Torre do Galo (Freixo de Espada a Cinta) (**)

Quem vagueia por Freixo de Espada-à-Cinta rapidamente repara que a vila possui no seu casco histórico várias habitações quinhentistas no estilo manuelino. Nestas destacam-se a Casa dos Carrascos e a casa situada no início da rua Outeiro. As ruas do centro histórico convergem para a Praça Jorge Alvares, que é por isso,  o centro cívico da Vila. É neste adro que encontramos a estátua de qualidade mediana de 1950 do grande navegador, com uma brilhante atuação no oriente (por exemplo, em 1513, foi o primeiro português a contactar diretamente a China, também este célebre aventureiro tem uma estátua em Macau. É aqui que estão os três monumentos notáveis da vila: A Torre do Galo (**), a Igreja Matriz (**) e a capela da Misericórdia com a sua belíssima capela-mor polinervada (*).

A torre do Galo é uma das mais belas de Portugal

A dois passos da igreja matriz, está o que os moradores teimam em designar por Castelo e que é o recinto murado de xisto do cemitério, constituído por restos da muralha e vestígios de uma porta. Adossada ao cemitério está a colossal e elegante Torre do Galo com 25 metros de altura, heptagonal e com parapeito saliente com cachorrada do tipo borgonhês. Ostenta na face voltada para a praça as armas da vila. É sabido que Dom Dinis aqui mandou fazer importantes obras e a ele se deve provavelmente, para além da ampliação da cerca muralhada, esta belíssima Torre do Galo.

Torre do GaloPara observar as suas vistas (bela panorâmica da vila, dos campos e montes vizinhos) temos que passar por um salão ogival que recebe a luz coada pelas sete seteiras e trepar uma escada ogival. No terraço ergue-se a torre sineira do relógio, colocada ali posteriormente e que está na origem da designação da “torre do galo”. Mas o que narro neste parágrafo não viu o viajante, porque das duas vezes que fui a Freixo a entrada da torre estava fechada. E é tudo o que resta daquilo que devia ser uma óptima fortaleza defensiva, que tinha cinco cubelos e duas poderosas torres: uma – a desaparecida torre de menagem e a Torre do Galo. Aliás, a semelhança do que aconteceu com a muralha defensiva, o mesmo poderá acontecer ao seu centro histórico, porque se encontra degradado e descaracterizado, misturando-se o tijolo, janelas e portas de alumínio com relíquias quinhentistas cheias de carácter. Para terminar digo peremptoriamente que a Torre do Galo é uma das mais belas torres medievais da Península Ibérica.

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