-o desde já a participar na Blogagem de Outubro da Aldeia..
    Cumprimentos sinceros
    Lena

  2. Anabela says:

    Parabéns pelo texto, está perfeito!

    No entanto, e corrija-me se por momentos exagerar, mas Marialva é daqueles cenários que por muito que se diga, nunca se diz tudo… Mágico é a palavra que sempre me ocorre.

    Cumprimentos, Carlos e parabéns pelo seu trabalho!
    Anabela

  3. Mário Ferreira de Oliveira says:

    O que escrevem sobre os Marqueses de Marialva no mínimo revelador de uma profunda ignorância. Sobre a origem do “Marialvinismo” leiam “A Severa” de Júlio Dantas.

  4. Cristina says:

    Boa tarde,
    Desde mais dou os meus parabéns por divulgar estas pequenas terras do interior, esquecidos por muitos. Vinha apenas ressalvar uma coisa. Mêda assim como a Marialva nao sao de trás-os-montes mas da Beira Alta. Como medense que sou tinha de informá-lo.
    Saudações beirãs,
    Cristina

  5. Castela says:

    Sr. Manuel, sem dúvida que o Marques de Marialva foi um dos maiores no seu tempo e não pretendo aqui fazer uma exposição exaustiva sobre os seus feitos num texto que é de mera divulgação turística. Não temos dúvida que o Marialvismo deu muito mau nome a uma elite, que não soube fazer o melhor por Portugal e usando o hedonismo por conta própria pouco construiu de útil, bem pelo contrário. Quanto ao Júlio Dantas (que até foi padrinho da minha avó), confesso que não sou propriamente um fã da sua escrita excessivamente palavrosa e de um romantismo ultrapassado e que na história da literatura, não passará de uma marca de rodapé. O seu título mais conhecido é a Severa que de facto existiu mas que a fantasiosa pena de Júlio Dantas exagerou.
    Caro Manuel, mas se desejar pode utilizar os comentários para nos poder mais algumas notas sobre o Marialvismo.
    Obrigado e sejamos felizes.
    Amigo António – Têm toda a razão e vou de imediato alterar o texto.
    Amigo Hugo- O seu blog postais de Portugal é realmente magnífico.

  6. manuelsapinto says:

    nem só do passado precissa a pobressa dessa região .também pecissa de hiper mercados onde tudo é ++++ barato

  7. manuela says:

    A primeira vez que fui a Marialva foi num dia de nevoeiro…permaneço encantada até hoje.

  8. Marialva Araujo says:

    Adorei saber realmente a origem do meu nome, moro no Norte do Brasil e é raro este nome aqui, sempre soube da cidade de Marialva no Paraná, e que tinha a ver com o Marques de Marialva. Recentemente obtive a informação de que se tratava de uma pequena cidade em Portugal, quero muito conhecê-la.

  9. Lilian Fragoso Ribeiro says:

    Minha avó nasceu em Marialva e sempre me contava lindas histórias da cidade. Ela veio para o Brasil após sua mãe e seu pai falecerem em 1920. Lembro dela dizer que ao final do dia todos sentavam em volta da fogueira para conversar e como faziam vinho pisando nas uvas. Se houver alguém de Marialva vendo este site, eu gostaria muito de saber de mais histórias de Marialva. Sonho em um dia conhecer este lugar mágico.

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