Torre de Menagem do Castelo de Pinhel (*)-é uma das mais belas torres medievais de Portugal

Torre de menagem do castelo de Pinhel

Torre de menagem do castelo de Pinhel foi mandada fazer pelo rei dom Dinis, bem como a estrutura da velha cerca medieval de Pinhel que se encontra bem preservada, tendo 800 metros de perímetro. Apenas falta um pequeno troço que dá para o Largo Engenheiro Duarte Pacheco. A muralha ora se esconde ora se descobre entre o casario velho e quintais, abrindo nas portas de São Tiago, São João, Porta de Marrocos, Porta de Marialva e  Porta de Alcavar. Entre a porta de Alcavar e a antiga Porta da Vila (não existente), ergue-se  formosa, a torre do relógio do século XIX. Todo este conjunto foi erguido entre o século XIII e XVI. Do castelo sobrevivem ainda duas poderosas torres quadrangulares medievais que merecem algumas palavras.

Talvez fosse construída algum castelo em Pinhel no tempo dos afonsos e sanchos, mas foi o Rei Dom Dinis, que realizou uma das mais importantes campanhas de fortificação dos castelo de Portugal, principalmente de fronteira com Leão e Castela, nesta região são exemplo os castelos de AlfaiatesAlmeidaCastelo BomCastelo MelhorCastelo MendoCastelo RodrigoSabugalVilar Maior e Pinhel. Do rei Dom Dinis confirmou  a carta foral de Pinhel em 1282 e ordenou  a construção da cerca defensiva da povoação e instalou na muralha, seis torres com as suas respectivas portas. Visitou Pinhel em 1285. Visita que repetiu em 1313 o que confirma a importância de Pinhel na época. Restam duas torres defensivas da cerca,  Torre da Porta da Vila ou da Prisão Velha e a torre de São Tiago.

Durante a crise da sucessão de 1383-1385, Pinhel, colocou-se ao Mestre de Avis, e por esta razão, foi  das primeiras localidades a ser saqueada na primavera de 1385, quando as forças  castelhanas invadiram Portugal, cruzando a Beira Alta, de Almeida a Viseu.

Quando em 1510 o rei Manuel I confirmou  o foral de Pinhel, as torres foram reparadas e consolidadas a cargo de João Ortega, de Penamacor. Posteriormente, em 1810 durante a Guerra Peninsular, a cidade e seu  castelo  foram ocupadas pelas tropas napoleónicas comandadas pelo  general Louis Henri Loison, o maneta.

A  torre de menagem do castelo de Pinhel (*)
A torre de menagem do castelo de Pinhel, a  Norte (*) tem cerca de trinta metros de altura, em três registos e porta de entrada alta, ao nível do primeiro andar, a que se acedia através de uma escada retráctil. Do tempo do rei dom Dinis, a torre tem ainda Tem dois balcões com mata-cães  e uma gárgula a exibir o seu traseiro para o antigo reino de Castela e Leão e um siglamento interessante. No tempo do rei dom Manuel I foi construída uma sala com abóbada polinervada, que tem uma a mais bela janela manuelina da Beira Interior; esta de sacada, duplo vão, com três colunelos quinhentista com arquivoltas naturalistas das ramagens e decorada por um elefante e um leão em ação, mas com algumas deformações anatómicas porque de forma maravilhosa o escultor nunca viu nenhum destes animais ao vivo; tem ainda no parapeito uma seteira cruciforme.
A torre de menagem do castelo de Pinhel foi Infelizmente aviltada pelo IPPAR quando em 1990 abriu uma porta  na base da torre, destruindo um poico da muralha.
A torre prisão do Castelo de Pinhel
A torre sul do castelo de Pinhel, que foi prisão, com a conivência da câmara municipal local, deixou que construíssem um execrável edifício junto a medieva torre. Este mau edifico deve ser demolido, ainda para mais não estando a ter qualquer utilidade.  Esta tem como pormenor exterior digno de nota, a datar a primitiva edificação (século XIV) uma janela românica, com almofada arcaica de descarga.
A torre tem três registos com planta quadradada rematada com merlões. A torre que funcionou como prisão, tem no seu interior a esbelta escada helicoidal de acesso ao terraço de onde se desfruta um vasto cenário.

castelo-de-pinhel

O panorama é agradável e vasto. O perfil da Serra da Marofa desenha-se com nitidez.
A serra quartzítica é uma verdadeira bússola na região encravada entre montes sucessivos boleados, pobres, tristonhos, cheios de olivais e vinhedo.
Dignos ainda de registo são ainda a cisterna do castelo e a enorme bombarda (símbolo das gentes de Pinhel) e do reinado de dom João II.
Sabe bem passear ao longo de todo o adarve do perímetro da cerca, envolvidos nesta luz vibrante, em terras que necessitam da ajuda de todos nós.

Pinhel_-_Janela_Manuelina

Notas adicionais:Eis um artigo sobre a remodelação de Pinhel.

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