JÁ VISITOU A ROTA DO CRIME DO PADRE AMARO EM LEIRIA? (*)

JÁ VISITOU A ROTA DO CRIME DO PADRE AMARO EM LEIRIA? (*)

Rota do Crime do Padre Amaro em leiria, é uma ideia fantástica de um ótimo livro clássico da literatura portuguesa. O trabalho do município foi muito bom apenas espero que não retirem os painéis, de grande qualidade da pintora Sílvia Patrício a lembrar a Paula Rego. Tivemos o prazer de fazer dois passeios com dois grupos amigos de Alter do Chão e não mais os esqueceremos porque as memórias boas são também um dos pilares da esperança realista. Eis a nossa Amélia (Rita Miguel), a frente sempre diligente quando se trata de fazer ditosos os outros. É também para dizer que o Miguel, não é o nosso Padre Amaro (apesar de ter algumas semelhanças), mas é um ótimo cicerone. Este é um modo didático e divertido de ficarmos a conhecer o Centro Histórico de Leiria.
Nesse mesmo dia visitamos ainda castelo, o Museu do Mimo e a Igreja Românica de São Pedro em Leiria, o museu do vidro na Marinha grande e o sítio no premonitório da Nazaré.
Até fomos capa no Diário de Leiria de 8 de Agosto de 2014, bem fixe. Eis o artigo.
ROTA DO CRIME JÁ ATRAÍU 1300 PESSOAS ÀS RUAS DE LEIRIA QUE INSPIRARAM EÇA DE QUEIROZ.
“Desde junho de 2003 já participaram na Rota d’O Crime do Padre Amaro 1300 pessoas provenientes de todo o país. A iniciativa, da Câmara Municipal de Leiria, tem dado uma nova dinâmica às ruas e recebido a aceitação de todos os participantes, que se mostram entusiasmados com a iniciativa que recorda o amor proibido entre Amélia e o padre Amaro. Segundo fonte da Câmara Municipal de Leiria, “o facto de vir gente propositadamente realizar esta rota testemunha a capacidade de atração que estas iniciativas possuem, o que, defende, justifica a aposta da autarquia, consolidada, de resto, no programa “Eça 2014”. “Só este ano registámos uma média de quase três grupos por mês e até ao final do ano já existem nove pedidos de grupos de todo o país para realizarem o percurso. Tanto participam adultos, como crianças que acompanham os pais e jovens”, acrescentou. Foi o caso de 44 seniores de Alter do Chão, Alentejo, que vieram ontem a Leiria propositadamente para conhecerem o famoso romance histórico da autoria de Eça de Queiroz. A visita não poderia ter sido mais divertida. Que o diga Miguel Narciso, o guia do percurso, que ao contar que “havia uma moça, Amélia, que é da idade do Amaro”, foi interrompido por uma voz animada que acrescentou: “Uma carga de trabalhos, portanto!”. E era mesmo. O polémico livro português, proibido durante muitos anos, dá a conhecer Leiria em 1870, onde acontecem as peripécias de dois jovens apaixonados. A visita começou na Praça Rodrigues Lobo, outrora chamada Praça de S. Martinho, e local onde começou o boato de que Amélia e Amaro poderiam viver um romance proibido. “Lá estão eles, lá estão eles” afirmava um dos participantes, apontando para uma das treze telas ilustrativas da obra, espalhadas pela zona histórica da cidade. Passando pela rua doa Arcos da Misericórdia e pela Igreja da Misericórdia já se questionava: “Ainda não aconteceu nada? Um bocadinho de piri-piri?”. Não, ainda não. Seguiu-se a casa onde Eça de Queiroz viveu, onde Amélia e Amaro residiram também, em andares separados – “Está-se mesmo a ver o que vai acontecer a seguir”, ouviu-se – , passando pela sé, onde as personagens nunca apareciam juntos porque, segundo um participante, “dava muito nas vistas”. Finalmente a casa do sineiro, onde se escondem os encontros amorosos de ambos e onde se tem uma vista privilegiada sobre Leiria.
Visita feita, alguém refletiu: “Hoje ainda há muitos padres amaros, não acham?”. Os turistas de Alter do Chão aproveitaram o dia para visitar ainda o Museu da Imagem em Movimento ( MiMo) em Leiria, o Museu do Vidro na Marinha Grande e, por fim, a praia da Nazaré.
Telas há um ano nas ruas
Para quem ainda não assistiu ainda à Rota do Crime do Padre Amaro terá ainda oportunidade de o fazer. Durante a Rota, serão interpretadas as treze telas da artista plástica Sílvia Patricio, colocadas há um ano em algumas fachadas de edifícios do centro histórico.

Vozes
Tânia Palmeiro, 35 anos
Fomos nós que sugerimos a visita e recebemos uma recetividade positiva por parte dos participantes, tanto que aqui estão dois grupos, um de Alter do Chão e outro de Seda.
Eu e outro elemento da organização já tínhamos vindo com outros grupos das Juntas de Freguesia da Chancelaria e Cunheira.
Maria Ana Bóia, 80 anos
Já conhecia Leiria mas não vinha cá há 30 anos, portanto é bom voltar. A cidade está diferente, havia mais jardim, mas continua bonita. (…) Sobre excursão, quis vir também porque gosto de visitar a Nazaré. Recorda-me as excursões antigas de quatro dias.
João Passinhos, 75 anos
É a primeira vez que visito Leiria, só aqui tinha vindo de passagem.
Desde que são organizadas excursões em Alter do Chão, que participo em todas, já a semana passada fomos à Figueira da Foz.
À Nazaré já fui várias vezes.
in Diário de Leiria de 8 de Agosto de 2014
Por Bruna Santos

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