Miradouro do Alto da Sapinha (Figueira de Castelo Rodrigo) (*)-Um dos mais belos locais para observar amendoeiras em Flôr

Miradouro do Alto da Sapinha (Figueira de Castelo Rodrigo) (*)-Um dos mais belos locais para observar amendoeiras em Flôr

Na Estrada Nacional 221, entre Escalhão e Barca de Alva encontramos o notável miradouro do Alto da Sapinha.
Aqui  observa-se o cessar do inóspito Planalto Castelhano, para ceder ao vale do rio Douro e ao seu afluente Águeda; aqui  forma-se uma planície aluvial mais alargada e menos em canhão granítico. Esta abertura do vale deve-se a passagem de rochas mais duras (quartzitos e granitos) para rochas mais brandas (xistos) e ainda ao trabalho erosivo do rio Águeda na sua foz. O quartzito a norte devido à maior resistência diferencial tem contribuído para o desnivelamento altimétrico do local entre a margem norte a margem sul do rio Douro.

O miradouro é muito aprazível, com parque merendeiro e um leitor de paisagem do Parque Natural do Douro Internacional que diz o seguinte.
Painel Informativo local do Miradouro do Alto da Sapinha
“Chegado a Barca de Alva, o rio Douro inicia o percurso em território nacional, passando a dividir as províncias da Beira Alta e de Trás-os-Montes. Neste local onde desagua o seu afluente Águeda, situam-se duas pontes, uma ferroviária, que fazia parte do eixo Porto-Salamanca encontrando-se desativada há várias décadas, e uma rodoviária recentemente construída que assegura a rápida ligação a Espanha.
Neste cenário grandioso, com a crista quartzítica de penedo Durão como fundo, observam-se extensos amendoais e olivais ocupando a quase totalidade dos terrenos xistosos. Estas culturas agrícolas encontram aqui excelentes condições edáficas, e a sua instalação nesta região remonta ao fim do século XIX, processo a que esteve associado o escritor Guerra Junqueiro, que calcorreou “…esta terra inóspita onde a custo a urze desponta..”
Em termos naturais, esta área têm bastante importância para as aves de grande porte. Observando-se grifos, águias e até o tímido Bufo-real, que nas vizinhas arribas do Águeda tem o seu habitat de nidificação”.

Estas aves no seu habitat natural, principalmente o grifo, são avistada amiúde no seu voo planado, contribuindo para um cenário magnífico. Estas aves não destrinçam questões fronteiriças, ao contrário do Homem que aqui nem precisou de elevar muros porque os canhões fluviais do rio Águeda e Douro são canhões intransponíveis, separando o reino espanhol da republica portuguesa. Será que precisamos de construir muros entre nós, quando já temos estes acidentes orográficos, vales profundos, cordilheiras montanhosas e oceanos que nos separam?

Do miradouro do Alto da Sapinha, vê-se Barca D’Alva, pequena localidade perdida nos confins do reino onde o Douro, depois de namoriscar território português desde Miranda, se rende finalmente aos encantos nacionais, abandonando Castela.

Quem for a Barca de Alva (*), a partir de Figueira de Castelo Rodrigo é obrigatório parar aqui. Delicie-se com a beleza da paisagem principalmente na época das Amendoeiras em Flôr.

 

 

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